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Tecnologia 4 MIN DE LEITURA

Com mais telas que o Louvre: como projetar sistemas em tempos de mobile?

Nos tempos dos smartphones e tablets como desenvolver sistemas para as mais variadas resoluções de telas?

Rodrigo Sassi

Publicado

em

Vivek Kumar / Unsplash

Pois é, as mais populares são 18 resoluções diferentes nas quais os sistemas web – que rodam dentro dos navegadores como Chrome, Explorer, Edge, Safari e Firefox – devem se adaptar para funcionar perfeitamente e exibir o conteúdo desejado aos seus usuários.

Para o desenvolvimento de sites em geral, blogs e lojas virtuais, isso se tornou um grande desafio e uma nova ciência. Com o crescimento do acesso à internet pelos celulares e tablets, criou-se uma estratégia de desenvolvimento chamada “Mobile First”. 

Termo, em inglês, que literalmente significa: dispositivos móveis em primeiro.

O Mobile first é mais do que uma tendência passageira ou moda! Trata-se de uma estratégia de desenvolvimento focado em criar a experiência de uso,  primeiramente, para dispositivos móveis, enfocando-se na facilidade, design e a comunicação rápida e eficaz para sistemas que são acessados em celulares e tablets. 

Deste modo, concebida a experiência ideal para esses aparelhos, projetamos a sua adaptação para os desktops (notebooks e computadores de mesa)! 

Esses sites são desenvolvidos, desde o início, com elementos que se adaptam a telas de diferentes tamanhos, sem depender de comandos de teclado e apresentam poucas – porém precisas – informações na tela. Consequentemente, são denominados de sistemas responsivos exatamente por responderem ao tamanho da tela onde estão sendo desenvolvidos.

Segundo o IBGE, 67% dos brasileiros usam o celular para acessar a internet. Além disso, quase 80% da decisão de compra online é feita em dispositivos móveis.

Contudo, essa metodologia ainda é nova e apresenta diversos obstáculos. É necessário constante estudo, análise de mercado e aplicação de métodos já testados por uma equipe de desenvolvimento, que possui vasta experiência no campo. Portanto, o segredo do sucesso é a devida conceitualização e criticidade.

Essa estratégia inclui o projeto Accelerated Mobile Pages (AMP), uma iniciativa de código aberto que visa melhorar a criação de conteúdo para dispositivos mobile, seja para editores, leitores e gestores. Essa estratégia tem como foco, um rápido carregamento de conteúdo quase que instantâneo e fácil navegação, melhorando a usabilidade e acelerando a performance da plataforma. O projeto possui, inclusive, melhorias para todas as resoluções incluindo desktop, tornando necessário uma equipe de desenvolvimento que faça a aplicação do código de forma apropriada e testada, com conhecimento em aplicações mobile first.

Usabilidade no mobile melhora a versão desktop

Muitas vezes a ideia de adotar a estratégia mobile first causa preocupação por se acreditar que celulares apresentam muitas limitações de funções e opções, porém o que é visto como um ponto negativo, na realidade, torna-se uma excelente maneira de focar a plataforma para uma comunicação mais objetiva e eficaz. 

Com o uso de aparelhos celulares – cada vez maior- , uma plataforma que coloca diversos elementos visuais ou que requer constante digitação/atenção do usuário, pode ocasionar uma navegação desagradável. E mesmo após um grande esforço de comunicação, poderá perder vendas pela simples dificuldade de acesso do cliente.

Reduzir essas constantes interações é essencial – independente – do método de acesso na plataforma. Os clientes, normalmente, estão com a atenção dividida em outras tarefas ou apenas procuram uma consulta rápida em suas rotinas turbulentas. Ou seja, a nossa obrigação é sempre facilitar o processo para o que é buscado seja encontrado com facilidade.

Um design minimalista e que mostra o que temos a oferecer, no primeiro instante de acesso, é o ideal para garantir a melhor taxa de engajamento possível e as vendas decorrentes.

Essa metodologia serve tanto para celulares, como para tablets ou desktop, afinal, quando desenvolvemos em mobile first, excluímos toda a informação desnecessária e elementos que distraem, para um conteúdo preciso, linear e de fácil navegação.

Testabilidade e melhorias regulares deixam a sua plataforma sempre atualizada

Ademais, é possível incluir no escopo elementos de acessibilidade para que possamos engajar um público maior, enquanto planejamos a performance e usabilidade do site continuamente. Tais ações amplificam ainda mais a audiência em potencial – quantitativamente e qualitativamente.

Com o número de acessos via mobile crescendo e os de desktop decaindo rapidamente, elementos de design precisam estar em harmonia com o formato mobile. Para então incluir, de maneira objetiva, apenas as informações necessárias para ação que o cliente está buscando naquele exato momento.

A mudança completa no meio de acesso a um site, pode parecer e – até ser – complicada no e de início, porém para manter a relevância da empresa e acompanhar todas as evoluções do mercado digital, é necessário que melhorias sejam feitas periodicamente, para a plataforma permanecer competitiva e resiliente quanto às demandas e experiências do usuário.

