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Marketing

Entrevista: Anderson Cardoso fala sobre a Camino Marketing

Ricardo Braga

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Formado em publicidade, Anderson Cardoso começou a trabalhar com marketing digital quando a área ainda estava começando a se consolidar. Anderson sentiu que ali existia uma possibilidade importante para a sua carreira, e ele estava certo.

A quase 15 anos atrás, começou a observar quais empresas estavam fazendo história no mundo digital. Na época, o Mercado Livre já tinha destaque nessa área, assim como a Despegar  —  conhecida no Brasil como Decolar  — , ambas de criação Argentina. Para se aprofundar no assunto, Anderson decidiu buscar especializações que pudessem ajudá-lo nesta empreitada.

“Na época, todo mundo que queria se especializar em digital ia para o Vale do Silício. Vendo o crescimento da Despegar e do Mercado livre, pensei em ir para a Argentina, onde poderia me especializar no comportamento latino-americano, mesmo sabendo das proporções”, explica ele.

A partir daí, Anderson começou a ir regularmente para Buenos Aires, abrindo mão de uma carreira já consolidada como Diretor de Arte numa empresa privada. Começou como analista de mídia na Despegar.com (maior site de venda de Viagens da América Latina) e teve oportunidade de participar de um curso feito em parceria entre o Google, Despegar e Mercado Livre, em São Francisco. Poucos meses depois, chegou no cargo de Coordenação de Marketing.

Foi ali que Anderson teve seu primeiro grande desafio, que gerou um case de sucesso da Despegar. Na época, uma técnica de SEO chamada Black Hat estava se tornando comum no universo online e o Google buscava meios de freiar a prática. A Despegar, assim como algumas outras empresas, acabaram perdendo o espaço nas páginas do Google por serem associadas a essa prática.

“A Decolar foi pega por black hat, mas foi por um mal entendimento da equipe de TI.  Existiam várias páginas de versões muito antigas do site e com códigos já não mais permitidos disponíveis na internet, e a forma como o Google entendia o Black Hat mudou, por isso, acabamos sendo penalizados e desindexados, perdendo todo o posicionamento orgânico no Google”, conta.

A grande dificuldade foi entender que o erro estava aí, porque até então, o Google não explica exatamente o que estava acontecendo. Depois de alguns diálogos com a empresa, Anderson se juntou com a equipe de TI da Decolar para entender exatamente o que houve.

“Nós ficamos durante três dias dormindo no escritório para encontrarmos as páginas indexadas pelo Google que estavam criando esse problema. Elas não estavam organizadas dentro de um diretório”, explica. Na mesma época, outros sites também foram penalizados por conta do mesmo problema. “Nenhum estava fazendo black hat de fato, mas todas tinham alguns códigos em comum, e isso norteou parte da nossa análise”.

A Decolar virou um case de sucesso na ocasião porque, após identificarmos o possível problema. Criamos um racional para identificar onde esses erros poderiam estar. No processo encontramos mais de 60 mil páginas. “As outras empresas demoraram de 45 a 90 dias para voltarem ao ar, nós voltamos em 13 dias. Até hoje somos citados como exemplo pela forma que o processo foi conduzido. Mais que um casamento entre marketing e TI, tivemos um time envolvido no processo”, diz Anderson.

Anderson sugeriu que fosse montada uma equipe de marketing digital da Decolar no Brasil (até então tudo era feito na Argentina), em São Paulo. Ele passou mais um tempo na empresa e logo após assumiu a Gerência de Marketing na Wine.com.br (2º Maior Ecommerce de Vinhos do Mundo).

Na empresa, viveu mais dois cases de sucesso: com a Rakuten —  um dos maiores players de marketing digital do mundo — , em que desdobraram o funil de retargeting. “Foi um sucesso porque o mercado de vinho, além de vender um commodity, tinha o fator da recorrência. O mercado de clubes era algo muito novo ainda, era muito difícil vender assinaturas para o universo do vinho, e aí a gente criou esse desdobramento. Deu certo, virou um case, apresentei na Convenção Anual da Rakuten que aconteceu em Salt Lake City em março de 2015 e hoje a Rakuten e outros players fazem isso no mundo inteiro,” diz Anderson.

Uma outra vivência importante com a Wine.com.br foi forma de remunerar as redes de afiliados com escalonamento de comissões. Ou seja, eles passaram a pagar a Zanox —  um player alemão hoje adquirido pela Awin —  baseado na ideia de comissão. Neste ano, a empresa replicou o modelo de negócios e passou a fazer isso no mundo inteiro.

