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Diálogos 140

PC Siqueira: como me tornei um influenciador

Melhores momentos do PC Siqueira no Diálogos 140

Ricardo Braga

Publicado

em

Wikimedia Commons

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Autismo

Projeto Puzzle: autismo e comunicação

Autismo é um espectro. Não existem dois autistas iguais. Asperger e Autismo no Brasil

Rafael Sartori

Publicado

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Bruno Creste / Jornal 140

O autismo é um problema psiquiátrico que costuma ser identificado na infância, entre 1 ano e meio e 3 anos, embora os sinais iniciais às vezes apareçam já nos primeiros meses de vida. O distúrbio afeta a comunicação e capacidade de aprendizado e adaptação da criança.

Entre estes três pilares no diagnóstico de crianças autistas, a comunicação é um distúrbio que também afeta o núcleo que envolve a criança: familiares, professores, terapeutas e médicos. Dificilmente a comunicação é sincronizada e ocorre muito ruído na transmissão de informações no dia-a-dia.

Este problema de comunicação cruzou o caminho de Caio Bogos, estudante de Sistemas de Informação na FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista), em uma competição organizada pela faculdade para encontrar soluções inovadoras para melhorar a vida das pessoas com autismo.

Fascinado pelo tema, Caio imergiu no universo do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Acompanhado de familiares de crianças autistas e profissionais da área, Caio desenvolveu uma plataforma para integrar todas essas pessoas em um mesmo lugar. Através de uma timeline interativa, todas as pessoas que compõem o núcleo próximo da criança com autismo serão cadastradas na plataforma e, após isso, podem interagir entre si.

Além disso, essas pessoas poderão extrair relatórios sobre o uso dessa plataforma e os principais highlights do dia-a-dia da criança. Batizado com o nome de Projeto Puzzle, a iniciativa é composta por Caio Bogos, Mariana Soares (Psicóloga) e Gustavo Boehem (Desenvolvedor), além de diversos profissionais da área que estão apoiando a construção do projeto.

Plataforma Digital – Projeto Puzzle – Autismo – Caio Bogos

Nesta semana, nós realizamos uma entrevista exclusiva com Caio Bogos, criador do Projeto Puzzle. Veja as respostas abaixo e assista ao vídeo completo no final do artigo.

Quais são os dados sobre autismo no Brasil?

Atualmente, não há como contabilizar a quantidade de pessoas com autismo no Brasil. Informalmente, estima-se que existam 2 milhões de brasileiros com o transtorno no país. No mês de julho (18), o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei 13.861/2019, que inclui o levantamento de dados sobre a população autista no Censo 2020.

Em que fase está o projeto?

O nosso protótipo esta em testes, estou muito animado para começar a validar e verificar o interesse das pessoas com a nossa solução. Eu acredito que a nossa plataforma consegue resolver o problema de comunicação, inicialmente.

Como você irá popularizar a plataforma?

Para apresentar a plataforma, nós iremos utilizar a popularidade dos grupos de autismo nas redes sociais e apps de mensagens instantâneas. Espero conseguir trazer o máximo de impacto social com o projeto, pois, infelizmente, ainda existe bastante tabu com relação a esse tema.

Para assistir a entrevista completa com Caio Bogos para o Diálogos 140, clique no play abaixo. Para seguir o Projeto Puzzle nas redes sociais: Facebook@ppuzzleBRInstagram: @ppuzzlebr e Linkedin: @ppuzzlebr.

Produção: Bruno Creste, colaborador do Jornal 140.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Artes

PARAPRA Pensar: educação e arte na web

Nesta semana, nós realizamos uma entrevista exclusiva com a professora Janaína Corteze.

Rafael Sartori

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Bruno Creste / Jornal 140

Com 14 anos de existência e mais de 1 bilhão de usuários, o YouTube é a plataforma para vídeos mais utilizada da internet. No YouTube, é possível encontrar praticamente todo tipo de conteúdo: videoclipes, fofocas e teorias estão no topo da audiência. Nos últimos anos, o YouTube se mostrou também uma ferramenta poderosa de influência no debate político.

Além disso, um novo estudo chegou à conclusão de que o YouTube se tornou um lugar onde se promove a educação. Enquanto a plataforma passa desapercebida por pais e professores, os vídeos tem desempenhado um papel fundamental no aprendizado da geração atual.

