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Marketing 3 MIN DE LEITURA

Omnichannel: O futuro do varejo e porque você deveria aplica-la para sua empresa

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Para que as marcas se mantenham em evidência na percepção dos consumidores, é preciso oferecer experiências que conectem com seu público em todos os pontos de contato de forma integrada, pois a forma que as pessoas adquirem um produto atualmente, mudou completamente. Hoje o consumidor tem a facilidade de migrar entre o online e o offline. Dessa forma é preciso traçar uma estratégia Omnichannel.

A estratégia omnichannel é uma abordagem simultânea e interligada em diversos canais. Seu foco é nutrir um sistema de comunicação unificado e de forma integrada e inteligente entre online e offline, em resumo: para que o shopper tenha contato com a marca em diversas etapas da jornada de compra, com o principal intuito de estreitar a relação entre online e offline. O omnichannel possibilita você usar um app para pedir um café e retirá-lo na cafeteria assim que chegar no estabelecimento, como é o caso do Starbucks.

Hoje no Brasil existem muitas empresas que utilizam a estratégia de forma eficaz, que é o caso da Magazine Luiza, que entendeu que as lojas físicas precisavam caminhar junto com a loja online. Sendo assim, elaborou a solução de comprar na internet e retirar na loja. Outro caso interessante de se analisar é o próprio Dr. Consulta – Maior rede de centros médicos em São Paulo, onde é possível agendar consultas e exames pelo site, aplicativo ou atendimento telefônico em minutos e em algumas vezes ser atendido no mesmo dia.

Segundo o Google a internet influencia mais de 50% das compras efetuadas em lojas físicas por consumidores conectados. Com tantas informações disponíveis para o consumidor em diversas mídias diferentes e com seu comportamento de compra cada vez mais integrado, não faz sentido criar estratégias online e offline desconectadas. Para isso, o caminho é investir em uma experiência cada vez melhor para o consumidor, com o objetivo de aumentar a fidelização e satisfação de clientes. O objetivo do Omnichannel é adaptar aos diversos canais que as pessoas utilizam e auxiliar a comprar em qualquer ponto de contato.

Além disso alguns dos principais benefícios de uma estratégia Omnichannel, são:

Assertividade no investimento de mídia:

Para que a estratégia tenha grandes resultados, é preciso mensurar os canais de contatos com seu público e entender qual a sua importância na jornada de compra e assim definir seu peso ideal para a distribuição do investimento de mídia de forma assertiva;

Coleta de dados para automação nos processos de marketing;

O primeiro benefício de coletar dados sobre seus clientes é ter insights significativos de cada etapa na jornada de compra e criar experiências customizadas para cada momento até a conversão de forma completa.

Diminuição de custos;

Automação nos processos de marketing e assertividade no investimento de mídia, além de novos insights que ampliará a possibilidade de novas oportunidades, sem precisar aumentar o investimento para possuir mais vendas;

Unificação da comunicação;

A unificação da comunicação dentro do omnichannel aumenta o poder de influência da marca perante os compradores. Para atingir esse êxito, é preciso de um planejamento integrado de comunicação para que a experiência do cliente com a marca seja única, pois além de aumentar a credibilidade da marca, melhora o relacionamento com cliente. Como foi mencionado acima, cada ponto de contato tem a sua importância no processo de compra e a comunicação precisa ser única.

Apesar da estratégia Omnichannel ser o futuro do varejo, o caminho não é tão simples, pois ele necessita de uma mudança na forma de pensar, desde o planejamento até as métricas, pois são elas que traduzem o real comportamento do consumidor. Porém, não podemos adiar esse mindset. O mercado já começou a olhar a estratégia com outros olhos, pois o próprio Google já lançou algumas ferramentas propícias para isso, como a funcionalidade chamada Local Inventory Ads, ou LIA, que faz a conexão entre os anúncios e estoque físico, mostrando se há estoque do produto na loja e em seguida, ao clicar no anúncio, o usuário é redirecionado a uma landing page com as informações sobre o produto e com os call to action: Ligar, Rotas ou comprar on-line. Além disso alguns veículos como o Google e Facebook, já possuem KPis de stores visits (mensuração de visitas aos seus locais físicos). A funcionalidade ainda se encontra em fase beta, disponíveis apenas para alguns anunciantes.

Não há como negar que a perspectiva para o varejo será Omnichannel. Seu público utiliza diversos dispositivos e canais para obter informações de um produto e realizar suas compras e precisam de experiências digitais cada vez mais integradas. Com esse cenário por que não fazer a sua marca andar a passos largos?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Lucas Gonçalves, formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo e Pós-Graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui mais de 5 anos de experiência em marketing digital. Atualmente, atua na área de Mídia com foco em Performance e Estratégia Digital. Especialista em Google Adwords e DV360 (programática).

Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

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Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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