Coisa mais linda: será que realmente evoluímos nos últimos anos?

As produções brasileiras estão mudando bastante nos últimos anos e muitas fogem do óbvio de uma maneira surpreendente. Mas quando Coisa mais linda foi lançada na Netflix, não foi minha primeira escolha do fim de semana. Na verdade, só me entreguei a série, quando uma cena começou a repercutir no Instagram. Com 8 episódios iniciais, Coisa mais linda nos mostra que não mudou muito dos anos 60 para cá.

E, quando digo isso, me refiro especificamente ao comportamento dos homens em relação às mulheres. Por que para nós, os avanços foram inúmeros. Mas, antes de gerar polêmica desnecessária, vamos contextualizar a trama. Coisa mais linda acompanha 4 mulheres que tem suas histórias entrelaçadas. Uma delas é negra e faxineira. A outra é dona de casa e esposa que sabe bem ficar calada. Outra é jornalista, dona do próprio nariz e que conta com o apoio do marido em tudo. E, por fim, a personagem principal, é abandonada pelo marido, em uma cidade que pouco conhece, sem um tostão no bolso e um bar que mais parece um mausoléu.

Coisa mais linda é para refletir

Enquanto elas lutam em busca dos próprios sonhos, vários personagens buscam puxa-lás para baixo. Seja o marido, o colega de trabalho ou até um grande amor do passado. E, verdade seja dita, todas são julgadas com crueldade, por pessoas que não sabem absolutamente nada sobre suas histórias. Coisa mais linda vem fazer protesto, contando o passado, mas firmando a ideia de que ainda há muito para evoluir. Coisa mais linda é daquele tipo de série que vai te prender, mesmo que não pareça nada demais, para que no fim você fique meio desorientado em busca de novos episódios. Porém, trago desde já a boa notícia: a série foi renovada! Espero que goste.

Foto: Coisa mais linda / Netflix

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