O que é Agile Workflow?

“Agile — capaz de se mover rapidamente e facilmente”

Agile (ELI5) é uma abordagem repetitiva para gerenciamento de projetos. A equipe entrega o projeto em pequenos passos, ao invés de entregar tudo no final.

O Wikipedia descreve Agile como: “Um conjunto de valores e princípios para o desenvolvimento de software sob as quais requisitos e soluções evoluem através do esforço de colaboração das equipes multifuncionais de auto-organização.”

Os processos de Agile reconhecem que os seres humanos são naturalmente ruins de planejamento e estimativa. Não se sinta mal por isso! Não importa quanta prática você tenha, sempre tem algo à espreita, que não pode ser previamente contabilizado.

Em qualquer projeto, seja um software, uma campanha de marketing, ou uma estratégia de recrutamento, aparecerá a necessidade de escopo extra ou os requisitos podem mudar.

Em projetos maiores, isso também precisa ser desconsiderado (geralmente não é o ideal), ou encravado num plano apertado, deixando o planejamento em desordem. Pra que planejar então, certo? Errado! Abraçe a incerteza e a inclua em seu processo. Algumas das melhores idéias não surgem até que você esteja perto.

REGRAS

Vamos cobrir as regras básicas, Agile é o processo de quebrar um grande projeto em tarefas menores (normalmente chamadas de story point) e priorizando-as.

Este estabelecimento de prioridades é importante e é a essência do Agile. Garantir o foco da equipe no sprint atual, ou sobre o resultado mais importante é fundamental para garantir que você atinja os objetivos do seu negócio. Isto impede que equipes se percam em uma torrente de exigências e pedidos, e garante que todos os story points que foram trabalhados em um dado intervalo de tempo são importantes para o progresso do projeto.

Esses story points são entregues continuamente, ou em pequenos ciclos chamados sprints (Scrum).

COMO FUNCIONA?

Use os requerimentos do projeto para fazer uma lista de tudo o que precisa acontecer. Não se preocupe caso você esqueça alguns detalhes, eles podem ser adicionados posteriormente. Estime cada ítem, por hora, ou mais comumente por story points (você pode criar seus parâmetros ou boas práticas, como a sequência de Fibonacci). Tubo bem se for um pouco impreciso. Isto lhe dará uma idéia aproximada da duração do projeto.

Defina algumas prioridades, coisas mais importantes primeiro. Isso evolui normalmente, então priorize rapidamente e frequentemente. Revise o trabalho atual. Se estiver evoluindo rapidamente, aumente a carga  do sprint. Se existirem ítens pendentes, você está sendo muito ambicioso!

SCRUM vs KANBAN

Com Scrum, o trabalho é dividido em pedaços ou iterações, os chamados sprints. Ao final de cada sprint é feito uma reunião de revisão, ou review meeting, que é a apresentação, conferência e avaliação dos itens acordados no projeto em comparação com cada um dos ítens prontos. As reuniões são diárias e muito curtas, visando salientar possíveis pontos de bloqueio e mantendo o projeto em movimento.

No Kanban as reuniões são semanais, focando no fluxo contínuo, os processos podem ser visualizados por meio de colunas em um quadro, além de ter a priorização essencialmente importante, mantendo o foco do que deve ser entregue primeiro.

CONCLUSÃO

O processo Agile apresenta um conjunto de práticas para ajuda-lo a se tornar adaptável e se certificar de que sua equipe sempre estará trabalhando em algo importante. O ideal não é perguntar Scrum ou Kanban, mas sim Scrum & Kanban ou mesmo os dois, tornando os principios mais importantes que as práticas.

Foto: Ryoji Iwata, Unsplash.

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Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área, escreve para o Jornal 140 e para o blog Found in Translation. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.
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Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área, escreve para o Jornal 140 e para o blog Found in Translation. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.
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