Siga-nos nas Redes Sociais

Marketing 3 MIN DE LEITURA

O Golden Circle e a importância de comunicar o propósito do seu negócio

Lai Dantas

Publicado

em

À medida que eu comecei a pensar em meu nome como uma marca, como um negócio, passei a me interessar por assuntos relacionados a branding e branding pessoal.

E foi no meio de uma pesquisa aprofundada sobre propósito que eu descobri a metodologia do Golden Circle.

O Círculo Dourado (em português) foi criado pelo palestrante motivacional Simon Sinek. Ele é autor dos livros Comece pelo Porquê e Por quê? Como Grandes Líderes Inspiram Ação.

Golden Circle

Simon desenvolveu esse conceito depois de questionar por que algumas marcas conseguem inspirar e outras não. Isso levando em consideração a capacidade que todas têm de se sobressair.

Por quê? Propósito; principais causas da marca.

Como? Estratégias utilizadas para alcançar objetivos; o diferencial do negócio.

O quê? Produto final; o que a marca vende ou oferece.

Na prática

Qual desses dois anúncios chama mais a sua atenção?

  1. Nós vendemos uma sandália para você usar na praia. É bonita e elegante. Para você usar em casa. É gostosa e macia. Para você usar no seu clube. É de alta categoria. E para você usar sempre. É resistente e a mais durável que existe.
  2. Hoje é dia de festa para o povo que traz a alegria estampada até no peito dos pés.

Os dois anúncios são das Havaianas. A diferença é que na época do anúncio A, as pessoas ainda não eram tão fascinadas pela por elas.

Se hoje é diferente, é porque o foco não está mais na sandália de borracha. Está no Brasil, no samba no pé, no calor, na praia, na piscina, no carnaval e no verão. Resumindo: na alegria de viver!

Um exemplo clássico: Apple

A Apple é uma das empresas de tecnologia mais respeitadas do mundo e isso não é segredo.

Mas afinal, com tanto tempo de mercado, por qual motivo ela continua com uma legião de fãs? Por que as pessoas sempre ficam acampadas na porta de lojas físicas às vésperas de todo novo lançamento?

Porque ela desafia o que já está no mercado pensando diferente. Como? Desenvolvendo produtos muito bem projetados fáceis de usar e com interface amigável. E que produtos são esses? Computadores, smartphones etc.

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.” – Apple

A resposta é que ela pensa, age e comunica de dentro para fora e não o contrário.

Ela começa pelo ‘‘Por quê?’’ e não pelo ‘‘O quê?’’. Ela não oferece o que faz ou o que vende como a melhor opção do mercado. Ao invés disso, foca naquilo que acredita e inspira pessoas que acreditam na mesma coisa.

Isso é uma prática das grandes marcas! Isso é o que leva todas elas ao sucesso!

E você, sabe qual é o seu propósito? Quer descobrir?

Comece pelo autoconhecimento:

  1. No que você se considera bom?
  2. Em sua opinião, do que o mundo está precisando?
  3. Quais são suas paixões?
  4. Por qual motivo você se levanta da cama todos os dias?
  5. O que te move?

Não esqueça de tirar tudo isso do papel e AGIR.

O futuro é do propósito!

‘‘As pessoas se identificam com ideias e compram causas, não produtos ou serviços.’’

Foto: Evan Dennis / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Lai Dantas é profissional de marketing e acredita que o futuro é de marcas que se importam com pessoas. Atualmente, empreende na internet como produtora de conteúdo. Adora um café quente e um bom livro!

Continuar Lendo

Escreva um Comentário

Marketing 4 MIN DE LEITURA

Um compromisso ético que Machado de Assis me obriga a enfrentar

O quanto as marcas contribuem para que os consumidores sejam atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades?

Jaime Troiano

Publicado

em

Foto: Francisco Kroner / Jornal 140

Faz tempo, que um dos contos do Machado de Assis me persegue. Não sei julgar o quanto ele é melhor avaliado do que dezenas de outros do autor, pelos especialistas em nossa literatura. Alguém saberá dizer. Mas o que me interessa é o porquê “O Espelho – esboço de uma nova teoria da alma humana ” é um conto de que eu não consegui me libertar.

Ele me inquieta pelas várias conexões que faço com nossa vida pessoal e, acreditem, com minhas investidas diárias na vida profissional. Quem me conhece bem, sabe disso. Não vou descrevê-lo, mas apenas pontuar o essencial para que vocês mesmos leiam e tirem suas conclusões. Jacobina é um alferes, no Rio de Janeiro do século 19. O seu fardamento é o que faz com que ele mesmo se reconheça como pessoa e suponha ser reconhecido socialmente também. Sem o fardamento, sua própria imagem desvanece. Diante do espelho ele não se vê. De divãs de psicanálise a treinamentos corporativos, esse é um texto quase obrigatório. Não percam.