Depois da Wine, Anderson assumiu um novo desafio: a Direção de Marketing da Sonoma, também do mercado de vinhos. Após alguns meses criou a Camino Marketing, que passou a atender a Sonoma em seguida. A ideia de Anderson ao empreender era criar uma agência que atendesse a todas aquelas expectativas que ele tinha quando era o cliente. “Em algumas agências que atendiam as empresas em que trabalhei, eu sentia falta de alguns pontos na parte de operação. O comercial era sempre muito incrível, mas no dia a dia, faltava”.

Por conta disso, uma das suas primeiras decisões com a Camino foi a de não investir em uma área comercial. “Eu não quero uma empresa em que exista um telefone sem fio entre o comercial, o atendimento e a equipe tática. Minha ideia foi investir em colaboradores operacionais que também entendem da estratégia, que saibam o porquê de estarem fazendo cada atividade e, de acordo com o perfil do cliente, definirmos quem é o melhor ponto focal interno”, diz.

“Quando vamos prospectar uma conta, nós não consideramos só o quanto vão investir na agência, ou quão sólida é a presença no mercado. Pensamos também em qual o desafio aquele cliente propõe e o quanto ele está disposto a aprender e investir no processo de marketing digital”, explica.

Como resultado, hoje, os clientes da Camino enxergam a agência como um braço direito da empresa, e Anderson investe em profissionais que podem contribuir durante este processo. Com isso, a Camino se tornou uma empresa com o conceito que ele sempre buscou enquanto era cliente. “Estou sempre ajustando os ponteiros dentro da Camino, meu objetivo é fazer dela um ótimo lugar para todos, clientes e time, e que os nossos valores sejam percebidos por todos no simples trocar de emails.”

Entrevista publicada originalmente no site da Camino Marketing.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Conteúdo

Marketing de Conteúdo: O que faz uma marca de pneus distribuir guias turísticos?

Neste artigo você vai entender a lógica do Marketing de Conteúdo, por meio do case de sucesso da marca de pneus Michelin.

Lai Dantas

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Foto: Michelin

É final do século XIX e em Clermont-Ferrand, no interior da França, os irmãos Edouard e André Michelin assumem a pequena fábrica de pastilhas de freio de seu avô. Eles ainda não sabem, mas agora são donos do que será – um dia – a oitava empresa com maior reputação a nível mundial e o maior exemplo de Marketing de Conteúdo de todos os tempos:

  • Por passarem horas trocando pneus de bicicletas, fabricaram um pneu desmontável (1891);
  • Para uma viagem mais confortável aos que andavam de carruagem, desenvolveram pneus silenciosos (1894);
  • Com a criação do automóvel, idealizaram o Éclair: um veículo equipado com pneus próprios (1895);
  • Pensando em crescer no recente mercado automobilístico e com apenas 3 mil carros circulando pela França, criaram conteúdo.
Foto Divulgação: Michelin

Guia Michelin

Em 1900, o Guia Michelin, um guia turístico com mapas, dicas de planejamento de viagem e de como trocar o pneu do carro, além de informações sobre os melhores restaurantes e hotéis da região, foi distribuído gratuitamente para milhares de pessoas.

Mas afinal, o que faz uma marca de pneus distribuir guias turísticos?

Se você se fez essa pergunta, acompanhe a seguinte hipótese:

Recebi o Guia Michelin e, surpreendentemente, o conteúdo despertou minha vontade de viajar. Decidi, então, viajar de carro para conhecer os lugares incríveis aos quais tive acesso por meio do exemplar. Posteriormente viajei novamente, e depois de novo, de novo e de novo. Meus pneus ficaram gastos e, por isso, precisei trocá-los. Enfim, em qual marca de pneus pensei primeiro? Michelin, sem dúvida.

BINGO! Isso é Marketing de Conteúdo!

Marketing de Conteúdo

(…) Uma maneira de engajar com seu público-alvo e crescer sua rede de clientes e potenciais clientes por meio da criação de conteúdo relevante e valioso, atraindo, envolvendo e gerando valor para as pessoas de modo a criar uma percepção positiva da sua marca e assim gerar mais negócios – Rock Content.

