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André Santi

Para celebrar a influência do humor no mundo digital, nós conversamos com André Santi, músico, ator e comediante.

Rafael Sartori

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Não é preciso ser nenhum especialista em plataformas digitais para afirmar que o humor tem lugar cativo no grande palco da internet do Brasil. Os brasileiros são bem humorados por natureza e trocam conteúdo de bom-humor diariamente através dos mensageiros e das redes sociais.

O estudo do Google Preferred apontou que os canais de comédia brasileiros lideraram a audiência no YouTube durante todo o ano de 2017. Os dados apontam que as produções audiovisuais cômicas tem audiência garantida e o YouTube se tornou uma grande alternativa à televisão, que por décadas, dominou a difusão do humor em seriados e programas de auditório.

Para celebrar a influência do humor no mundo digital, nós conversamos com André Santi, músico, ator e comediante. André tem uma história de sucesso tanto nos palcos, como na internet. Uma demonstração do casamento perfeito que aconteceu entre o humor e a tecnologia.

André Santi é nascido e criado em São Paulo, tem o humor presente em sua personalidade desde criança, um menino endiabrado que queria dar risadas das coisas, como gosta de dizer. No colegial foi convidado a participar de uma cena teatral, acabou gostando da experiência e passou a comparecer às aulas da companhia de teatro.

Eu sempre gostei e consumia muito humor em filmes e televisão. Eu descobri que utilizava muitas técnicas de humor sem saber que eram técnicas, eu já era meio treinado, as aulas me ajudaram a canalizar a energia cômica.

O paulistano da Vila Mascote foi o primeiro de sua família a ter contato com arte, por isso, foi cobrado para que tivesse uma formação. André conciliou o palco e a música com as aulas de Marketing na Anhembi Morumbi, onde se formou em 2007. André procurou emprego na área, começou a dar aulas de arte e no dia 28 julho de 2009, subiu ao palco pela primeira vez para fazer uma comédia stand up.

Eu gostei muito, não era necessário ensaios com elenco, instrumento ou figurino e ainda rendia mais. Eu resolvi apostar na ideia, o YouTube estava no início, eu criei um canal e comecei a criar conteúdo.

André Santi começou a fazer stand up em bares na cidade de São Paulo e logo depois passou a viajar para fazer shows em todo o Brasil. O sucesso foi tanto que André foi convidado a trabalhar no rádio e na televisão. André esteve à frente do programa Os Impedidos, na TV Gazeta e do quadro humorístico Gongo da Pan, na rádio Jovem Pan. André fez participações no Programa Pânico e praticamente em todos os programas humorísticos vigentes.

Em 2016, André Santi foi o primeiro comediante a gravar um DVD fora do Brasil: ele gravou e lançou o DVD André Santi Ao Vivo No Japão. Em 2018, foi o primeiro brasileiro a fazer show de stand up comedy na Nova Zelândia e um dos poucos a fazer shows na Austrália.

Durante todos esses anos, eu fui postando partes de shows, esquetes e conteúdo de humor nas redes sociais. Alguns vídeos viralizaram e essas experiências ajudaram na formação do público digital.

Aos 32 anos, André Santi conta com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, somente no Facebook são mais de 750 mil seguidores que acompanham sua rotina diariamente. No YouTube são 253 mil inscritos e mais de 500 mil visualizações mensais (22 milhões de visualizações totais), onde os assinantes recebem semanalmente novos vídeos de seus shows de stand up.

Os principais vídeos de sucessos no YouTube são: Toddy X Nescau, a prova definitiva, a diferença entre japonês e chinês e o dia que eu fiz show numa casa de swing.

Nesta semana, nós realizamos uma entrevista exclusiva com o influenciador André Santi e fizemos sete perguntas essenciais sobre humor e tecnologia, veja as respostas abaixo.

De onde vem a inspiração?

A maior inspiração é a vida, o stand up é a comédia do cotidiano. Eu sempre estou ligado sobre o que está gerando emoções diferentes como felicidade, tristeza ou indignação. O grande desafio é transformar em arte cômica e fazer o público rir de algo diferente.

Qual é o perfil do seu público? O público dos shows é o mesmo da internet?

O público é bem abrangente, a grande maioria dos que comparecem aos shows tem entre 20 a 40 anos, é comum ver muitos casais e grupos de amigos. Na internet a abrangência é maior ainda, o stand up comedy atinge todas as idades e classes sociais.

Quando você percebeu que o trabalho engatou?

