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Martin Luther King

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Eu me orgulho de ser um desajustado!
Martin Luther King Jr.

As pessoas obtêm inspiração de muitos indivíduos e histórias diferentes. Para alguns, a inspiração vem de simples testemunhos de pessoas da vida cotidiana, para outros, das lições e do sucesso de grandes empreendedores, como Bill Gates, Steve Jobs e Jeff Bezos.

Mas, para uma inspiração real, encontro-me gravitando em líderes que inspiraram de outra forma, como Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Embora não sejam empreendedores, esses homens identificaram um grande problema, desafiaram o status quo e criaram uma solução que realmente fizesse a diferença.

Na última segunda-feira (21), foi celebrado o feriado nacional nos EUA para homenagear Martin Luther King Jr, um ótimo momento para reconhecer a jornada, as lições e o legado deste grande líder.

O HOMEM

Martin Luther King Jr. nasceu no dia 15 de janeiro de 1929, em Atlanta, Geórgia. Filho de Martin Luther King Sr. e de Alberta Williams King, era o filho do meio entre os irmãos Willie Christine King e Alfred Daniel Williams King.

Desde a infância, a espiritualidade esteve presente em sua vida. Luther King participava da escola dominical e cantava no coro da igreja, mas era originalmente cético em relação a muitas das reivindicações do cristianismo, negando inicialmente a ressurreição corporal de Jesus Cristo. No entanto, mais tarde, Luther King concluiu que a Bíblia tem “muitas verdades profundas que não se pode escapar” e decidiu entrar para o seminário.

Martin Luther King graduou-se no prestigioso Morehouse College, em 1948, formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston. Na universidade, Luther King conheceu Coretta Scott, com quem casou-se e teve quatro filhos, Yoland King, Martin Luther King III, Dexter Scott King e Bernice King.

O PROBLEMA

No final dos anos 50, os EUA ainda viviam sob um sistema de supremacia institucional de segregação racial, em especial no sul do país. Mais do que um sistema racista, o estado capitalista americano, era configurado como um estado etnicamente supremacista, pelo poder que governava os EUA.

Os negros tinham de viver separados dos brancos, não podiam frequentar as mesmas escolas ou igrejas, comer nos mesmos restaurantes, sentar no mesmo ônibus ou votar democraticamente. Os negros não eram só considerados cidadãos de segunda classe, também eram considerados uma reserva industrial de baixa remuneração.

Os negros também viviam sob estado policial e ainda sofriam atentados violentos de uma organização racista chamada Ku klux klan. Um movimento que existe até hoje e que defende correntes reacionárias e extremistas, tais como a supremacia branca, o nacionalismo branco e a anti-imigração.

O MOVIMENTO

Neste cenário, as lideranças anti-racistas tinham pontos de vista diferentes. O legado anterior defendeu o direito dos negros retornarem a sua nação original, além de serem indenizados pelo processo de imigração forçada. Malcolm X lutava pela libertação nacional, onde os negros tinham o direito de constituir uma república dentro do território americano como princípio de reparação obrigatório pelo fato dos negros teres sido escravizados.

Martin Luther King tinha um ponto de vista integracionista na resistência contra a segregação racial. Luther King lutava pelo fim das leis e da institucionalidade que impedia que os negros tivessem os mesmos direitos que os brancos. Ao contrário das outras lideranças, Luther King não era anti-capitalista, ele buscava predominantemente que os negros pudessem participar do desenvolvimento capitalista norte-americano.

A posição de Luther King não era unânime, os Panteras Negras herdavam de Malcolm X a crítica ao integracionismo e defendiam a imposição de um estado anti-capitalista multiétnico através de uma revolução. Outros pontos de vista do movimento eram mais socialistas e adotavam um discurso marxista enraizado, simpáticos a posição social, cultural e política de Mao Tsé-Tung e da revolução cubana.

A BATALHA

No ano de 1954, em Montgomery, Alabama, Martin Luther King iniciava suas atividades como pastor, quando viu Rosa Parks, uma mulher negra, se negar a dar seu lugar num ônibus para uma mulher branca e ser presa.

Martin Luther King e outros líderes negros da cidade organizaram um boicote aos ônibus para protestar contra a segregação racial. Após um ano de protestos, ter sido preso, torturado e ver sua casa sendo atacada, Martin Luther King viu a Suprema Corte Americana tornar ilegal a discriminação racial em transporte público.

