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O início do fim da era dos likes no Instagram

Redação 140

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Na semana passada, a Facebook Inc, holding controladora do Instagram, anunciou que está testando o fim da exibição pública do número de likes nos posts. Os rumores desta medida foram confirmados oficialmente durante o evento Facebook F8 Developers Conference e os primeiros testes serão realizados no Canadá nas próximas semanas.

Neste novo modelo, caso vingue, a contagem poderia ser visualizada apenas pelo dono do perfil. A notícia trouxe alívio e protestos de diversos segmentos. O objetivo da medida seria dar mais foco no conteúdo e menos nas métricas de popularidade.

A vida imita a arte, ou é o contrário. Em um dos episódios mais icônicos do seriado britânico “Black Mirror“, o episódio Nosedive, a personagem Lacie Pound (veja acima foto dela), “média social” de 4,2 pontos, vive em uma sociedade em que as pessoas são avaliadas de acordo com sua pontuação nas redes sociais. Lacie está obcecada em chegar à pontuação de 4,5 pontos o que lhe dará uma série de direitos e acesso a financiamentos. Lacie faz de tudo para alcançar este status e a história termina de maneira trágica. Detalhe: o episódio estreou no Netflix em 21 de outubro de 2016 e quase dois anos e meio se passaram para que enfim o Instagram anunciasse o fim da ditadura (para uns) da contagem social de popularidade.

Tão logo a notícia começou a circular pelo mundo, o site do jornal Meio & Mensagem procurou os dois agentes mais interessados neste processo – os influenciadores e as agências de influencers – para entender até que ponto esta medida poderia afetar os negócios. Algumas das fontes externaram preocupação e outras disseram que nada mudará porque os influenciadores e agências continuarão a ter acesso a seus KPIs e métricas (veja aqui) .

As plataformas de redes sociais como Facebook, Instagram, Snapchat e YouTube criaram um novo mercado de “exibidores” – os influencers. As marcas e as agencias de publicidade pegam carona no alcance de publico que estas “mídias” têm e ainda levam de bônus o endosso do influenciador. Ainda que a toda a audiência saiba claramente que os influenciadores não abrem a boca para falar das marcas sem que tenham sido pagos por isso, prática conhecida como “matéria paga” no jornalismo, o efeito da decisão do Instagram poderá afetar o modelo de negócios dos influencers.

A Facebook Inc. encontra-se em um momento decisivo nos EUA e talvez esta medida seja uma resposta à pressão que vem sofrendo de todos os lados. O jornal The New York Times produziu nas últimas semanas várias reportagens sobre o cerco das autoridades em torno do negócio criado por Mark Zuckerberg. Em off ou em on, autoridades e especialistas disseram que não sabem qual será o tamanho e a dimensão das medidas contra o negócio, o que sabem é que serão altamente restritivas.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Segunda-feira sem likes

Redação 140

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A iniciativa dos gestores do Instagram de retirar a exibição do número de curtidas (“likes”) das postagens continua movimentando a rede. A medida foi tomada com o objetivo de tentar reduzir a “competição” e tentar proteger os usuários mais jovens, com a alegação que este tipo de situação pode ser prejudicial.

O Social Media Today publicou no sábado que uma nova pesquisa sugere que um número crescente de jovens usuários está tentando convertendo perfis em contas de negócios para ter acessar a dados de público-alvo mais detalhados sobre o desempenho de suas postagens.

O jornal digital diz que o pesquisador David Stier pesquisou cerca de dois milhões de usuários do Instagram de 12 a 15 anos. Segundo ele, estes adolescentes expuseram publicamente na plataforma uma série de informações, como telefone e e-mail, criando um sério problema de privacidade.

Segundo ele “mais de 60 milhões de crianças podem mudar facilmente seu perfil para uma” conta comercial “, para a qual o Instagram exige a exibição pública de seu endereço de e-mail e / ou número de telefone no aplicativo.” Ainda que crianças com menos de 13 anos não possam se inscrever para uma conta no Instagram, é muito fácil burlar estas regras.

Stier disse ao Social Media Today que “relatou a questão para o Instagram e que a plataforma poderia evitar isso mascarando endereços de e-mail e ocultando listas de números de telefone – mas isso também teria impactos para empresas reais”. A solução não parece ser clara – o Instagram pode procurar melhorar os seus métodos de detecção e remoção, segundo Stier. Mas o problema também pode aumentar, já que o Instagram amplia seu programa de esconder o público como contagens.

