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A estrela Michelin de Raphael Rego no restaurante Oka em Paris

Redação 140

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Gastronomia é cultura e comunicação em tempos de cólera. A inovação acontece em todos os campos possíveis. O Brasil é uma incógnita não só para os cidadãos do mundo como também para nós brasileiros. É justamente na gastronomia, e não só no futebol ou no carnaval, que o Brasil da antropofagia e do sincretismo religioso se destaca. Por isso a conquista de uma estrela do Guide Michelin para o carioca Raphael Rego para o seu restaurante em Paris, o Oka, – a primeira vez que um brasileiro conquista uma estrela na França – merece ser comemorada por todos os brasileiros. As respostas abaixo foram conseguidas e redigidas pelo cineasta italiano Riccardo Rossi, diretor do documentário inédito “Atum,Farofa & Spaghetti” que está em Paris agora, filmando e ajudando Raphael Rego a promover este novo momento da gastronomia brasileira no maior e mais prestigiado palco do mundo, a França.

Jornal 140Em 2015 você ganhou um Bib Gourmand da Michelin. O Bib é uma senhora distinção do Michelin para restaurantes com comida boa com bom preço – foi o primeiro restaurante brasileiro a conquistar um “Bib”. E agora vem a estrela. Confessa: você já esperava por isso, não?

Depois de ganhar fica mais fácil fazer qualquer discurso,né? ahahahahah. Eu não esperava chegar em quatro anos a tudo isso. Mas não vou mentir. O sonho era também esse obviamente. Os prêmios e os reconhecimentos ajudam a alcançar um público maior e poder ser ouvido e apreciado por muitas mais pessoas. Penso hoje em todos aqueles bons restaurantes que por um motivo e outro ainda não conseguiram esses prêmios….não desistam. Se temos algo para falar um dia vamos ser ouvidos. Por minha parte hoje o meu foco é me confirmar e sobretudo melhorar. Se foi difícil ganhar uma estrela imagina a segunda …. mas o foco é esse. Graças a deus a amazônia é tão cheia de produtos que não vai faltar inspiração para novas criações gastronômicas.

Jornal 140Conte-nos como foi a cerimônia. O que passou em sua cabeça quando foi chamado ao palco?

Se eu não fosse já careca teria perdido os cabelos no dia da estrela ahahahah. Os filmes nos acostumaram com a cena da ligação com você esperando com o champagne gelado para comemorar etc. Não sei se foi só comigo mas basicamente foi chamado muito em cima, já no dia da premiação. Tanto que achei que não tinha conseguido a estrela. Estava super estressado, saí de casa para esfriar a cabeça e na hora que achava que era quase impossível eu conquistar a estrela chegou a ligação. A cerimônia foi …sei lá, quase não me lembro; no momento que subi ao palco passou um filme na minha cabeça desde quando saí do Brasil muito jovem até a minha chegada na França, e de cada experiência que tive com os chefes estrelados em Paris, a minha família e os meus filhos. E toda essa pesquisa de quatro anos que tinha como objetivo principal trazer para a mesa uma verdadeira experiência brasileira.

Jornal 140A matéria do Le Figaro é gloriosa. Chama a atenção o seu comentário a Isabelle Spaak, romancista e jornalista belga que vive em Paris: ou você retornava ao Brasil com sua família e abria um restaurante como a maioria dos cozinheiros de sua geração treinados em Londres, Paris ou Nova York ou ficava em Paris mesmo, lutando por reconhecimento, que é o mais difícil.

Quando meu filho nasceu surgiu essa grande dúvida. Se ficasse morando e crescendo na França como poderia passar para ele a cultura brasileira, o jeito positivo de ser brasileiro? Deveria encontrar um caminho. Achei que através da comida autêntica poderia ajudá-lo a conhecer o meu país de origem. Eles comem croissant mas adoram tapioca, pão de queijo e purê de mandioca. No domingo, quando o restaurante está fechado, tenho o tempo para preparar em casa um café da manhã 100% brasileiro para eles. Domingo vira uma festa!

Por sorte, no momento que decidi abri o Oka a situação gastronômica brasileira estava crescendo a cada dia, era muito bem representada pelos chefes emergentes.

Jornal 140 Qual é a sua causa, qual é o propósito do Oka?

O Oka quer mostrar para os franceses e aos turistas que passam por aqui, os produtos brasileiros que na maioria das vezes são desconhecidos até mesmo pelos brasileiros no Brasil. A nossa gastronomia é muito rica e ainda pouco conhecida na sua essência. A amazônia é como se fosse uma grande biblioteca de produtos. Espero de ter tempo pra poder provar tudo que a floresta produz e poder valorizá-los nos meus pratos

Jornal 140Como se diz por aqui você já passou por muito perrengue, fracassos e esgotamento. Quando aconteceu esta epifania, ou serendipity, o momento da virada, do milagre?