Quando eu vi de perto o circuito da comédia, eu percebi que era uma grande oportunidade. Após 6 meses de apresentações, eu entendi e passei a focar totalmente no stand up. Em 2011 vieram os contratos com o rádio e a televisão, foi a confirmação de que eu era um humorista profissional e viveria disso para o resto da minha vida.

Facebook, Instagram e YouTube…Qual a melhor plataforma para conteúdo cômico?

Como as plataformas mudam constantemente, não é possível apontar a melhor. Atualmente, o Facebook está em segundo plano, o Instagram é melhor para a rotina de vida, vídeos curtos e memes. Para produções audiovisuais mais elaboradas, o YouTube é o melhor caminho.  Eu diria que as três tem importância, cada uma no seu quadrado.

Existe politicamente correto no humor da internet?

Existe no mundo inteiro, na internet a vigilância é grande e algumas mídias estão se rendendo. O Facebook e o YouTube, por exemplo, cortam o alcance para conotações sexuais ou palavrões, quando tratamos de humor, que tem de ser livre, falar o que ninguém fala, estamos falando do primeiro prejudicado.

Você não acha que o Brasil já é uma piada pronta?

O Brasil é mais do que piada, é caso sério. É muito complicado tratar dos problemas do país, pois a reação do brasileiro é de torcedor. Uma piada que mencione crença, posicionamento político, social ou geográfico, é suficiente para alguém te odiar e querer te retirar da internet para sempre. No Brasil, uma piada pode trazer sérias consequências.

Qual a dica para quem está começando?

Independente da escolha que fizer, estude bastante, aprenda com os exemplos e tenha referências. No meio em que trabalho, é comum conhecer carreiras curtas e meteóricas. Para ser um bom artista é necessário ter realmente foco e um objetivo de longo prazo. É difícil, desafiador, mas com um final satisfatório.

Para conhecer a agenda de shows do André Santi, clique aqui. Para seguir na redes sociais, Facebook: @andresantihumor, Instagram: @andresanti e YouTube: @AndreSantiLee. Para começar o domingo com boas risadas, assista o novo vídeo disponível em suas redes sociais.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Me Poupe! O Reality: Nathalia Arcuri e o propósito de diminuir os índices de violência doméstica no país

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa.

Lai Dantas

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Não lembro como ou quando comecei a seguir a Nathalia Arcuri, mas sei que é graças ao conteúdo que ela dissemina na internet que hoje eu encho a boca para me intitular investidora.

E se um dia ousei dizer em alto e bom tom que nunca precisaria de matemática para nada nessa vida, agora me pego rindo enquanto faço contas e mais contas para multiplicar meu dinheiro.

Para mim, a história dessa mulher é simplesmente fantástica.

Quando criança, ouviu uma colega da escola dizer que os pais haviam criado uma poupança para ela: “Aos 18 anos de idade, poderei usar toda essa grana que eles estão acumulando para comprar meu carro!”.

Chegando em casa, Nath correu para perguntar ao pai sobre sua poupança – jurando ter a mesma sorte que a amiga – e recebeu como resposta um “Cresça e apareça!”.

Assim nasceu a fada sensata da educação financeira.

Por conta desse “não”, o dinheiro do lanche passou a ir para o cofrinho, os presentes de Natal e Dia das Crianças deixaram de ser roupas e brinquedos e, já na adolescência, trabalhar como figurante e modelo viraram sinônimo de renda extra.

Aos 18 anos, Nathalia comprou o tão sonhado carro.

Aos 23, assim que concluiu o ensino superior no curso de Jornalismo, tomou posse do primeiro imóvel: um apartamento na planta.

Aos 32, conquistou o primeiro milhão.

Reality na TV Aberta

Em 2012, já conhecida como repórter de uma das maiores emissoras de TV aberta do Brasil, Nathalia se pegou na zona de conforto. Já havia conquistado tudo o queria e precisava de mais para se manter viva e feliz.

Levou, então, uma proposta inédita para o lugar onde trabalhava: um reality de finanças para transformar a vida financeira dos brasileiros.

A resposta durante três anos?

Não, não e não.

Quando finalmente ouviu um sim, ele veio acompanhado de: “Gostamos tanto que vamos entregar seu projeto para um apresentador que é especialista em finanças”.

Canal no YouTube

Nathalia Arcuri abriu mão de um salário de 13 mil reais, comprou uma câmera, aprendeu a editar e levou seu sonho para o YouTube.

No Me Poupe!, atualmente considerado a primeira plataforma de entretenimento financeiro do país e o maior canal de finanças pessoais do mundo, ela ensina de forma divertida e descomplicada como gastar menos, investir, poupar, negociar etc.

