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Eles estão entre nós?

Quando a Rede Manchete chegou nos anos 80, um dos destaques de sua programação era Projeto Ufo (Project UFO, 1978), série baseado no lendário Projeto Livro Azul criado pela Força Aérea norte-americana para investigar casos de aparições de Objetos Voadora Não-identificados.

Paulo Gustavo Pereira

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Quando a Rede Manchete chegou nos anos 80, um dos destaques de sua programação era Projeto Ufo (Project UFO, 1978), série baseado no lendário Projeto Livro Azul criado pela Força Aérea norte-americana para investigar casos de aparições de Objetos Voadora Não-identificados. Acada episódio, seguia-se um caso relatado e durante a investigação, os dois agentes do Projeto Livro Azul acabavam elucidando o caso.

Várias décadas se passaram e nenhum caso de avistamento de naves espaciais de outros planetas foram relatados pela imprensa mundial. Por isso, nada melhor do que voltar a discutir a existência ou não de alienígenas em nosso Planeta com a nova versão de Projeto Livro Azul, que mergulha novamente nos casos relatados ao longo das década de 50 e 60 sobre aparições de objetos voadores não-identificados.

A nova série que estreia neste sábado no History, foi produzida por Robert Zemeckis, responsável por sucessos do cinema como Forres Gump – O Contador de Histórias e a divertida trilogia De Volta para o Futuro. Essa nova série, bateu recordes de audiência nos Estados Unidos fora da programação das grandes redes de TV, um verdadeiro fenômeno.

Estrelada pelo irlandês Aidan GIllen, que foi Mindinho de Game of Thrones, e por Michael Malarkey (The Vampire Diaries), a série tem dez episódiosem sua primeira temporada e é baseada no Projeto Livro Azul e os relatos pessoais do Dr. J. Allen Hynek (Aidan), um brilhante professor universitário recrutado pela Força Aérea dos Estados Unidos para liderar essa operação secreta que investigou mais de 12 mil casos de 1952 a 1969, dos quais 701 ainda estão sem solução.

“Desde o começo estive fascinado com a ideia de fazer parte de Projeto Livro Azul, porque é baseada em investigações, informações e histórias reais, e em pessoas que existiram de verdade. O fato de a equipe de Zemeckis estar envolvida em sua realização também deu força para a confiança que eu tinha nesse projeto, e certamente este era o tipo de personagem que eu buscava interpretar, diferente de alguém frio e cínico, uma pessoa de família, amorosa e positiva”, conta Gillen.

E acrescenta: “Além disso, eu estava familiarizado com o tema sobre óvnis, que é apaixonante. O atrativo tem a ver com o mistério do desconhecido, com não saber o que são aquelas luzes no céu, se são naves espaciais ou cometas; mas acredito que em uma galáxia tão grande como a nossa, em um universo potencialmente infinito, é quase ridículo supor que sejamos as únicas formas de vida”.

Cada episódio é baseado em arquivos de casos reais, combinando teorias sobre óvnis com eventos históricos autênticos, que aconteceram em uma das épocas mais misteriosos da história dos Estados Unidos. Ao longo da temporada, de forma realista, serão explorados eventos documentados, como o incidente do monstro de Flatwoods, que aconteceu em West Virginia, e as luzes de Lubbock, no Texas, entre outros. Desta forma, a série se aprofunda em temas como a confiança, o instinto, as noticias reais frente às informações falsas e o acobertamento do governo, estendendo-se entre o mundo da ciência e a exploração do desconhecido.

“Poucas vezes estive envolvido em um projeto que tivesse uma fusão perfeita de acontecimentos históricos com entretenimento extraordinário”, disse Zemeckis. “Estamos agradecidos pelo respaldo do A+E Studios e do HISTORY, em fazer desta uma série fabulosa”, concluiu.

A série também traz no elenco Neal McDonough (Arrow) como o general James Harding, confiante e responsável por dirigir a nova divisão da Força Aérea – Projeto Livro Azul; Michael Harney (Orange is the New Black) como o general Hugh Valentine, crítico e poderoso, que supervisiona e vigia de perto a nova divisão do general Harding; Laura Mennel (O Homem do Castelo Alto) como Mimi Hynek, a leal esposa do Dr. J. Allen Hynek; e Ksenia Solo (Lost Girl) como Susie Miller, uma mulher elegante e atraente, cujo encanto secreto vai além do que pode ser visto.

