Siga-nos nas Redes Sociais

Séries

Vai Anitta: falando de empreendedorismo na Netflix

Anitta não está na lista das cantoras mais amadas desse país. Pelo contrário, ela divide bastante a opinião geral. Tem

Êrica Blanc

Publicado

em

Anitta não está na lista das cantoras mais amadas desse país. Pelo contrário, ela divide bastante a opinião geral. Tem quem ame a cantora pelo seu trabalho, tanto quanto tem quem ame ela pelo show de empreendedorismo que Anitta dá. Mas, também tem quem não goste das músicas que ela canta e tem quem não goste dela por algumas atitudes específicas que não vem ao caso debater aqui. Até por que, o assunto aqui é a série Vai Anitta, da Netflix. Com a série documental, vale ressaltar que não é só destinada ao público que já gosta da cantora. Afinal, muita gente tem curiosidade de entender como Anitta só cresce a cada ano e consegue se manter viva, mesmo que várias outras cantoras como ela tenham caído no esquecimento há algum tempo.

Por ser uma série bem documental, temos a história de Anitta narrada em diversas perspectivas. Amigos, familiares, ex-marido (que na época da gravação era atual), e até da própria Anitta. As narrativas acabam criando um elo entre passado e presente, a fim de contar a trajetória da cantora. Portanto, acabamos imersos no dia-a-dia da cantora. Em momentos intímos com os familiares e em momentos de puro trabalho. Vai Anitta mostra como ela se posiciona com a equipe e coisas do tipo. Sinto que é uma série para pessoas que também querem empreender, sabe? Inclusive, é o tipo de produção que nos dá vontade de querer levantar da cama no mesmo minuto. Nos proporciona vontade de batalhar pelas coisas que amamos e queremos fazer pelo resto da vida. Nos faz ter vontade de fazer algo pela nossa própria história. Inspiradora em muitos aspectos e extremamente girl power, Vai Anitta é muito bom! E eu adoraria acompanhar mais episódios sim.

Girl power e muito empreendedorismo

Empreender é um processo árduo, principalmente quando você vive em um país tão burocrático quanto o nosso. Mas, só sabemos disso quando de fato vivenciamos esse processo. Só que a Anitta sempre fez isso parecer algo simples. Ela possui um leque de monetização enorme e está sempre dando passos mais largos com a sua carreira. Além disso, Anitta também não perde tempo em criar coisas novas. Por exemplo, você sabia que Anitta tem o próprio bloco de carnaval? E que faz shows especiais para crianças? Juro! São shows ludicos e que ela faz questão de mostrar a força do trabalho e do estudo para as meninas. Portanto, conseguimos entender que nem tudo é tão fácil quanto parece. Existe um trabalho muito árduo por trás. Não sou a maior fã da cantora. Logo, não acompanhei seu crescimento de perto e não sabia de muita coisa que a série documental, Vai Anitta, apresentou. Mas, por a trama nos apresenta o lado empreendedora da Anitta, eu curti bastante o resultado.

Apesar de Anitta sempre aparecer numa treta nova e dividir muito a opinião do público, ninguém pode negar que a moça tem um faro de empreendedora apuradíssimo. Dessa forma, sinto que Vai Anitta serve principalmente para abrir a mente de outras jovens empreendedoras. Quase que de utilidade pública mesmo! O empoderamento que a série pode proporcionar para nós, mulheres, é surreal. Afinal, Anitta lutou com unhas e dentes para chegar aonde está. E para mostrar que o fato dela ganhar dinheiro rebolando e cantando funk, não quer dizer que ela é promíscua ou que é burra. Ela pode não ser a cantora mais amada, mas merece o reconhecimento por quebrar alguns pré-conceitos e por dar um show de empreendedorismo. Super recomendo a série para você!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Êrica Blanc é jornalista, criadora do @blogremenor, co-criadora da @amoor.co, apaixonada por contar histórias de amor reais, empreendedora de primeira viagem e louca das listas.

