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Assessoria de Imprensa

Sindisat: Art Presse contratada como assessoria de imprensa do setor de satélites

Ricardo Braga

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em

A Art Presse foi contratada pelo Sindisat, Sindicato Nacional de Empresas de Telcomunicações por Satélite, para atuar como sua agência de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa.

A responsável pelo atendimento é Vanessa Rocha – vanessa@artpresse.com.br.

 

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Publicidade O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Assessoria de Imprensa

Falar ou não falar com a imprensa?

Ricardo Braga

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Sou um empresário de comunicação que atua há muitos anos nas atividades de Relações Públicas e Assessoria de Imprensa. Sou sempre o primeiro a sair em defesa da liberdade de expressão e da importância de um jornalismo livre e sem amarras. Mas o que fazer quando aparecem situações inesperadas e fora dos manuais do jornalismo das quais todo o profissional, pelo menos uma vez na vida, tem de lidar?

Tive recentemente uma reunião com o presidente de uma grande companhia (sem nomes, por favor)  que sofreu o assédio da imprensa em uma situação inusitada. A empresa não havia feito nada de errado, estava absolutamente em dia com as suas obrigações. Mesmo com todos os meus (bons) argumentos e histórico de empresas que haviam passado pelo mesmo constrangimento não houve jeito. Ele estava disposto a agüentar a pressão e esperar para que o assunto desaparecesse (o que aconteceu dias depois). E me contou uma história.

Um dia ele recebeu a ligação de um grande amigo, dono de uma construtora. Disse-lhe que havia adquirido um grande terreno em S. Paulo e que o mesmo receberia uma incorporação em formato de torres residenciais. Tomou todas as precauções. Entrou em contato com a prefeitura de S. Paulo, pediu indicação para o melhor cartógrafo para que ele realizasse todos os estudos de demarcação do terreno, tudo absolutamente de acordo com a lei e com as regras de uma ocupação responsável, com respeito ao ambiente, conforme sempre fizera.

Ao finalizar a construção foi informado de que a incorporação estava “errada” – que uma área nativa de 200 metros quadrados havia sido delimitada de maneira irregular. O empresário mostrou toda a documentação aprovada, que havia sido realizada por cartógrafo indicado e autorizado por eles. Alguém, evidentemente, queria um “empurrão” para aprovar o “habite-se”.

A situação começou a sair do controle quando um dos compradores, justamente uma consumidora inadimplente – que havia pagado apenas três prestações iniciais – que foi à imprensa e reclamou que a incorporadora havia lhe enganado, que não podia mudar-se e que não tinha para onde ir. O empresário recebeu uma ligação de um programa “jornalístico” de uma grande rede (formato que combina repórteres improvisados e engraçadinhos com políticos e personalidades) que gostaria de lhe entrevistar para “esclarecer” o caso.

O empresário ligou para o presidente desta empresa que me contou a história. Pediu-lhe para perguntar o que fazia:

– Eu os atendo ou não?, perguntou o incorporador.

– De forma alguma, respondeu o executivo. Eles não querem esclarecer nada. Querem explorar o assunto, querem audiência.

– Mas eu não tenho o que temer!, retorquiu. Tenho tudo a meu favor. Só não poderei dizer que há alguém na Prefeitura que quer cobrar para me dar o “habite-se”, mesmo tendo eu feito tudo direito, dentro dos conformes …

– Não recomendo.

– Você me disse que conhece a direção da TV. Fale com eles, explique-lhes a verdadeira situação …

– Desculpe, mas o melhor é você não os atender. De nada adiantará falar com eles.

– Então está bem. Tenho outra idéia. Estudei com o apresentador em uma faculdade de Engenharia, quando ele lá esteve por um ano. Me pareceu ser um cara legal, decente. Vou ligar para ele e explicar-lhe. Tenho certeza que ele entenderá e produzirá uma matéria equibilibrada …

– Não faça isso. Você se arrependerá.

A conversa terminou. O executivo achou que ele aceitaria a sua recomendação. Dias depois, soube o que aconteceu. O incorporador, de fato, ligou para um dos apresentadores, que foi super receptivo, entendeu a questão e deu-lhe uma idéia. Ele o receberia na redação do programa na TV onde poderia explicar toda a situação.

No dia marcado, três ou quatro horas antes do encontro agendado, a secretária do incorporador, em pânico, lhe avisa que a “reportagem do programa” estava na recepção da empresa. Imediatamente, o incorporador chama o seu sócio, um executivo mais calmo e sem  envolvimento emocional com o problema, e combina que ele atenderia a reportagem.

Ao recebê-los surpreende-se com a equipe de reportagem em tom persecutório ao lado daquela compradora de um dos imóveis, com um bebê no colo, em prantos e acusações contra empresários desonestos e desalmados etc.

O resultado foi um desastre. Em termos de imagem da incorporadora, em termos pessoais (o sócio que atendeu à reportagem teve de ser internado, por problemas nervosos).