Em 1957, Martin Luther King tornou-se presidente da Conferência da Liderança Cristã do Sul, a entidade que deveria organizar o ativismo em torno da questão dos direitos civis. Adepto ás ideias de desobediência civil preconizadas pelo líder indiano Mahatma Gandhi, Luther King aplicava essas ideias nos protestos organizados pelo CLCS.

Sob os princípios do protesto não violento, Martin Luther King e a CLCS criaram uma opinião pública favorável ao cumprimento dos direitos civis. Com ampla cobertura da mídia, as manifestações não violentas, atacadas de modo violento por autoridades, criaram uma espécie de antidoto contra o sistema policial de segregação racial.

Os eventos mais importantes aconteceram nas cidades de St. Augustine, na Flórida, além de Albany, Birmingham e Selma, todas no estado do Alabama. Martin Luther King organizou e liderou marchas a fim de conseguir o direito ao voto, o fim da segregação, o fim das discriminações no trabalho e outros direitos civis básicos.

Em 1963, Martin Luther King marchou com mais de 200.000 pessoas pelo fim da segregação racial em Washington, capital dos Estados Unidos. Foi lá que Luther King proferiu o famoso discurso I Have a Dream.

“O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele.”

A Marcha de Washington colocou mais pressão na administração do então presidente John F. Kennedy para que as questões de direitos civis fossem levadas até o congresso, mas com o assassinato do presidente Kennedy, foi o seu sucessor, Lyndon B. Johnson, que conseguiu fazer a aprovação da Lei de Direitos Civis (1964), e da Lei de Direitos Eleitorais (1965). Martin Luther King manteve-se à frente da CLCS até sua morte.

Martin Luther King em Whashington, capital dos Estados Unidos

INIMIGO PÚBLICO

No inicio de sua jornada, Martin Luther King era uma líder reformista. Na medida em que avançou na liderança do movimento, Luther King alterou seu próprio pensamento. Ao se dar conta de que sua posição original de eliminar o racismo sem romper com o capitalismo não era sustentada, Luther King radicalizou seu discurso.

Ao perceber que o discurso de Martin Luther King passou a se aproximar do ponto de vista revolucionário de Malcolm X, Luther King passou a ser visto como um antagonista da hegemonia racista dos EUA e não mais como um reformista pacifico que não oferecia perigo as classes dominantes. A partir deste momento, Martin Luther King se transformou em um inimigo a ser abatido.

Arquivos do FBI investigados pelo congresso dos EUA, revelaram que Luther King estava sob vigilância permanente e era um objetivo a ser aniquilado pelas operações clandestinas da policia norte-americana. No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado momentos antes de uma marcha, num hotel da cidade de Memphis.

O LEGADO

Martin Luther King foi um dos defensores mais veementes e apaixonados da justiça e igualdade racial. Os princípios de inclusão, tolerância e amor fraternal que ele pregou e praticou são os ideais por trás do significado de seu legado. Sua crença de que pessoas de diferentes nacionalidades, religiões, raças e antecedentes podem se unir com o propósito de paz e prosperidade, permanece vivo nos dias de hoje.

Embora Martin Luther King fosse um americano, ele era, acima de tudo, um humanitário que desejava um legado de amor e serviço. Mais de 100 nações comemoram o nascimento do líder global que inspirou movimentos de libertação não violenta ao redor do mundo. Entre inúmeras condecorações, Martin Luther King recebeu o Premio Nobel da Paz em 1964, e postumamente, a Medalha Presidencial da Liberdade.

Quanto a nós e aos outros que servem acolhendo pessoas de todo o mundo, nos comprometemos a fazer nossa parte para unir os cidadãos globais para o bem maior da humanidade. Todos nós podemos e devemos levar a tocha dos sonhos do Dr. King e nos juntar a ele em um legado de paz, esperança e igualdade.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Empregos

Os donos da hora

Ei você que é frila, leia isso: plataforma que conecta freelancers a empresas dá dicas para empresas e dados sobre este mercado de trabalho

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Foto: Stefan Steinbauer / Unsplash

Que empresa já não contratou um freelancer, quem já não foi “frila” na vida? A redação do Jornal 140 recebeu um material super rico da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas em toda a América Latina.