Bem, a conexão que eu faço com o conto é a seguinte: marcas são “fardamentos”. Recursos que deveriam contribuir para configurar nossa identidade e atender necessidades, de diversos níveis. Mas nunca para apagar o que somos como sujeitos, acima de tudo. Nunca para nos ocultar, por meio de uma persona com a qual elas, as marcas, nos vestem.

E daí, vem a delicada pergunta que eu vivo me fazendo. No mundo do branding, que é meu dia a dia profissional, qual é nosso papel? Alimentar o Jacobina que existe dentro de nós, impondo de forma sedutora e autoritária uma identidade que, no fim das contas, contribui pouco para nossos autênticos projetos de felicidade? Seria isso mesmo?

Quantas vezes o “consumidor Jacobina” não consegue se identificar consigo mesmo, ou não se vê no espelho social, quando não tem acesso às marcas que ele admira?

Durante décadas, eu tenho vivido essa tensão. Uma tensão entre o que nós fazemos nesta profissão, contribuindo para alimentar os negócios de empresas que, em última instância, também desenvolvem a economia, e o quanto consumidores são atendidos nos seus legítimos desejos e necessidades.

Por que temos encarado tão poucas vezes essa delicada pergunta? Uma vez ou outra, surge algum pensador que resolve mexer nesse vespeiro, como é o caso do inspirador e corajoso Martin Lindstrom em seu livro Brandwashed. (Lançado pela HSM no Brasil).

A pergunta não se cala, e a resposta mais comum que costumo ouvir é do tipo evasiva. Algo assim: nós não estamos atropelando os desejos e necessidades dos consumidores com as marcas que eles acabam comprando. Ou, eles têm sempre o livre arbítrio a seu favor para decidir o que, de fato, querem e podem adquirir. Ou, alguns enfrentam a pergunta de outro jeito: nós não criamos desejos inexistentes nos outros, mas apenas identificamos aquilo que eles querem, mesmo que não tenham consciência disso.

E há os que, simplesmente, viram as costas para essa dúvida. Porque o importante seria, acima de tudo, a eficácia comercial da marca e sua capacidade de multiplicar os negócios da empresa em seu mercado. Por outro lado, há os seus opostos: os que veem um papel perverso nas marcas ao dirigir o comportamento do consumidor, como se elas fossem uma tutora de almas infantis que não sabem decidir por si. São os que afirmam, por exemplo, que as marcas deveriam estar sob suspeição por alimentarem a inadimplência das famílias. A bíblia desse grupo são livros como o No Logo da Naomi Klein.

Esses dois grupos dormem em paz com sua consciência. Afinal, suas respectivas convicções não exigem qualquer esforço intelectual nem tensões morais. Eu não! E muitos que trabalham comigo ou já trabalharam tem essa inquietação à flor da pele. Não pertencemos a nenhum dos dois grupos.

Nós não acreditamos que o indicador supremo de qualidade e êxito de uma marca seja, acima de tudo, sua eficácia comercial. Ela só será bem sucedida, e por mais tempo, se não for apenas um “fardamento” social. Se atender necessidades, sejam elas funcionais, objetivas ou emocionais, mas autênticas.

Nós, somos a única espécie animal que procura um sentido para as decisões que tomamos na vida. Não somos movidos por instintos, mas por escolhas que deem um sentido ao que fazemos. Desculpe-me a Naomi Klein, marcas dão significado a nossas decisões.

Impossível ignorar que existe, em maior ou menor grau, um Jacobina em cada um de nós. O que pode mudar é a natureza do “fardamento” que alimentará nosso projeto de felicidade como indivíduos, no seu sentido mais amplo. Nossa responsabilidade ética nesta profissão não nos permite escapar para nenhum dos dois extremos. Nem imaginar que marcas nunca cometam “pecados” contra seus clientes e tampouco imaginar que sem elas possamos dar um sentido às nossas escolhas.

A tensão que emerge para quem vive e pensa entre esses dois polos não chega a nos paralisar. Mas exige um compromisso de eterna vigilância. E também a clareza de que não trabalhamos para atender a volúpia do mercado, mas a sociedade acima de tudo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Marketing 2 MIN DE LEITURA

3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

Publicado

em

Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

Gostou do artigo?

Talvez você também se interesse por: Marketing de Conteúdo: O que fez uma marca de pneus distribuir guias turísticos.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Trending

  • Registrar
ou entre com
Lost your password? Please enter your username or email address. You will receive a link to create a new password via email.