Na última quarta-feira, 26 de junho de 2019, estreou um novo canal educacional no YouTube. O canal PARAPRA Pensar, criado e apresentado pela professora Janaína Corteze, nasceu com objetivo de lidar com as consequências pedagógicas da educação virtual. Para entender melhor este cenário, o Jornal 140 conversou com ela.

Janaína Corteze nasceu e cresceu em Jaú, interior de São Paulo. Apaixonada por artes desde a infância, se formou em artes plásticas na Unesp (Campus Bauru), pós-graduada em políticas públicas educacionais pelo IA (Instituto de Artes da Unesp de São Paulo) e atualmente leciona história da arte e artes plásticas no SESI de Jaú.

Há 10 anos em um ambiente de ensino onde a arte utiliza expressão sensorial e criativa, Janaína jamais imaginou que utilizaria plataformas digitais para criar conteúdo e compartilhar conhecimento:

Nunca me vi na internet falando sobre algo, a aula sempre foi algo tão íntimo. Eu sempre acreditei no olhar da educação de troca. Janaína Corteze

Durante o período preparatório para o Enem deste ano, Janaína quebrou seu paradigma. De maneira informal, criou vídeos e áudios com algumas revisões para ajudar seus alunos na prova. O feedback foi surpreendente e Janaína começou a ouvir um pouco mais e prestar atenção nos interesses e fontes de pesquisa utilizadas por seus alunos.

Inquieta e otimista como toda sagitariana, Janaína criou o nome, identidade visual, redes sociais e o conteúdo para três episódios em apenas uma semana. Os dois primeiros já estão no ar: A arma mais famo$a da história da arte e Arte & Consumo: Cultura do efêmero.

Entrevista com Janaína Corteze no Vitrolê Cultural, em Jaú/SP (Foto: Bruno Creste/Jornal140)

Nesta semana, nós realizamos uma entrevista exclusiva com a professora Janaína Corteze. Veja as respostas sobre o novo canal e assista ao vídeo completo no final do artigo.

Qual o objetivo do canal?

O canal foi idealizado com o objetivo de compartilhar ideias, trocar de conhecimento e despertar novos olhares com pensamento criativo, dinâmico e questionador. O canal promete abranger temas variados do mundo da arte, cultura, historia, desdobramentos e realizações humanas, sempre trazendo um recorte da atualidade.

Qual é o perfil do seu público? 

A principio eu pensei que chamaria atenção dos estudantes, após o lançamento do primeiro vídeo, eu percebi que o público é muito variado, praticamente de todas as idades. Foi interessante, as pessoas são muito curiosas e ao mesmo tempo muito fechadas ao novo, alguns, com constrangimento em fazer perguntas.

O que eles pediram para você apresentar?

A arte é um conhecimento muito amplo e abrangente. Eu recebi sugestões de pauta para arquitetura, fotografia, cinema e sexualidade na arte. Para os temas da atualidade: cultura, sociedade, religião, psicologia do consumo e uso de drogas.

O digital permite uma interação muito ampla e rápida com os “alunos”. No entanto o tempo do professor, de revisão de respostas e retorno, tem de seguir um processo mais lento. Como adequar isso?

Não é imediato, mas não chamaria de lento. Além do YouTube, os alunos usam outras ferramentas que facilitam a comunicação. Recebo muitas mensagens de alunos via Instagram, Facebook, o que facilita uma resposta mais rápida e a troca de ideias. A questão é a gente se adequar às novas tecnologias e usar da forma mais eficiente dentro do ensino.

Você está muito focalizada em vídeo. E textos, infográficos etc, não ajudam a didática?

Claro, eu acho que são peças fundamentais. Eu particularmente leio muito, busco minhas informações por meio de livros. Essa base da construção do conhecimento humano é mais que necessária. Foram textos e estudos em que me aprofunde que fizeram minha formação. Ainda considero fundamentais.

Qual é a frequência de postagem de vídeo? Você chamou uma equipe para ajuda-la?

No mínimo, um por semana. Eu tenho meu trabalho, as aulas consomem muito, logo dificulta postar com tanta frequência. Mas minha ideia futura são dois por semana. E não, não tenho uma equipe. Meu namorado é fotógrafo, usamos o equipamento dele e fui montando e fazendo como pude. Mas tenho a intenção de melhorar as questões técnicas, sim.

Para seguir a Janaína Corteze nas redes sociais: Facebook: @pp.pensar, Instagram: @pp.pensar e YouTube: @PARAPRA Pensar. Para assistir a entrevista completa para o Diálogos 140, clique no play abaixo.

Produção: Bruno Creste, colaborador do Jornal 140.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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