7 pecados capitais do branding

“Acho que cometi alguns pecados imperdoáveis na gestão da nossa marca”. Esse profissional abriu seu coração e dividiu comigo, quase em tom de confissão, o que ele e sua equipe haviam feito.

Humildemente, eu ouvi quais tinham sido todos os equívocos que eles revelaram em busca de remissão. Foram 7 pecados que contrariam a essência do que se deve fazer em Branding.

  1. Abusei da vaidade corporativa.” Este é o primeiro e talvez o pecado mais pungente. Vaidade corporativa é o que cega os gestores em relação ao que, de fato acontece com marca no mercado. A vaidade corporativa é o ato supremo de narcisismo profissional, que impede a empresa de enxergar o papel que sua marca tem, de fato, no mercado.
  1. Pensei que minha sobrinha ia me ajudar”. Ele tem uma sobrinha que fez uma escola de desenho e artes, aliás uma boa escola, e tem um Mac em casa. Ela quis demonstrar para o tio o quanto ela se tornou uma exímia especialista em rebranding e propôs um ajuste nas cores e formas da marca, com intuito de torná-la mais moderna. O tio que sempre achou a moça muito criativa, topou. E pronto: criou-se mais uma das famosas dissonâncias cognitivas (L.Festinger). Ninguém entendeu a perda da identidade.
  1. Criei novos produtos que não tinham a licença perceptual da marca”. Explicando: o que ele fez foi estender a marca para áreas de produtos onde ela não tinha autoridade. Ele se esqueceu de que o fator que permite estender a marca com sucesso chama-se gôndola mental. O consumidor sabe nos dizer o quando um novo produto é uma expansão natural ou forçada da marca.
  1. Os colaboradores da empresa foram surpreendidos pela comunicação da marca.” Eles viram depois dos outros públicos e não tiveram a natural primazia de serem expostos a uma “pré-estréia”. É o oposto do que se espera quando queremos que eles, os colaboradores, atuem como apóstolos da marca e sejam seus autênticos embaixadores.
  1. Prometi mundos e fundos.” E hoje, mais do que nunca, promessas não se sustentam apenas com retórica. Somos desmascarados muito depressa. Histórias falsas (ocorreram algumas recentemente), mágicas que os produtos prometem mas não entregam, mensagens sedutoramente suspeitas etc. Nada disso se sustenta, numa sociedade rica em todos os tipos de acesso como temos hoje.
  1. Lá se foi o bebê ”. Na compulsão por ser inovador a qualquer custo, lá se vai a alma, a essência do que  a marca tem de mais valioso: sua identidade própria. Os ímpetos inovadores são tentadores. Amarrem-se  ao mastro, como fez Ulisses, para resistir a perigosas seduções que violentam a marca. Que jogam o bebê fora junto com a água do banho.
  1. Não me lembrei do Jeff Bezos.” O fundador da Amazon disse algo tão simples como revelador: marca é o que falam de você quando você sai da sala. Marca não é o que eu faço, não é o que eu digo, não é o que eu mostro. É o que fica na minha mistura de percepções e sentimentos depois de tudo isso.

Bem, falando a verdade, bem que todos esses pecados poderiam ter sido cometidos pela mesma pessoa ou pela mesma empresa, mas não foi isso que aconteceu. Use apenas uma licença literária para reunir todos os pecados em torno de um único pecador. Espero que isso nunca venha a acontecer nessa proporção.  Mas, posso garantir basta um ou dois deles para encolher a marca!

Quer saber mais sobre Branding? Clique aqui.

  • Últimos Posts
Presidente da TroianoBranding e um dos maiores especialistas em Branding do Brasil.
×
Presidente da TroianoBranding e um dos maiores especialistas em Branding do Brasil.
Latest Posts

Deixe uma resposta