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Negócios 6 MIN DE LEITURA

Como a psicologia, o plano astral e um médico alemão podem resgatar a sua empresa?

Bruna Maldonado

Publicado

em

Com a reforma trabalhista, que entrou em vigor no ano de 2017, os Tribunais de Justiça do Trabalho de todo o Brasil obtiveram sucesso com a redução de registros processuais. Em números, o percentual de redução passou da casa dos 40%.

Fonte: https://www.conjur.com.br/2018-nov-07/ano-lei-acoes-trabalhistas-caem-metade

A imagem acima poderia nos permitir a verdadeira sensação de alívio se o crescimento do PIB deste mesmo período, em conjunto com a taxa de desemprego, tivessem acompanhado esta tendência positiva – o que não ocorreu.

Logo, no difamado ano de Xangô, as demissões massivas e a quebra de empresas no país das oportunidades, se apoiaram unicamente em dados econômicos para justificar tais decepções.

Pois é, José! O parágrafo acima poderia nos permitir a verdadeira sensação de convicção, se os dados de crescimento da UBER no Brasil não fossem tão contraditórios à “crise” estabelecida neste mesmo período. São estes:

  • 38% de crescimento de receita;
  • 350% de aumento na taxa de novos motoristas
  • 700% de superávit referente a novos usuários.

Wow!

É aqui que você se pergunta:

– Tá, Bruna, mas o que a Uber, o IFood e estas novas Empresas Unicórnios, que cresceram exponencialmente em tão pouco tempo frente à “crise do mercado brasileiro”, têm que a minha empresa não tem?

Receita:

1. Investidores;
2. Conceito Inovador e Disruptivo;
3. Modelo de Negócio Integrativo;
4. Organização Estrutural Sistêmica com foco na qualidade de vida dos seus colaboradores e clientes.

É claro que o fator money  foi importante para o boom da Uber. Contudo, a construção de um modelo de negócio com foco no desenvolvimento humano integrativo foi a grande alavanca do projeto, indiscutivelmente.

As Unicórnios já nascem inseridas e convencidas da eficácia dos modelos psicológicos organizacionais, e consideram os quatro pontos da ‘Receita da Uber’ como vitais.

Isso fez com que CNPJs já existentes, e muitas vezes conceituados no mercado, tivessem que se reavaliar da cabeça aos pés, literalmente deitados em um divã – vide cases da Youse (que saiu em disparada amedrontando as grande seguradoras do Brasil) e o fenômeno chamado NuBank.

A lição foi dada (postada, twitada, shipada):

“Tornar o seu negócio disruptivo é essencial para concorrer com as empresas desta nova geração Millenials, não tenha dúvidas, tio. Porém, fazer uma avaliação humana/terapêutica com base na história e nos dados da sua empresa, para compreender “onde foi que erramos”, é primordial para que a modernização dos seus processos seja completa (e para que aquele primeiro gráfico deste artigo passe a fazer sentido). É aí que entra o poder da Constelação Sistêmica Integrada”.

O que é a Constelação Sistêmica Integrada e como ela pode ajudar a sua empresa?

Bert Hellinger, médico alemão, dedicou alguns anos de sua profissão viajando pelo mundo com o intuito de estudar o comportamento e os conflitos humanos, em suas diversas aplicações culturais.

No seu livro “A simetria oculta do amor”, Hellinger destaca um estudo em específico realizado em uma aldeia africana, cujo o método psico-social vivido pelos cidadãos era absolutamente diferente de tudo o que ele já tinha visto até então.

Nesta aldeia os cidadãos são divididos em grupos de trabalhos distintos, de acordo com as suas habilidades potenciais (para caçar, para ensinar, para medicar, entre outros). Lá não existem ciclos familiares: assim que nascem, os filhos são separados dos pais sem o mínimo contato visual. Tal conhecimento sobre a paternidade fica restrito apenas aos dirigentes da aldeia, que vivem sob juramento de sigilo absoluto.

Hellinger relata que pela quantidade de cidadãos (centenas) e pela similaridade de aparências, é extremamente difícil deduzir parentescos. E que o fato de o conceito ‘indivíduo’, e não ‘família’, ser comum à cultura deles, tal curiosidade é praticamente inexistente entre a população.

Com acesso ao livro de registros de nascimentos (e sob um severo juramento de morte), o psico-terapeuta alemão passou a analisar as similaridades comportamentais entre pais e filhos biológicos, que mal faziam ideia deste compartilhamento de DNA.

