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Aviação

Qual o futuro do transporte aéreo?

Tatiana Perez

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Disrupção é a palavra da vez. Temos visto como nunca o compartilhamento de materiais online, transporte automobilístico através do Uber e de casas através do Airbnb. O transporte de cargas já é compartilhado através de aplicativos como o Truckpad que conecta caminhoneiros e pessoas procurando pelo serviço de frete.

Mas e o transporte aéreo? Existe alguma solução que contemple o setor?

O EHANG 184 é o primeiro drone capaz de transportar um passageiro em velocidades de até 130 km/h. Foi desenvolvido para funcionar 100% com tecnologia sustentável, movido a energia elétrica. Os vôos são apenas os mais recentes em uma série de testes para garantir que o transporte seja seguro e pronto para uso público em um futuro próximo. Atualmente mais de 1000 testes foram feitos, e uma tela com mapa e dados de vôo previamente inseridos por um smartphone é disponibilizado aos passageiros.

Foto: Aurora Aero – Divulgação

O programa NeXt da Boeing testa protótipos de veículos de mobilidade urbana e realizou com sucesso o primeiro vôo teste de um veículo automatizado de decolagem vertical  em janeiro de 2019.

A Boeing também detém a empresa Aurora que desenvolveu um co-piloto automatizado, utilizando visão de máquina e manipulação robótica, capaz de pilotar aviões civis ou militares com redução de tripulação, prometendo o aprendizado rápido e transição para um novo tipo de aeronave em menos de um mês.

Foto: Ramon Kagie / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.

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Aviação

Um caso de insistência

Tatiana Perez

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Esse é um causo real de quando eu voava na companhia aérea do Oriente Médio. Era a minha primeira “reserva” ou plantão, estava super tensa e cheia de expectativa para saber aonde iria. E a mala? Seria com roupa de frio ou calor? Quando o telefone toca: “Tatiana, you have a Bombay flight”. Pensei..nãaao! Era um dos vôos mais temíveis da empresa, os colegas sempre ligavam dizendo que estavam doente, acionando os que estavam de reserva, no caso, eu! Por sorte, era apenas uma amiga tentando me sacanear imitando sotaque árabe! Depois de esclarecido o trote, pensei que eu tinha deixado o telefone ocupado nesse meio tempo e a escala poderia realmente ter me ligado.

Resolvi conferir possíveis mudanças pelo computador, pois era uma época que a empresa estava deseperadamente precisando de funcionários. Os funcionários de uma certa nacionalidade, como que se quisessem dar um recado a empresa, pediram demissão todos de uma vez. Que povinho mais sincronizado!

Eu havia sido escalada para um vôo até Bangladesh naquela noite, um vôo noturno e cansativo. Sem muito o que fazer por lá. Foi quando criei coragem e liguei pro pessoal responsável pela organização das escala:

-Oi, está ocupado, pode falar?
-Oi, fala!
-Hãã…Geralmente vocês são tão busy (ocupados)
-O que?? Somos bitchy?? (cachorros)
-Nãooo.. busy! Hahahah. Hum…estou vendo que tem um vôo pra São Paulo amanhã, quer me colocar pra trabalhar nele?
Super cara-de-pau.
-Não! Mas caso queira vir trabalhar agora, agorinha, sai um vôo para Londres e precisamos de funcionários urgentemente!
-Mas falta gente que fale português nesse vôo pra SP amanhã! Me põe nele, sou brasileira!
-Divirta-se voando pra Bangladesh hoje à noite. Tchau!
-Mas…. eu sou de SP, queria tanto visitar minha família!
-Ok, faz o seguinte, te dou esse Londres, depois um bate e volta pra Doha quando voltar, mais 5 dias de folga e termino com sua reserva, ok?
-Fechou! Obrigada!
-Vou estender o tempo de check-in para você poder se apresentar um pouco mais tarde.

Cheguei no vôo toda errada, fui levada pro avião sozinha e a tripulação toda já havia começado os preparativos em solo. Só me informaram, você já trabalhou na classe executiva né? Como assim, eu sou nova! “Vai trabalhar hoje.”

Logo eu, a mais perdida!

Sem saber bem o que fazer, me deparei com um passageiro mal humorado, voando na sessão da frente do avião. Não pude deixar de reparar, mas ele estava todo surrado, inchado, havia perdido alguns dentes. Ele só pedia por whisky diluído com água para beber a viagem inteira, não conseguia comer nada.

