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A irrelevância do Facebook, segundo Cora Rónai

Colunista de O Globo diz que a experiência (da rede social) está cada vez mais limitada e menos interessante

Redação 140

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Gabriela Yaroslavsky / 140 Design

Foi com o titulo “O Facebook caminha para a irrelevância” que a jornalista e cronista Cora Rónai publicou  em sua coluna (impressa e digital) de O Globo a informação que a maior plataforma de Redes Sociais do mundo estreou a sua primeira campanha nacional de marketing.

A cronista, filha de um dos maiores intelectuais brasileiros, Paulo Rónai, e uma adepta de primeira hora da revolução digital, argumenta que a Rede Social é cada vez menos acessada pelos jovens, está com a imagem arranhada por causa das “fake News”, não tem transparência e que publica anúncios duvidosos.

Disse que o Twitter é muito mais relevante para quem busca noticia, que o Instagram é muito mais utilizado por quem quer apenas promover um estilo de vida (que não tem nada a ver com a vida real), que o YouTube é hoje a maior rede social do Brasil e que “os assuntos de família circulam mesmo” é pelo Whatsapp.

Pior. Cora Rónai argumenta que o alcance orgânico de quem é influenciador, como ela, está parado e diz que a sua conta crescia cerca de mil seguidores por mês e que agora isso não mais acontece.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

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Segunda-feira sem likes

Redação 140

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A iniciativa dos gestores do Instagram de retirar a exibição do número de curtidas (“likes”) das postagens continua movimentando a rede. A medida foi tomada com o objetivo de tentar reduzir a “competição” e tentar proteger os usuários mais jovens, com a alegação que este tipo de situação pode ser prejudicial.

O Social Media Today publicou no sábado que uma nova pesquisa sugere que um número crescente de jovens usuários está tentando convertendo perfis em contas de negócios para ter acessar a dados de público-alvo mais detalhados sobre o desempenho de suas postagens.

O jornal digital diz que o pesquisador David Stier pesquisou cerca de dois milhões de usuários do Instagram de 12 a 15 anos. Segundo ele, estes adolescentes expuseram publicamente na plataforma uma série de informações, como telefone e e-mail, criando um sério problema de privacidade.

Segundo ele “mais de 60 milhões de crianças podem mudar facilmente seu perfil para uma” conta comercial “, para a qual o Instagram exige a exibição pública de seu endereço de e-mail e / ou número de telefone no aplicativo.” Ainda que crianças com menos de 13 anos não possam se inscrever para uma conta no Instagram, é muito fácil burlar estas regras.

Stier disse ao Social Media Today que “relatou a questão para o Instagram e que a plataforma poderia evitar isso mascarando endereços de e-mail e ocultando listas de números de telefone – mas isso também teria impactos para empresas reais”. A solução não parece ser clara – o Instagram pode procurar melhorar os seus métodos de detecção e remoção, segundo Stier. Mas o problema também pode aumentar, já que o Instagram amplia seu programa de esconder o público como contagens.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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A era de ouro dos podcasts no mercado digital

Lucas Gonçalves

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Não há como negar que o podcast vem sendo uma grande ascensão entre os brasileiros em 2019. Segundo o IBOPE 40% dos brasileiros já escutaram algum programa de áudio. Se basearmos nos EUA, por exemplo, entenderemos o porquê de o formato possuir um grande potencial, segundo um estudo das empresas Interactive Advertising Bureau – IAB (Estados Unidos) e PwC, O formato de podcast proporcionou uma evolução anual em receita na publicidade nos Estados Unidos, passando de 34% em 2017, para 53% em 2018. Atingindo o recorde de US$ 479 milhões. Para 2019 não será diferente, a tendência é que a publicidade atinja 42%, alcançando uma receita de US$679 milhões.

São diversos motivos para considerar podcast em seu mix de marketing, alguns dos motivos para o investimento no streaming de áudios são: audiência cativa, segundo a Associação Brasileira de Podcasts (ABPOD), mostra que mais da metade de todos que ouvem podcast fazem isso diariamente, isso mostra a fidelidade do público para esse formato, pois além de conseguir ouvir assuntos que são de seu interesse, o formato tem a praticidade para aprendizado e absorvição de informações em qualquer lugar, seja se locomovendo, realizando atividades físicas ou domésticas.

Esse tipo de formato possibilita a humanização e credibilidade da marca para engajar com sua audiência através de assuntos interligados do conteúdo a sua marca ou produto. O seu poder de influência perante seu público é alto, segundo a Audio.ad , 63% dos ouvintes de Podcast compraram algum produto ou serviço anunciado em programas. Além disso, ao contrario de outros formatos dentro do universo online, o podcast consegue prender a atenção criar conexões mais profundas  com sua audiência, através do contato com a voz, entusiasmo, na forma de falar e efeitos sonoros.

Obviamente, atentas a esse movimento do mercado, diversas marcas já iniciaram estratégias para atender essa nova demanda, como foi o caso do Spotify, Google, Marvel e TV Globo.
O Spotify disponibilizou o formato de podcast para o aplicativo em 2018 e recentemente liberou um recurso de segmentação voltado para esses consumidores que facilitará o direcionamento de anúncios para usuários que ouviram podcasts em diferentes categorias.

Já o Google, seguindo a mesma linha lançou o Google – Podcasts no ano passado, com os principais podcasts divididos nas seguintes categorias: Comédia, Sociedade e cultura, Notícias e política, Artes e mais. Também seguindo a tendência, a Marvel que inspirou o lançamento de muitos quadrinhos, teve seu primeiro podcast dramático lançado no dia 12 de março de 2018, “Wolverine – The Long Night”. Por fim, outro exemplo é o maior veículo de comunicação quando se fala em TV aberta, a Rede Globo, começou a investir em podcasts de forma estratégica através do Globoesporte.com com diversos programas diários.

Com o exemplo dessas empresas citadas acima, ficou claro que as oportunidades em publicidade para podcast tende a crescer cada vez mais para os anunciantes. Sendo assim, irei mencionar alguns formatos e suas peculiaridades para a comercialização:

Spots de áudio: São os tradicionais spots de 30 segundos, formatos bastante utilizados em rádio, que podem ser inseridos antes, durante ou no final do programa;

Testemunhais: Formato gravado pelos locutores do programa que aparecem no meio do episódio e geralmente têm entre 1 e 2 minutos de duração;

Programa temático (patrocinado): Formato no qual um programa inteiro é feito com base em um tema ou roteiro passado pelo anunciante;

Programa do cliente: Quando uma marca realiza seu próprio conteúdo em podcasts e disponibiliza em seus canais digitais. Neste caso, há um grande trabalho da marca para aumentar a audiência para o seu conteúdo;

Segundo o IBOPE o consumo de podcast acontece na maioria das vezes pelo Smartphone (75%), seguido do desktop (40%) e por fim o tablet com (8%). Em relação à frequência com que costumam ouvir, 19% dos entrevistados ouvem podcast três vezes ou mais na semana, enquanto 13% ouvem uma vez por semana, 11% duas vezes por semana. O YouTube (42%) e o Spotfy (32%) são os aplicativos mais usados para ouvir podcast. Tendo em vista os aspectos observados, mercado de podcast tem grande potencial para evolução e consequentemente as marcas, agências e marqueteiros precisarão se adaptar para esse novo consumo de mídia.

Foto: NeONBRAND / Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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