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Política 4 MIN DE LEITURA

Jair Bolsonaro: um produto dos algoritmos do Facebook

Nem é preciso dizer que essa última eleição teve seu resultado influenciado pelas redes sociais. Mas como essas redes virtuais foram capazes de polarizar o discurso e fortalecer atitudes extremistas?

Rafael Delgado

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Nem é preciso dizer que essa última eleição teve seu resultado influenciado pelas redes sociais. Mas como essas redes virtuais foram capazes de polarizar o discurso e fortalecer atitudes extremistas?

Algoritmos.

A “cuestão” é descobrir como engajar os usuários

Desde o MySpace, sempre tem sido um desafio para os desenvolvedores de redes sociais engajar mais e mais os usuários. Principalmente depois que viu-se ser possível fazer dinheiro no processo.

Notavelmente o Facebook se destacou como uma rede que soube fazer isso como ninguém. Com o propósito de engajar mais os usuários foi desenvolvido um algoritmo de funcionamento simples: usuários que interagem ou demonstram interesses por coisas específicas teriam seu feed modificado e veriam muito mais daquilo e muito menos do que não gostam.

Como resultado, um usuário padrão veria muito mais as postagens das pessoas e páginas que ele gosta, assim como seria visto por pessoas que ele também tem alguma afinidade. Ponto para o Facebook e uma séria questão sociológica, especialmente nos lembrando da enorme necessidade de atenção que as pessoas tem na nossa cultura de consumo.

Todo mundo concorda comigo, “taokei”

Um primeiro desdobramento é que opiniões diferentes da sua vão sumindo do feed e opiniões similares a sua começam a brotar.

A partir daí, seja seu time azul, vermelho ou verde e amarelo, seu Facebook vai se pintando. Claro que no início ainda sobram manchas aqui e alí, mas os comentários que você mais verá serão aqueles em que seus companheiros de time professam as verdades que você provavelmente vai curtir, e curte.

Com o tempo vai parecendo que, como mágica, as pessoas começam a ter opiniões muito parecidas com a sua. Sem refletir a realidade senão aquela que você construiu para si mesmo.

Não importa o que você diga, pareça estar certo e tenha um apelo sentimental

Se sua opinião não for impactante não irá gerar engajamento. Ponto.

Quanto mais apelo emocional melhor. Não importa se para deixar as pessoas com medo, raiva ou ódio você tenha que falar algumas mentiras. Afinal, elas funcionam que é uma beleza.

Funcionam porque te trazem atenção, e como discutido no artigo sobre Behaviorismo, nada fortalece mais um comportamento do que uma consequência reforçadora. Quanto mais extremista você é, independente do campo, maior a chance dos seus se agradarem e maior é seu parâmetro para reforçar seus companheiros.

Triste resultado: fazer barulho é mais importante que fazer sentido. Para que uma batalha de argumentos se uma batalha de egos tem uma audiência maior?

Quem fica em cima do muro toma pedrada dos dois lados

Não é novidade na Psicologia Social que quanto mais você interage com um grupo específico de pessoas mais você aumenta sua similaridade com elas, tanto quanto mais diferente você se torna de grupos externos. Transformando pessoas de contextos distintos parte de um “clubinho” próprio, que ganha ainda mais força quando há um inimigo em comum (o risco é maior quando ele é propositalmente mal definido para fazer com que qualquer um que não seja do seu time, faça parte desse grande grupo que conspira por esse inimigo) e um elemento simbólico de identificação — ainda mais se ele já tem alta circulação e valor social, como a bandeira do brasil. Se você não é do meu time, você só pode ser do outro.

A questão se espinha ainda mais quando a internet já não é mais o suficiente. Pregar para convertidos não é tão divertido quanto tentar eliminar tudo que é diferente de você no mundo lá fora.

