Whatsapp, o aplicativo das multidões

Ontem, quarta-feira, 3, usuários de todo o mundo não conseguiram acessar vídeos e mensagens de áudio no serviço de mensagens Whatsapp. Quem trabalha com TI e infraestrutura sabe muito bem que os problemas se localizaram em servidores destes dois serviços enquanto que o serviço de texto funcionou normalmente. Segundo relatos, o problema também ocorreram no Facebook e Instagram.

O site de visualização de problemas em tempo real Down Detector registrou um pico de 17.242 notificações às 11h, caindo ao longo da noite mas mesmo no horário de produção deste post ainda apresentava notificações. Os problemas mais notificados foram 1) Recebimento de mensagens (45%), 2) falha geral (29%) e 3) envio de mensagens (25%).

Desenvolvido por dois “ex” Yahoo (Brian Acton e Jan Koum), em Santa Clara, Califórnia, o Whatsapp foi comprado em 2014 pela Facebook Inc. por 16 bilhões de dólares, um lance de gênio de Mark Zuckeberg, que em um único lance passou a ter acesso a 1) a novos usuários, 2) a localização dos usuários, 3) aos textos dos usuários (ainda que se diga que estes textos são criptografados) e 4) acesso aos áudios dos usuários.

Nada como a ausência para a gente dar o devido valor. Fundada em 2009, ou seja, há apenas 10 anos, arrisco a dizer que é hoje um dos dois ou três aplicativos mais importantes do mundo, depois do email e do Outlook (pelo menos para mim).

Porque? Primeiro porque reúne em um único ambiente, um mensageiro de texto, imagem e voz/telefonia. É multiplataforma: funciona no mobile, no tablet e no desktop. Opera em todos os sistemas: Android, iOS, BlackBerry, Symbian etc. E, o que é mais importante, é grátis!

O aplicativo veio para revolucionar o setor de prestação de serviços básicos no Brasil. Brasileiros trabalhadores, pais de família, heróis raladores, que foram privados de uma educação básica o utilizam como ferramenta essencial de comunicação. A razão? São pessoas que não sabem escrever ou escrevem mal, analfabetos funcionais, profissionais impecáveis que prestam serviços de marcenaria – pedreiros, pintores, eletricistas, cozinheiras, faxineiras.

Lembro que estava ao lado do executivo Amos Gemish, na época presidente da Vivo, na ABTA-Associacão Brasileira de TV por Assinatura, evento organizado pela Converge que reuniu em 2015 os principais players da indústria de TV por assinatura no Brasil, quando ele disse que o Whatsapp era uma “operadora pirata” em uma critica ao modelo “zero rating”, ou seja, a oferta de um serviço no formato gratuito (depois descobri que o Whatsapp remunerava as operadoras em alguns bilhões de Reais para ter acesso aos números de celulares).

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Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro “Domingo no Sancho” (2018), Amazon Kindle.
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