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Marketing 3 MIN DE LEITURA

Representatividade feminina: você conhece o Teste de Bechdel?

Lai Dantas

Publicado

em

É impressão minha ou temos falado cada vez mais sobre mulheres por aqui?

Só por isso, hoje eu tomei a liberdade de sair um pouco da minha área de atuação (Produção de conteúdo e criatividade) para escrever sobre algo que ouvi falar pela primeira vez há pouquíssimo tempo e achei simplesmente fantástico: o Teste de Bechdel, criado para avaliar a representatividade feminina em filmes.

Tudo começou quando, na década de 1980, a cartunista Alison Bechdel, autora de quadrinhos com assuntos considerados tabu para a época, criou uma história que ironizava a forma como a indústria Holywoodiana retratava a mulher no cinema.

Assim surgiram as três ‘‘regrinhas’’ básicas do teste:

O filme deve ter, pelo menos, duas personagens femininas e com nome próprio;

Essas personagens devem conversar entre si;

A conversa pode ser sobre qualquer coisa, desde que não faça menção a um homem.

PARA REFLETIR

Parece fácil, né? Mas acredite: não é! Não é à toa que muitos filmes, mesmo que aparentemente feitos para enaltecer a figura feminina, já reprovaram no teste.

Ah! Não posso esquecer uma coisa: essa avaliação não inclui a qualidade da ficção.

Aliás, eu vejo como uma forma de entregar ao público um alerta. Principalmente se levarmos em consideração que nosso papel em processos de transformação social é fundamental, e isso inclui o que decidimos consumir.

Por exemplo:

De todos os filmes que você já assistiu na vida, quantos retrataram a mulher como uma pobre dama em perigo ou à procura do grande amor? Juro que ainda que eu tivesse 10 mãos, não seria o suficiente para ajudar a fechar essa conta. São muitos, a começar pelos desenhos animados infantis: a princesa que dependia do beijo do príncipe para acordar, a gata borralheira que virou princesa depois de ser escolhida por um príncipe em meio a tantas opções, a sereia que abdicou da vida no mar para viver feliz para sempre com um humano, e por aí vai. (Moana e Elsa, vocês são a nossa esperança!).

Agora, quantos filmes de super-heroínas você já viu?

Quantos filmes baseados em fatos reais de mulheres inspiradoras você já assistiu?

Quantos filmes que falam sobre mulheres têm uma equipe de mulheres por atrás das câmeras, comandando a produção, a maquiagem, o figurino, a fotografia etc.?

É uma reflexão que vale a pena fazer!

SELO BECHDEL

Lembra quando eu falei sobre transformação social? Um quadrinho deu origem a outras ideias, que deu origem a pesquisas e no final das contas, temos aqui uma bela prova da importância da representatividade feminina:

  • Em 2013, Ellen Tejle, diretora de uma sala de cinema em Estocolmo, começou a marcar os cartazes de filmes aprovados no Teste de Bechdel com adesivos personalizados. De quebra, a ideia se espalhou por mais de 10 países.
  • O Brasil foi o primeiro país da America Latina a adotar o selo idealizado por Ellen.
  • Uma pesquisa realizada pela Creative Artists Agency (CAA) e pela empresa de tecnologia Shift7 mostrou que os filmes aprovados no Teste de Bechdel estão lucrando muito mais.

TESTE DO TESTE

Vamos de desafio?

Esses são os trailers de Coisa mais linda, Pantera negra e Como treinar o seu dragão 2, respectivamente.

Se você já viu algum deles, deixa nos comentários: quais seriam aprovados pelo Teste de Bechdel? Se não assistiu nenhum, pode falar de algum outro filme/outra série.

O importante é participar!

Foto: Alison Bechdel / UVM Bored

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Lai Dantas é profissional de marketing e acredita que o futuro é de marcas que se importam com pessoas. Atualmente, empreende na internet como produtora de conteúdo. Adora um café quente e um bom livro!

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Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

Publicado

em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Marketing 2 MIN DE LEITURA

3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

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Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

Gostou do artigo?

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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