Com as eleições, os ânimos se acentuam e o contexto favorece a polarização por conta dos fatores que foram citados. Não à toa já era possível observar o choque entre essas placas tectônicas sociais se aproximando e a cordilheira do ódio desmedido ganhando corpo já no embate Dilma vs. Aécio. Antes se formasse apenas uma montanha, já mais alta do que deveria, como foi a deposição da Dilma. Em verdade, o que estávamos vendo era um vulcão em formação.

Na história já tivemos muitos exemplos do quanto um discurso extremista é aderente em períodos de abalo político e econômico em um país. Mas se antes um discurso de ódio tinha uma propagação lenta e onerosa, agora esse se faz como um vírus. Pior, o discurso evolui em nível de extremismo com velocidade e aceleração muito maiores, até porque os algoritmos o moldam assim.

Pautas de caráter universal passam a ser automaticamente vinculadas a um movimento, a despeito da universalidade. Meio ambiente vira um “assunto de esquerda”, segurança um “assunto de direita” e as figuras políticas se cristalizam em preconcepções que garantem sua popularidade e poder.

Os algoritmos ditam o jogo.

“Tem que mudar isso daí!” (mas só dia sim, dia não)

2018, o vulcão explode. Uma figura que já vinha se popularizando por ter opiniões extremistas, com grupos alimentados por esses algoritmos, atinge sua forma final e passa a utilizar todas as armas possíveis. E funciona.

Uma personalidade de contornos sociopáticos acentuados nas redes tem uma multidão amedrontada e insatisfeita pronta para aceitar esse ou aquele grupo, essa ou aquela pauta como o inimigo em comum. A justiça personificada, desnecessariamente já que ela idealmente nada enxerga, surge oportunamente para ajudar e o povo moldado pelo funcionamento de algoritmos aceita.

Por fim, temos uma pessoa que ironiza a diplomacia, professa absurdos, advoga contra pautas humanitárias e desmoraliza toda uma nação.

Por que? Porque dá audiência e aparecer é poder.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Diretor de Marketing na PsicoPUCJr, empreendedor e apaixonado por pessoas. Me interesso por Filosofia, Neurociências, Behaviorismo, Recursos Humanos e Marketing. Graduando em Psicologia na PUC-SP e terapeuta no CAISM.

Eleições 2 MIN DE LEITURA

Cambridge Analytica: Novo vazamento aponta eleições manipuladas no Brasil

Novo vazamento com mais de 100 mil documentos relata o trabalho da empresa em 68 países, a fim de manipular as eleições – incluindo o Brasil.

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Foto: The Great Hack / Netflix

Desde o primeiro dia do ano, o perfil @hindsightfiles publicou no Twitter um fluxo constante de links com documentos vazados da Cambridge Analytica, revelando o trabalho da empresa na manipulação de eleições para candidatos em todo o mundo. Ao todo, 68 países incluindo Malásia, Quênia e Brasil.

Os documentos – e-mails e arquivos de trabalho – vieram de Brittany Kaiser, denunciante que trabalhou na Cambridge Analytica e fez aparições notáveis ​​no documentário Privacidade Hackeada, da Netflix. Segundo Kaiser, os documentos revelam os principais doadores de Donald Trump discutindo planos de lavagem e anonimato de gastos políticos ilegais, e também como a Cambridge Analytica sistematizou essas técnicas para gastar dinheiro obscuro em outros lugares, inclusive no Reino Unido durante a campanha do Brexit.

Brittany Kaiser disse que o escândalo de dados do Facebook fazia parte de uma operação global muito maior que trabalhou com governos, agências de inteligência, empresas comerciais e campanhas políticas para manipular e influenciar pessoas, e que levantou enormes implicações de segurança nacional.

Sobre o Brasil, um documento aponta que a Cambridge Analytica teria como alvo a classe média insatisfeita do país. Para direcionar propagandas políticas para esse público-alvo, a Cambridge Analytica criou formas para levantar 7.000 pontos de dados dos indivíduos que seriam impactados pelas campanhas.