Meu avô é o meu grande anjo da guarda. Ele era um daqueles portugueses brutos que veio para o Brasil na pobreza e batalhou para se virar e ter uma vida boa no Brasil. Nunca fomos ricos, mas ele nos ensinou a acreditar nos sonhos e ter a determinação em realizá-los. Acho que os momentos difíceis chegam para a gente aprender, parar para pensar. Depois o erro te dá uma grande vantagem, se você vai fazer de novo já sabes aonde você errou e vai fazer melhor. Conseguir vender o ponto do meu primeiro Oka me deu o fôlego para abrir o novo Oka em um lugar maior e uma localização melhor.

Jornal 140 O que é o Oka? Por que esta inspiração no primitivo, a “oca” foi a casa/choupana primeira da vida do verdadeiro brasileiro. E tem a ver com festa, o conjunto de ocas e todos os rituais da tribo.

Sim, o Oka é exatamente a minha casa aqui em Paris, até pelo fato de passar a semana inteira na cozinha. O importante é que vire também a casa dos outros. O convívio numa mesa e a capacidade de se sentir em casa é o que tento passar aos meus clientes que entram no meu restaurante.

O chef Raphael Rego e o cineasta italiano Riccardo Rossi, no Oka, em Paris.

Jornal 140 Riccardo Rossi acompanha o seu trabalho há muito tempo. Nós aqui na redação do Jornal 140 consideramos o Riccardo um “videógrafo” de almas, que especializou-se em grandes nomes da gastronomia – e que ama o Brasil incluindo seus absurdos e contradições. Como aconteceu esta parceria com ele?

O italiano maluco (Riccardo Rossi)… aahahah … entrou por acaso um dia no meu primeiro Oka com outros três chefes brasileiros – o Saburó Matsumoto, o Joca Pontes e o Duca Lapenda. Eles estavam fazendo um documentário aqui em Paris, “Atum,Farofa & Spaghetti” e gostaram tanto da minha comida (assim eles dizem!) que acabei entrando nas filmagens. Em seguida quando decidi ir para o Brasil e viajar para entender o que estava sendo servido nas mesas brasileiras, Riccardo topou em me acompanhar. Foi uma grande pesquisa de pratos e produtos, um mês pelo Brasil provando e filmando. A partir dai ele me acompanha e até nas dificuldades nunca me deu as costas. Coisas boas vão vir até porque hoje por meio de um vídeo podemos contar algo que não consigo contar com o produto final que é o prato.

Jornal 140Falando nas experiências: mistura de feijão preto fermentado durante dez dias, cachaça com suco de limão caramelizado, pequenas bolas de trigo sarraceno que explodem na boca, bacalhau com cheiro de pimentão doce e jambu … esfera de chocolate branco com açaí que flui para o coração de maracujá.

O ingrediente que nunca faltou na minha cozinha foi a mandioca, que consegui usar e transformar em formas e texturas diferentes. O feijão é um produto de raiz, fiquei elaborando diferentes formas de como utilizá-lo. A coisa mais importante foi entender o sabor do feijão sozinho. No sentido que normalmente o feijão é misturado com várias coisas e eu queria poder passar para os franceses aquele gosto de feijão preto que me leva a lembranças da minha infância. Foi assim que por meio de um processo de fermentação natural consegui atingir o sabor que eu queria trazer para mesa utilizando o feijão.

Jornal 140Origens: fale um pouco. Belém, Rio de Janeiro. Você “importa” ou consegue os produtos em Paris?

A maioria dos produtos chega diretamente de produtores pequenos que selecionei durante as minhas pesquisas no Brasil. Aqui em Paris conseguimos desenvolver técnicas para produzir alguns produtos como a pimenta biquinho e cambuci. Até o jambu conseguimos plantar no sul da França. A picanha também: conseguimos um ótimo resultado na Galicia.

Jornal 140 Sem sermos modistas, mas a civilização não está cansada de farinha de trigo? Nunca vi tanta gente com intolerância ao glúten, eu inclusive (e olha que adoro pão de trigo, cerveja …). Hoje somos todos veganos, gluten free, free lactose. Dá para comer bem e conciliar tudo isso sem perder a essência caçadora que nos transformou nos vencedores da espécie?

Já que as intolerâncias e alergias estão cada vez mais presentes o meu cardápio foi facilitado por produtos como tapioca, mandioca, farinha de coco e outras diversas variedades de farinhas. Consigo poder atender todos mantendo exatamente o mesmo padrão de excelência dos pratos.

