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Eventos 1 MIN DE LEITURA

CCXP 2018: guia do sobrevivente das galáxias

Viver a Comic Con Experience se trata, cada vez mais, de explorar novos mundos. E para todos eles vale a pena enfrentar qualquer fila – com uma pitada de paciência, é claro!

Danielle Feltrin

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Se tivesse que seguir um guia de sobrevivência para aproveitar a maior convenção da cultura pop do mundo, eu diria que ele poderia ter apenas três itens: tênis confortáveis, toalha (don’t panic!) e muita, muuuita paciência para encarar elas… As filas!

A 5ª edição da Comic Con Experience, que acontece em São Paulo entre os dias 6 a 9 de dezembro, ficará para a história do evento pelas atrações tão diversas que impactaram o mais diferente perfil de público – o que reflete, diretamente, nas tão temidas filas!

Além das atrações já carimbadas na convenção que alimentam o espírito geek como HBO (sentar no trono de Game of Thrones? Quero!), Warner e Netflix sempre com seus gigantes e cada vez mais aprimorados estandes, e os estúdios de cinema trazendo convidados e pré-estreias, a CCXP também está abrindo as portas para outros universos – e nem é de uma galáxia tão distante: os brasileiros!

Ainda há certa resistência para isso, é claro. Mas já está começando a mudar. Um exemplo é a aposta do Grupo Globo com um estande pela primeira vez no evento, trazendo talentos da emissora para promover suas novas séries no app Globoplay, como a nacional Ilha de Ferro estrelada por Cauã Reymond. A estratégia de aproximar os famosos do público foi certeira, aglomerando pessoas de diferentes idades (ou seja, filas!) para chegar pertinho dos ídolos. Além disso, a popularização do evento fez com que aumentassem ativações voltadas para crianças, o que demonstra o interesse de famílias participarem de forma mais ativa em uma convenção como esta.

Viver a Comic Con Experience se trata, cada vez mais, de explorar novos mundos. E para todos eles vale a pena enfrentar qualquer fila – com uma pitada de paciência, é claro!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Danielle Feltrin é especialista em Social Media e já cobriu diversos CCXP no Brasil e nos EUA.

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Eventos 1 MIN DE LEITURA

Murakami por Murakami: o pop art do artista japonês

Exposição originária do Astrup Fearnley Museet, em Oslo, vem pela primeira vez a América do Sul e vai até 15 de março.

Helena Trevisan

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Foto: Alex Maeland

O Instituto Tomie Ohtake trás para São Paulo a Murakami por Murakami, exposição individual do artista japonês Takashi Murakami, fundador do termo Superflat, movimento que mescla arte tradicional com cultura pop.

Além de vídeos mostrando o trabalho do artista como cineasta para parcerias, produzindo um vídeo clipe com Kanye West e desenvolvendo clipes publicitários para a Luis Vuitton, a mostra trás mais quatro segmentos da obra de Murakami.

Seu personagem Mr. DOB, que deriva da palavra japonesa “dobojite” (por quê?), representa em diversas obras, de vários estilos, a cultura nipônica popular, sua planificação e o capitalismo.

Sempre muito ligado e referenciando mangás e animes, o artista, com o passar do tempo e de seu desenvolvimento, cria um planeta de DOB, retratando ameaças nucleares e o perigo ambiental.

Ligado ao Zen Budismo, Murakami retrata mestres como Soga Shōhaku e Hakuin Ekaku, e Daruma, sacerdote indiano fundador da religião. Mostrando, juntamente, imagens e símbolos tradicionais do Japão, como dragões e demônios, e animais bastante simbólicos na cultura nipônica, como leões e tigres, podemos perceber a referência constante do artista à pintura tradicional.

Tomando as obras de Francis Bacon como referência, o artista, desde 2002, produz uma série de pinturas com essa temática. Podemos observar o uso de ícones presentes em grande parte de suas obras, como personagens criados por ele, olhos e caveiras. São obras de grande densidade e múltiplas camadas de cores, postas sobre folhas de platina. Sempre presente, seu personagem Mr. DOB também é retratado, variando entre a monstruosidade e a delicadeza.

Apresentando seus autorretratos, foram escolhidas duas esculturas folhadas a ouro com o cão Pom sempre ao seu lado e também outra, em tamanho natural, com elementos robóticos e feita de silicone que, sozinha, com certeza, já valeria a visita a essa grande exposição.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Eventos 2 MIN DE LEITURA

Itaú Cultural apresenta a Ocupação Alceu Valença, trazendo a trajetória do artista pernambucano

A exposição, que trás ao público a vida e a obra de Alceu, vai até 02 de fevereiro.

Helena Trevisan

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Foto: Antonio Melcop

Alceu Valença, sem dúvida, é um dos artistas brasileiros mais completos e versáteis. Sua carreira passa pela música, pelo circo, pela poesia, pelo cinema e, menos reconhecido, pelo Direito.

Sabendo disso, a 48ª Ocupação Itaú Cultural homenageia o cantor e faz o público mergulhar na vida do artista através do enorme acervo montado, a princípio, por sua mãe, Adelma Valença, falecida em 2018, aos 104 anos, depois continuada por sua irmã, Adelminha e, depois, por sua esposa, Yanê.

A mostra é dividida em seis partes e trás curiosidades sobre Alceu Valença, como o fato de sua mãe, que incentivou muito a carreira artística do filho, ter lhe dado o primeiro violão, e seu pai, por outro lado, querer que Alceu se formasse advogado. Ou ele ter subido ao palco pela primeira vez aos seis anos de idade em um concurso de sua cidade natal, São Bento do Una, e ter ficado em segundo lugar com a música de Capiba, Meu Bem. Ou, ainda, como, aos 26 anos de idade, em 1972, alcançou a fama com seu primeiro disco feito em parceria com Geraldo Azevedo, único álbum, de seus 31, gravado em dupla.

O primeiro eixo da exposição, que recebe o público com o poema O Tempo, mostra a infância do cantor, sua família e como, desde criança, ele teve contato com a arte no geral e foi influenciado pelas tradições e culturas nordestinas através de feiras na sua cidade, vaquejadas, violeiros e cantadores de feira, como Jackson Pereira, Luiz Gonzaga e Marinês, essenciais para sua formação musical.

No segundo eixo, podemos acompanhar, através de fotos, a formação de sua primeira banda, suas parcerias e estrada. Também há uma projeção do filme A Noite do Espantalho, protagonizado por Alceu e que representou o Brasil no Oscar no ano de 1975.

Na terceira parte vemos a influência de Alceu na cultura e no carnaval de Olinda, seu Bloco Bicho Maluco Beleza e quando, em um show, notando a presença Dom Helder Câmera na plateia, canta uma música inédita, que o cantor havia escrito em sua homenagem.

Durante o quarto eixo, podemos perceber uma parte mais intimista e pessoal da mostra. Representando o agreste, a sala trás uma “árvore” de sisal ao centro da sala, paredes de barro, uma imagem de sua cidade natal, sua paixão pelo circo e imagens de seu filme A Luneta do Tempo, de 2014.

O quinto eixo trás toda a discografia de Alceu e o público pode acessar uma playlist do Spotify com suas músicas. E, no sexto, em um som ambiente, podemos escutar referências carnavalescas do cantor através de seu arquivo pessoal.

A ocupação disponibiliza óculos de realidade virtual em 360 graus, para uma experiência imersiva, ferramentas de acessibilidade e QR codes para conteúdos digitais. E, ainda, no site do Itaú Cultural, é possível encontrar conteúdos exclusivos e inéditos dessa e de outras as ocupações já realizadas.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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