O propósito?

No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é espancada e 70% dessas mulheres continuam passando por esse tipo de violência porque dependem financeiramente do marido.

Logo, oferecer educação financeira gratuita para o brasileiro significa oferecer educação financeira gratuita para mais mulheres: mais mulheres com liberdade financeira significa menos mulheres passando por violência doméstica.

Genial, né?

Me Poupe! O Reality

Com a liberdade financeira alcançada 12 anos antes do previsto, autora do best-seller Me poupe: 10 passos para nunca mais faltar dinheiro no seu bolso, o sonho do reality finalmente vai virar realidade.

Me poupe! O reality estreia em outubro, na Band.

Ao todo, serão exibidos 12 episódios inéditos, com um personagem diferente a cada programa. A missão é tirar os participantes do sufoco financeiro, ajudando na transição de endividados a investidores em quatro semanas.

Se eu fosse você não perdia por nada!

Foto Divulgação: Folha UOL

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Viagem de Fuga

Rafael Sartori

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Em 2010, a publicitária Patricia Furlan fez sua primeira viagem internacional para o Canadá. Ao desembarcar no Brasil, postou fotos e um belo texto em suas redes sociais. O conteúdo chamou atenção dos amigos ao evidenciar experiências culturais bem diferentes do turismo convencional. Patricia começou a receber pedidos com dicas e roteiros de viagem.

Dois anos e algumas viagens depois, Patrícia trocou de emprego e passou um ano sem poder viajar para o exterior. Neste período, Patricia fazia apenas viagens de fim de semana e foi assim que surgiu a ideia de ter um blog, o nome Viagem de Fuga se deu quando Patricia percebeu que viajar era uma verdadeira fuga do ambiente comum.

A princípio o blog iria contar apenas as viagens próximas à São Paulo, a “fuga” do caos, da rotina, do que já é conhecido. Como um ano passou super rápido, acabei englobando todas as viagens. Patricia Furlan.

O blog é separado entre viagens nacionais e internacionais, conta com dicas, planejamento e notícias de turismo. O blog ainda conta com uma sessão chamada Guest Post, onde seguidores e convidados podem descrever experiências culturais marcantes que tiveram em suas viagens.

Ao navegar, facilmente encontramos muitas experiências inusitadas, como aprender a fazer doces japoneses (em japonês), em Kyoto, no Japão. No Brasil, experiências históricas em colônias de imigrantes em Minhas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Para Patricia, o diferencial do Viagem de Fuga é exatamente esse:

Eu foco na experiência cultural da viagem, como essa experiência agregou e mudou a minha vida. Patricia Furlan.

O Viagem de Fuga já passou por mais de 20 países visitados, como Japão, Índia, Havaí e o Atacama, no Chile. No Brasil, as viagens favoritas foram para a Chapada dos Veadeiros (GO), Chapada Diamantina (BA) e as praias do estado de Alagoas. No segundo semestre, Patricia viaja para Singapura, Suíça, Espanha e Portugal.

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Nesta semana, o Jornal 140 realizou uma entrevista exclusiva com Patricia Furlan, criadora do Viagem de Fuga. Nós fizemos cinco perguntas essenciais sobre turismo, veja as respostas abaixo.

Com que frequência você viaja?

Faço duas viagens internacionais por ano e pelo menos quatro pelo Brasil.

Qual o perfil do seu público?

56% feminino e 44% masculino em uma faixa etária de 28 à 35 anos.

O que eles querem que você apresente?

Geralmente, o turismo de experiência. Meu público não é o turista que compra pacote e segue programação de agência. É um viajante que quer mais autonomia, liberdade e um mínimo de conforto.

Qual é o seu sonho de consumo em termos de público?

Eu não defini uma meta de público e não quero fazer isso, a meta faz o meu trabalho perder autenticidade. Vejo muitos blogs e influenciadores alucinados por números, público e conteúdo. Eu não quero que “viajar” se torne um peso pra mim. Devido aos patrocinios, o blogueiro apresenta apenas o lado bom de um destino, eu quero mostrar a realidade.

Qual a dica para quem está começando?

Comece por paixão ao que faz, não pra ficar famoso ou conseguir seguidores. Isso é ilusório e rapidamente o que era um hobby se torna um peso.

Para planejar sua viagem, clique aqui. Para seguir na redes sociais, Facebook: @viagemdefugaInstagram: @viagemdefuga, Twitter: @viagemdefuga e YouTube: @viagemdefuga.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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