Como diz Seth Godin, CEO de uma das primeiras empresas de marketing digital, o marketing que funciona é aquele que as pessoas escolhem prestar atenção, uma vez que não dá mais para sobreviver interrompendo estranhos com uma mensagem que eles não querem ouvir, ainda mais sobre um produto do qual nunca ouviram falar e usando métodos que os incomodam. Os consumidores têm muito pouco tempo e capacidade para tolerar isso.

Em síntese, o Marketing de Conteúdo é a última estratégia de marketing que restou.

O Guia Michelin não precisou dizer ser a melhor fabricante de pneus da França ou do mundo ou contar sobre a qualidade de seus pneus (principal produto da empresa). Tampouco ofereceu promoções ou descontos imperdíveis a fim de vender mais. Ao invés disso, educou o público e como consequência, ganhou autoridade no assunto e influenciou na decisão de compra de inúmeros leitores.

Hoje, o guia francês conta com uma equipe que percorre o mundo inteiro para avaliar restaurantes e premiar, com estrelas, os que se destacam.

Quer conquistar sua audiência? Troque propaganda por relevância!

Quer uma estratégia que dê resultados duradouros? Aposte em Marketing de Conteúdo!

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Você também pode ler este mesmo artigo aqui e aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Influencers

Me Poupe! O Reality: Nathalia Arcuri e o propósito de diminuir os índices de violência doméstica no país

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa.

Lai Dantas

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Não lembro como ou quando comecei a seguir a Nathalia Arcuri, mas sei que é graças ao conteúdo que ela dissemina na internet que hoje eu encho a boca para me intitular investidora.

E se um dia ousei dizer em alto e bom tom que nunca precisaria de matemática para nada nessa vida, agora me pego rindo enquanto faço contas e mais contas para multiplicar meu dinheiro.

Para mim, a história dessa mulher é simplesmente fantástica.

Quando criança, ouviu uma colega da escola dizer que os pais haviam criado uma poupança para ela: “Aos 18 anos de idade, poderei usar toda essa grana que eles estão acumulando para comprar meu carro!”.

Chegando em casa, Nath correu para perguntar ao pai sobre sua poupança – jurando ter a mesma sorte que a amiga – e recebeu como resposta um “Cresça e apareça!”.

Assim nasceu a fada sensata da educação financeira.

Por conta desse “não”, o dinheiro do lanche passou a ir para o cofrinho, os presentes de Natal e Dia das Crianças deixaram de ser roupas e brinquedos e, já na adolescência, trabalhar como figurante e modelo viraram sinônimo de renda extra.

Aos 18 anos, Nathalia comprou o tão sonhado carro.

Aos 23, assim que concluiu o ensino superior no curso de Jornalismo, tomou posse do primeiro imóvel: um apartamento na planta.

Aos 32, conquistou o primeiro milhão.

Reality na TV Aberta

Em 2012, já conhecida como repórter de uma das maiores emissoras de TV aberta do Brasil, Nathalia se pegou na zona de conforto. Já havia conquistado tudo o queria e precisava de mais para se manter viva e feliz.

Levou, então, uma proposta inédita para o lugar onde trabalhava: um reality de finanças para transformar a vida financeira dos brasileiros.

A resposta durante três anos?

Não, não e não.

Quando finalmente ouviu um sim, ele veio acompanhado de: “Gostamos tanto que vamos entregar seu projeto para um apresentador que é especialista em finanças”.

Canal no YouTube

Nathalia Arcuri abriu mão de um salário de 13 mil reais, comprou uma câmera, aprendeu a editar e levou seu sonho para o YouTube.

No Me Poupe!, atualmente considerado a primeira plataforma de entretenimento financeiro do país e o maior canal de finanças pessoais do mundo, ela ensina de forma divertida e descomplicada como gastar menos, investir, poupar, negociar etc.

O propósito?

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e 70% dessas mulheres continuam passando por esse tipo de violência porque dependem financeiramente do marido.

Logo, oferecer educação financeira gratuita para o brasileiro significa oferecer educação financeira gratuita para mais mulheres: mais mulheres com liberdade financeira significa menos mulheres passando por violência doméstica.

Genial, né?

Me Poupe! O Reality

Com a liberdade financeira alcançada 12 anos antes do previsto, autora do best-seller Me poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso, o sonho do reality finalmente vai virar realidade.

Me poupe! O reality estreia em outubro, na Band.

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa. A missão é tirar os participantes do sufoco financeiro, ajudando na transição de endividados a investidores em quatro semanas.

Se eu fosse você não perdia por nada!

Foto Divulgação: Folha UOL

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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