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Negócios 3 MIN DE LEITURA

Como selecionar uma assessoria de imprensa

Publicado

em

Por Oswaldo Pepe, Art Presse, empresa de assessoria de imprensa e Relações Públicas de São Paulo

Esta é uma pergunta recorrente: como selecionar uma boa assessoria de imprensa em S. Paulo? Acho que foi o Huffington Post que popularizou este esquema “Xis Coisas Que Você Precisa Saber Sobre Etc”.

Não sei se é bom jornalismo, mas o fato é que as pessoas gostaram do formato. Portanto, seguem as nossas cinco dicas:

Dica 1: Em geral não existe assessoria de imprensa ruim; mas existe assessoria de imprensa mal brifada  e/ou super estimada.

Por super estimada quero dizer que se esperam resultados que ela não tem como prover, em curtos prazos, principalmente. Assessoria de Imprensa trabalha basicamente com construção de confiança e isto só se consegue no tempo. E o resultado de seu trabalho depende da Imprensa, ou seja, ela nunca tem a palavra final – o que é ótimo pois é o que dá toda credibilidade.

Mal  brifada é quando o cliente não consegue explicar exatamente o que quer, tem um problema de comunicação mas não consegue – ou não pode ou não deve – formulá-lo com clareza. E espera que a assessoria consiga resolver o assunto sem maiores esclarecimentos.

Dica 2: Não faça concorrência. Serviços como o de assessoria dependem do estabelecimento de uma empatia, uma simpatia, um entendimento natural e confiança entre as partes. Como a contratação de um arquiteto, um advogado, um médico. É isso que fará toda a diferença, afinal a assessoria vai falar em seu nome e o de sua empresa para um dos públicos mais importantes que existe: os jornalistas. Faça pesquisa, conheça as pessoas e se possível, as sedes, muito importante ver onde trabalham os assessores. O que importa não é o preço (que deve ser o do mercado, certamente) ou as muitas vezes espetaculares propostas de trabalho – em geral feitas por equipes especializadas que não têm a tarefa de atender o cliente no dia a dia e que provavelmente você nunca mais vai ver.

Dica 3: Empresas de Assessoria de Imprensa vêm em alguns tamanhos. As que são operadas de casa ou de uma sala por uma ou duas jovens cheias de pique que se dedicam de corpo e alma aos seus pequenos clientes. As “maiorzinhas”, médias e boutiques, com uma equipe que vai de dez a trinta pessoas, onde você sempre será prontamente atendido por um diretor ou por uma gerente que sabe tudo da sua conta e para a qual sua conta sempre é estratégica. E as grandes, que têm contas grandes para as quais têm que se dedicar com afinco e que acabam por serem chamadas por um grande número de empresas diversas por sua fama e presença.

Cada uma delas têm suas vantagens, cabe ao cliente procurar compreender com qual haverá a maior empatia, o melhor encaixe, o mais produtivo entendimento comum. Toda a força de comunicação que uma assessoria pode exercer vem principalmente da relação de confiança, parceria e cumplicidade (no melhor sentido) que se estabeleça com o cliente. Fora disto é business as usual, adequado para outras áreas dos negócios mas nunca para a sensível área da comunicação com a Imprensa.

Dica 4: Toda a empresa tem que se tornar uma empresa de mídia. É o que a democratização da comunicação – antes dominada por quem detinha os meios (jornais, revistas, rádios, tevês) – via a internet nos trouxe. É a era de interconectividade, um falando com todos, todos com todos e todos com um. Comunicar-se ficou tão importante quanto o core business da empresa. Neste sentido é importante que uma assessoria de comunicação tenha desenvolvido serviços complementares, contemporâneos, como (e não tão somente) a construção, gestão, operação na internet, desde sites e blogs até as redes sociais – Twitter, Facebook, Instagram, Youtube etc. De modo que além de se promover uma integração da comunicação, seja possível multiplicar os resultados do trabalho de assessoria de imprensa via as redes sociais, por exemplo. Ou, por outro lado, levar os conteúdos de sua central de mídia para a Imprensa, devidamente formatados, analisados, computados.

Dica 5: Assessoria de Imprensa não é agência de publicidade. E, portanto, não tem como publicar tudo o que a empresa quer, do jeito que quer, a hora que deseja e no veículo escolhido pelo diretor. Isto se chama publicidade, é pago, você pode falar o que quiser, onde e como; para muitos problemas de comunicação é a melhor solução. Certamente não tem a credibilidade de matérias assinadas por jornalistas ou por veículos de imprensa respeitados. Mas muitas vezes é a informação e o encanto com que ela passada que resolve. Certamente a diferença de preços entre os serviços é grande, mas não há comparação possível, portanto, evite confundir os serviços.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

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em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios 1 MIN DE LEITURA

Jaime Troiano: Conceito de Place Branding e o case do Baixo Pinheiros

Um dos principais especialistas em Branding do país fala sobre Place Branding

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Jornal 140 entrevista o Presidente da TroianoBranding, Jaime Troiano, que explica o conceito de Place Branding e conta o case do Baixo Pinheiros. Para saber mais sobre o projeto do Baixo Pinheiros, clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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