Continuar Lendo
Clique para comentar

You must be logged in to post a comment Login

Escreva um Comentário

Séries

Younger: para você que acredita ser tarde demais

Você se acha velho demais para tentar ou até recomeçar? Vem cá, precisamos conversar sobre tudo que Younger pode trazer para você.

Êrica Blanc

Publicado

em

Divulgação: TV Land

Você tem 20 anos e acha que se não conseguir o emprego dos sonhos até o fim do ano vai ficar velho demais para tentar? Ou você já passou dos 40, criou filhos e gostaria de voltar para o meio profissional e acredita que não terá oportunidades? Ou não sabe como se reinventar? Se a resposta para uma das perguntas foi sim, sente aqui, porque Younger é para você.

A trama acompanha Liza, que tem por volta dos 40 anos, sua filha foi para a faculdade, seu marido lhe traiu e ela após se divorciar e ficar com uma mão na frente e outra atrás, está pronta para voltar para o mercado de trabalho. Liza foi editora de livros até os 26 anos, quando engravidou e decidiu se dedicar a família. Mas, quando começa a passar por entrevistas, percebe que “está velha demais para o mercado”. Como ela tem carinha de novinha, sua melhor amiga ajuda na transformação e, de repente, ela se parece uma jovem recém-saída da faculdade. Com isso, ela consegue uma vaga, tipo um estágio, numa editora e a vida começa a andar como o planejado, mas baseada em uma mentira.

Nem todo mundo tem cara de novinha

A essa altura, você deve estar pensando: “Mas, Êrica, nem que eu me esforçasse pareceria ter 25 novamente” (caso seu sim tenha sido na segunda pergunta, é claro). Só que, quando eu digo que Younger é para você, não estou dizendo para você seguir os passos da Liza e se transformar numa jovem novamente. Tanto para você que tem 20 e poucos, quanto você que já passou dos 40, precisam entender que o mundo não acaba amanhã. Não estou te julgando! Eu também preciso, inclusive. A gente vive com a ideia de que a vida depois dos 30 acaba. E, só no Brasil, a expectativa de vida é em torno dos 70/80 anos.

Ou seja, de uma forma muito leve, engraçada e cheia de surpresas, Younger nos mostra que tá tudo bem recomeçar após os 40, 50, 60. Ou tentar! Se jogar de cabeça em tudo o que você sempre quis, mas sempre adiou ou nunca tentou. A trama é bem divertida e cheia de significado, se você der a atenção devida as mensagens que estão nas entrelinhas. É o tipo de roteiro que te faz se sentir jovem, cheio de vida, feliz e ansioso pelo o que ainda está por vir. Sendo assim, se você está precisando desse sentimento de renovação (aproveitando a virada do ano chegando), vai fundo, que Younger é para você.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Séries

O homem que assistia séries demais

Desafiado a escrever sobre Euphoria, da HBO, nosso coletivista Paulo Gustavo acaba ficando positivamente surpreendido ao assistir uma série turca O Último Guardião que fala sobre o universo dos super-heróis.

Paulo Gustavo Pereira

Publicado

em

Foto: Alex Suprun / Unsplash

É interessante quando sou questionado sobre a quantidade de séries que assisto. A pergunta é invariavelmente, comparando com o tempo livre de quem pergunta, sempre questionando que não há tempo suficiente para ver tudo o que interessa. E é exatamente isso que é o ponto crucial no trabalho que faço ao analisar o conteúdo de séries para os textos e programas que faço. O que realmente é interessante de se assistir?

Como todo bom ser humano que cresceu vendo filmes e séries, há um momento em que ver uma série por obrigação de trabalho deixa de ser importante para ser crucial para o próximo episódio. Explico: tento ver o primeiro episódio para saber se a série tem algo diferente, uma história ou personagens que valham a pena continuar vendo. Dessa forma, já deixei de ver várias produções que viram “moda” e que, na minha análise, não trouxe nada de novo para meu HD.

