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Relações Comerciais

O que podemos aprender com a Marvel Studios?

João Perez

Publicado

em

Na última quarta-feira, 24 de abril de 2019, aconteceu a pré estreia de Os Vingadores: Ultimato, o ultimo filme de uma saga de 10 anos e três fases completas, colocando um ponto final à Saga do Infinito, e eu como fã de carteirinha estava lá. Não é novidade nenhuma que esses 10 anos de filmes de super heróis foram blockbusters e uma fonte de arrecadação de dinheiro em níveis nunca vistos antes no cinema.

E qual relação podemos ver num nicho tão específico com nossos negócios?

Vejam só, filmes com super heróis dos quadrinhos, o que tem de diferente nisso? Como pensar em impactar com algo tão normal? Quando fazemos esse questionamento e vamos nos aprofundar no que Marvel Studios fez, é fantástico compreender e fazer toda analogia possível com nossos negócios do dia a dia.

Até 2005 a Marvel apenas co-produzia filmes de super heróis e que eram distribuídos por outros estúdios (Sony, New Line, 20th Century Fox), e em 2005 ela começou a produzir e distribuir seus próprios filmes e distribui-los pela Paramount. Mas até ai nada muito assustador, alguns filmes rentabilizam bem outros não e assim foram levando.

Até que em 2007 depois de um balanço com as co-produções, o diretor da divisão de filmes da Marvel, Avi Arad, resolveu apostar suas ficha num jovem de 33 chamado Kevin Feige, que é um fã declarado de Super Heróis, e virou chefe de estúdio e partindo disso criou-se a MCU (Marvel Cinematic Universo).

O Feige como Fã, desenhou esse projeto a longo prazo sempre com a premissa de:

Conhecimento da causa e envolvimento total de todos, ou seja, quem entra no projeto, seja como ator, diretor, produção, se não conhece super heróis e quadrinhos, deveria estudar e começar a se envolver, e outra grande sacada, contratos longos dos atores com vários filmes, pois os super heróis não “mudam de cara”, e o fã sabe disso. E principalmente ouça o que o consumidor tem para falar, nesse período em quantos filmes e personagens da MCU percebemos claramente mudanças sutis, que eram exatamente uma resposta para o público? Citando apenas um exemplo, só comparar os dois primeiros filmes solos do Thor (Thor e Thor o Mundo Sombrio) com o último (Thor Ragnarok), os dois primeiros com uma carga dramática pesada e até sombrio e o último, leve, irreverente, com o personagem mais solto.

Apenas essas informações já são o suficiente para trazermos para o nosso mundo:

Kevin Feige

– Vai colocar um produto que é mais do mesmo no mercado? Traga um líder que sabe exatamente o que é esse produto, que seja um consumidor apaixonado.

A Saga do infinito

– Esteja disposto a ouvir seus clientes, sinais do mercado, faça as mudanças e ajustes necessários sempre;

– A MCU começou a fazer eventos para mostrar o calendário de lançamento dos filmes e se envolver nas Comic Con’s justamente para sentir do público as expectativas;

– Tenha um planejamento definido de longo prazo, isso é crucial, avançar respeitando todas as etapas é fundamental para a conclusão do período;

Fases 1, 2 e 3 dos filmes, fechando a 3º fase com Vingadores Ultimato

– Tenha fases nesse planejamento de logo prazo, o plano pode ter 10 anos, mas cada fase pode durar dois anos, isso é necessário para ter o tempo certo para ajustes;

Robert Downey Jr, Chis Evans, Scarlett Johansson, Chris Hemsworth, Mark Ruffalo & Jeremy Renner

– Forme um time que se comprometa com o projeto, é difícil sim, mas é possível trazer profissionais que abracem a causa, principalmente quando a causa tem um plano definido;

– E por último, mas nem menos importante, reinvente-se, em poucos casos o mesmo modelo funciona para sempre.

A Saga do Infinito acabou, mas já tem a fase 4 pronta inteira e com novos personagens para nós.

Foto: Raj Eiamworakul / Unsplash

Consultor Comercial, 38 anos, pai e filho. São Paulino e amante de Jiu Jitsu e MMA. Fascinado por negócios e relações comerciais.

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Relações Comerciais

Colegas de trabalho? Parceiros de negócios!

