Siga-nos nas Redes Sociais

Negócios 4 MIN DE LEITURA

Experiência do colaborador: satisfação transformada em desempenho

Euriale Voidela

Publicado

em

As relações de trabalho estão passando por uma grande transformação mundial, assim como o modelo se de relacionar empresa com colaborador e o inverso. As empresas estão cada vez mais preocupadas e atuantes em reconhecer os funcionários como indivíduos efetivamente. Uma nova cultura está se instalando de forma a refletir na jornada completa, ou seja, a experiência do funcionário, refere-se a toda e qualquer experiência do colaborador com a empresa: desde o processo seletivo, integração, plano de desenvolvimento, processos diários, planos de metas e bonificações, escalas de trabalho, valorização da saúde do colaborador, relações pessoais com superiores e demais colaboradores da equipe, transparência efetiva nas ações, respeito à todos os membros da equipe, ferramentas de trabalho que compões o dia-a-dia e até mesmo o ambiente físico pode ter interferência, até sua efetiva saída.

Toda essa mudança transformadora na Experiência do Colaborador, está gerando uma verdadeira revolução no gerenciamento da força de trabalho, apesar de ainda muitas empresas não estarem seguras de como efetivamente aplicar tais alterações em seus processos e de como podem refletir em aumento da satisfação do colaborador e por cadeia de valor, na satisfação do cliente final.

Uma experiência fenomenal do colaborador é extremamente eficiente e benéfica para reter, atrair, adquirir os melhores talentos. Ponto hoje, com o mercado muito competitivo é fundamental, chegando a ser um diferencial da empresa ter em seu quadro, determinados profissionais de destaque.  Proponho uma reflexão sobre alguns pontos importantes ao decorrer da Experiência do Colaborador:

Aspecto Físico: Tal item, compõe todas as partes físicas das empresas e tudo que pode ser visto, ouvido e tocado, refletindo sobre a infraestrutura que a mesma proporciona aos seus colaboradores ou mesmo as refeições oferecidas. Em caso de empresas com necessidade de deslocamento dos colaboradores, qual é a infraestrutura ofertada, como é a ação e preocupação da empresa com sua segurança e conforto. Quando tratamos de ambientes físicos internos, estamos relatando efetivamente um ambiente que possa ser utilizado e não apenas paredes bonitas porém sem espaços efetivos de refeições aos colaboradores, por exemplo.

Aspecto Cultural: Neste quadrante nos referimos aos pacotes de benefícios, estilos e bonificações de remuneração, estilo e relacionamento com a liderança, estrutura efetivamente organizacional, escalas de trabalho e políticas claras de feriados e pontes, plano de desempenho e performance, além da satisfação efetiva do colaborador de como ele se sente efetivamente quando está dentro da companhia.

Aspecto Tecnológico: Nos referimos a todos os itens tecnológicos fundamentais para a realização do trabalho, sendo composto por computadores, sistemas operacionais, telefonia e etc.

Aspecto de Segurança: Neste quadrante estamos nos referindo a todo que qualquer aspecto que possa trazer insegurança ao colaborador, tais itens pode ser sobre a o futuro da empresa, pressões e ameaças dos superiores ou mesmo de risco de saúde físico ou mental dos colaboradores.

Ao realizar uma nova estratégia de experiência do funcionário, recomendo analisar a compreensão da cultura da empresa que cada colaborador possui efetivamente, quais são as percepções deles com relação a empresa e aos investimentos que recomendam que sejam realizados. Naturalmente que cada colaborador terá sua própria interpretação sobre a cultura da empresa e esta é totalmente baseada na jornada que possui.

Neste momento é de extrema importância que a empresa colete feedbacks claros e objetivos com questionamentos direcionados. É a hora da empresa ter “empatia” com os colaboradores, de forma a encantá-los, acompanha-los, pesquisa-los, ouvi-los em feedbacks diários e entrevista-los com transparência e ética. Sugerimos alguns pontos para iniciar, sendo:

Quais são seus maiores desafios e obstáculos para o não atingimento de suas metas pessoais e de sua equipe?

Quais as ferramentas e meios de processo ou alterações que sugere para que efetivamente ocorra a melhoria de performance com satisfação interna dos membros?

Se você descrevesse sua a empresa como uma pessoa, como ela seria? Gostaria de tê-la como sua mentora em seu crescimento profissional?

O que você precisaria em seu espaço de trabalho e meio o que certa para melhorar o clima organizacional e proporcionar o ambiente mais saudável?

Ponto importante para a área de Gente e Gestão realizar a análise também é o volume de trabalho com relação aos colaboradores. Prover com todas as mudanças e melhorar efetivamente a experiência do colaborador requer determinação, dedicação e paciência, pois quando falamos de pessoas, devemos agir com transparência e deixando claro o esforço e tempo dedicado a nova política de forma a estabelecer um elo de confiança com os colaboradores. As mudanças não são da noite para o dia, mas necessitam de um ponto de partida.

Claramente a visão das empresas realmente empenhadas em proporcionar uma efetiva experiência encantadora para seus colaboradores e que os coloca no centro da organização visam que tal aumento da satisfação interna, reflita em aumento de produtividade e performance de seus colaboradores, redução do absenteísmo, melhoria do clima organizacional, retenção e atração de talentos, melhoria no processo de onboarding, aumento na satisfação e fidelização do cliente final, entre outros! Concluindo, colaborador feliz proporciona cliente final feliz!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Euriale Voidela é consultora, palestrante e diretora de Clientes e Negócios, com 20 anos de atividade em Cultura Centralizada ao Cliente, Atendimento ao Consumidor e Especialista em Jornada Incríveis.

Continuar Lendo

Escreva um Comentário

Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

Publicado

em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Negócios 1 MIN DE LEITURA

Jaime Troiano: Conceito de Place Branding e o case do Baixo Pinheiros

Um dos principais especialistas em Branding do país fala sobre Place Branding

Publicado

em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Jornal 140 entrevista o Presidente da TroianoBranding, Jaime Troiano, que explica o conceito de Place Branding e conta o case do Baixo Pinheiros. Para saber mais sobre o projeto do Baixo Pinheiros, clique aqui.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Trending

  • Registrar
ou entre com
Lost your password? Please enter your username or email address. You will receive a link to create a new password via email.