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Inovação

Smarthome, uma casa chamada robô

Redação 140

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Fica cada vez mais clara a estratégia das grandes plataformas e desenvolvedores, como o Google e a Apple, de ampliar a presença das marcas dentro das residências dos usuários com a oferta não de produtos e serviços e sim de soluções “smart”. Começou com os smartphones, evoluiu para as smarTVs e, bingo, agora temos as novas smart homes.

O Google anunciou ontem em Mountain View durante o I/O Live 2019, encontro anual com desenvolvedores, a sua nova central inteligente para “smart homes”, chamado de Nest Hub Max. E aqui no Brasil, alguns usuários do Google Home receberam, também ontem, um email da empresa apresentando o Google Nest (aqui).

Vale lembrar que em 2014 o Google comprou a Nest por 3,2 bilhões de dólares e muitos investidores acharam que seus gestores tinha enlouquecido por causa do evaluation de uma pequena empresa cujos principais méritos tinham sido desenvolver um simples termostato e um dispositivo identificador de fumaça de cigarro.

Agora a estratégia do Google mostra a que veio: o futuro, ou parte dele, inclui as smart homes e o nome da empresa que conduzirá os cidadãos a estas novas . Estas unidades habitacionais serão cada vez mais conectadas e sensíveis a interações entre o humano e a máquina. A oferta do Nest inclui produtos como o termostato, cameras, assistente pessoal, campainhas, alarmes, fechaduras e detetores de fumaça e o recém lançado Nest Hub, um super assistente pessaoal que funciona como uma central de inteligência que consegue interagir com os usuários em diversas dimensões, incluindo com reconhecimento facial.

O objetivo do Google é “facilitar” a vida das pessoas, tornar a suas experiências com as maquinas mais úteis, simples e seguras e fazer com que os robôs ajudem efetivamente seus usuários a terem uma vida melhor.

O Jornal 140 entrou no site da sua concorrente Apple (aqui) e viu uma lista de produtos que já estão disponíveis ou ainda serão lançados incluindo aparelhos de TV (“em breve”), caixas de som, iluminação, interruptores, tomadas, termostatos, janelas e coberturas, ventiladores, condicionadores de ar, umidificadores, purificadores de ar, sensores, segurança, fechaduras, câmeras, campainhas, controles de garagem e pontes de conexão. A Apple criou selos de certificação – como Apple HomeKit -mostrando que opera no modelo de “homologadora” de produtos produzidos por terceiros credenciados.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Inovação

Da garagem hippie ao governo

Rodrigo Sassi

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Como o setor mais jovem da economia mundial ascendeu de hippies à Forbes?

Hoje, o mundo é impulsionado, administrado, regulado e até mesmo, vigiado por sistemas das mais variadas formas e complexidades, não existindo um setor sequer que esteja isento dos feitos da tecnologia.

Mas, antes de falarmos sobre o mundo que conhecemos, vamos falar sobre suas raízes! A década era de 60, o movimento era a contracultura hippie. Os jovens com espíritos liberais, arraigados na busca por sua consciência e quebra de paradigmas sociais, procuravam novas formas de se relacionar com o mundo e seu novo discurso de paz.

Enquanto os festivais de músicas e as viagens de mochila moldavam os jovens, os computadores pessoais (PCs) se tornavam mais acessíveis e alcançavam a população em geral. Os estudantes, especialmente de Stanford, encantavam-se com as possibilidades da nova tecnologia, que proporcionava liberdade criativa e potência para solução de problemas matemáticos.

Vale lembrar que, na época, não era permitido o patenteamento de softwares pelo governo norte americano e, por isso, as empresas que então dominavam o mercado, precisavam compartilhar seus códigos fontes com seus consumidores. Pergunto aos mais jovens, se já imaginaram este “mundo”.

Os hippies high tech que tinham o desejo latente de derrubar os ícones do sistema regente, organizavam-se em suas garagens e começavam a desenvolver soluções ainda melhores e mais completas que as dos fabricantes. Toda vez que algo novo surgia, todos simplesmente compartilhavam seus códigos em nome da ciência e da colaboração – ou seja, sem almejar grandes ganhos financeiros com a sua descoberta.

Por exemplo, o primeiro software de planilhas eletrônicas, o VisiCalc – criado por Dan Bricklin e Bob Frankston – revolucionou o uso dos PCs e os possibilitou a ser uma ferramenta empresarial. Inclusive, segundo Steve Jobs, fundador da Apple, o Mac-II só se tornou um sucesso graças ao sistema de Dan e Bob! E acreditem, eles quebraram logo em seguida, graças ao seu código aberto e livre de patentes.

O cenário começou a mudar no ano de 1976, quando o jovem e voraz Bill Gates – que lançara seu primeiro sistema operacional e estava retendo seus lucros – escreveu a famosa Carta Aberta aos Hobbistas.

Nesta carta, ele repudiou a comum prática de cópias e compartilhamento de sistemas, chamando até mesmo seus colegas de profissão (programadores) de ladrões e piratas, pois estes estariam “acabando” com o seu sustento.

Este fato fez com que os inúmeros jovens que trabalhavam em suas garagens, substituíssem a visão de comunidade para uma pretensão real de grandes lucros financeiros. Com a nova motivação, nos anos 80, iniciou-se o processo de transformação dos escritórios-garagens para uma estrutura negocial mais eficiente, no que vieram a ser conhecidas como “startups”.

O objetivo era que suas aplicações estivessem no maior número de PCs e que, consequentemente, trouxessem um maior retorno para seus negócios. Logo, a missão inicial da causa praticamente deixou de existir. Além disso, o crescente apetite pelos números, incitou os nossos agora jovens adultos (nem tão hippies mais), a desenharem o sistema vigente. Contudo, ao analisarmos, observa-se que este é apenas uma versão moderna do que eles lutavam contra.

