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Qualidade de Vida

Acessibilidade Estratégica

Rodrigo Sassi

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Acessibilidade online para as plataformas é um dos assuntos mais comentados entre educadores e instituições da área. Porém, as empresas ainda não estão dando a devida atenção ao tema. 

Pesquisas apontam que enquanto há um maior interesse em adotar os padrões de acessibilidade na web, muitos negócios não possuem ferramentas e conhecimento necessário para implementar as medidas necessárias de forma rápida e eficaz. Julgam um investimento de baixo valor por falta de informação.

Técnicas e processos de acessibilidade mudam e evoluem constantemente, sempre procurando deixar espaços – digitais e físicos – inclusivos para um número de pessoas cada vez maior. Com a tecnologia avançando de maneira dinâmica, é necessário que equipes de desenvolvimento e gestão estejam preparadas para as diferentes demandas que esse assunto pode requerer, como: flexibilidade e adaptação. 

Porém, há de se observar com cautela, que diferentes lugares do mundo possuem padrões e regulamentações regionais para acessibilidade, além de fatores culturais e expressões de linguística que variam de acordo com a localização. Deste modo que, a constante atualização da matéria também é vital para o sucesso do projeto.

Mas, como se adaptar – verdadeiramente – para todos?

Grupos diversificados de pessoas requerem atenções especiais e, portanto, estudos, testes e aplicações são feitos para que se possa atender a todos de maneira igualitária e eficiente. Então, vamos lá:

Primeiro segredo: diversidade dentro do time! A inclusão deve acontecer de dentro para fora no projeto. 

Sabemos que nem sempre isso é possível. Uma alternativa é que em projetos de menor escala, o simples encorajamento da iniciativa, propulsiona mudanças consideráveis no negócio. Ou seja, a apuração de ideias para criação de melhores condições de atendimento é fundamental – analisar desde o início do primeiro contato até, eventualmente, evoluir para outros campos de alcance.

Apenas, exige-se da empresa uma coordenação hábil entre a gestão administrativa e a equipe de desenvolvimento, esta que irá oferecer consultoria e sugestões durante a construção e acessibilidade da plataforma.

Segundo segredo: saber mesclar os objetivos do negócio com acessibilidade. Se pudermos amarrar a tecnologia acessível aos objetivos, visão e estratégias da plataforma, o desenvolvimento será realizado de maneira linear, facilitando e garantindo suporte a parceiros indispensáveis. 

Permitindo, assim, que a acessibilidade estratégica seja alinhada com as metas de crescimento do negócio de maneira contundente. Pois, uma estratégia tão importante não pode depender somente de dados numéricos, e sim da harmonia entre toda a força de trabalho que atuará no projeto, partilhando incumbências. 

Nesse caso, mais uma vez, sugere-se a empresa, a elaboração de uma metodologia de desenvolvimento ágil, que seja capaz de produzir alta performance, com campos de maior necessidade sendo atendidos, prazos de entrega mais curtos e uma equipe flexível que se prontifica a atender as diferentes demandas que são encontradas ao percorrer do desenvolvimento.

Terceiro segredo: se é bom para todos é bom para a empresa!

Trabalhando com acessibilidade desde 2016, indentifiquei que, ao incluir, aumenta-se o público potencial da marca (como disse no artigo https://jornal140.com/2019/07/11/o-mundo-digital-nao-atende-os-deficientes-no-brasil/). A título de exemplo, a nossa cliente, Empresa Talento Incluir, obteve um crescimento orgânico de 386% em visualizações de páginas em apenas 2 anos!

Vejam o potencial! Até o google está ranqueando melhor os sites de empresas que aplicam boas práticas de acessibilidade. 

Quarto segredo: Desenvolver um plano de ação flexível é essencial para implementar elementos de acessibilidade que englobam diferentes tipos de pessoas e a responsabilidade de uma análise aprofundada sobre o caso e suas distintas aplicações, tornam-se substanciais para um planejamento lógico e conciso. 

Como dito, uma plataforma mais acessível não é apenas um trabalho para a equipe de desenvolvimento, e sim um papel que requer a participação e envolvimento de todos os outros setores. 

Por exemplo, a Equipe de Marketing precisa estar ciente das necessidades especiais ao criar o conteúdo para a marca, estabelecendo padrões que comportem a acessibilidade desde o design, texto, mídia ao esquema de cores e composições da disposição dos elementos, visuais ou não. Equipes de Teste de Qualidade ficam responsabilizadas por parte da aprovação e validação, garantindo que todo o material – da plataforma ao conteúdo promocional, e à demais mídias – estejam unificados em um mesmo padrão e atendem as exigências estabelecidas. Equipes de Recrutamento por sua vez, incorporam habilidades acessíveis em seus perfis, estabelecendo a visão da empresa e fortalecendo a marca.

