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Marca

7 pecados capitais do branding

Jaime Troiano

Publicado

em

“Acho que cometi alguns pecados imperdoáveis na gestão da nossa marca”. Esse profissional abriu seu coração e dividiu comigo, quase em tom de confissão, o que ele e sua equipe haviam feito.

Humildemente, eu ouvi quais tinham sido todos os equívocos que eles revelaram em busca de remissão. Foram 7 pecados que contrariam a essência do que se deve fazer em Branding.

  1. Abusei da vaidade corporativa.” Este é o primeiro e talvez o pecado mais pungente. Vaidade corporativa é o que cega os gestores em relação ao que, de fato acontece com marca no mercado. A vaidade corporativa é o ato supremo de narcisismo profissional, que impede a empresa de enxergar o papel que sua marca tem, de fato, no mercado.
  1. Pensei que minha sobrinha ia me ajudar”. Ele tem uma sobrinha que fez uma escola de desenho e artes, aliás uma boa escola, e tem um Mac em casa. Ela quis demonstrar para o tio o quanto ela se tornou uma exímia especialista em rebranding e propôs um ajuste nas cores e formas da marca, com intuito de torná-la mais moderna. O tio que sempre achou a moça muito criativa, topou. E pronto: criou-se mais uma das famosas dissonâncias cognitivas (L.Festinger). Ninguém entendeu a perda da identidade.
  1. Criei novos produtos que não tinham a licença perceptual da marca”. Explicando: o que ele fez foi estender a marca para áreas de produtos onde ela não tinha autoridade. Ele se esqueceu de que o fator que permite estender a marca com sucesso chama-se gôndola mental. O consumidor sabe nos dizer o quando um novo produto é uma expansão natural ou forçada da marca.
  1. Os colaboradores da empresa foram surpreendidos pela comunicação da marca.” Eles viram depois dos outros públicos e não tiveram a natural primazia de serem expostos a uma “pré-estréia”. É o oposto do que se espera quando queremos que eles, os colaboradores, atuem como apóstolos da marca e sejam seus autênticos embaixadores.
  1. Prometi mundos e fundos.” E hoje, mais do que nunca, promessas não se sustentam apenas com retórica. Somos desmascarados muito depressa. Histórias falsas (ocorreram algumas recentemente), mágicas que os produtos prometem mas não entregam, mensagens sedutoramente suspeitas etc. Nada disso se sustenta, numa sociedade rica em todos os tipos de acesso como temos hoje.
  1. Lá se foi o bebê ”. Na compulsão por ser inovador a qualquer custo, lá se vai a alma, a essência do que  a marca tem de mais valioso: sua identidade própria. Os ímpetos inovadores são tentadores. Amarrem-se  ao mastro, como fez Ulisses, para resistir a perigosas seduções que violentam a marca. Que jogam o bebê fora junto com a água do banho.
  1. Não me lembrei do Jeff Bezos.” O fundador da Amazon disse algo tão simples como revelador: marca é o que falam de você quando você sai da sala. Marca não é o que eu faço, não é o que eu digo, não é o que eu mostro. É o que fica na minha mistura de percepções e sentimentos depois de tudo isso.

Bem, falando a verdade, bem que todos esses pecados poderiam ter sido cometidos pela mesma pessoa ou pela mesma empresa, mas não foi isso que aconteceu. Use apenas uma licença literária para reunir todos os pecados em torno de um único pecador. Espero que isso nunca venha a acontecer nessa proporção.  Mas, posso garantir basta um ou dois deles para encolher a marca!

Quer saber mais sobre Branding? Clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Agências brasileiras de influencers

Redação 140

Publicado

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Nano, micro, macro, megainfluenciador. O mercado brasileiro, de repente, acordou para a nova realidade de talentos e canais, um segmento que se multiplica a cada dia em milhares, milhões. Estes criadores, artistas e empresários, antes descobertos pelos canais de TV em programas de calouros ou novelas, agora são encontrados nas plataformas digitais. Mas onde achá-los?

