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Selecionado para a Mostra Generation 14plus 2019 do 69º Festival de Berlim, Espero tua (Re)volta estréia esta semana nos cinemas do Brasil.

Quando a crise se aprofundou no Brasil, os estudantes saíram às ruas e ocuparam escolas protestando por um ensino público de qualidade e uma cidade mais inclusiva. Espero Tua (Re)volta acompanha as lutas estudantis desde as marchas de 2013 até a vitória do presidente Jair Bolsonaro em 2018. Inspirada pela linguagem do próprio movimento, o filme é conduzido pela locução de três estudantes, representantes de eixos centrais da luta, que disputam a narrativa, explicitando conflitos do movimento e evidenciando sua complexidade.

Assista ao trailer do filme Espero tua (Re)volta:

Foto: Reprodução / Globo Filmes

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

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Quadrinhos 2 MIN DE LEITURA

Inspector Akane Tsunemori: utopia duvidosa

O anime de ficção científica Psycho-Pass foi adaptado para o mangá e recebeu o nome de Inspector Akane Tsunemori. Confira os motivos pelos quais vale a pena ver e ler.

Jéssica Patrine

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Psycho-Pass Wiki

Este artigo começa mostrando algo um pouco diferente. Normalmente as resenhas surgem de adaptações do impresso para o audiovisual, principalmente no caso de adaptações cinematográficas. Inspector Akane Tsunemori contraria essa lógica: primeiro surgiu a primeira temporada do anime Psycho-Pass, lançada em outubro de 2012 no Japão, para depois ser adaptado para o mangá, com menos de um mês de diferença, em novembro de 2012. O material impresso recebeu o nome de Inspector Akane Tsunemori, que é o mesmo da protagonista. No Brasil, a Panini Mangá só lançou os seis volumes em 2018.

O mangá corresponde à primeira temporada do anime. Apresenta o abalo do Sistema Sybil, que governa e controla um Japão pacífico e utópico. Sybil monitora todos e decide profissões, namoros e a vida dos que têm o Psycho-Pass baixo e claro. Esse parâmetro é uma análise do estado mental e controle das emoções negativas, como raiva e estresse. Quem tem o Psycho-Pass alto e turvo, é isolado socialmente e considerado como criminoso latente, ou seja, que tem a possibilidade de cometer algum crime. Sim, as pessoas são monitoradas constantemente e presas antes de fazer qualquer coisa.

A partir disso surge uma questão: e se existisse gente que perturbasse a ordem social e que Sybil não conseguisse fazer a leitura adequada do Psycho-Pass? Ou seja, para o sistema, essas pessoas sequer existem. E com a falta de reconhecimento do próprio sistema, acontecem muitas possibilidades de gerar caos. Isso fica para a Agência de Segurança Pública, que funciona como o sistema investigativo e policial, cuidar e desvendar. E é  aí que a protagonista Akane Tsunemori entra. No começo, assim como qualquer pessoa, ela é ingênua e otimista. Conforme o desenrolar do enredo, ela se adapta ao trabalho e mostra o porquê dela ser apta para o cargo de inspetora.

Leves diferenças

O mangá é extremamente fiel ao anime. E com um bônus: os personagens secundários (e bem carismáticos) como Kagari, Sasayama, Masaoka e Ginoza têm seus arcos levemente mais aprofundados e explicados. As referências literárias, filosóficas e históricas permanecem, já que é uma das características marcantes do anime. Diria que há mais referências históricas do que o resto, o que não tira de maneira alguma a característica da obra.

Akane Tsunemori é mostrada sob uma perspectiva mais íntima. Assim como no anime, é possível acompanhar a evolução da personagem como inspetora da Agência. Mas no mangá, os conflitos emocionais de Akane são mais enfatizados. Como é possível endurecer a maneira de agir sem se tornar totalmente fria? O dilema persiste e Akane consegue lidar com isso muito bem, mesmo com os acontecimentos mórbidos. A parceria estranha e levemente paradoxal com Shinya Kogami continua como um dos pontos altos do enredo. Afinal, Kogami é, em partes, o que Akane busca como inspetora: determinado, inteligente e com habilidades acima da média. Mas ela não pode esquecer que ele se tornou um criminoso latente. O limiar entre frieza e raiva extrema é mostrado de forma tênue.

Então, se você gosta de ficção científica, protagonistas femininas fortes e reais, investigação criminal, conflitos políticos e sociais, ação, literatura e filosofia, leia Inspector Akane Tsunemori e veja Psycho-Pass. É uma das raras obras com uma junção realmente boa de todos esses itens.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Televisão 3 MIN DE LEITURA

Roku, a maior plataforma de streaming dos EUA, chega ao Brasil

Conhecida num primeiro momento por ter desenvolvido um dos primeiros tocadores de Netflix do mercado, a Roku reúne diversos provedores de conteúdo, inclusive o Globoplay, que vem crescendo no Brasil com o diferencial de produção de novas séries

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Matthew Anderson, executivo chefe de marketing da Roku.