Volto à reunião com o executivo. No meio da conversa argüi, em tom de blague, que ele deveria ter indicado a minha agência para administrar a crise. Mas é claro que saí da reunião incomodado com a história que havia acabo de ouvir.

Continuo firme na convicção de que chamar especialistas de uma agência de RP é o melhor procedimento para administrar graves crise de imagem como a da incorporadora. Há maneiras e maneiras de atender à imprensa – desde comunicados e “notas” à outras ferramentas.

Há 30 anos acompanho e administro o calvário de algumas delas em crises de comunicação. Todas as vezes me espanto com o despreparo de alguns repórteres e com a clara (má) intenção de destilar alguma raiva contra o “capitalismo selvagem” representada por algumas grandes empresas (não mencionarei aqui a grande maioria jornalística que exerce um trabalho equilibrado e que tem a sua importância e relevância reconhecida pela sociedade).

Todo o RP passa por situações muito difíceis, pois fica no meio das pressões – entre a imprensa e os diretores de uma empresa, que acham que basta falar a verdade (que muitas vezes não pode ser dita na sua completude, quando há tentativa de suborno envolvida) para que a imprensa entenda. E não compreendem quando tudo sai o oposto do que imaginavam.

Como explicar para estes empresários sobre programas que se apresentam como “jornalísticos” quando na verdade são comediantes da tragédia alheia, justiceiros travestis, arautos da verdade? Que jornalismo é esse?

Ora, dirão, desde que a imprensa é imprensa – leiam “Bel Ami”, de Guy de Maupassant para entender o que estou querendo dizer – há a exploração do contraditório, do exagero, da amplificação da tragédia em cujos elementos há a adição de repórteres jovens e justiceiros com editores céticos e interessados tão somente na finalização de seus materiais.

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Assessoria de Imprensa

O que é media training

Ricardo Braga

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A indústria de comunicação social, leia-se jornais, revistas, rádios e TV, nunca esteve em uma situação tão crítica em relação ao seu modelo de negócios. Mas o jornalismo profissional, incluindo os sites noticiosos, continua tendo força para derrubar presidentes, empresas e destruir reputações. É fácil de entender – conteúdo de qualidade tem valor. São nestes momentos que aparecem os grandes porta-vozes, pessoas experientes que falam em nomes de entidades e empresas e que conseguem transmitir mensagens claras mesmo em momentos difíceis. Mais do que experientes e talentosos: são profissionais treinados, fizeram media training.

O que é media training? É um treinamento intensivo que é ministrado por jornalistas e profissionais de comunicação aos porta-vozes. Estes profissionais conhecem e estudam as técnicas e recursos, bem como são especialistas em formulação de conceitos e posições. As sessões de media training são formadas por uma parte teórica e uma prática. Esta última rende melhor quando é ministrada em conjunto com jornalistas e câmeras com experiência em TV, onde são feitas uma série de perguntas de modo a avaliar a postura, comportamento e retórica dos candidatos a porta-voz. Em seguida, o grupo avalia o desempenho destes três itens e repete o treinamento.

Existem pessoas que nasceram para isso, têm o dom. Outras podem adquirir as técnicas, que são acessíveis a todos. Mesmo os porta-vozes natos precisam treinar e sempre. São como jogadores: grandes craques também precisam treinar para que obtenham o máximo durante o jogo, que é o espetáculo. Não existe jogo sem treino. Por mais que sejam talentosos, podem não conseguir se expressar de maneira adequada em certas situações e não conseguir expor o seu ponto de vista.

A parte teórica de um media training enfatiza o mais importante: o planejamento. Começa com a importância do briefing, que é o resumo do pedido de entrevista de um jornalista. Um bom briefing descreve o tema ou assunto da matéria, a intenção do jornalista de ouvir um ou vários porta-vozes, se a matéria será informativa ou opinativa e qual é o perfil do veículo, editoria e jornalista, bem como quem é o público do veículo.

Neste momento de apresentação do briefing um porta-voz experiente poderá, em função do apresentado por seu assessor, entender se deve ou não conceder a entrevista, responder por escrito ou se deve repassar a demanda para um outro porta-voz que conheça melhor o tema em foco.

Ainda no planejamento o porta-voz entenderá porque uma conversa prévia com seu assessor (warm-up) é tão importante, bem como definir o tipo de roupa adequada e o ambiente onde a entrevista será realizada.

Há várias outras dicas. Uma delas é a mais básica: ser você mesmo, porque nenhuma técnica é mais importante do que a autenticidade, a naturalidade. Para isso o treinamento é fundamental: ajuda a retirar as travas emocionais e psicológicas que fazem com que a boca seque, o coração acelere e a apresentação dos argumentos se embaralhem de maneira confusa e desconexa.

Todo o brasileiro, independentemente de sua atividade, deveria ter aulas de media training nas faculdades. Falar em público, ou falar especificamente para um jornalista, é um exercício para toda a vida.

 

Por Ricardo Braga, Art Presse (empresa de relações públicas e assessoria de imprensa)

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