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Negócios 3 MIN DE LEITURA

Mudanças no Facebook poderão dar mais visibilidade às Páginas e Grupos

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Atenção administradores de Páginas e Grupos do Facebook: a maior plataforma de Redes Sociais do mundo acabou de implementar uma importante alteração que pode melhorar o desempenho das marcas/empresas e entidades que têm perfis dentro do Facebook.

É impressionante que em um mundo em constante transformação turbinada pela mudança de mentalidade e evolução tecnológica, as plataformas digitais, como o Facebook, não param. Esta alteração acontece logo depois da plataforma anunciar mudanças no algoritmo no Feed de notícia, que deu mais prioridade ao conteúdo produzido pelos próprios usuários. E, ao que tudo indica, pode dar um novo alento às marcas que fazem um bom trabalho nas redes sociais.

Segundo a Social Media Today, o Facebook passará a priorizar no feed dos usuários as páginas e os grupos “mais importantes”, aquelas que o algoritmo entendeu que têm mais procura e interesse das pessoas ou, na linguagem dos executivos do Facebook, “priorizar as páginas e os grupos que predizem que um indivíduo pode se importar mais”.

É importante dizer que todas as alterações foram realizadas após intensas pesquisas, estudos e perguntas das equipes do Facebook (veja algumas delas, abaixo). A seguir uma explicação de como funciona a lógica dos gestores das mudanças feitas:

Alguns dos indicadores de como uma página ou grupo é significativo podem incluir questões como 1) por quanto tempo alguém seguiu uma página ou fez parte de um grupo, 2) com que frequência alguém se envolve com uma página ou grupo e 3) com que frequência uma página ou um grupo postam.

E …

Recentemente começamos a pesquisar pessoas no Facebook para pedir-lhes para listar os amigos que estão mais próximos. Olhamos para os padrões que saíram desses resultados, alguns dos quais incluem ser marcado nas mesmas fotos, continuamente reagindo e comentando nos mesmos posts e check-in nos mesmos lugares. Usamos esses padrões para informar nosso algoritmo.

E …

Sabemos que os amigos não são a única razão pela qual as pessoas acessam o Facebook. Muitas pessoas vêm para ver as últimas páginas que acompanham e os grupos dos quais fazem parte. Além de pesquisar as pessoas perguntando a quais amigos estavam mais próximos, começamos duas pesquisas adicionais perguntando às pessoas 1) o quão interessadas estão no conteúdo de uma página específica que elas seguem, e 2) quão importante é um grupo específico ao qual elas se juntaram.

O Facebook mostra o roteiro das alterações e incluem questões como por quanto tempo alguém seguiu uma página, fez parte de um grupo, com que frequência alguém se envolve com uma página ou grupo e com que frequência uma página ou um grupo postam.

Segundo o Social Media Today, a alteração pode criar algum tipo de questionamento dos administradores das “Páginas” e “Grupos”, na medida que o Facebook não explicou claramente se mostrará mais conteúdos das “Páginas” aos usuários ou se as “Páginas”, que tiverem mais conteúdos e publicações, não sobrecarregarão o feed dos usuários.

Veja a recomendação (do próprio!) do Facebook:

Publique com frequência: não se preocupe com excesso de postagem. O objetivo do feed de notícias é mostrar a cada pessoa a história mais relevante, de modo que nem todas as suas postagens têm a garantia de serem exibidas em seus feeds.

O autor da matéria do Social Media Today, Andrew Hutchinson, diz que este “talvez seja o caminho a seguir (postar mais). Não ao ponto de postar a cada 15 minutos ou algo extremo, mas aumentar a freqüência pode garantir que o algoritmo tenha conteúdo para escolher para mostrar aos usuários que ele identificou como estando interessado em suas atualizações de página”.

Convenhamos: esta é uma mudança e tanto, depois de vários anos de queda de exibição e alcance de conteúdos de Páginas, bancadas por milhões de marcas e empresas.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios 1 MIN DE LEITURA

Jaime Troiano: Conceito de Place Branding e o case do Baixo Pinheiros

Um dos principais especialistas em Branding do país fala sobre Place Branding

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Jornal 140 entrevista o Presidente da TroianoBranding, Jaime Troiano, que explica o conceito de Place Branding e conta o case do Baixo Pinheiros. Para saber mais sobre o projeto do Baixo Pinheiros, clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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