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Negócios 2 MIN DE LEITURA

Rich Media

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A denominação pomposa de Rich Media (algo como “mídia rica”) cai muito bem para um recurso publicitário avançado de apresentação de displays no ecossistema digital.

Os anúncios em Rich Media podem ser apresentados em vídeo, áudio, GIF ou um outro tipo de ilustração e são desenvolvidos para chamar a atenção do usuário quando estiver dentro de um aplicativo no mobile.

Por que são “ricos” (rich)? Talvez porque antigamente os anúncios digitais eram mais duros, uma vez que eram desenvolvidos na linguagem Flash, com arquivos de menos de 200K, quando a internet era movida à lenha. Hoje, com a banda larga fixa e 4G e os recursos de HTML 5, os programadores encontraram nos criativos uma maneira de aprimorar a experiência dos usuários.

Em bom português: você acaba de entrar no UOL, gosta de carro e antes mesmo de começar a ler uma matéria sobre Venom na seção de entretenimento do portal, aparece um carro em movimento no site e, vupt!, se desmancha. Em seguida aparece o nome do carro e uma frase do tipo (“ele é tão rápido que nem deu tempo de você ver que modelo que é”). Isso é um display Rich Media.

É sempre bom lembrar que a maioria dos sites de notícias e apps são gratuitos – como este Jornal 140 – e o modelo de negócios é justamente fazer o que a mídia em geral faz: oferecer uma janela de exibição de anúncios para os consumidores e ganhar algum dinheiro para pagar os investimentos e operação (produzir conteúdo de qualidade não é fácil!). Alguns são interruptivos e chatos – fazem aquilo que os digitais sempre criticaram nos modelos de TV e rádio. Outros nem tanto. A tecnologia também oferece um recurso interessante para estes casos: é possível o usuário ajustar o celular ou o computador para bloquear anúncios.

A redação do Jornal 140 listou alguns dos vários tipos de display que o mercado vem trabalhando, vamos conhece-los:

Pushdown: ao passar o mouse ou o dedo na tela, o anúncio se expande de modo a apresentar toda a mensagem ao usuário.

Hover ad: ou “in-page pop up”, mostra anúncios que aparecem de maneira sutil no canto da tela e convida o usuário a um click.

Banner flutuante (Floater Ad): o anúncio aparece de maneira sobreposta ao site. O anúncio parece flutuar no meio da página e com movimento.

Ligthbox: um determinado anúncio é expandido ao centro da tela dando o efeito de “explosão” da imagem.

Sidedoor Ad: o anúncio aparece sutil em um dos cantos e um vídeo se expande para o centro da tela, caso o usuário clique no mesmo.

Peeldown Ad: uma imagem parece se descascar na tela em um canto, de modo a lembrar o usuário que há algo a ser visto naquela parte. A imagem se “descascará” por inteiro caso o usuário click ou passe o dedo de maneira intuitiva nesta aba.

 

Photo by John Schnobrich on Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios 1 MIN DE LEITURA

Jaime Troiano: Conceito de Place Branding e o case do Baixo Pinheiros

Um dos principais especialistas em Branding do país fala sobre Place Branding

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Jornal 140 entrevista o Presidente da TroianoBranding, Jaime Troiano, que explica o conceito de Place Branding e conta o case do Baixo Pinheiros. Para saber mais sobre o projeto do Baixo Pinheiros, clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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