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A era de ouro dos podcasts no mercado digital

Lucas Gonçalves

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Não há como negar que o podcast vem sendo uma grande ascensão entre os brasileiros em 2019. Segundo o IBOPE 40% dos brasileiros já escutaram algum programa de áudio. Se basearmos nos EUA, por exemplo, entenderemos o porquê de o formato possuir um grande potencial, segundo um estudo das empresas Interactive Advertising Bureau – IAB (Estados Unidos) e PwC, O formato de podcast proporcionou uma evolução anual em receita na publicidade nos Estados Unidos, passando de 34% em 2017, para 53% em 2018. Atingindo o recorde de US$ 479 milhões. Para 2019 não será diferente, a tendência é que a publicidade atinja 42%, alcançando uma receita de US$679 milhões.

São diversos motivos para considerar podcast em seu mix de marketing, alguns dos motivos para o investimento no streaming de áudios são: audiência cativa, segundo a Associação Brasileira de Podcasts (ABPOD), mostra que mais da metade de todos que ouvem podcast fazem isso diariamente, isso mostra a fidelidade do público para esse formato, pois além de conseguir ouvir assuntos que são de seu interesse, o formato tem a praticidade para aprendizado e absorvição de informações em qualquer lugar, seja se locomovendo, realizando atividades físicas ou domésticas.

Esse tipo de formato possibilita a humanização e credibilidade da marca para engajar com sua audiência através de assuntos interligados do conteúdo a sua marca ou produto. O seu poder de influência perante seu público é alto, segundo a Audio.ad , 63% dos ouvintes de Podcast compraram algum produto ou serviço anunciado em programas. Além disso, ao contrario de outros formatos dentro do universo online, o podcast consegue prender a atenção criar conexões mais profundas  com sua audiência, através do contato com a voz, entusiasmo, na forma de falar e efeitos sonoros.

Obviamente, atentas a esse movimento do mercado, diversas marcas já iniciaram estratégias para atender essa nova demanda, como foi o caso do Spotify, Google, Marvel e TV Globo.
O Spotify disponibilizou o formato de podcast para o aplicativo em 2018 e recentemente liberou um recurso de segmentação voltado para esses consumidores que facilitará o direcionamento de anúncios para usuários que ouviram podcasts em diferentes categorias.

Já o Google, seguindo a mesma linha lançou o Google – Podcasts no ano passado, com os principais podcasts divididos nas seguintes categorias: Comédia, Sociedade e cultura, Notícias e política, Artes e mais. Também seguindo a tendência, a Marvel que inspirou o lançamento de muitos quadrinhos, teve seu primeiro podcast dramático lançado no dia 12 de março de 2018, “Wolverine – The Long Night”. Por fim, outro exemplo é o maior veículo de comunicação quando se fala em TV aberta, a Rede Globo, começou a investir em podcasts de forma estratégica através do Globoesporte.com com diversos programas diários.

Com o exemplo dessas empresas citadas acima, ficou claro que as oportunidades em publicidade para podcast tende a crescer cada vez mais para os anunciantes. Sendo assim, irei mencionar alguns formatos e suas peculiaridades para a comercialização:

Spots de áudio: São os tradicionais spots de 30 segundos, formatos bastante utilizados em rádio, que podem ser inseridos antes, durante ou no final do programa;

Testemunhais: Formato gravado pelos locutores do programa que aparecem no meio do episódio e geralmente têm entre 1 e 2 minutos de duração;

Programa temático (patrocinado): Formato no qual um programa inteiro é feito com base em um tema ou roteiro passado pelo anunciante;

Programa do cliente: Quando uma marca realiza seu próprio conteúdo em podcasts e disponibiliza em seus canais digitais. Neste caso, há um grande trabalho da marca para aumentar a audiência para o seu conteúdo;

Segundo o IBOPE o consumo de podcast acontece na maioria das vezes pelo Smartphone (75%), seguido do desktop (40%) e por fim o tablet com (8%). Em relação à frequência com que costumam ouvir, 19% dos entrevistados ouvem podcast três vezes ou mais na semana, enquanto 13% ouvem uma vez por semana, 11% duas vezes por semana. O YouTube (42%) e o Spotfy (32%) são os aplicativos mais usados para ouvir podcast. Tendo em vista os aspectos observados, mercado de podcast tem grande potencial para evolução e consequentemente as marcas, agências e marqueteiros precisarão se adaptar para esse novo consumo de mídia.

Foto: NeONBRAND / Unsplash

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