Seu produto é o Brasil, como você o venderia?

Sim, o título é apenas uma “forçada na barra” com a analogia de como o Brasil está instável nesse momento e o quanto é difícil vender algo com a iminência de risco.

Mas assim é com qualquer produto ou serviço, toda operação envolve uma certa resistência do comprador, e acredite sempre haverá argumentos/resistência para o seu negócio trocar de mãos, abaixo posso listar algumas objeções bem comuns que ouvimos sempre:

Se a sua empresa é redondinha e seu produto é melhor, você vai ouvir que é muito caro e talvez o seu produto é uma “Ferrari” e o cliente precisa apenas de um “Sedãzinho médio”; A reputação da sua empresa no mercado (verdadeira ou não) impacta diretamente também, e é fatalmente possível ouvir “Então, mas o que escuto sobre a sua empresa, não me dá muita segurança para qualquer tipo de investimento”.

Se o seu produto/serviço tiver mais repercussão negativa que positiva… A objeção já está pronta; atendimento, seja comercial, operacional, financeiro… se não atendeu o celular, respondeu o e-mail na hora certa, vai para a cruz direto; são só exemplos simples e (infelizmente) corriqueiros do dia a dia, mas o que é importante deixar fixado na nossa atuação é autoavaliação e autocrítica do nosso negócio, e por mais que tenhamos em nossas Cias áreas de desenvolvimento de negócios, engenheiros, analistas, marketing.

A maior sensibilidade ainda é o feedback do usuário final/mercado, e como sempre digo, nossa função além de desenvolver negócios e gerir clientes, também é trazer informações do mercado para dentro de casa, e assim fazer, desde ajustes à mudanças necessárias para adequação ao que atende melhor o mercado, e isso em toda esfera (desde ajustes no produto, como na precificação e na divulgação).

E é muito difícil ter a “operação perfeita“, e sempre vai haver objeções e críticas ao negócio, e vender algo que tem um potencial de risco ou que é caro demais, depende muito mais de você apresentar os bons argumentos e quanto de valor isso pode agregar ao negócio do cliente, mas seja letal, apresente dados reais, gráficos, apresentações (nada muito extenso, mas que em poucas páginas ou slides, provoque um impacto ao ponto de despertar a curiosidade do cliente), se houver possibilidade ofereça degustação, acompanhe a implantação, esteja próximo.

Problemas existem o tempo todo, querer resolver são outros 500…

Foto: Sergio Souza / Unsplash

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João Perez
Consultor Comercial, 37 anos, pai e filho. São Paulino e amante de Jiu Jitsu e MMA. Fascinado por negócios e relações comerciais.
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