Pontos de dados são conjuntos de informações como idade, região, hábitos de consumo, religião, gênero e alinhamento político. Segundo o documento, o levantamento seria feito a partir do cruzamento de dados de plataformas digitais, especialmente o Facebook e o WhatsApp, e dados do IBGE.

“As pesquisas indicam que há uma frustração dos eleitores com candidatos tradicionais e o desejo por um outsider”, diz um trecho do relatório. “A classe média brasileira é creditada como sendo a força popular por trás dos protestos de 2013, e o Nordeste tem um alinhamento forte com Lula e o Partido dos Trabalhadores. Se os métodos da CA (Cambridge Analytica) forem eficazes, a situação política do Brasil pode ser chacoalhada”, afirma outro trecho.

Um trecho específico diz que “O WhatsApp é muito importante no Brasil, por ser uma das principais plataformas de comunicação e de interação social”. Segundo o documento, em 2016 a Cambridge Analytica teria feito um projeto piloto no Amapá para obter uma amostra do potencial do país como um todo. Detalhes de como essa operação teria se dado não estão presentes no relatório.

No final do ano passado, o WhatsApp admitiu que a plataforma foi usada para para disparo massivo de mensagens políticas durante as eleições de 2018.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Análise BITES 9 MIN DE LEITURA

Análise BITES: 2019, o ano de Jair Bolsonaro nas redes sociais

Consultoria BITES traz dados surpreendentes sobre o maior fenômeno digital do Brasil, o presidente da República.

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Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

O Jornal 140 recebeu hoje por Whatsapp o relatório “Tática e Estratégia – O presidente Jair Bolsonaro e as Redes Sociais em 2019”, realizado pela consultoria BITES.

Segundo a BITES, dirigida por Manoel Fernandes, “este relatório tem caráter informativo para os nossos clientes, colaboradores e o público em geral. Os dados foram coletados de fontes públicas e abertas, seguindo a legislação de proteção de privacidade de bens e informações. As decisões tomadas são de total e única responsabilidade do destinatário original desse documento, não cabendo a BITES qualquer responsabilidade legal ou financeira”.

O Jornal 140 publica, a seguir e na íntegra, “as análises que refletem o trabalho coletivo e de interpretação contextual que BITES aplica em seus projetos”.

Como na eleição e utilizando o mesmo método analítico, BITES acredita que ao começar o segundo ano da sua administração em 01 de janeiro de 2020, o presidente Jair Bolsonaro é o favorito para eleição de 2022.

Ao longo dos últimos 12 meses, Bolsonaro manteve a capacidade de impor a sua versão dos fatos sobre temas ou episódios do seu interesse, além de controlar diariamente a narrativa melhor do que os seus adversários. E tudo com a ajuda de um exército virtual que o segue nas redes sociais.

O presidente faz um governo utilizando a mesma dinâmica da campanha. Alimenta os seguidores a partir das suas redes sociais, ataca quem o critica, especialmente a mídia, e trabalha numa frequência de normalidade muito acima da média dos seus antecessores.

Os erros analíticos da oposição em 2018 se repetiram em 2019 com o desejo embutido que tudo poderá ser diferente em 2022. No atual patamar, Bolsonaro ainda está na vantagem.

O presidente sempre foi visto como um fenômeno político passageiro, sem base de sustentação e que ao tomar posse iria perder relevância na Internet em função de posicionamentos polêmicos, como o post do Golden Shower do Carnaval, e repetidas publicações longe da liturgia do cargo com ataques sem filtros contra os adversários.

Essa expectativa não foi confirmada. Nos últimos 12 meses, a base de aliados digitais do presidente cresceu 44%.

Aos perfis oficiais do presidente no Facebook, Twitter, Youtube e Instagram foram incorporados 9,8 milhões de seguidores de janeiro a 19 de dezembro.

