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Inovação

Conheça o seu novo banco. Ele é móvel!

Redação 140

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O banco mais antigo do mundo em atividade, o Monte Dei Paschi Di Siena, foi fundado em 1472 e ainda está em todo o vigor, com mais de 1.800 agências, 28 mil empregados e quase cinco milhões de clientes na Itália. No entanto, este negócio centenário, cuja imagem lembra construções sólidas e cofres poderosos, corre o risco de ser ultrapassado por bancos invisíveis e móveis, lançados pelas startups.

De acordo com Lexy Sydow, do App Annie, a operação de varejo do Citi declara que 91% de seus usuários preferem usar o seu app de mobile bank do que irem a uma agência física. O número é ainda maior com os clientes do Bank of America: incríveis 98%.

Engana-se quem acha que a revolução bancária começou no mobile. Tem data e local: foi em 27 de junho de 1967, quando o Barclays Bank instalou a primeira máquina – chamada de ATM (Automated teler machine)– em Londres. A novidade foi um espanto: os clientes podiam sacar dinheiro de máquinas fora do horário de funcionamento das agências para poder pagar despesas extraordinárias. No Brasil, foi a cidade de Campinas que conheceu a primeira operação de ATM em 1983 foi lançada pelo Banco itaú e ficou conhecida como a “primeira agência bancária eletrônica funcionando dia e noite no Brasil”.

A façanha agora não é de uma marca de um grande banco e sim de várias “fintechs”, nome dado às operações bancárias de empresas digitais.

Segundo o App Annie, o Reino Unido localiza-se no “epicentro” desta revolução sem cofre e dinheiro – os clientes das fintech checam os apps bancários sete vezes por semana. O Brasil incrivelmente está em segundo lugar na média de acessos semanais seguido do Canadá, França, Coréia do Sul, Alemanha, EUA, India e Japão.

O mercado só cresce em número de marcas e modalidades. Além das operações de varejo aparecem modelos como peer-to-peer (já ouviu falar no PayPal?), lending apps e apps de investimentos.

Segundo Lexy Sydow, os bancos tradicionais podem ver esta tendência numa perspectiva positiva pois um bom app representa não só menores custos (já que prescindem custosos investimentos em agências físicas) como também pontos de contato frequente com os consumidores. Dados da App Annie, citando a PwC, mostram que a média de custo de transação por app é de 10 centavos de dólar contra US$ 4,00 em uma transação convencional – espantosos 98% de economia.

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Inovação

Da garagem hippie ao governo

Rodrigo Sassi

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Como o setor mais jovem da economia mundial ascendeu de hippies à Forbes?

Hoje, o mundo é impulsionado, administrado, regulado e até mesmo, vigiado por sistemas das mais variadas formas e complexidades, não existindo um setor sequer que esteja isento dos feitos da tecnologia.

Mas, antes de falarmos sobre o mundo que conhecemos, vamos falar sobre suas raízes! A década era de 60, o movimento era a contracultura hippie. Os jovens com espíritos liberais, arraigados na busca por sua consciência e quebra de paradigmas sociais, procuravam novas formas de se relacionar com o mundo e seu novo discurso de paz.

Enquanto os festivais de músicas e as viagens de mochila moldavam os jovens, os computadores pessoais (PCs) se tornavam mais acessíveis e alcançavam a população em geral. Os estudantes, especialmente de Stanford, encantavam-se com as possibilidades da nova tecnologia, que proporcionava liberdade criativa e potência para solução de problemas matemáticos.

Vale lembrar que, na época, não era permitido o patenteamento de softwares pelo governo norte americano e, por isso, as empresas que então dominavam o mercado, precisavam compartilhar seus códigos fontes com seus consumidores. Pergunto aos mais jovens, se já imaginaram este “mundo”.

Os hippies high tech que tinham o desejo latente de derrubar os ícones do sistema regente, organizavam-se em suas garagens e começavam a desenvolver soluções ainda melhores e mais completas que as dos fabricantes. Toda vez que algo novo surgia, todos simplesmente compartilhavam seus códigos em nome da ciência e da colaboração – ou seja, sem almejar grandes ganhos financeiros com a sua descoberta.

Por exemplo, o primeiro software de planilhas eletrônicas, o VisiCalc – criado por Dan Bricklin e Bob Frankston – revolucionou o uso dos PCs e os possibilitou a ser uma ferramenta empresarial. Inclusive, segundo Steve Jobs, fundador da Apple, o Mac-II só se tornou um sucesso graças ao sistema de Dan e Bob! E acreditem, eles quebraram logo em seguida, graças ao seu código aberto e livre de patentes.

O cenário começou a mudar no ano de 1976, quando o jovem e voraz Bill Gates – que lançara seu primeiro sistema operacional e estava retendo seus lucros – escreveu a famosa Carta Aberta aos Hobbistas.

Nesta carta, ele repudiou a comum prática de cópias e compartilhamento de sistemas, chamando até mesmo seus colegas de profissão (programadores) de ladrões e piratas, pois estes estariam “acabando” com o seu sustento.

Este fato fez com que os inúmeros jovens que trabalhavam em suas garagens, substituíssem a visão de comunidade para uma pretensão real de grandes lucros financeiros. Com a nova motivação, nos anos 80, iniciou-se o processo de transformação dos escritórios-garagens para uma estrutura negocial mais eficiente, no que vieram a ser conhecidas como “startups”.