Quinto e último segredo: Estratégias de acessibilidade podem ser incorporadas em basicamente qualquer orçamento desde que bem planejadas. É da empresa, a versatilidade de assumir o escopo necessário e um ponto inicial. 

Desde o início, podemos estabelecer quais elementos que frequentemente ocorrem e qual o público-alvo que mais carece em determinadas conjunturas. 

A fim de fortalecer a marca, revisões e processos orçamentários são necessários. Verificando quais políticas irão mudar, o tempo requerido para que essas implementações sejam feitas e o custo; Isto é, onde esses fatores, embora importantes na tomada de decisão de gestores, terão o suporte da equipe de desenvolvimento que dará consultoria e sugestão sobre os próximos passos.

O ganho é ato consequencial, pois com uma plataforma mais inclusiva, acessível e que abranja o público universal, a internet se torna um espaço com maior oportunidade negocial.

É uma dinâmica certeira e muito promissora, siga esses cinco segredos e verá resultados responsivos. 

Está na hora de encarar a realidade e deixar de enxergar acessibilidade apenas como uma causa social, mas sim, como um braço estratégico de grande importância para o seu negócio.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Rodrigo Sassi é Fundador da Inpyx - Software & Data House, comunicador social, especializado em branding. Pós graduando em AI, Data Science e Big Data. Está em constante busca do aperfeiçoamento da eficácia e integração tecnológica.

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Qualidade de Vida

A maconha medicinal, finalmente, é liberada no Brasil

Para Dra. Paula Dall Stella, “a Cannabis não cura mas ajuda os pacientes a controlar os seus sintomas de maneira melhor; em pacientes oncológicos estimula o apetite, melhora o paladar, o humor, a qualidade do sono, é analgésico e protege contra as dores da neuropatia periférica induzida pela quimioterapia”

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Foto de Kimzy Nanney (Unsplash).

A maconha medicinal motivou alguns posts aqui no Jornal 140 que tiveram grande repercussão e muitos duvidavam que a manchete acima pudesse ser publicada. Pois hoje a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o regulamento para a fabricação, importação e comercialização de medicamentos derivados da Cannabis. Norma será publicada no Diário Oficial da União nos próximos dias e entrará em vigor 90 dias após a publicação. A fonte das informações deste post, que reproduzimos em partes, é a Agência Brasil.

Segundo a agencia, a decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria colegiada da agência reguladora. O parecer apresentado em reunião ordinária pública nesta terça-feira (3), em Brasília, está disponível na internet.

O medicamento só poderá ser comprado mediante prescrição médica. A comercialização ocorrerá exclusivamente em farmácias e drogarias sem manipulação. Conforme nota da Anvisa, “os folhetos informativos dos produtos à base de Cannabis deverão conter frases de advertência, tais como ‘O uso deste produto pode causar dependência física ou psíquica’ ou ‘Este produto é de uso individual, é proibido passá-lo para outra pessoa’”.

Em 2 de junho deste ano o Jornal 140 publicou uma longa entrevista com a Dra. Paula Dall’Stella, especializada em Medicina Integrativa e no uso da Cannabis, veja aqui. Segundo ela, o CBD pode ser ministrado em pacientes oncológicos porque estimula o apetite, melhora o paladar, o humor, a qualidade do sono, é analgésico e protege contra as dores da neuropatia periférica induzida pela quimioterapia. É o que ela chamou de um remédio “cinco em um” – não há nenhum que se equipare a Cannabis neste tipo de tratamento. Na entrevista ela disse que também trata “pacientes com dores crônicas, neurodegenerativas, doenças autoimunes, depressão, insônia e ansiedade. E mesmo doenças raras, quando se sente motivada de tentar, ainda que não saiba qual será o resultado, porque todas as outras terapias convencionais não funcionaram mais. O objetivo sempre é melhorar a qualidade de vida dos pacientes. A Cannabis não cura mas ajuda os pacientes a controlar os seus sintomas de maneira melhor”.

“Essa é uma excelente notícia, um avanço. Torna mais democrática a possibilidade de prescrição”, assinala o neurologista Daniel Campi, vice coordenador do Departamento de Dor da Academia Brasileira de Neurologia (ABN). Segundo ele, pacientes que conseguiam autorização de uso do medicamento estavam gastando mais de R$ 2,5 mil por mês.

O Dr. Campi calcula que 70% da demanda antes da regulamentação da Cannabis para uso medicinal era para alivio de dor crônica (lombar e de cabeça). Também havia grande procura para casos de ansiedade e dificuldades de sono. A ABN prepara nota científica sobre fármacos à base de Cannabis.