Bolsonaro chegará na primeira semana de janeiro com 33 milhões de fãs. No mesmo intervalo, Lula cresceu 36% com o acréscimo de 1,9 milhão de aliados digitais. Hoje o ex-presidente tem 7 milhões. Número próximo dos 8,4 milhões de seguidores do presidente Emmanuel Macron.

Aos que perguntam porque a base de seguidores bolsonaristas continua em expansão, a resposta não pode ser interpretada como resultado de ações intuitivas do presidente. Há tática e estratégia. Modelos testados em 2018 e foram incorporados à dinâmica da gestão em 2019.

A partir de 2014 quando BITES começou a acompanhar Bolsonaro no universo digital, as nossas análises sempre indicaram a existência de um pensamento no então parlamentar de ocupação de território com a força das plataformas de comunicação digitais.

No estudo sobre a marca Bolsonaro, produzido em janeiro de 2019 com o objetivo de mapear o ecossistema de informação que ajudou o presidente na sua campanha eleitoral, identificamos um padrão de ação ainda vivo dentro do governo. A eleição ainda não terminou para os bolsonaristas.

A matriz de ação se baseia em capturar temas que ainda geram indignação na população,especialmente aqueles mais conservadores; transformar a rapidez
de publicações em uma vantagem, mesmo em detrimento da qualidade do conteúdo, e ter notícias como anúncios grátis.

Nesse contexto, como os dados a seguir revelam, os resultados digitais do presidente são comparáveis aos principais líderes mundiais.

Graças ao seu estilo controverso, Bolsonaro amplificou a sua mensagem em escala global e desperta interesse no Google em francês, por exemplo, mais do que a primeira ministra da Alemanha,Angela Merkel.

No Facebook, desde 1 de janeiro, Bolsonaro fez 1.795 posts e alcançou 25,6 milhões de compartilhamentos.

É a ação mais substantiva de um seguidor, quando em um ato de claro apoio ele propaga a mensagem de um perfil para a sua rede de amigos virtuais. Mesmo adversários quando compartilham levam adiante o conteúdo original.

A densidade digital do presidente brasileiro pode ser medida quando comparada aos compartilhamentos também no Facebook obtidos pelo presidente dos EUA, Donald Trump, no mesmo intervalo para os 3.115 posts publicados em sua fanpage: 16,6 milhões.

Em 2019, o compartilhamento médio no Facebook de Bolsonaro foi de 2,7 vezes superior ao de Trump. O americano recupera a vantagem no Twitter. Ele conseguiu em 2019 alcançar a marca de 92 milhões de retuítes (métrica similar aos compartilhamentos do Facebook) contra 12 milhões de RTS nos posts de Bolsonaro.

Numa lista de 13 líderes mundiais, entre os quais o primeiro ministro da Índia, o presidente da Indonésia e Trump, Bolsonaro é o quarto com o maior volume de seguidores nas redes sociais. Esse é o fenômeno de escala global que a oposição e os adversários têm dificuldade em decodificar com modelos de natureza analógica.

A disputa de 2022 ainda é um mapa a ser desenhado, mas entre os nomes já colocados como potenciais concorrentes de Bolsonaro, considerando a densidade de cada um deles dentro do ambiente digital, apenas Luciano Huck, caso se confirme a sua intenção, se apresenta como um adversário com a mesma densidade na Internet.

O apresentador tem 48,5 milhões de de seguidores em seus perfis e sabe fazer uso dessa audiência.

O governador de São Paulo, João Dória, tem 4,7 milhões de fãs nas redes sociais, mas quando se verifica o interesse por seu nome no Google Brasil se descobre que as buscas estão concentradas em cidades da Região Metropolitana de São Paulo. Hoje, Dória não tem alcance nacional.

O PT e os partidos de esquerda construíram uma militância preparada para as batalhas nas ruas no século 20, Bolsonaro moldou seu exército virtual em conformidade com a política do século 21. Esse continuará sendo seu maior ativo para 2022.

