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Marketing 3 MIN DE LEITURA

A era de ouro dos podcasts no mercado digital

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Não há como negar que o podcast vem sendo uma grande ascensão entre os brasileiros em 2019. Segundo o IBOPE 40% dos brasileiros já escutaram algum programa de áudio. Se basearmos nos EUA, por exemplo, entenderemos o porquê de o formato possuir um grande potencial, segundo um estudo das empresas Interactive Advertising Bureau – IAB (Estados Unidos) e PwC, O formato de podcast proporcionou uma evolução anual em receita na publicidade nos Estados Unidos, passando de 34% em 2017, para 53% em 2018. Atingindo o recorde de US$ 479 milhões. Para 2019 não será diferente, a tendência é que a publicidade atinja 42%, alcançando uma receita de US$679 milhões.

São diversos motivos para considerar podcast em seu mix de marketing, alguns dos motivos para o investimento no streaming de áudios são: audiência cativa, segundo a Associação Brasileira de Podcasts (ABPOD), mostra que mais da metade de todos que ouvem podcast fazem isso diariamente, isso mostra a fidelidade do público para esse formato, pois além de conseguir ouvir assuntos que são de seu interesse, o formato tem a praticidade para aprendizado e absorvição de informações em qualquer lugar, seja se locomovendo, realizando atividades físicas ou domésticas.

Esse tipo de formato possibilita a humanização e credibilidade da marca para engajar com sua audiência através de assuntos interligados do conteúdo a sua marca ou produto. O seu poder de influência perante seu público é alto, segundo a Audio.ad , 63% dos ouvintes de Podcast compraram algum produto ou serviço anunciado em programas. Além disso, ao contrario de outros formatos dentro do universo online, o podcast consegue prender a atenção criar conexões mais profundas  com sua audiência, através do contato com a voz, entusiasmo, na forma de falar e efeitos sonoros.

Obviamente, atentas a esse movimento do mercado, diversas marcas já iniciaram estratégias para atender essa nova demanda, como foi o caso do Spotify, Google, Marvel e TV Globo.
O Spotify disponibilizou o formato de podcast para o aplicativo em 2018 e recentemente liberou um recurso de segmentação voltado para esses consumidores que facilitará o direcionamento de anúncios para usuários que ouviram podcasts em diferentes categorias.

Já o Google, seguindo a mesma linha lançou o Google – Podcasts no ano passado, com os principais podcasts divididos nas seguintes categorias: Comédia, Sociedade e cultura, Notícias e política, Artes e mais. Também seguindo a tendência, a Marvel que inspirou o lançamento de muitos quadrinhos, teve seu primeiro podcast dramático lançado no dia 12 de março de 2018, “Wolverine – The Long Night”. Por fim, outro exemplo é o maior veículo de comunicação quando se fala em TV aberta, a Rede Globo, começou a investir em podcasts de forma estratégica através do Globoesporte.com com diversos programas diários.

Com o exemplo dessas empresas citadas acima, ficou claro que as oportunidades em publicidade para podcast tende a crescer cada vez mais para os anunciantes. Sendo assim, irei mencionar alguns formatos e suas peculiaridades para a comercialização:

Spots de áudio: São os tradicionais spots de 30 segundos, formatos bastante utilizados em rádio, que podem ser inseridos antes, durante ou no final do programa;

Testemunhais: Formato gravado pelos locutores do programa que aparecem no meio do episódio e geralmente têm entre 1 e 2 minutos de duração;

Programa temático (patrocinado): Formato no qual um programa inteiro é feito com base em um tema ou roteiro passado pelo anunciante;

Programa do cliente: Quando uma marca realiza seu próprio conteúdo em podcasts e disponibiliza em seus canais digitais. Neste caso, há um grande trabalho da marca para aumentar a audiência para o seu conteúdo;

Segundo o IBOPE o consumo de podcast acontece na maioria das vezes pelo Smartphone (75%), seguido do desktop (40%) e por fim o tablet com (8%). Em relação à frequência com que costumam ouvir, 19% dos entrevistados ouvem podcast três vezes ou mais na semana, enquanto 13% ouvem uma vez por semana, 11% duas vezes por semana. O YouTube (42%) e o Spotfy (32%) são os aplicativos mais usados para ouvir podcast. Tendo em vista os aspectos observados, mercado de podcast tem grande potencial para evolução e consequentemente as marcas, agências e marqueteiros precisarão se adaptar para esse novo consumo de mídia.

Foto: NeONBRAND / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Lucas Gonçalves, formado em Publicidade e Propaganda pela Universidade Metodista de São Paulo e Pós-Graduado em Administração de Empresas pela FGV. Possui mais de 5 anos de experiência em marketing digital. Atualmente, atua na área de Mídia com foco em Performance e Estratégia Digital. Especialista em Google Adwords e DV360 (programática).

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Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

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Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Marketing 2 MIN DE LEITURA

3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

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Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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