Ao mesmo tempo, fico impactado quando descubro uma produção fora dos Estados Unidos, pátria-mãe das séries de TV. É uma surpresa ver que uma série turca O Ultimo Guardião que fala sobre o universo dos super-heróis; da mesma maneira que Kingdom, da Coréia, mostra uma luta da corte real do século 14 contra uma infestação de zumbis; ou mesmo a produção indiana Jogos Sagrados, onde a narração da história é feita por um personagem que morre no primeiro episódio.

É claro que não dá pra escapar das séries da moda, não por que não tenham qualidades, mas muitas vezes, é mais do mesmo. Quando muitos canais exibem séries sobre os bastidores do crime organizado ou não, descubro a beleza e a leveza de Coisa Mais Linda, da Netflix, com quatro personagens femininas que fogem felizmente do politicamente cansado empoderamento da mulher em qualquer lugar e qualquer tempo.

Quando a bola da vez chegou em Euphoria, da HBO, me chamou a atenção que a personagem principal era interpretada por Zendaya, que havia feito várias produções da Disney e recentemente se tornou o interesse amoroso de Peter Parker nos últimos dois filmes do Homem-Aranha, estrelado por Tom Holland. E mais: seria um papel totalmente diferente do que a atriz-cantora faria, algo que ela mesmo pedido para se desafiar como atriz. E não decepcionou.

Ao mesmo tempo, a Netflix lançou Sintonia, uma produção de fôlego, com roteiro muito bem escrito e com uma história que me atraiu, mesmo com vários clichês tradicionais sobre a luta de três jovens da periferia de São Paulo para subir na vida. Em Euphoria, a personagem de Zendaya tentava se descobrir no meio de uma continua adoração à drogas, desrespeito à família, e amizades complexas e confusas. Ou seja, as duas séries se comunicavam com o mesmo publico jovem, de maneiras diferentes.

Não vou entrar nessa análise mais formal sobre cada um dos pontos de cruzamentos entre Euphoria e Sintonia. O que importa nesse crossoover imaginário é que os personagens lutam para fazer a melhor escolha sobre seus futuros. E cada uma das tentativas, os leva a caminhos que podem afastá-los de seus reais destinos. Afinal, lutar para sobreviver a uma sociedade opressiva, sem a base adequada, deixa qualquer jornada heróica pendente de algo real. Não adianta lutar contra um vício se o viciado não quer enxergar suas próprias dores. Da mesma maneira, dizer que não existe saída para um jovem da periferia a não ser entrar para o crime,, a sublimar outros jovens que já lutaram e venceram essa guerra íntima.

Dito isso, não me surpreende que séries como The End of the F**ing World, Dark, The Rain e até mesmo Casa de Papel, serem as mais vistas pelos brasileiros na Netflix. Elas chamaram a atenção do publico não por que suas tramas são diferentes, mas por que elas estão ligadas a outras histórias mais identificáveis pelo telespectador. Casa de Papel fez sucesso no Brasil por sua mistura de Golpe de Mestre e Onze Homens e um Segredo. The Rain mostra jovens tentando superar os desafios de um futuro distópico como The 100. Ou mesmo as reviravoltas de um destino insólito da série alemã Dark, que fez muita gente mergulhar em universos paralelos e viagens no tempo, dois gêneros populares da ficção-científica, mesmo não entendendo metade da história.

O melhor de tudo é que a diversidade de produções que tem chegado ao Brasil na última década, especialmente com a chegada das plataformas streamings, tem ajudado o público a entender que não são apenas as séries de língua inglesa que fazem os próximos episódios divertidos. O que muito bom nessa história, independente do país de origem, é como se conta essa mesma história. O melhor exemplo disso é a série Criminal, que mostra o interrogatório de um suspeito, vista por policiais alemães, franceses, espanhóis e britânicos. Cada um no seu quadrado dramático e emocionante a cada episódio.16

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
Continuar Lendo

Trending