A Associação Brasileira de Apoio Cannabis Esperança (Abrace) contabiliza centenas de pessoas que tiveram acesso ao medicamento para casos de epilepsia, autismo, mal de Alzheimer, mal de Parkinson e neuropatias. A entidade divulga nomes e contatos de mais de 150 médicos que já prescrevem medicamentos à base de Cannabis.

Projeto de Lei

A possibilidade de liberação da comercialização de produtos com Cannabis mereceu ao longo deste ano atenção constante do ministro da Cidadania, Osmar Terra, que é médico especializado em saúde perinatal e desenvolvimento do bebê, e faz restrições ao uso indiscriminado.

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 399/2015 que faculta a comercialização de medicamentos que contenham extratos, substratos ou partes da planta Cannabis sativa em sua formulação. Em seu perfil no Twitter, Osmar Terra declarou haver lobby empresarial em favor da liberação de medicamentos derivados da Cannabis. Ele também declarou ser contrário à regulação do plantio da Cannabis, já vetado hoje pela na Anvisa. O Conselho Federal de Medicina publicou nota em favor do posicionamento do ministro.

Para o clínico-geral Leonardo Borges, do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, “a possibilidade de uso recreacional existe em outros medicamentos como os fármacos de sildenafil, previstos para homens com disfunção erétil, mas consumidos por homens sem problema nenhum”. O médico, que já prescreveu medicamento a base de Cannabis, assinala que a decisão da Anvisa foi tomada “após grande revisão da literatura sobre o medicamento”.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Qualidade de Vida

Autismo Tech: tecnologia como suporte para diagnóstivo e soluções sobre o tema

Evento reunirá especialistas em S. Paulo; inscrições vão até o dia 29 de novembro

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Foto: Anna Kolosyuk / Unsplash

Um grupo de especialistas de diversas disciplinas se reunirá em S. Paulo (FIAP, av. Lins de Vasconcelos, 1264, Maker Lab, Aclimação) no próximo dia 5 de dezembro no evento “Autismo Tech”, com o objetivo de discutir, encontrar soluções e trocar experiências sobre autismo com foco em tecnologia, design e diversidade no mercado de trabalho.

A tecnologia tem sido muito utilizada para melhorar a vida das pessoas, como é o caso de Carly Freischmann, que consegue se comunicar com a família por meio de um software de transcrição, um sistema similar ao que o Stephen Hawking utilizava. Outro exemplo de movimentação nesse sentido é a realização da 1a Challenge Autismo em 2018. Essa competição foi organizada pela FIAP em parceria com o Hospital Pinel com o objetivo de discutir o autismo e pensar em soluções inclusivas.

O autismo é um transtorno neurológico que se manifesta em cerca de 2% da população, ou seja, para cada 48 pessoas, 1 é autista. A procura pelo diagnóstico e soluções tem aumentado. Para os organizadores do Autismo Tech “é necessário entendermos melhor o assunto, suas nuances e começar uma movimentação para buscar soluções para transformar a vida dessas pessoas”. O acompanhamento de uma pessoa com autismo exige um time multidisciplinar. Esse time é composto por Fonoaudiólogos, Terapeutas Ocupacionais, Psiquiatras e Psicólogos. Além disso, pode haver a inclusão de fisioterapeutas e preparadores físicos. Tudo depende de cada caso; Em média, os gastos com a saúde de uma pessoa com autismo são cerca de quatros vezes mais altos do que em uma pessoa neurotípica.

Veja a lista de participantes: Joyce Rocha, UX designer na Zup, autista, apaixonada por pesquisa em acessibilidade digital e em experiência que podem mudar a vida das pessoas (LinkedIn); Caio Bogos, estudante de Sistemas de Informação na FIAP, analista de Pricing no UOL Diveo, fundador do projeto Puzzle e apaixonado por inovação (LinkedIn); Dra. Elise Lisboa, dra. em Psicologia de carreira dedicada ao desenvolvimento humano – típico e atípico, com extensa atuação profissional voltada ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), militante da valorização da diversidade e do pleno desenvolvimento das capacidades individuais, impulsionando a qualidade de vida e cidadania; Amanda Rabelo, supervisora de marketing no Comitê Paralímpico Brasileiro, curiosa por entender o comportamento humano e a sua relação com o marketing relacionado à causas; Thaysa Torres, designer Gráfico do Comitê Paralímpico Brasileiro com intenção de acrescentar na carreira profissional a facilitação aplicada com Design Estratégico; Guilherme Estevão, head of Corporate Relationship na FIAP e agente de interlocução das empresas com os movimentos de inovação, de mudança de mindset organizacional e os novos formatos de atração de talentos (LinkedIn); Eraldo Guerra, mestre em Engenharia de Software pelo Cesar School, CEO e fundador do Cangame startup para tratamento e aprendizado de autista.

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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