6 profissões do futuro

O Jornal 140 resolveu inverter a ordem no começo de 2019. Ao invés de criar um climão com os profissionais de algumas profissões, que estão com seus dias contados, elaborou uma lista inicial de seis profissões que achamos que terão cada vez mais demanda nestes novos tempos de comunicação de cólera digital; confira.

Trader desk

O pessoal das Ad Tech – mídia programática – têm um trabalho duplo: além de produzir simulações de investimentos de mídia em plataformas de DSP para seus clientes têm de buscar o tempo todo os melhores lances – o chamado real time bidding (RTB) -, e procurar adequar os investimentos de seus clientes ao contexto da ação e da busca da audiência certa.

O trader desk tem de conhecer em profundidade o ecossistema digital, as diversas plataformas e recursos, entender quais são os objetivos a serem cumpridos e como medir os resultados. Em resumo, deve ser um consultor que orienta os clientes a navegar por estes mares digitais que são extremamente dinâmicos.

Performance

O analista de performance é uma nova abordagem do publicitário no universo digital, uma combinação de profissional de mídia com planejamento. Deve ser um integrador entre as necessidades dos clientes de modo a cumprir os objetivos propostos, em geral brand awareness, lead generation, e-commerce, web engagement e download app.

Um bom analista de performance sabe que seu trabalho é composto de três grandes pilares (objetivos claros, como atingi-los e como medi-los) e que é fundamental estar sempre estudando o que está dando certo e como corrigir rotas para entregar aquilo que o cliente espera.

Marketing de dados

O ecommerce não substituiu, ainda, as lojas físicas e talvez isso nunca aconteça (para salvação de quem precisa de um remédio ou de um prato pronto da Deli da sua rua). Acontece que o mercado demanda cada vez mais do profissional de marketing um olhar atento para operar neste maravilhoso mundo novo da comunicação fragmentada.

O novo profissional de marketing de dados que opera em um ambiente de grandes variáveis e que envolve a cadeia produtiva é cada vez mais chamado para orientar a formação e o estoque de itens que serão ofertados para suas bases de usuários. Isto porque o ecommerce mudou o paradigma de antigamente: agora, o que determina a demanda é a oferta.

Integrador de TI

A oferta de novos modelos de redes, plataformas e softwares tem aumentado exponencialmente. Todas as empresas vão precisar, em algum momento, profissionais que consigam integrar as plataformas proprietárias de seus produtos e serviços a novos aplicativos como Assistentes Pessoais, Reconhecimento Facial ou Movimentos Hápticos por radar.

CDO

A nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) promete revolucionar a maneira com que os dados dos usuários são tratados no Brasil. Enquanto os consumidores reclamam, com razão, dos telefonemas das operadoras com ofertas de vendas de produtos ou serviços, o usuário do digital poderá entrar com uma ação contra as empresas que serão responsabilizadas pelo uso indevido dos cookies. O diretor que assumirá esta função de diretoria será o CDO, “Chief Data Officer”, e fiscalizará todos os demais colegas, do diretor de marketing ao CEO da empresa.

Designer

As várias plataformas de bancos de imagens têm sido a salvação de milhares de sites e blogueiros, das quais o Jornal 140 também é entusiasta e cliente. No ambiente digital, todos são produtores de conteúdo, todos são responsáveis por suas páginas ou perfis, o que cria uma demanda gigantesca. Estas plataformas como Getty Image, Shutterstock, Folha Imagem e Agência O Globo, para citar algumas, reúne fotografias e ilustrações de milhares de fotógrafos e artistas e os remunera regularmente.

O problema é que todos os sites ficaram parecidos e carecem de originalidade. É por este motivo que os designers serão chamados para agregar valor nas imagens compradas ou produzidas a partir do zero para que as propriedades digitais se diferenciem.

Deixe uma resposta