Menos é mais?

Depende. Aliás, nos negócios absolutamente TUDO, depende.

Depende da necessidade, disponibilidade, vontade, empatia (sim, tente não se conectar com seu cliente para ver se esse negócio sai, você pode ter a melhor solução e oferta, se o “santo não bater”…).

Tenho escutado com frequência a frase que dá título à esse artigo, e faço várias reflexões sobre a aplicabilidade dela no mundo real, é óbvio que o cenário atual é mais dinâmico, o tempo é muito mais concorrido, e a própria concorrência com outros players do mercado faz com que nossas investidas sejam mais contundentes e assertivas, e acho que isso nos dá a sensação de que “menos é mais”.

Porém não dá para seguir isso como uma nova ordem para os negócios, poderemos cruzar com alguém do outro lado da mesa que segue isso a risca? Sim, claro, porém apoiar-se na ideia de que a “nova ordem” está no ar é um erro crucial, pois isso fatalmente te induzirá ao erro em outras negociações, pois partindo dessa ideia automaticamente já vai preparado com um discurso enxuto e objetivo (eu basicamente prefiro 1000 vezes essa abordagem, mas…).

Acredito que, o que mudou, e nos levou a crer nesse novo modelo (além do cenário atual), é que hoje podemos e temos ferramentas para compreender um pouco melhor perfis e assim podemos ajustar nosso tom na abordagem e durante a negociação, sim isso é empatia, porém levarmos o conceito apenas ao pé da letra é muito difícil quando aplicamos diretamente no outro sem nenhum gatilho para começarmos o trabalho de compreensão emocional, não é necessário se tornar expert no assunto, porém procure entender um pouco o perfil e como se ajustar, se a pessoa for crítica, racional e lógica, busque uma abordagem com uma fala calma, seja preciso nos comentários, apresente todas as etapas do negócio… Porém, encontrando uma pessoa que é extrovertida, tem senso de humor, otimista, ai a abordagem já tem que ser mais rápida e entusiasmada, é necessário inspirar a pessoa e tender muito mais para a casualidade.

Estudando alguns elementos é possível se ajustar, e é nesse ponto que o menos não é mais não. Não podemos abrir mão dessa fase da negociação, hoje temos a obrigação de compreender o outro antes do iniciar qualquer negociação.

Não pule etapas.

Foto: Bruno Creste, colaborador do Jornal 140.

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Consultor Comercial, 37 anos, pai e filho. São Paulino e amante de Jiu Jitsu e MMA. Fascinado por negócios e relações comerciais.
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