A imagem da maconha

Em artigo publicado recentemente na edição digital da PR Week, Kristin Flor Perret, chama a atenção para o fato que a imagem da maconha (que ela chama de “cannabis”) está mudando e alerta que os profissionais de comunicação de todo o mundo precisam estar atentos a este novo movimento. A maconha não é mais a erva do diabo, agora é um produto da modernidade.

Segundo Kristin, países como EUA estão no centro desta mudança que ela chama de “green rush” e os efeitos podem ser verificados em diversas áreas como legislação, a entrada de grandes marcas de consumo, varejo e mudanças de atitude dos consumidores.

Duas coisas chamam a atenção da comunicadora: a de que as marcas que atuam no mercado estão ficando cada vez maiores – algumas já são negociadas na NYSE, bolsa de valores de Nova York; a outra é que a melhor porta de entrada para um negócio que ainda opera em uma área nebulosa, quando não ilegal em algumas regiões dos EUA, é o CBD.

A explicação é que o CBD, cannabidiol, é a parte da maconha que não apresenta efeitos psicoativos (que são encontrados no consumo da maconha tradicional, que apresenta o THC-tetrahydrocannabinol) e que apresenta benefícios médicos. Por este motivo, vários empreendedores tem acrescentado CBD em praticamente tudo, desde café a tratamentos de banho, segundo Kristin (que cita matéria do The New York Times).

Aqui no Brasil, a discussão sobre o uso do CBD para uso medicinal ainda engatinha apesar de avanços importantes como a aprovação de importação destes remédios pela Anvisa. O CBD é utilizado com eficácia em diversos tratamentos como de epilepsia.

Como negócio, a maconha ainda não alcançou os escritórios brasileiros de Relações Publicas que costumam ir a reboque das empresas e instituições. Por enquanto é apenas uma atividade lucrativa para as facções e alguns maus policiais que, naturalmente, querem distância de qualquer regularização que acabaria com o seu negócio.

Uma eventual regularização no Brasil está parada há mais de quatro anos no STF que julga a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal. A data para voltar a analisar o processo, um recurso extraordinário (RE ),  já está marcada para o dia 5 de junho deste ano. A data foi decidida pelo presidente Dias Toffoli, após voto do ministro Alexandre de Moraes (que liberou o processo que estava travado desde o pedido de vista do ministro Teori Zavascki).

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