Guia do líder do século XXI, parte 3

Terminei o último artigo refletindo sobre o fato de que em nossa estrutura organizacional do passado, a arquitetura de liderança em redes descentralizadas era óbvia e tomada como certa e única. Fato é que o passado ainda é presente, mas começam a se propagar neste primeiro quinto do Século XXI maneiras diferentes de trabalhar, que exigem novos comportamentos e, palavra da moda, mindsets dos líderes.

Cobra-se dos líderes que eles abandonem a tradicional hierarquia de caixinhas, organogramas rígidos e maneiras lineares de pensar. Busca-se agilidade, flexibilidade e exponencialidade. Quais são então os comportamentos que devem aflorar e serem desenvolvidas?

A primeira característica já mencionamos. O líder do Século XXI deve ter a sensibilidade e a ação para desobstruir fluxos, como dizia meu saudoso amigo Oswaldo Oliveira. Esta ação de liderança deve estar voltada para tirar do caminho entraves burocráticos, processuais e comportamentais que as equipes enfrentam para entrar no estado de fluxo e para passar de uma mentalidade de escassez para a de abundância (falaremos sobre isto mais tarde). O estado de fluxo se alcança pelo equilíbrio no ponto mais alto entre as habilidades da equipe e os desafios a ela apresentados. Nele, a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, com um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade. Temos aqui, portanto a figura de um líder que anda na frente não para ser seguido, mas para remover os obstáculos à criatividade, agilidade e felicidade no trabalho que se apresentam para sua equipe.

Vamos à segunda característica. O líder do futuro deve valorizar o trabalho que depende da interação humana, identificando e desencorajando a realização de processos repetitivos e rotineiros. O uso da tecnologia, deve ser muito bem direcionado para estimular uma integração e interação entre os profissionais para estimular ideias e discussões. O líder deve então conhecer e estimular o uso de ferramentas interativas e colaborativas como o Slack, Zoom, Trello, Jira, IBM Notes, Micrososoft Share Point, Microsoft Teams, Microsoft Yammer, Salesforce Chatter, VMware Socialcast, o tibbr, SocialChorus e muitas, mas muitas outras.

Vamos à terceira e última característica por hoje. O líder do futuro deve ser o incentivador a facilitador do trabalho em equipe e do trabalho em rede. Em especial quando estas equipes e redes são voltadas para atacar, de forma rápida e descomplicada, problemas específicos e de difícil solução. Entenda-se aqui equipes por grupos de trabalho formados por pessoas de diferentes áreas da organização. E por trabalho em rede entenda-se que estas pessoas têm autonomia e possibilidade de encontrar soluções dentro e fora da organização para os problemas que enfrentam.

No próximo artigo falarei de mais algumas características do líder do Século XXI, que não invalidam as do passado, mas exigem reflexão e mudança.

Block "potenciar" not found

Deixe uma resposta