De lá para cá, segundo o Instituto de Pesquisa “Statista”, a indústria de softwares se diversificou e ganhou corpo, sendo responsável por uma receita de US$456,6 bilhões apenas em 2018. Entre as cinco marcas mais valiosas do mundo, quatro são empresas de tecnologia e software. Duas delas tiveram suas fundações em garagens dos anos 60. Elas cresceram e se consolidaram pelas facilidades que proporcionaram aos clientes, capacidade de inovação e usam desta capacidade para saciar seus investidores e deslumbrar seus fiéis consumidores.

O que dizer sobre isso?

Atualmente, estas mesmas empresas que criaram raízes tão profundas em nossa sociedade, têm influência direta e indireta sobre toda cadeia global de valor e seus setores da economia global. Assim como, percebe-se sua extrema importância como medidor de performance política em quase todos os governos. Se a economia vai bem, muito provavelmente sua política também. No caso do Brasil, somente este setor representa, aproximadamente, 7% de nosso PIB e tem 17.000 empresas de grande impacto atuantes – desde o Agronegócio ao Prestador de Serviços!

Definitivamente, os “pais fundadores” foram bem sucedidos em suas missões. De construção de uma comunidade até a dominaram o âmbito econômico.
Moldaram e seguem moldando o mundo que conhecemos com suas praticidades, designs e apresentações memoráveis. Impulsionando de carros autônomos à misseis de alta precisão!

Isto posto, pergunto: onde perdemos o companheirismo dos nossos hippies high tech e suas colaborações de soluções?

Digo, pois quero encontrar onde morreu o desejo pela ciência e por soluções de qualidade! Como é possível a maioria das empresas do setor entrarem em guerras de preços que destroem e acabam com a qualidade de suas entregas? Como é possível implementar códigos que tornam aparelhos inutilizáveis propositalmente?

É possível. Como é possível.

Sei que os tempos mudaram e nosso setor se tornou o próprio sistema. Mas, acredito que as pessoas dentro dele, podem, mais uma vez, reconstruí-lo. Sou empresário e negar a busca pelo lucro seria hipocrisia, já que dependemos de recursos para criar melhores técnicas e soluções, porém, não podemos negar qualidade e efetividade de tudo que é desenvolvido.

Ante ao exposto, digo: meus amigos de profissão, contem comigo!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Inovação

Spime: o objeto de consumo símbolo da Internet das Coisas

Sergio Kulpas

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Uma das promessas tecnológicas mais interessantes deste século é o surgimento da Internet das Coisas, que vai estender o universo dos dados digitais para objetos de uso cotidiano, como roupas, óculos, sapatos, escovas de dentes, garrafas de vinho, caixas de cereais, etc. Cada objeto terá um chip quase invisível, com um microtransmissor de rádio (RFID), o que transformará o objeto em um ponto dentro uma imensa rede de coisas. Cada item produzido industrialmente será localizável via GPS e com um grande volume de dados sobre sua própria existência.

O neologismo “spime” foi criado pelo escritor americano Bruce Sterling há cerca de dez anos no livro “Shaping Things” (veja o PDF aqui) para dar nome aos produtos industriais que devem surgir no século 21, como uma consequência da Internet das Coisas. A palavra “spime” combina “space” (espaço) e “time” (tempo), para designar um objeto que existe tanto no mundo real de átomos como no mundo eletrônico de bits. O spime só se torna completo quando essas duas metades estão presentes.

Os spimes ainda são hipotéticos: só se tornarão plenamente reais quando as linhas paralelas da tecnologia, da regulamentação e dos direitos dos consumidores se encontrarem no horizonte de eventos da sociedade pós-industrial. Isso significa que há um longo caminho até que as empresas, governos e cidadãos cheguem a um consenso sobre como devem ser esses novos objetos. Definir padrões, criar leis e estabelecer limites para que os spimes possam existir é uma tarefa muito complexa. Mas é razoável prever que os primeiros spimes de sucesso devem surgir dentro de cinco a dez anos, inicialmente em escala local e regional.

O spime será um objeto integrado ao usuário e ao ambiente ao mesmo tempo. Desde seu projeto até o seu destino final, o spime conterá um cronograma atualizado continuamente. Seu ciclo de vida da prancheta até a reciclagem será precisamente definido – como nenhum outro produto da Era Industrial chegou a ser. Esse é o principal aspecto positivo do conceito do spime: um produto industrial criado com responsabilidades sociais e ambientais embutidas e regras claras sobre seu ciclo de vida completo.

O lado negativo do spime (e da Internet das Coisas) é que ele causará a erosão definitiva da vida privada, ao criar galáxias de coisas localizáveis e acessíveis através de uma futura versão do Google. Nada mais se perderá, coisa alguma poderá ser escondida dentro do tecido digital. Ou poderá ser muito bem escondida, dentro de redes paralelas e clandestinas, nas deep webs e dark nets. O crime cibernético evolui ao mesmo tempo – e se bancos de dados podem ser hackeados, os spimes também poderão ser.

Mas a possibilidade de um objeto integrado ao ambiente é muito atraente. O spime seria o futuro (presente) do design industrial: um objeto de uso cotidiano que inclui um roteiro detalhado de sua origem, função e destino. Seria essencial para uma sociedade de consumo mais responsável, mais econômica e menos poluidora.

Voltarei em breve a esse assunto, que tem muitos detalhes interessantes.

Foto: Bonnie Kittle / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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