Na estreia, dia 10, sábado, 22h30, o HISTORY exibe episódio duplo especial:

No primeiro episódio, A batalha de Fuller, o astrofísico de Ohio Allen Hynek é recrutado pela Força Aérea para participar de um programa secreto que investiga óvnis, chamado Projeto Livro Azul. Junto ao Capitão Michael Quinn, ele investigará o caso de um piloto militar que sobreviveu a um combate aéreo contra uma nave alienígena.

Em seguida, às 23h20, em O monstro de Flatwoods, o Dr. Hynek e o Capitão Quinn viajam a West Virginia para investigar o caso de uma mulher e seus dois filhos, que presenciaram um disco voador cair perto de seu sítio e viram quando saiu um extraterrestre de seus destroços. O que eles dirão quando forem entrevistados?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Paulo Gustavo Pereira é formado em Jornalismo e começou sua carreira na Radio e TV Tupi, passou pela Globo, Bandeirantes, Record, Manchete e Cultura, como assistente da redação, repórter, editor e chefe de reportagem. No SBT, dirigiu as transmissões da festa do Oscar a partir de 1994. Repetiu a dose na TNT, direto dos estúdios da emissora em Atlanta/EUA, em 2007. Foi colaborador no Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo, Estadão, Jornal do Brasil e diretor de redação da revista Sci-Fi News por 11 anos. Escreveu os livros livro Almanaque dos Seriados, pela Ediouro, e Almanaque dos Desenhos Animados, pela Matrix. Hoje escreve e apresenta o programa Talk TV, do canal Like, além de fazer ao vivo toda a semana, o Balanço das Séries, no Facebook e Youtube.

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Roku, a maior plataforma de streaming dos EUA, chega ao Brasil

Conhecida num primeiro momento por ter desenvolvido um dos primeiros tocadores de Netflix do mercado, a Roku reúne diversos provedores de conteúdo, inclusive o Globoplay, que vem crescendo no Brasil com o diferencial de produção de novas séries

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Matthew Anderson, executivo chefe de marketing da Roku.

Em um evento realizado no bairro do Itaim Bibi em S. Paulo, foi anunciada hoje a chegada da Roku ao Brasil, a maior plataforma de streaming dos EUA.

Muitos brasileiros que viajam aos EUA conhecem a Roku por meio de um aparelhinho (player) que é conectado à TV e que permite o acesso a milhares de conteúdos dispostos em sites de vídeo na Internet.

Só que o Roku é muito mais do que isso: é uma plataforma em nuvem que reúne diversos provedores de conteúdos como Netflix, Apple TV, Globoplay, Telecine Play, HBO Go, Spotify, PlayKids, DAZN, Google Play Filmes, e outros e os disponibiliza em um único ambiente. Tecnicamente falando, a Roku é um “agregador”, uma plataforma que funciona como uma grande loja de marcas de conteúdos de vídeo e áudio, algumas gratuitas e outras pagas no modelo de assinatura.

O acesso à plataforma pode ser feito por meio de um pequeno aparelho conectado à TV, ainda não disponível no Brasil, ou por meio de um app que já vem instalado nas SmarTVs. Para inaugurar o serviço no Brasil, a Roku fez um acordo com a AOC e lançou dois aparelhos (32 e 43 polegadas) de SmarTVs no Brasil com a marca Roku TV. Entre as vantagens anunciadas destas TVs estão o controle remoto que traz as logomarcas nos botões, Netflix e Globoplay, por exemplo, e o controle também via app no celular.

O evento de lançamento contou com a participação de Matthew Anderson, executivo chefe de marketing da Roku, Luis Bianchi, diretor de marketing da cia. para a América Latina, Andre Giampaoli Romanon, diretor de marketing e produto da TPV (holding controladora da AOC) e Erick Brêtas, diretor geral do Globoplay, além de Fernando Ramos, diretor-executivo da G2C Globo.

Atualmente a Roku já opera em mais de 20 países, como EUA, Canadá, México e Reino Unido. A empresa tem sede em Los Gatos, California, e começou a sua história sendo uma espécie de “player” (tocador) da Netflix, lançando a primeira geração de aparelhos que conferia “inteligência” aos aparelhos de TV e conectava os usuários via Internet à plataforma da Roku em 2008.