O mercado de frilas só cresce. Segundo a plataforma, existem mais de 2,5 milhões de profissionais, um total de 880 mil projetos desenvolvidos por estes nobres soldados. E por falar em comunicação em tempos de cólera, as novas gerações não gostam de seguir horários, querem fazer os seus horários – querem flexibilidade: a plataforma identificou que 56% destes profissionais são frilas porque querem ser donos dos seus próprios horários.

Publicamos a seguir diversos itens compartilhados pela comunicação da Workana com a redação do Jornal 140, publicados na íntegra:

Quais são os pontos de atenção?

• Ter claro uma data de início e de finalização de projeto (pelo menos estimada);

• Definir que tipo de entregáveis são esperados (aplicadas ao projeto) e em que condições espera-se receber. Exemplos: código fonte, manual de marcas, editáveis, etc;

• Canal de comunicação: é muito importante manter a comunicação de maneira contínua, estabelecendo horários e modalidades preferidas;

• Apresentação de avances: é importante acordar antecipadamente sobre a frequência e horário que se espera para que o profissional apresente os avances. Isto ajuda a fazer correções ao longo do percurso, se for necessário.

• Demanda por horas para o projeto: mínimo de horas requeridas semanais, se é necessário que trabalhe em um horário específico ou ainda ter um horário comum para responder consultas, atender chat de clientes, recepcionar chamadas, reuniões, etc.

O que já deve estar acordado?

Antes de iniciar a pesquisa, a organização deve realizar um exercício de reflexão e tentar cobrir a maioria dos seguintes requisitos.

• É importante ter um breve resumo do projeto que cubra o que é, o que se espera, como serão alcançados os objetivos, quando e com que orçamento. Este resumo deve ser o mais claro possível, não apenas para ajudar a definir quais perfis são indicados para o projeto, mas também como um documento no qual o cliente e o profissional possam começar a trabalhar.

• Definir se prefere que o projeto seja executado como um projeto fixo, com entregas definidas ou se a modalidade de horas é melhor opção, porque é esperado que se cumpram as tarefas especificadas, as quais podem mudar ao longo de um projeto.

• Material de trabalho: deve ser disponibilizado e definido o material que será entregue ao profissional para levar o projeto adiante, otimizar o tempo e a qualidade do trabalho.

Perguntas frequentes que as empresas realizam para a Workana

As perguntas mais frequentes estão sempre relacionadas com os medos e com as preocupações diante da modalidade de trabalho que ainda desconhecem.

1) Como posso controlar o que faz um freelancer que não se encontra trabalhando de maneira presencial no escritório?

As metodologias de controle podem ser várias, dependendo do tipo de projeto. A primeira metodologia é a comunicação, estabelecer um canal claro e direto com o freelancer é um ponto fundamental. Por sua vez, acordar uma reunião semanal ou quinzenal é recomendável sobretudo para projetos grandes. Outra metodologia de controle são as pré entregas. Programar para receber conteúdos que adiantem a entrega final, ajuda a ter visibilidade do trabalho do freelancer. Isso te possibilita a tomar ações corretivas sobre o andamento e evitar desvios na entrega final ou atrasos no projeto.

2) Se os prazos e objetivos do projeto são cumpridos.

É importante discutir esses pontos em uma reunião inicial com o freelancer. Para ter este ponto bem claro é importante que o cliente já tenha identificado para quando precisa do trabalho e qual é o objetivo e necessidade do mesmo, para poder transmitir ao profissional de forma clara. Cruzar estas informações com as entregas ajudam a otimizar a experiência.

3) Se os profissionais são idôneos para assumir seus projetos.

Neste ponto, é importante ter como parceiro uma plataforma de confiança que faça o intermédio desses contatos, como a Workana. Só assim será possível pedir ajuda caso haja algum problema na entrega do projeto.

4) Como assegurar a qualidade do produto final entregue pelo freelancer.

A qualidade no produto final é composta pela qualidade durante todo o processo, desde ter claro o objetivo do projeto resumido a um briefing, seguido pela seleção do recurso, conhecer o mesmo em uma entrevista e contar de forma clara o objetivo do trabalho.

Uma vez selecionado o recurso, deve-se implementar metodologias de controle e feedback, instâncias parciais de entrega e revisão de resultados com relação ao freelancer e o cliente por um trabalho de qualidade.

5) Como posso proteger as informações que necessito compartilhar com o profissional.

Dependendo do tipo de projeto que está sendo realizado, o profissional que irá executá-lo pode contar com uma informação parcial, ou ter acesso integral a ela. Se houver esta necessidade num projeto, nós da Workana sugerimos que o cliente faça um contrato NDA (Non Disclosure Agreement) para reforçar ao freelancer a importância da confidencialidade no projeto e em seu conteúdo.

