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Relações Públicas

4CO/Cappellano & Carramenha e RP1 são os destaques do Prêmio Jatobá

Ricardo Braga

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A 4CO | Cappellano & Carramenha e a RP1 foram os destaques da 2a. Edição do Prêmio Excelência e Inovação em PR , o Troféu Jatobá. A cerimônia de premiação foi realizada em S. Paulo, no hotel Renaissance, na noite de 8 de novembro. A 4CO | Cappellano & Carramenha levou o prêmio especial de agência “butique” do ano e a RP1 foi considerada agência do ano.

O prêmio deste ano foi entregue para 13 agências, classificadas em Agências Butiques e Grandes Agências, em 11 categorias – Public Affairs / Relações Governamentais, Sustentabilidade, PR Internacional, Pesquisa, Mídia Corporativa, Evento, Projeto Especial, Comunicação Interna, Comunicação Integrada, Digital/Redes Sociais, Assessoria de Imprensa/Relações com a Mídia.

O prêmio Jatobá é uma iniciativa do GECOM-Grupo Empresarial de Comunicação em conjunto com as empresas Business News, Jornalistas Editora, Maxpress e Mega Brasil Comunicação.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Relações Públicas

A imagem da maconha

Redação 140

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Em artigo publicado recentemente na edição digital da PR Week, Kristin Flor Perret, chama a atenção para o fato que a imagem da maconha (que ela chama de “cannabis”) está mudando e alerta que os profissionais de comunicação de todo o mundo precisam estar atentos a este novo movimento. A maconha não é mais a erva do diabo, agora é um produto da modernidade.

Segundo Kristin, países como EUA estão no centro desta mudança que ela chama de “green rush” e os efeitos podem ser verificados em diversas áreas como legislação, a entrada de grandes marcas de consumo, varejo e mudanças de atitude dos consumidores.

Duas coisas chamam a atenção da comunicadora: a de que as marcas que atuam no mercado estão ficando cada vez maiores – algumas já são negociadas na NYSE, bolsa de valores de Nova York; a outra é que a melhor porta de entrada para um negócio que ainda opera em uma área nebulosa, quando não ilegal em algumas regiões dos EUA, é o CBD.

A explicação é que o CBD, cannabidiol, é a parte da maconha que não apresenta efeitos psicoativos (que são encontrados no consumo da maconha tradicional, que apresenta o THC-tetrahydrocannabinol) e que apresenta benefícios médicos. Por este motivo, vários empreendedores tem acrescentado CBD em praticamente tudo, desde café a tratamentos de banho, segundo Kristin (que cita matéria do The New York Times).

Aqui no Brasil, a discussão sobre o uso do CBD para uso medicinal ainda engatinha apesar de avanços importantes como a aprovação de importação destes remédios pela Anvisa. O CBD é utilizado com eficácia em diversos tratamentos como de epilepsia.

Como negócio, a maconha ainda não alcançou os escritórios brasileiros de Relações Publicas que costumam ir a reboque das empresas e instituições. Por enquanto é apenas uma atividade lucrativa para as facções e alguns maus policiais que, naturalmente, querem distância de qualquer regularização que acabaria com o seu negócio.

Uma eventual regularização no Brasil está parada há mais de quatro anos no STF que julga a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal. A data para voltar a analisar o processo, um recurso extraordinário (RE ),  já está marcada para o dia 5 de junho deste ano. A data foi decidida pelo presidente Dias Toffoli, após voto do ministro Alexandre de Moraes (que liberou o processo que estava travado desde o pedido de vista do ministro Teori Zavascki).

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Relações Públicas

O modelo de negócio do Facebook

Ricardo Braga

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Os leitores e assinantes do jornal Folha de S. Paulo foram brindados ontem, 25, com um longo artigo publicado na seção Opinião assinado por Mark Zuckerberg, fundador e presidente-executivo do Facebook, sobre o propósito e o modelo de negócio desta rede social. Endereça uma questão central pelo qual o Facebook vem sendo tão criticado: vende ou não vende os dados dos usuários?

No mês que vem, no dia 4 de fevereiro, o Facebook completará 15 anos de existência, com feitos espetaculares. Lembro de um em especial: a grande marcha contra a violência do terrorismo na Colômbia que teve início com uma série de posts no Facebook e mobilizou milhões de pessoas (anotado no livro “The Facebook Effect”, de David Kirpatrick). E números impressionantes também: mais de 2.2 bilhões de usuários no mundo (a terra tem 8 bilhões de pessoas), 127 milhões no Brasil, 12.691 empregados e receita de mais de 12 bilhões de dólares a cada três meses. O Jornal 140 também tem uma página no Facebook; é um ótimo lugar para você me dizer se acha este artigo uma porcaria ou se tem algum sentido para você.

Aparentemente o artigo da Folha de S. Paulo faz parte das comemorações da maior e mais importante corporação de redes sociais do mundo (é dona também do viciante Instagram e do Whatsapp, que virou uma ferramenta essencial). Acho que é mais do que isso: integra um conjunto de ações estruturadas para a defesa do negócio. Tudo começou depois de uma série de vazamentos e informações que o Facebook Inc. comercializava os dados de seus usuários no caso envolvendo a Cambridge Analytics.