Em 1 de janeiro ao subir a rampa do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro contava com 22,9 milhões de fãs e seguidores em seus perfis oficiais no Twitter, Facebook, Instagram e Youtube.

Em 31 de dezembro, ao descer a rampa para as festas de final de ano, esse ativo chegará a milhões de aliados.

Bolsonaro, no intervalo acima, conquistou 9,8 milhões de seguidores. A sua base cresceu 44% em relação ao número que já formava o seu exército particular em 31 de dezembro de 2018.

O presidente havia produzido até às 18h do dia 19 de dezembro 5.589 posts nos seus perfis. O Twitter foi a rede preferida de Bolsonaro com 47% das publicações. Nos últimos seis meses, as palavras-chave Bolsonaro e Jair Bolsonaro representaram 1% do tráfego do Twitter no Brasil.

O post recordista do presidente em interações (compartilhamentos, curtir e retuítes) saiu no Instagram no dia da posse e conquistou 3,3 milhões de interações (0,46% do total).

A imagem traz o presidente no desfile em carro aberto ao lado da primeira-dama Michele Bolsonaro.

O segundo post desse ranking é do mesmo dia e novamente é uma foto de Bolsonaro ao lado da mulher.

A publicação no Twitter na qual Bolsonaro pergunta o que significa Golden Shower alcançou 229 mil interações e no conjunto foi o 859º post de maior propagação do presidente. O conteúdo original que traz o vídeo do Carnaval que o presidente diz não se sentir confortável só registrou 100 mil interações.

Na frente de Erdogan,Obrador e Trudeau

Na lista de 13 líderes mundiais acompanhados pelo Sistema Analítico BITES, Bolsonaro é o quarto com maior contingente de seguidores nas redes sociais.

Ele está atrás do primeiro ministro da Índia, Narendra Modi (132 milhões), de Donald Trump com 108 milhões de fãs e do presidente da Indonésia, Joko Widodo (51 milhões).

Nesse ranking, Bolsonaro deixa para trás o presidente da Turquia, Recep Erdogan (30 milhões de seguidores), o seu colega mexicano Lopez Obrador (14 milhões) e o primeiro ministro da Canadá, Justin Trudeau (14,7 milhões).

Maior que Greta

Nas citações de outros perfis no Twitter, o volume em torno de Bolsonaro é superior ao de Greta Thunberg. De janeiro até 19 de dezembro foram 19 milhões de posts para a ativista sueca contra 103 milhões sobre o presidente, sendo 90 milhões no Brasil.

Bolsonaro também ganhou de Emannuel Macron (36 milhões de tweets), do primeiro ministro da Índia, Narendra Modi (6,4 milhões), do mexicano Lopez Obrador (8,6 milhões).

Nesse universo o recordista foi Trump com 835 milhões de posts desde 01 de janeiro de 2019. Entre as sete hashtags mais utilizadas em associação com o nome do presidente brasileiro, cinco são de natureza positiva. A de maior frequência foi #Bolsonaro2022.

Alcance global

No confronto no Google mundial, Bolsonaro também abriu vantagem sobre Greta. Numa escala de 0 a 100, a média de interesse sobre Bolsonaro ficou em 14 contra 8 para a sueca.

Além do Brasil, os países mais interessados no presidente foram Argentina, Portugal, Peru e Colômbia. A busca que despertou mais curiosidade ocorreu em torno da polêmica de Bolsonaro e Brigitte Macron.

Os usuários americanos de Internet, por exemplo, estão mais interessados no presidente brasileiro (380 mil buscas mensais, considerando a média dos últimos 12 meses) do que no vizinho Lopez Obrador (194 mil), Angela Merkel (131 mil) e Narenda Modi (221 mil).

Bolsonaro só perde para Macron (493 mil buscas), Putin (734 mil) e Trump com 58 milhões de consultas.

