Somos a média das pessoas com quem mais convivemos

Pense nas pessoas mais próximas: namorado, namorada, chefe, colega de trabalho, mãe, pai, irmãos ou quem quer que seja.

O que você tem deles? O que eles têm de você?

Se fizer uma análise criteriosa, verá semelhanças incontestáveis e reveladoras.

Segundo a teoria do escritor americano Jim Rohn, nós somos a média das cinco pessoas com quem passamos mais tempo. Em outras palavras, o meio em que vivemos inevitavelmente influencia nossas ações, pensamentos e sentimentos, e isso reflete em todas as áreas da vida: pessoal e profissional, principalmente.

Para mim faz todo sentido!

Imagine que você acabou de ser contratado para trabalhar em uma empresa e está animado, disposto a vestir a camisa e fazer a coisa acontecer. Mas então, logo no primeiro dia, se depara com colegas desmotivados, que falam mal do chefe e claramente estão ali apenas para receber seu sagrado dinheiro no último dia útil de cada mês.

Não era o que você esperava. Ninguém comemora metas batidas. Aliás, ninguém sequer planeja metas. O ambiente é tóxico, monótono e nada construtivo para uma carreira de sucesso.

Nessa ocasião, o que é mais provável? Você mudar seus colegas ou seus colegas mudarem você? É claro que existem exceções. Posso estar falando agora com um líder nato, que poderia facilmente reverter a situação que acabei de descrever, mas vamos combinar que na maioria dos casos não é o que acontece. Portanto…

Se você é o mais inteligente do grupo, cuidado!

Confesso que quando li sobre essa questão no livro Seja Foda!, do Caio Carneio, achei super radical. Isso porque no lugar de ‘‘cuidado!’’, ele dizia algo como ‘‘mude de grupo!’’ ou ‘‘você está no grupo errado!’’. Mas quer saber? Hoje concordo plenamente!

Ser o mais inteligente, o mais evoluído, o mais proativo, o mais isso e mais aquilo é incrível, desde que isso não atrapalhe seu processo de crescimento.

Estar em uma roda de convivência em que se tem muito a dar e nada a receber, por exemplo, pode te deixar suscetível a regredir. Quem está ao seu lado evolui, mas você não sai do lugar.

Ou seja, buscar estar perto de pessoas que estão em um nível acima do seu é a melhor opção.

Voltemos ao exemplo da empresa: se no primeiro dia de trabalho os colegas se mostrassem acelerados, envolvidos e com um conhecimento admirável, você não faria de tudo para alcançá-los?

Esse é o ponto!

Agora pegue um papel e três canetas de cores diferentes

Existem dois tipos de pessoas: as que nos puxam para baixo, menosprezam nossas ideias e atrapalham nossos objetivos e as que acreditam que somos capazes e não só dizem que torcem como demonstram que torcem pela realização de nossos sonhos.

O que isso tem a ver com o que estamos falando?

O primeiro tipo pode estar transitando entre as pessoas com quem você mais convive e resolver isso é como dar um salto quântico!

Então, passando adiante o que aprendi com a rainha das finanças Nathalia Arcuri, escreva em um papel o nome de todas as pessoas que convivem com você, entre amigos, familiares, colegas de trabalho e seu amor, se tiver um.

Circule de vermelho: pessoas que te deixam mal, sugam sua energia, não tem nada a acrescentar, atrapalham seu desenvolvimento de alguma forma e afins.

Circule de preto: pessoas que te deixam mal, sugam sua energia, não tem nada a acrescentar, atrapalham seu desenvolvimento de alguma forma e afins, MAS você não tem como tirar da sua vida por motivo de força maior. Por exemplo: um colega de trabalho ou um familiar.

Circule de azul: pessoas que te querem bem, que torcem por você, dividem ideias e SOMAM!

Vamos lá…

As pessoas marcadas de caneta vermelha são as que você precisa se afastar totalmente. Já ouviu falar que uma fruta podre apodrece todo o resto? Pois é.

Já as de caneta preta, são as que você precisa ter cautela já que não pode cortar relações de forma brusca. Não divida seus objetivos de vida com essas pessoas. Trate o básico! Se preserve o máximo que puder!

E por fim, as de azul. Essas são as que você deve manter por perto, dedicar tempo e energia, dividir sonhos e conversar sobre futuro e crescimento.

Que tal conviver com suas referências?

Antes de empreender no digital, me tranquei no quarto e decidi estudar tudo o que podia sobre empreendedorismo, branding, desenvolvimento pessoal etc.

Havia me demitido há pouco tempo, estava no mood ‘‘Preciso saber exatamente o que fazer para chegar aonde eu quero chegar’’, tinha uma reserva de emergência e precisava entender como lidar com ela, e não queria dispersar meu tempo e atenção com nada que não fosse meu sonho.

Então coloquei uma coisa na cabeça: preciso conviver com minhas referências; com as pessoas que admiro.

E olha só que legal… Estavam todas na internet!

Então, entre podcasts, livros, vídeos e cursos online, Rafael Rez, Victor Peçanha, Paulo Vieira, Nathalia Arcuri, Matheus de Souza, Irmãs Alcantara, Caio Carneiro, Thiago Nigro e Juliana Saldanha, entre outras cabecinhas pensantes de quem sou fã, acabaram se tornando o que eu chamava brincando de “amigos de visão de futuro”.

E eu tenho certeza que tem muita gente da sua área que também está online, de alguma forma se fazendo presente e compartilhando justamente o que você precisa absorver.

Me despeço por aqui, mas não sem antes citar o capítulo três do livro Aprendizados:

“A qualidade da sua vida depende da qualidade dos seus relacionamentos” – Gisele Bünchen.

Deixe uma resposta