Segundo Matthew Anderson, a Roku é a líder número 1 em streaming nos EUA, seguido da Amazon, Samsung e Playstation. Segundo ele “estamos vivendo a revolução do streaming, da TV conectada” em todo o mundo: foram consumidas 10.3 bilhões de horas de streaming em 2019, média de mais de duas horas por dia. Este ano serão mais de 900 milhões de residências conectadas em todo o mundo e que deve chegar em 2021 a 1 bilhão.

Um diferencial da Roku é a simplicidade de acesso dos usuários ao mundo do streaming (também conhecida como OTT-Over the Top). O sistema foi pensado para atender pessoas de todas as idades, inclusive aquelas que têm dificuldade em acessar o streaming por outros aparelhos e que requer algum conhecimento de conexão e rede, o que restringe pessoas acima de 50 anos. O outro é o preço: um aparelho custa 25 dólares; aqui no Brasil deverá custar entre 100 e 150 Reais, o equivalente ao similar ChromeCast do Google e mais em conta que o aparelho da Apple TV (cerca de 1.099,00 Reais). Por enquanto o acesso à plataforma Roku será exclusivamente por meio da Roku TV (aparelho de TV da AOC).

Segundo Matthew Anderson, a Roku investe intensamente em desenvolvimento de softwares e encoders, de modo a melhorar a experiência do usuário que quer rapidez no acesso e fluidez para assistir ao conteúdo (sem travamento de sinal). São 15 desenvolvedores de software em todo o mundo.

Chamou a atenção no evento a presença do Globoplay, que foi representado por seu diretor-geral Erick Brêtas. O executivo ressaltou a importância da parceria em um momento que o serviço de streaming da Globo tem apresentado a mais alta taxa de crescimento do mercado, segundo ele: 56% no último semestre. “Pretendemos ser o maior provedor de streaming do Brasil em uma década. Para isso, vamos apostar na força da marca Globo, na qualidade das produções e talentos, na produção e aquisição para várias janelas, no alcance das nossas plataformas digitais e, por último, na força de comunicação do grupo”.

A apresentação do Globoplay terminou com a exibição do trailer “Arcanjo Renegado”, que será lançado no próximo dia 7 de fevereiro e de trechos do drama sobrenatural “Desalma” (Nunca Desconfie do Sobrenatural), dirigido por Carlos Manga Junior e estrelado pela atriz Cássia Kiss, ambos presentes no evento.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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O futuro da TV por assinatura

Em meio a uma crise econômica sem precedentes na história brasileira, um pequeno, mas importante raio de claridade parece penetrar nas trevas de um dos setores mais importantes do entretenimento do país, revelando caminhos para se evitar o abismo.

Paulo Gustavo Pereira

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Em meio a uma crise econômica sem precedentes na história brasileira, um pequeno, mas importante raio de claridade parece penetrar nas trevas de um dos setores mais importantes do entretenimento do país, revelando caminhos para se evitar o abismo. Durante dois dias, o Pay TV Forum reuniu empresários e executivos do setor para discutir um tema que afeta todos: a TV por Assinatura no Brasil tem futuro?

Diferente com o Forum do ano passado, onde a Netflix incomodava uma grande parte dos participantes pela sua agressividade nos negócios, no evento desse ano a principal questão foi que o mercado precisa começar de novo, se reinventar para melhor atender ao consumidor que não quer nem saber quem foi que pintou a casa branca e quer continuar vendo conteúdo nome e revigorado pela telinha, seja do smartphone, tablete, computador, e até mesmo pelo antigo aparelho que reunia as famílias na sala, o Televisor.

“Nosso desafio é deixar esse mercado mais moderno, buscar novos conteúdos e apresentar tudo isso de uma forma mais dinâmica para o consumidor, como tínhamos feito no começo desse mercado, lá no século 20”, explica Alessandro Maluf, da Claro Brasil, uma das maiores operadoras de TV por Assinatura, que tem o Now, o serviço de vídeo-on-demand com mais de 20 mil horas de conteúdo exclusivo, entre filmes, séries, programação infantil, etc.