Meu inglês macarrônico da época não me permitiu conversar muito com ele, mas um colega australiano percebeu que algo não estava certo e passou um tempo batendo um papo com ele. Para nossa surpresa, na frente de todos, o passageiro abriu o coração. Ele contou ser dono de uma gravadora em vários países da Africa, um homem aparentemente muito importante. Com os olhos cheios de lágrimas, disse que a esposa deveria estar viajando ao lado dele, estariam comemorando uma data especial e que alguns dias antes do vôo, foram assaltados em casa.

Ela reagiu por instinto ao ver os criminosos chegando perto dele e então, atiraram nela, que não resistiu. Imagine ver quem você ama morrer na sua frente! É o tipo de coisa que você pisca e inclina a cabeça pra ver se entendeu bem, não sabe muito o que falar diante de uma declaração tão dolorosa. Coisa que parece que só acontece em filmes. Ainda bem que meu colega pensou rápido, convidou ele pra dar uma volta no avião, foi na econômica, primeira classe.. deixou ele bem “ocupado” de uma maneira que se distraísse, sempre conversando sobre coisas aleatórias.

No final do vôo, ele pediu desculpas pelo comportamento rude de início e pediu para que cada um de nós escolhesse um perfume da revistinha do duty free a bordo. Escolhi um Issey Miyaki. Você pode estar pensando que não precisávamos aceitar, mas naquela região, é de bom tom aceitar qualquer presente. Ele disse que preferiu viajar, pois ficar em casa sozinho seria pior. E se despediu. Fiquei feliz, pois havíamos conseguido fazer os momentos dele um pouco mais agradáveis.

No vôo de volta eu ainda trabalhei na classe executiva. Dessa vez com um pouco mais de prática. O que não era mau, pois eu nem havia recebido o treinamento oficial!

Passado esse vôo, fui pra Doha. Quando pousamos lá, eu como sempre, num misto de mau compreender o inglês com falta de atenção mesmo, perdi o anúncio da chefe de vôo para nos reunirmos na primeira classe. Pensei que haviam feito o anúncio oferecendo a comida servida naquela cabine, como era de costume. Nem liguei. A chefe me viu logo após e disse:

-Você já pegou seu bônus?
-Bônus…não?
Sem entender nada.
-Ok, havia uma Sheika no avião e ela deixou esse envelopinho para cada comissário.

Que coisa mais amada! Era um envelope escrito “Thank You” e o equivalente a U$ 550. Eu já era fã daquela moça!

Por muito tempo eu pensava que tinha que agradecer a criatura responsável por aquela mudança de escala, e contar sobre os presentes que ganhei. Isso só foi possível uns 5 anos depois, pois ele se lembrou do meu nome quando fui no escritório para pedir um “speech” para o vôo de São Paulo. Esse fica para um outro causo, talvez.

Foto: Free To Use Sounds / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Aviação

A greve de funcionários e a crise na Avianca

Tatiana Perez

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Transbrasil, Varig, Vasp, WebJet. Seria Avianca a próxima a integrar a triste lista de companhias aéreas extintas no Brasil?

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) definiu em assembléia nesta sexta-feira, 17, que a greve de pilotos e funcionários da Avianca Brasil permanece sem tempo determinado para acabar.
De acordo com o sindicato, comissários e pilotos não têm condições psicológicas para operar vôos e a paralisação tem como objetivo o pagamento de salários e benefícios de funcionários que permanecem em atraso.

Na quinta feira, 16 de maio o Tribunal Superior do Trabalho determinou aos funcionários que mantivessem 60% das operações durante a greve; ordem que não foi acatada pelo Sindicato através da justificativa de que a empresa, que já teve 50 aeronaves, atualmente detém apenas 6 e representa 0,2% do tráfego aéreo no no Brasil.

Na próxima segunda-feira, 20, haverá nova assembléia para decidir sobre a continuidade da paralisação ou a volta aos trabalhos.

A Avianca Brasil está em recuperação judicial desde dezembro por causa de dívidas estimadas em cerca de 3 bilhões de reais e teve plano aprovado em 5 de abril de 2019.

Aos passageiros que tiverem vôos cancelados, a recomendação é que acompanhem atualização do status no próprio site da empresa ou no aeroporto de viagem e registrem reclamação tanto na companhia como nos órgãos de defesa ao consumidor.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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