Jornal 140 Ingredientes, significados … Fale o que você usa e faz: piprioca, açaí, jumbu …

Basicamente uso-os em infusões, extraindo sabor para coloca-los em diversos condimentos diferentes. Por exemplo o pão é facilmente substituído por um papel de quiabo e jambu. Todos os meus patês sablée ou sucrée são feitos com uma farinha sem glúten.

Jornal 140Experiência não é só o conteúdo, é a forma, tudo em um liquidificador. O que esperar do design do Oka, qual é a sua proposta?

O primeiro Oka era muito, muito pequeno e a cozinha completamente integrada com a sala. Eu não queria perder esse espírito de interação cozinha/sala, até porque sendo a minha casa, a Oka, eu quero estar perto das pessoas, quero que elas também possam interagir com a cozinha.

Jornal 140Sincretismo, uma característica dos brasileiros, o conceito de antropofagia, deglutição do bispo Sardinha. O que você incorporou da arte da gastronomia francesa à sua experiência no Oka?

Antes de tudo respeito ao produto e ao produtor. As técnicas de cozimento diferentes, os caldos e os molhos. Nós, por exemplos, temos 15 molhos diferentes no cardápio. O serviço de sala é “à la francesa” respeitando completamente a tradição. Muitos pratos são finalizados à mesa dando um toque de brasilidade na interação com o cliente.

Jornal 140Duas estrelas, é possível? Faz sentido ou é uma pitada adicional a uma futura gastrite?

Claro que é possível! Uma lição que meu avô me ensinou foi que o trabalho paga. Então trabalhamos duro pra chegar até aqui e colocar a cozinha brasileira ao mesmo patamar de outros restaurantes franceses em Paris. Iremos continuar o trabalho seriamente desenvolvendo novas técnicas e explorar novos produtos brasileiros. A nossa ideia de base é se sentir no Brasil sem tirar o pé de Paris. Uma experiência sensorial e de sabores totalmente brasileiros.

Jornal 140Modelo de negócios: dá para viver bem e ganhar um dinheiro razoável com uma estrela Michelin?

A minha resposta é sempre a mesma. Um cozinheiro faz essa profissão por amor e paixão acima de tudo. Trabalhamos unicamente com menu degustação e por opção sempre optamos em ter preços acessíveis para alcançar o maior público possível. Hoje provavelmente somos o restaurante estrelado com o preço mais barato de Paris.

Obs.: a foto de abertura  desta entrevista é do Riccardo Rossi. O chef Raphael Rego está ao lado de índios Yanomami que foram ao restaurante Oka para ver como ele usa os cogumelos dos Yanomami.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Me Poupe! O Reality: Nathalia Arcuri e o propósito de diminuir os índices de violência doméstica no país

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa.

Lai Dantas

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Não lembro como ou quando comecei a seguir a Nathalia Arcuri, mas sei que é graças ao conteúdo que ela dissemina na internet que hoje eu encho a boca para me intitular investidora.

E se um dia ousei dizer em alto e bom tom que nunca precisaria de matemática para nada nessa vida, agora me pego rindo enquanto faço contas e mais contas para multiplicar meu dinheiro.

Para mim, a história dessa mulher é simplesmente fantástica.

Quando criança, ouviu uma colega da escola dizer que os pais haviam criado uma poupança para ela: “Aos 18 anos de idade, poderei usar toda essa grana que eles estão acumulando para comprar meu carro!”.

Chegando em casa, Nath correu para perguntar ao pai sobre sua poupança – jurando ter a mesma sorte que a amiga – e recebeu como resposta um “Cresça e apareça!”.

Assim nasceu a fada sensata da educação financeira.

Por conta desse “não”, o dinheiro do lanche passou a ir para o cofrinho, os presentes de Natal e Dia das Crianças deixaram de ser roupas e brinquedos e, já na adolescência, trabalhar como figurante e modelo viraram sinônimo de renda extra.

Aos 18 anos, Nathalia comprou o tão sonhado carro.

Aos 23, assim que concluiu o ensino superior no curso de Jornalismo, tomou posse do primeiro imóvel: um apartamento na planta.

Aos 32, conquistou o primeiro milhão.

Reality na TV Aberta

Em 2012, já conhecida como repórter de uma das maiores emissoras de TV aberta do Brasil, Nathalia se pegou na zona de conforto. Já havia conquistado tudo o queria e precisava de mais para se manter viva e feliz.

Levou, então, uma proposta inédita para o lugar onde trabalhava: um reality de finanças para transformar a vida financeira dos brasileiros.

A resposta durante três anos?

Não, não e não.

Quando finalmente ouviu um sim, ele veio acompanhado de: “Gostamos tanto que vamos entregar seu projeto para um apresentador que é especialista em finanças”.