O Jornal 140 apresenta aqui algumas das agências que atuam hoje no Brasil. A lista é extensa; aquelas que não foram citadas aqui o serão em outros posts e oportunidades. Foi por este motivo o Jornal 140 criou uma editoria específica e pretende dar seguimento no assunto com regularidade. Também vamos apresentar perfis de alguns influencers.

Começamos pela Squid, que se apresenta como uma plataforma de marketing com digital influencers, com foco em microinfluenciadores (perfis que possuem até 100 mil seguidores, segundo a Squid). A agência procura facilitar a identificação, o recrutamento e a gestão de projetos com influenciadores digitais.

Squid: foco em microinfluenciadores.

A Digital Stars é uma das maiores agências que atuam no Brasil e seu diferencial é ser um hub de encontro das marcas e creators. A agência representa dezenas de influenciadores e canais como Ivana Coelho, BRKsEdu, Pyong Lee, Maíra Medeiros, Malena 202, Pequeno Sapeca, Invento na Hora, Mr. Poladoful, Você Sabia?, Casal de Nerd, T3ddy, Nostalgia, Rafael Moreira, Jon Vlogs, Me Poupe!, Gabi Luthai, Parafernalha, Mauro Nakada, Eu Fico Loko, Nome Gusta, Flavia Calina, Damianizando e Boxxit. Atende agências de publicidade, realiza eventos proprietários, organiza turnês de influencers, licencia produtos e cuida da comunicação do casting.

DigitalStars: ponto de encontro das marcas e creators.

A Celebryts apresenta-se como uma agência completa para campanhas com influenciadores; “utiliza ferramentas proprietárias para alcançar o melhor resultado em campanhas com influenciadores”. Representa micros, macros e megas influenciadores – são mais de 50 mil influenciadores qualificados.

Celebryts: uso de ferramentas proprietárias para otimizar performance.

A Inflr está focada em criar soluções de marketing digital que utilizem novas tecnologias para o mercado de microinfluenciadores. Criou a “primeira plataforma” que conecta marcas, anunciantes e influenciadores integrada com a tecnologia blockchain e com algoritmo de “proof-of-influence”, de modo a comprovar se os influenciadores têm de fato números orgânicos.

Inflr: tecnologia de blockchain.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Lollapalooza, nome extraordinário e incomum

Ricardo Braga

Publicado

em

Lembro de ter ouvido uma vez do grande especialista em branding no Brasil, Jaime Troiano, que o nome de uma marca influencia menos de 10% na relevância daquilo que a mesma se tornará ao longo da vida. O importante é associar a marca ao que ela realmente entrega e aos seus significados autênticos. E quando o nome traz o significado em si, uma coisa extraordinária ou incomum?

Lollapalooza é isso mesmo: uma coisa extraordinária ou incomum, segundo o Wikipedia sobre este festival de música que será realizado mais uma vez em S. Paulo em abril do ano que vem (de 5 a 7 de abril). A expressão vem dos EUA, final do século 19.

Pesquisei algumas das bandas, a maioria desconheço. Gosto de alternativo, que é proposta do Festival e digo pra você que vou experimentar ouvir algumas das bandas, aqui na web. Iria, com certeza, ao show dos Tribalistas e, talvez, Lenny Kravitz.

Do ponto de vista de comunicação, o Festival de Coisas Extraordinárias, Lollapalooza, é um sucesso. Do digital ao off, você é impactado pela mensagem.

Nesta noite do dia 13, quando escrevo este comentário, esta entre as palavras-chave mais buscadas – + de 20 mil pesquisas!, perde para Sampaoli (+ de 20 mil pesquisas), IPVA, argh!, 2019 SP, Liga Europa (+ de 20 mil pesquisas) e Jason Momoa (de Aquaman, + de 20 mil pesquisas).

A razão disso é que a organização do Festival anunciou o line-up – lista de artistas – em uma ação calculada e necessária, mostrando que eventos deste nível necessitam de planejamento para criação de um movimento crescente, uma narrativa em que todos os usuários são envolvidos.

Vai uma sugestão que faz sentido na estratégia de comunicação: ao invés de anunciar tudo de uma vez, não seria interessante anunciar pausadamente, e em etapas, os artistas?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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