O objetivo era que suas aplicações estivessem no maior número de PCs e que, consequentemente, trouxessem um maior retorno para seus negócios. Logo, a missão inicial da causa praticamente deixou de existir. Além disso, o crescente apetite pelos números, incitou os nossos agora jovens adultos (nem tão hippies mais), a desenharem o sistema vigente. Contudo, ao analisarmos, observa-se que este é apenas uma versão moderna do que eles lutavam contra.

De lá para cá, segundo o Instituto de Pesquisa “Statista”, a indústria de softwares se diversificou e ganhou corpo, sendo responsável por uma receita de US$456,6 bilhões apenas em 2018. Entre as cinco marcas mais valiosas do mundo, quatro são empresas de tecnologia e software. Duas delas tiveram suas fundações em garagens dos anos 60. Elas cresceram e se consolidaram pelas facilidades que proporcionaram aos clientes, capacidade de inovação e usam desta capacidade para saciar seus investidores e deslumbrar seus fiéis consumidores.

O que dizer sobre isso?

Atualmente, estas mesmas empresas que criaram raízes tão profundas em nossa sociedade, têm influência direta e indireta sobre toda cadeia global de valor e seus setores da economia global. Assim como, percebe-se sua extrema importância como medidor de performance política em quase todos os governos. Se a economia vai bem, muito provavelmente sua política também. No caso do Brasil, somente este setor representa, aproximadamente, 7% de nosso PIB e tem 17.000 empresas de grande impacto atuantes – desde o Agronegócio ao Prestador de Serviços!

Definitivamente, os “pais fundadores” foram bem sucedidos em suas missões. De construção de uma comunidade até a dominaram o âmbito econômico.
Moldaram e seguem moldando o mundo que conhecemos com suas praticidades, designs e apresentações memoráveis. Impulsionando de carros autônomos à misseis de alta precisão!

Isto posto, pergunto: onde perdemos o companheirismo dos nossos hippies high tech e suas colaborações de soluções?

Digo, pois quero encontrar onde morreu o desejo pela ciência e por soluções de qualidade! Como é possível a maioria das empresas do setor entrarem em guerras de preços que destroem e acabam com a qualidade de suas entregas? Como é possível implementar códigos que tornam aparelhos inutilizáveis propositalmente?

É possível. Como é possível.

Sei que os tempos mudaram e nosso setor se tornou o próprio sistema. Mas, acredito que as pessoas dentro dele, podem, mais uma vez, reconstruí-lo. Sou empresário e negar a busca pelo lucro seria hipocrisia, já que dependemos de recursos para criar melhores técnicas e soluções, porém, não podemos negar qualidade e efetividade de tudo que é desenvolvido.

Ante ao exposto, digo: meus amigos de profissão, contem comigo!

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Inovação

Smarthome, uma casa chamada robô

Redação 140

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Fica cada vez mais clara a estratégia das grandes plataformas e desenvolvedores, como o Google e a Apple, de ampliar a presença das marcas dentro das residências dos usuários com a oferta não de produtos e serviços e sim de soluções “smart”. Começou com os smartphones, evoluiu para as smarTVs e, bingo, agora temos as novas smart homes.

O Google anunciou ontem em Mountain View durante o I/O Live 2019, encontro anual com desenvolvedores, a sua nova central inteligente para “smart homes”, chamado de Nest Hub Max. E aqui no Brasil, alguns usuários do Google Home receberam, também ontem, um email da empresa apresentando o Google Nest (aqui).

Vale lembrar que em 2014 o Google comprou a Nest por 3,2 bilhões de dólares e muitos investidores acharam que seus gestores tinha enlouquecido por causa do evaluation de uma pequena empresa cujos principais méritos tinham sido desenvolver um simples termostato e um dispositivo identificador de fumaça de cigarro.

Agora a estratégia do Google mostra a que veio: o futuro, ou parte dele, inclui as smart homes e o nome da empresa que conduzirá os cidadãos a estas novas . Estas unidades habitacionais serão cada vez mais conectadas e sensíveis a interações entre o humano e a máquina. A oferta do Nest inclui produtos como o termostato, cameras, assistente pessoal, campainhas, alarmes, fechaduras e detetores de fumaça e o recém lançado Nest Hub, um super assistente pessaoal que funciona como uma central de inteligência que consegue interagir com os usuários em diversas dimensões, incluindo com reconhecimento facial.

O objetivo do Google é “facilitar” a vida das pessoas, tornar a suas experiências com as maquinas mais úteis, simples e seguras e fazer com que os robôs ajudem efetivamente seus usuários a terem uma vida melhor.

O Jornal 140 entrou no site da sua concorrente Apple (aqui) e viu uma lista de produtos que já estão disponíveis ou ainda serão lançados incluindo aparelhos de TV (“em breve”), caixas de som, iluminação, interruptores, tomadas, termostatos, janelas e coberturas, ventiladores, condicionadores de ar, umidificadores, purificadores de ar, sensores, segurança, fechaduras, câmeras, campainhas, controles de garagem e pontes de conexão. A Apple criou selos de certificação – como Apple HomeKit -mostrando que opera no modelo de “homologadora” de produtos produzidos por terceiros credenciados.

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