Seus colegas de trabalho são fundamentais para que seus dias sejam mais produtivos e assertivos.

João Perez

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Todos os dias podemos perceber o quanto a relação nos negócios tem mudado, a dinâmica nos ambientes profissionais está cada vez mais “humanizada” o valor que se dedica ao ser humano está cada vez mais evidente e grandes companhias tem explorado e aplicado bem esses conceitos.

Por outro lado ainda somos geradores de demanda e as empresas ainda buscam lucros – obviamente que as empresas que entenderam que o funcionário feliz e um ambiente bom faz toda a diferença no resultado final – e nisso destaca-se pessoas, o indivíduo mais empático, mas sensível às essas “informações” que se pega num ambiente corporativo, acaba tendo um destaque maior.

Mesmo com todas essas informações, a equação não é tão simples, cada um tem uma reação diferente à determinados fatores do ambiente corporativo e é por isso que hoje às lideranças devem ter um papel não apenas de cobrar resultados, mas de compreender cada célula da sua equipe e fazer com que esse time jogue bem juntos e juntos tragam o resultado.

Tirando o papel do líder, resta a você fazer esse trabalho por você mesmo, faça parcerias, seus colegas de trabalho são fundamentais para que seus dias sejam mais produtivos e assertivos; independente de qual área você trabalha, em determinado momento você vai se relacionar com outras pessoas, sendo essas geradoras de demanda ou não.

Usando um exemplo simples, imagine uma empresa que a sua área deve receber clientes de outra área para você trabalhar um produto especifico (o qual somente as pessoas da sua área tem expertise para vender), obviamente que em se tratando de uma demanda, tudo deveria ocorrer bem e você viveria muito bem com vários leads, certo!? Errado, repassar clientes da sua carteira para outra área, para pessoas que não conhecem e não tem a relação que foi construída, por mais institucional que seja, não será a prioridade. Ai é que está a brecha para o destaque, conquiste esses parceiros, mostre que a importância que o cliente receberá de você, será maior, dê feedbacks, traga o “dono da conta” para jogar com você, em pouco tempo esses parceiros enxergarão você como ponto focal e as demandas virão naturalmente, seus leads chegarão com melhor qualificação e ambos colherão os bons resultados.

Seja parceiro!

Foto: Cytonn Photography / Unsplash

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Relações Comerciais

A importância do Gerente de Contas

João Perez

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Gerente de Contas, o meu cargo e de tanta gente ostenta e atua, com muitas atribuições dependendo do segmento. Porém que me ater para o Gerente de Contas que trabalha em companhias que vendem serviços (Financeiros, Seguros, Bancários), este profissional não vende de fato, porém é o apoio de quem vende, é o elo entre a companhia e o funcionário de corretoras e assessorias que se relaciona diretamente com o cliente.

O Gerente de Contas é fundamental para o bom andamento do negócio, porque na medida que ele não tem obrigação de vender diretamente, ele tem que estimular equipes – que não são subordinadas à ele – a vender o produto dele e não do concorrente, ou seja, sua meta depende da produção de outras pessoas.

E é ai que está o “Pulo do Gato”, quem está na linha de frente quer vender, mais rápido, mais barato e o melhor produto disponível, e quando chega nesse ponto o Gerente de Contas se torna crucial, é ele quem resolve todos os problemas dos negócios gerados, desde aceitação do negócio, problemas com pagamento, falta de documentos, emissão ou não, uma vez que a Companhia que ele trabalha o usa como linha de contato com o produtor e vice e versa.

E ele existe exatamente para deixar o gerador de negócios de fato, exclusivo para gerar demandas, problemas oriundos das demandas, fica com o Gerente de Contas. Por isso meus caros Gerentes, vocês não escapam de ter metas, tem que liderar, cativar e conquistar pessoas que vão interferir diretamente nos seus resultados e essas pessoas não são subordinadas à você e principalmente você é a materialização da sua empresa nas Corretoras e Assessorias que atende, logo, sua atuação, além de mostrar o seu potencial como profissional, ainda te coloca numa posição onde pessoas podem gostar ou não da sua empresa por consequência dos seus atos.

So… Be careful and go ahead!!!

Foto: Mimi Thian / Unsplash

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