Mark Zuckerberg é um gênio e tem a seu favor uma obsessão: ele é guiado pelos e para os usuários. Todos os recursos e aplicativos são desenvolvidos para atender as suas demandas e gostos. É um modelo “user driven”, está o tempo todo em evolução, nunca para. A cada dia o Facebook apresenta algum tipo de característica, inovação, facilidade. Ainda não inventaram algo tão bom e eficiente como ponto de encontro e desenvolvimento de comunidades. Ele escreve no artigo que antes do Facebook era possível encontrar tudo na Internet, de música a livros mas faltavam “pessoas” … e que por isso … “criei um serviço (gratuito) que que as pessoas pudessem usar para se conectar e saber mais umas sobre as outras”.

O que é o seu grande ponto forte é também a sua fraqueza. Zuckerberg é de uma geração que cresceu longe (e desconfiada) da mídia. Não presta atenção, não assina jornais, acha (e tem certa razão) que estes veículos não conseguem abarcar o mundo e os fenômenos em sua inteireza, que apresenta resumos e reportagens com vieses, influenciados por ideologias ou preferências – não entende o mundo em transformação e as inovações. No começo, ele e seus pares sofreram para serem entendidos pelo mainstream: foram esnobados pela grande mídia e pelas grandes agências de publicidade. O troco veio na maneira com que as grandes plataformas hoje abocanharam grande parte da mídia (veja estes dados em “O rei do dado”, aqui no Jornal 140).

A mídia se sentiu abandonada pelo Facebook, que passou a cobrar pelo impulsionamento das páginas e posts dos veículos de mídia cada vez mais, não os diferenciando das demais marcas (como se a Folha de S. Paulo pudesse ser comparada ao sabonete Dove ou ao guaraná Antartica, por exemplo). Achou que poderia criar um novo modelo de distribuição de informação local, onde a própria comunidade e novos players, substituiriam o modelo convencional de produção de notícias.

Estava errado. Zuckerberg ignorou a lei da física: para cada ação há uma reação, inversamente proporcional. E o efeito rebote é muitas vezes maior, mais poderoso e destruidor.

A mudança de desprezo e abandono à mídia tradicional começou a mudar depois do escândalo da Cambridge Analytics e a pressão dos veículos de mídia que os levou ao parlamento – foi emblemática a audiência de Zuckerberg no senado americano.

Demoraram a perceber o estrago de terem ignorado a mídia tradicional em um processo repleto de trapalhadas: uma delas virou chacota no meio de Relações Públicas quando o The New York Times revelou que o Facebook havia contratado uma empresa de RP, a Definers, para difamar seus críticos e rivais (leia esta reportagem da PR Week). Me surpreendi, negativamente, que a diretora de operações Sheryl Sandberg não tenha se detido antes nesta questão com o cuidado que merecia (sei que é fácil eu falar daqui no conforto do meu apartamento enquanto escrevo isso, ignorando as várias reuniões tensas com advogados e gente brilhante, cheios de argumentos contrários ao que vemos hoje).

As coisas, no entanto, começaram a mudar. Primeiro indício: segundo reportagem da Reuters, citando a fonte “Centro para Política Responsiva”, o Facebook investiu US$ 12,62 milhões em lobby em 2018 contra 11,51 em 2017 (o Google investiu US$ 21,2 milhões em 2018). No começo deste ano, finalmente, o Facebook anunciou investimentos de US$ 300 milhões em organizações de mídia locais para colaborar com a mídia.

E agora, veja só, este artigo publicado na Folha de S. Paulo, aqui no Brasil. Não sei se foi escrito por um time de ótimos RPs ou pelo próprio Zuckerberg. Como profissional de comunicação, garanto: se não foi escrito, seguramente foi aprovado por ele, pela Sheryl e por um conjunto de profissionais, inclusive advogados e conselheiros.

Veja a ironia: Zuckerberg tem o poder de publicar o artigo em sua própria plataforma – tem muito mais alcance, condições de colocar estas ideias no feed dos usuários, saber quem leu, quando leu e qual foi a reação.No entanto, preferiu a mídia tradicional, a Folha de S. Paulo.

Para quem atua e estuda comunicação e Relações Públicas (RP) este movimento é um prato cheio e saboroso. Leia o artigo do dia 25 de janeiro publicado na Folha de S. Paulo, intitulado “Um olhar sobre o modelo de negócio do Facebook” (clique aqui e leia). É um primor de objetividade e significados.

OBS.: Que é mais uma dúvida do que uma observação. Como profissional de comunicação, que trabalha a forma e conteúdo, tudo na exata medida, tenho uma pergunta: Zuckerberg, você precisava mesmo aparecer de paletó e gravata na foto (ou foi o editor da página de Opinião da FSP que a escolheu)?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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