Em um evento realizado no bairro do Itaim Bibi em S. Paulo, foi anunciada hoje a chegada da Roku ao Brasil, a maior plataforma de streaming dos EUA.

Muitos brasileiros que viajam aos EUA conhecem a Roku por meio de um aparelhinho (player) que é conectado à TV e que permite o acesso a milhares de conteúdos dispostos em sites de vídeo na Internet.

Só que o Roku é muito mais do que isso: é uma plataforma em nuvem que reúne diversos provedores de conteúdos como Netflix, Apple TV, Globoplay, Telecine Play, HBO Go, Spotify, PlayKids, DAZN, Google Play Filmes, e outros e os disponibiliza em um único ambiente. Tecnicamente falando, a Roku é um “agregador”, uma plataforma que funciona como uma grande loja de marcas de conteúdos de vídeo e áudio, algumas gratuitas e outras pagas no modelo de assinatura.

O acesso à plataforma pode ser feito por meio de um pequeno aparelho conectado à TV, ainda não disponível no Brasil, ou por meio de um app que já vem instalado nas SmarTVs. Para inaugurar o serviço no Brasil, a Roku fez um acordo com a AOC e lançou dois aparelhos (32 e 43 polegadas) de SmarTVs no Brasil com a marca Roku TV. Entre as vantagens anunciadas destas TVs estão o controle remoto que traz as logomarcas nos botões, Netflix e Globoplay, por exemplo, e o controle também via app no celular.

O evento de lançamento contou com a participação de Matthew Anderson, executivo chefe de marketing da Roku, Luis Bianchi, diretor de marketing da cia. para a América Latina, Andre Giampaoli Romanon, diretor de marketing e produto da TPV (holding controladora da AOC) e Erick Brêtas, diretor geral do Globoplay, além de Fernando Ramos, diretor-executivo da G2C Globo.

Atualmente a Roku já opera em mais de 20 países, como EUA, Canadá, México e Reino Unido. A empresa tem sede em Los Gatos, California, e começou a sua história sendo uma espécie de “player” (tocador) da Netflix, lançando a primeira geração de aparelhos que conferia “inteligência” aos aparelhos de TV e conectava os usuários via Internet à plataforma da Roku em 2008.

Segundo Matthew Anderson, a Roku é a líder número 1 em streaming nos EUA, seguido da Amazon, Samsung e Playstation. Segundo ele “estamos vivendo a revolução do streaming, da TV conectada” em todo o mundo: foram consumidas 10.3 bilhões de horas de streaming em 2019, média de mais de duas horas por dia. Este ano serão mais de 900 milhões de residências conectadas em todo o mundo e que deve chegar em 2021 a 1 bilhão.

Um diferencial da Roku é a simplicidade de acesso dos usuários ao mundo do streaming (também conhecida como OTT-Over the Top). O sistema foi pensado para atender pessoas de todas as idades, inclusive aquelas que têm dificuldade em acessar o streaming por outros aparelhos e que requer algum conhecimento de conexão e rede, o que restringe pessoas acima de 50 anos. O outro é o preço: um aparelho custa 25 dólares; aqui no Brasil deverá custar entre 100 e 150 Reais, o equivalente ao similar ChromeCast do Google e mais em conta que o aparelho da Apple TV (cerca de 1.099,00 Reais). Por enquanto o acesso à plataforma Roku será exclusivamente por meio da Roku TV (aparelho de TV da AOC).

Segundo Matthew Anderson, a Roku investe intensamente em desenvolvimento de softwares e encoders, de modo a melhorar a experiência do usuário que quer rapidez no acesso e fluidez para assistir ao conteúdo (sem travamento de sinal). São 15 desenvolvedores de software em todo o mundo.

Chamou a atenção no evento a presença do Globoplay, que foi representado por seu diretor-geral Erick Brêtas. O executivo ressaltou a importância da parceria em um momento que o serviço de streaming da Globo tem apresentado a mais alta taxa de crescimento do mercado, segundo ele: 56% no último semestre. “Pretendemos ser o maior provedor de streaming do Brasil em uma década. Para isso, vamos apostar na força da marca Globo, na qualidade das produções e talentos, na produção e aquisição para várias janelas, no alcance das nossas plataformas digitais e, por último, na força de comunicação do grupo”.

A apresentação do Globoplay terminou com a exibição do trailer “Arcanjo Renegado”, que será lançado no próximo dia 7 de fevereiro e de trechos do drama sobrenatural “Desalma” (Nunca Desconfie do Sobrenatural), dirigido por Carlos Manga Junior e estrelado pela atriz Cássia Kiss, ambos presentes no evento.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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