Hellinger se impressionou.

Em poucos dias de análises o médico percebeu comportamentos e reações idênticas, repetidas por pais e filhos que, mesmo sem ter a menor consciência de suas ligações sanguíneas e tampouco uma vivência próxima, coexistiam.

Pensando com a cabeça de Bert:

“A psicologia moderna defende que o nosso caráter/a nossa personalidade na vida adulta são resultados das experiências vivenciadas e do convívio familiar durante a nossa infância”.

Com base no argumento acima, como explicar fatores psicológicos idênticos e a repetição de erros cometidos por pais e filhos, sem nunca terem convivido?

Eis o start para a construção de um novo método de terapia denominado Constelação Sistêmica, que tem como foco o estudo das gerações familiares para identificar comportamentos cíclicos repetitivos que são passados de geração para geração, em sua estrutura de DNA, através da memória afetiva e não apenas de vivência emocional . Teoria esta que também se aplica ao mundo Business, com perfeição.

“A vida se repete na estação”.
Trecho da música Encontros e Despedidas. Milton Nascimento

A Constelação Sistêmica é uma nova abordagem da Psicoterapia Sistêmica Fenomenológica criada e desenvolvida por Bert Hellinger, após anos de pesquisas com famílias, empresas e organizações em várias partes do mundo, afim de buscar o diagnóstico e solução de problemas e conflitos.

O resultado desses experimentos se transformou em um trabalho simples, direto e profundo que se baseia em um conjunto de “3 leis naturais” que regem o equilíbrio dos sistemas e que o próprio Bert gosta de chamar de “Ordens do Relacionamento Humano”.

Esta técnica contemporânea vem ganhando cada vez mais adeptos dado ao resultado rápido e eficaz, tanto para problemas pessoais como organizacionais.

Você já levou a sua empresa à terapia hoje?

A constelação sistêmica empresarial ajuda empresas a compreenderem-se de forma humana e evidente.

É muito usada em casos de organizações que vivem em crise constante e, principalmente, àquelas que pretendem inovar (disruptivamente).

Na dinâmica, a história e valores de cada instituição são resgatados em seus íntimos, para que a ferida mais preocupante fique visível para o grupo participante.

Nesta análise, é comum perceber que o insucesso de um produto ou de uma marca tem relação muito maior com o clima organizacional, do que com fatores externos, como economia.

Muitas são as possibilidades que se abrem durante as constelações nas empresas, e muitas são as dinâmicas ocultas que podem ser esclarecidas durante um trabalho com as 3 leis naturais, tais como:

  • Existe um chefe?
  • Quem é que manda nessa empresa?
  • Existe uma ordem ou ela está perturbada?
  • Cada um tem o seu lugar?
  • Todos estão contentes com o seu lugar? (por exemplo, de acordo com a sua qualificação, idade, tempo na empresa?)
  • Todos estão ligados à empresa? São todos leais?
  • Alguém foi excluído? Alguém quer ir embora?
  • Onde está o cliente e o produto?
  • Qual o tipo de relacionamento da empresa ou dos funcionários com o cliente e o produto?
  • O dar e o receber está equilibrado?
  • Existe um padrão de fracasso na empresa?

A Constelação nas empresas é certamente uma das inovações mais eficientes e desafiadoras no ambiente de consultoria, nos últimos anos.

A particularidade é que esse método permite uma nova “visão interior” da própria Organização, de seus problemas assim como dos seus potenciais ocultos.

Por isso, quando as técnicas de gestão e os trabalhos de consultorias não surtirem efeito, e o fator ‘crise econômica’ também não combinar com o espírito de vitória da sua companhia, permitam-se uma análise mais profunda.

Afinal, o seu negócio também precisa de cuidados emocionais, uma vez que o principal fator é o humano. Conheça o trabalho de Constelação Sistêmica Organizacional.

Profissionais satisfeitos vendem mais.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

Publicado

em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios 1 MIN DE LEITURA

Jaime Troiano: Conceito de Place Branding e o case do Baixo Pinheiros

Um dos principais especialistas em Branding do país fala sobre Place Branding

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Jornal 140 entrevista o Presidente da TroianoBranding, Jaime Troiano, que explica o conceito de Place Branding e conta o case do Baixo Pinheiros. Para saber mais sobre o projeto do Baixo Pinheiros, clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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