Maluf tem razão quando enfatiza a questão da busca por novos conteúdos, especialmente quando o consumidor começou a ser inundado por todo o tipo de conteúdo vindo de diversas plataformas. O brasileiro quer novidades e, numa situação onde a economia estiver mais estável, paga por isso sem pestanejar. Daí o efeito que a chegada da Netflix fez no mercado, a ponto de virar conversa de bar… “você viu aquela série da Netflix?’

A forma de entregar esse conteúdo com um preço muito inferior ao que uma operadora cobra por uma assinatura foi o tiro de aviso. E a pressão aumentou quando outros players streamings como a Amazon, Locke e mais recente o Globoplay, decidiram que o Brasil é um dos territórios onde tem que firmar presença. Sem contar com o fato que lá de fora, outras grandes empresas estão finalizando seus canais streamings como o Disney Plus e HBO Max, para atender o consumidor doméstico, mas sem deixar de lado as grandes possibilidades de abrir outros mercados pelo mundo afora. Netflix e Amazon entregam conteúdo hoje em 190 países…

A questão do preço é o pomo de Adão da operação de TV Paga no Brasil. E não se pode discutir isso muito em função das indefinições da economia nacional. E modernizar o modelo de negócio passa, arranhando a fuselagem do custo operacional e o custo final para o assinante. E não pense que o assinante brasileiro vai jogar tudo pro ar e ficar com os serviços streaming. O motivo é mais do que óbvio: nem tudo o que ele quer e deseja está disponível nessas plataformas.

“É uma indústria muito forte, muito rica. Tem mais de 17 milhões de assinantes com um faturamento anual de 30 bilhões de reais. É uma indústria que tem uma quantidade absurda de conteúdo. Como mostrar isso para o assinante, como comunicar tudo isso é o grande desafio que a indústria tem que superar para continuar a ser relevante”, enfatiza Samuel Possebom, responsável pela organização do Pay TV Forum.

Além de discutir os novos caminhos que esse setor da economia tem que trilhar, o evento também serviu de palco para o anuncio de pesquisas do setor, a chegada de novos jogadores, e a eterna luta contra a pirataria. A Kantar Ibope divulgou alguns resultados sobre a recente pesquisa sobre hábitos de consumo entre os assinantes de TV por Assinatura, com resultados interessantes e muito animadores.

O primeiro deles e mais importante é que do ano passado para 2019, o assinante aumento suas horas consumindo programação, especialmente, vídeo-on-demand: ele passou de 3 horas em 2018 para 3 horas e 14 minutos. Sem contar que ele ficou mais conectado para discutir com outros assinantes alguns momentos cruciais da programação como o final de Game of Thrones.

“O assinante é um consumidor muito mais engajado do que o resto do público que assiste TV”, explica Melissa Vogel, da Kantar Ibope Media, empresa que vem fazendo pesquisas sobre hábitos de consumo dentro do mercado de Pay TV. “Ele também é muito fiel à programação que assiste, incluindo os serviços on-demand”, afirma Melissa.

A questão da pirataria ainda é uma pedra no sapato do setor. Mesmo com a codificação do sinal enviado para a casa do assinante, grandes quadrilhas começaram a se especializar em roubar esse mesmo sinal através de dispositivos vendidos com a garantia de “total acesso a todos os canais”. Danilo Almeida, da Nagra, apresentou vários novos processos técnicos que visam diminuir a ação da pirataria digital. Mas a luta também depende do governo federal e isso já é outra história.

O Discovery Group apresentou seu novo canal o Home & Gardner Television, voltado para o lado de foda do lar brasileiro, o jardim. São centenas de horas de conteúdo voltados para simples prazer de curtir o seu jardim e tudo que isso envolve. É claro, que o grande assunto do evento foi a chegada da CNN Brasil, assunto abordado por várias matérias pela Freakpop. Anthony Doyle, que desde 2006 quando atuava na Turner tinha planos para trazer a versão brasileira do mais famoso canal de notícias do mundo, antecipou a chegada da CNN Brasil para o final deste ano.

Por fim, o mercado de tv por assinatura brasileira,vai bem, mas tem tudo para ir melhor. Pelo visto nesses dois dias, onde rugas e divergências foram colocadas de lado pelo melhor do setor, a TV por Assinatura tem tudo para encontrar seu novo caminho e, principalmente, um melhor jeito de mostrar para o público brasileiro, verdadeiro tsunami de conteúdo. E que venha o futuro…

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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