No Google em francês, Bolsonaro (223 mil consultas mensais) supera Putin (73 mil), Merkel (155 mil), Obrador (7.700) e perde para Macron (5 milhões) e Trump (2,1 milhões).

Na versão brasileira do serviços de buscas, Bolsonaro é alvo de 17 milhões de consultas mensais contra 1,2 milhão de Trump, 392 mil de Macron, 133 mil de Putin e 40 mil de Merkel.

A força dos compartilhamentos

No total, os conteúdos de Bolsonaro alcançaram 724 milhões de interações nas plataformas digitais já citadas de janeiro a 19 de dezembro.

O presidente da França, Emmanuel Macron, o desafeto internacional do ano do presidente, registrou 10,8 milhões de interações no mesmo período.

Apenas no Facebook, Bolsonaro registrou 23,3 milhões de compartilhamentos
nos posts publicados na sua fanpage contra 16 milhões registrados por Donald Trump desde 01 de janeiro desse ano.

Agenda econômica

Nos temas abordados em seus posicionamentos digitais, Bolsonaro preferiu falar sobre Economia, posts com autoreferências (eu ou Bolsonaro vai fazer, utilizando a terceira pessoa), agenda internacional (viagens ou referências a chefes de estado, especialmente aliados como Trump), Mídia, Segurança e Educação.

Na oposição, o PT foi a legenda mais citada pelo presidente. E as palavras polícia e policiais apareceram mais vezes que alunos.

TEMAS MAIS CITADOS POR BOLSONARO EM SEUS POSTS NAS REDES SOCIAIS EM 2019

Tema Quantidade de posts %
Economia 1.902 35%
Autoreferência 868 16%
Segurança 586 11%
Exterior 513 9%
Mídia 425 8%
Educação 296 5%
Congresso 283 5%
Meio Ambiente 218 4%
Deus 177 3%
Corrupção 130 2%
Defesa 127 2%
Ciência 102 2%
Agricultura 94 2%
Exército 77 1%
Estatais 75 1%

A partir desse conjunto de informações, BITES conseguiu aferir quais os ministros mais prestigiados pelo presidente Bolsonaro.

No total de posts, o mais citado em 94 oportunidades foi Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura.

O segundo lugar ficou com Sérgio Moro com 92 menções diretas, seguido de Paulo Guedes (68).

QUEM MAIS BOLSONARO CITOU EM SEUS POSTS NAS REDES SOCIAIS

Perfil Ministério Citações
Tarcísio de Freitas Ministério da Infraestrutura 94
Sergio Moro Ministério da Justiça 92
Paulo Guedes Ministério da Economia 68
Tereza Cristina Ministério da Agricultura 44
Ernesto Araújo Itamaraty 42
Damares Alves Ministério da Mulher 36
Marcos Pontes Ministério da Ciência e Tecnologia 35
Ricardo Salles Ministério do Meio Ambiente 28
Osmar Terra Ministério da Cidadania 9

No conjunto de RTs no Twitter, quando o presidente utilizou a sua conta para amplificar os posts de outro perfil, o filho Carlos Bolsonaro foi o mais reproduzido. Bolsonaro fez 34 RT’sem posts do Zero 2 e 21 em textos do Zero 3 (Eduardo Bolsonaro). Os dois ministros que mais se aproximaram foram Tarcísio de Freitas (27 RT’s) e Sergio Moro (24).

 

QUEM MAIS GANHOU RETUÍTES DE BOLSONARO EM 2019

Perfil Ministério RTs
Carlos Bolsonaro Filho 34
Tarcísio de Freitas Infraestrutura 27
Sérgio Moro Justiça 24
Eduardo Bolsonaro Filho 21
Planalto Palácio do Planalto 21
Abraham Weintraub Educação 10
Exército Oficial Exército 8
República de Curitiba Site bolsonarista 7
Damares Alves Mulher 5
*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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