6) Se é possível realizar trabalhos de forma presencial.

O core da Workana é o trabalho remoto, já que acessamos o talento através de qualquer zona geográfica de onde se encontra o escritório do cliente. No momento em que limitamos uma determinada zona, a quantidade de profissionais passa a ser menor. Tendo em conta estes pontos, temos feito alguns projetos de forma presencial, nos quais incorremos em contratar um seguro para o freelancer pelos dias em que o projeto está em andamento, sendo os custos do seguro assumidos pelo cliente.

A Workana tem profissionais de diversas formações e especificações. Os principais perfis vão desde habilidades de TI e Programação, Marketing Digital, Design e Multimídia, Redação e Tradução, etc. Mas também temos outras categorias que já nos solicitaram, como engenheiros, especialistas em comunicação, perfis de finanças, equipe de vendas. Os requerimentos foram vários e nossa base é muito boa.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Empreendedorismo

Empreender: como se reinventar e manter o foco na realidade

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada.

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Foto: You X Ventures / Unsplash

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada. As empresas se assustam com tanta inovação. E, muitas vezes, se perdem no contexto. Tento levar aos clientes, todos os dias, progresso. Este é o papel da atividade que escolhi e tenho muito orgulho. Acredito que sempre podemos mudar, melhorar e, o principal, cuidar de todo o contexto da empresa sem desprezar a missão e a visão que deram origem ao seu negócio. Independentemente se é um negócio de família, um sonho, ou de outras circunstâncias, a empresa tem que prosperar, de preferência, a um custo baixo ou zero, dependendo das necessidades.

Acredito que temos de proporcionar facilidades e apresentar soluções a curto, médio ou longo prazo, independentemente do tipo de negócio ou da quantia de colaboradores que a empresa tenha e sem desprezar a história de cada um. Tendo em vista o cenário atual, devemos ouvir, compreender e avaliar e, após um diagnóstico, sugerir algo relacionado com a realidade. Entretanto, atualmente o que encontramos são muitos empresários reclamando por vários motivos e sem buscar soluções práticas. Aos longos dos vinte anos de vivência na área de consultoria empresarial, afirmo: as soluções devem ser estudadas e elaboradas individualmente, devemos ter o cuidado de diagnosticar baseado em fatos que condizem com a realidade da empresa.

Renovando os objetivos

Vou partilhar com você a minha própria experiência para que se tenha uma visão ampla. Há quatro anos optei por residir e trabalhar no Norte do país. Nessa época, trabalhava única e exclusivamente com indústria moveleira. Surgiu na época um projeto de dois anos e quando as coisas não saíram como o planejado, precisei me reinventar. Entendi que a minha paixão pessoal, aliada as possibilidades locais, me abriam um leque maior de atuação do que eu poderia imaginar. Passei a atender em três estados, Amazonas, Acre e Rondônia, nos mais diversos segmentos.

Já atendi uma granja de porcos, sem nenhum tipo de conhecimento prévio específico do assunto. No fim das contas, as estruturas das empresas não são tão diferentes quando se imagina. Adaptar técnicas, que já temos domínio podem nos tirar de um mercado já saturado e nos ajudar a reinventar a profissão que vamos seguir nos próximos anos. Também aprendi que a geografia física se tornou obsoleta; hoje  consigo assessorar empresas em outros estados por meio da (facilidade da) comunicação. Com isso vou abrindo mercado em locais jamais planejados. Portanto, reflita, o que está faltando para você se reinventar no mercado? Qual será o seu diferencial?

Acredite no seu negócio e na sua capacidade

Todo esse relato é para comprovar que nosso público está além de nossa imaginação. Independe do produto ou serviço que vendemos ou prestamos, podemos ir além. “Devemos pensar grande”, porém com os pés no chão e com os olhos na realidade. Acredite no seu negócio, ele é único. Apesar de demandar muita ou total dedicação, acredite e siga os passos da realidade econômica, sempre vislumbrando horizontes que irão compor seus ideais. Ler, conversar, partilhar os desempenhos e desejos com pessoas certas, para que consiga atingir o ápice do empreender.

Espero ter acendido em você, empreendedor, uma luz que lhe mostre o quanto somos capazes e estamos no caminho certo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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