E quem compactua com essas ideias?

Nada menos que o Google. Em maio deste ano, o Google anunciou o Mobile-First Indexing, nova maneira que o seu robô irá indexar e ranquear os sites em suas buscas. 

Se você busca bons resultados em SEO, deve ter olhos voltados para a otimização da versão mobile de seu site. Lembrando que Mobile-First Indexing não é Mobile-Only, ou seja, a otimização para os desktops devem continuar, porém a versão prioritária para o buscador será a focada em celulares e tablets.

Não tendo uma versão otimizada para mobile não significa que o seu site não será indexado, mas o seu ranqueamento será bem pior.  

Dentre todas as frentes de investimento e otimização de performance de resultados no mundo digital, sem dúvidas, aperfeiçoar-se como um sniper em estruturas mobile, trará maiores conversões dentro de sua audiência.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Rodrigo Sassi é Fundador da Inpyx - Software & Data House, comunicador social, especializado em branding. Pós graduando em AI, Data Science e Big Data. Está em constante busca do aperfeiçoamento da eficácia e integração tecnológica.

Sistemas Operativos 1 MIN DE LEITURA

Ubuntu 20.04 LTS: Nova versão, novo tema

Com lançamento previsto para abril, o sistema operacional chega repleto de novidades.

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em

Foto: Divulgação / Canonical

Com lançamento previsto para abril, a Canonical e a equipe da comunidade Yaru começaram a trabalhar em um sucessor do tema Yaru para a nova versão de distribuição do Linux Ubuntu 20.04 LTS.

A equipe de design da Yaru esteve recentemente nos escritórios da Canonical em Londres para trabalhar no novo tema. Além das variações normais de luz e escuridão do tema, está sendo trabalhada uma terceira versão que utilizará cores claras. Os desenvolvedores também estão trabalhando para facilitar a alternância entre essas variantes de tema / cor.

É possível que as alterações mais importantes – como os ícones de pastas experimentais – possam ser adiadas para o final do ano, em outubro, com a chegada da versão do Ubuntu 20.10. Espero que você tenha gostado do trabalho da Canonical no Ubuntu 20.04.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Tecnologia 2 MIN DE LEITURA

Será mesmo que internet é coisa de jovem?

Segundo uma pesquisa do Kantar – Consumer Insights, 90% dos idosos possuem celulares e 45% acessam a internet.

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foto: Pixabay

Não há como negar o crescimento da população Sênior no Brasil. Com a diminuição da taxa de natalidade, a população Brasileira vem envelhecendo cada vez mais, além disso por causa dos avanços da tecnologia, a medicina colabora para que a expectativa de vida aumente. Hoje o número de idosos que possuem mais 60 anos, ultrapassa os 29 milhões de pessoas e segundo o IBGE estima que até 2060 o número de idosos cresça para 73 milhões de idosos. Isso significa um aumento de 160%. Um número expressivo que aumenta cada vez mais ano a ano.

A medida em que a população envelhece, aumenta o interesse em relação ao assunto. Segundo o Google, as buscas em relação ao termo envelhecimento cresceram mais de 60% em relação a 2015 e em 2018 foram feitas buscas referente ao assunto a cada 2 minutos. No entanto, segundo o próprio IBGE diz que ¼ dos brasileiros acima de 60 anos já estão conectados à internet. Esse número tende a crescer cada vez mais!

Com isso é preciso acabar com o preconceito e estereótipos em que a internet é “coisa de jovem” e que a população sênior não possui interesse no âmbito digital. Segundo uma pesquisa do Kantar – Consumer Insights, 90% dos idosos possuem celulares e 45% acessam a internet. Além disso 28% dos que possuem mais de 60 anos já realizaram compras pela internet. Diferente do que o senso comum, o universo digital diminui as barreiras e facilitam para uma melhor vivência, pois segundo o Google, em 2018, foram mais de 120 mil buscas pelo site Coroa metade – especializado em relacionamentos entre pessoas maduras. Isso mostra o quão os mesmos estão ligados a internet.

Dessa forma, tanto os profissionais de marketing como os profissionais de comunicação precisam deixar o estereótipo de lado e começar a pensar em alguma forma de incluir esse nicho em seu planejamento, pois as marcas precisam de comunicar para que os idosos possam se identificar com a mensagem que está sendo transmitida. É necessário fazer parte da rotina desse público-alvo, em que o principal objetivo das marcas é fazer a diferença na vida dos idosos, visto que segundo o mercado do consumidor, apenas 5% tem identificação com o segmento de vestuários. Quantas marcas estão perdendo oportunidade de negócio em relação a esse a esse grupo?

O público sênior além de ser o que mais cresce, também é o que mais se diversifica e consequentemente estarão mais conectadas e por dentro do que acontece no meio digital. O envelhecimento é inevitável e está cada vez mais próximo da nossa realidade e isso está acontecendo de uma forma que nunca foi imaginado, então cabe as empresas, marcas e agencias o papel de entender quais são suas necessidades, criar empatia e construir um diálogo sólido e fazer parte da vida deles de forma significativa.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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