Canal no YouTube

Nathalia Arcuri abriu mão de um salário de 13 mil reais, comprou uma câmera, aprendeu a editar e levou seu sonho para o YouTube.

No Me Poupe!, atualmente considerado a primeira plataforma de entretenimento financeiro do país e o maior canal de finanças pessoais do mundo, ela ensina de forma divertida e descomplicada como gastar menos, investir, poupar, negociar etc.

O propósito?

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e 70% dessas mulheres continuam passando por esse tipo de violência porque dependem financeiramente do marido.

Logo, oferecer educação financeira gratuita para o brasileiro significa oferecer educação financeira gratuita para mais mulheres: mais mulheres com liberdade financeira significa menos mulheres passando por violência doméstica.

Genial, né?

Me Poupe! O Reality

Com a liberdade financeira alcançada 12 anos antes do previsto, autora do best-seller Me poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso, o sonho do reality finalmente vai virar realidade.

Me poupe! O reality estreia em outubro, na Band.

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa. A missão é tirar os participantes do sufoco financeiro, ajudando na transição de endividados a investidores em quatro semanas.

Se eu fosse você não perdia por nada!

Foto Divulgação: Folha UOL

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Viagem de Fuga

Rafael Sartori

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Em 2010, a publicitária Patricia Furlan fez sua primeira viagem internacional para o Canadá. Ao desembarcar no Brasil, postou fotos e um belo texto em suas redes sociais. O conteúdo chamou atenção dos amigos ao evidenciar experiências culturais bem diferentes do turismo convencional. Patricia começou a receber pedidos com dicas e roteiros de viagem.

Dois anos e algumas viagens depois, Patrícia trocou de emprego e passou um ano sem poder viajar para o exterior. Neste período, Patricia fazia apenas viagens de fim de semana e foi assim que surgiu a ideia de ter um blog, o nome Viagem de Fuga se deu quando Patricia percebeu que viajar era uma verdadeira fuga do ambiente comum.

A princípio o blog iria contar apenas as viagens próximas à São Paulo, a “fuga” do caos, da rotina, do que já é conhecido. Como um ano passou super rápido, acabei englobando todas as viagens. Patricia Furlan.

O blog é separado entre viagens nacionais e internacionais, conta com dicas, planejamento e notícias de turismo. O blog ainda conta com uma sessão chamada Guest Post, onde seguidores e convidados podem descrever experiências culturais marcantes que tiveram em suas viagens.

Ao navegar, facilmente encontramos muitas experiências inusitadas, como aprender a fazer doces japoneses (em japonês), em Kyoto, no Japão. No Brasil, experiências históricas em colônias de imigrantes em Minhas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Para Patricia, o diferencial do Viagem de Fuga é exatamente esse:

Eu foco na experiência cultural da viagem, como essa experiência agregou e mudou a minha vida. Patricia Furlan.

O Viagem de Fuga já passou por mais de 20 países visitados, como Japão, Índia, Havaí e o Atacama, no Chile. No Brasil, as viagens favoritas foram para a Chapada dos Veadeiros (GO), Chapada Diamantina (BA) e as praias do estado de Alagoas. No segundo semestre, Patricia viaja para Singapura, Suíça, Espanha e Portugal.

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Nesta semana, o Jornal 140 realizou uma entrevista exclusiva com Patricia Furlan, criadora do Viagem de Fuga. Nós fizemos cinco perguntas essenciais sobre turismo, veja as respostas abaixo.

Com que frequência você viaja?

Faço duas viagens internacionais por ano e pelo menos quatro pelo Brasil.

Qual o perfil do seu público?

56% feminino e 44% masculino em uma faixa etária de 28 à 35 anos.

O que eles querem que você apresente?

Geralmente, o turismo de experiência. Meu público não é o turista que compra pacote e segue programação de agência. É um viajante que quer mais autonomia, liberdade e um mínimo de conforto.

Qual é o seu sonho de consumo em termos de público?

Eu não defini uma meta de público e não quero fazer isso, a meta faz o meu trabalho perder autenticidade. Vejo muitos blogs e influenciadores alucinados por números, público e conteúdo. Eu não quero que “viajar” se torne um peso pra mim. Devido aos patrocinios, o blogueiro apresenta apenas o lado bom de um destino, eu quero mostrar a realidade.

Qual a dica para quem está começando?

Comece por paixão ao que faz, não pra ficar famoso ou conseguir seguidores. Isso é ilusório e rapidamente o que era um hobby se torna um peso.

Para planejar sua viagem, clique aqui. Para seguir na redes sociais, Facebook: @viagemdefugaInstagram: @viagemdefuga, Twitter: @viagemdefuga e YouTube: @viagemdefuga.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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