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Qualidade de Vida 6 MIN DE LEITURA

Setembro Amarelo

Conversamos com o Dr. Pedro Mendonça Ferreira, psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência.

Tatiana Perez

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Toimetaja tõlkebüroo / Unsplash

De acordo com a Cartilha Suicídio Informando para prevenir, 17% dos brasileiros já pensaram em tirar a própria vida. Infelizmente são registrados mais de doze mil suicídios ao ano no Brasil e cerca de 50% dessas pessoas nunca chegaram a se consultar com um profissional de saúde ao longo da vida.

A Campanha Setembro Amarelo existe nacionalmente desde 2014 e tem como objetivo abordar o tema, conscientizar a sociedade em geral e ajudar a profissionais de saúde a desenvolver um olhar clínico para identificar pessoas em risco, uma vez que na maioria dos casos o suicídio está relacionado a doenças mentais e muitas vezes o primeiro contato desse paciente não será diretamente com um psiquiatra.

O estigma relacionado ao assunto, ainda faz com que haja pouca conversa sobre o tema mas esse quadro precisa mudar. Se alguém próximo der sinais de desesperança e pensamentos suicidas, não se omita. Falar sobre o assunto abertamente e sem julgamentos pode aliviar a angústia e a tensão que esses pensamentos trazem.

Conversamos com o Dr. Pedro Mendonça Ferreira, psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina da USP e especialista em Psiquiatria da Infância e da Adolescência.

Doutor, como identificar os possíveis sinais que uma pessoa que está pensando em tirar a própria vida indica e como ajudar?

Dentre os adultos, a imensa maioria das pessoas com ideação suicida apresenta alguma patologia psiquiátrica. Sintomas depressivos, principalmente pensamentos de desesperança, são muito comuns em pessoas com ideação suicida. Estes sintomas podem se expressar em comportamentos como retraimento social, desistência de projetos no qual a pessoa teria investido muita energia e mesmo indícios claros de desapreço pela vida, como aumento do consumo de substâncias (notadamente álcool), diminuição da ingesta alimentar, etc.

Antes da pessoa com ideação suicida vir a tentar cometer um ato contra si própria, é comum que atos que de despedida velados com entes queridos apareçam: ligações inesperadas para pessoas próximas (ou pessoas que já foram próximas e de quem ela se havia distanciado), revivescência de alguns momentos caros à mesma, pedidos de coisas que ela gosta, etc. Este tipo de comportamento pode ser entendido infelizmente como um esboço de melhora da pessoa pelo seu entorno.

Alguns atos de ordem mais prática para a consumação do ato podem não passar desapercebidos, também. A aquisição de medicamentos ou substâncias com potencial nocivo em grandes quantidades, bem como a aquisição ou manuseio de materiais potencialmente utilizáveis num ato suicida (armas, cordas, etc.) devem ser monitorados. Pesquisas na internet sobre o assunto também são comuns hoje em dia.

Um ponto que eu acho importante ressaltar é o de que a maioria das pessoas com ideação suicida confessará o que está pensando em fazer se perguntada diretamente sobre o assunto de forma adequada. Perguntar sobre ideação suicida para alguém querido com quem se está preocupado não é um estímulo ao ato.

Uma das melhores formas de ajudar alguém com ideação suicida é procurar se inteirar do assunto e estar próximo da pessoa, em todos os sentidos. Mostrar-se de fato presente e disponível para conversar com a pessoa sobre assuntos bons e ruins é uma atitude corajosa que vemos que nem todos os familiares e amigos de dispõem a fazer.
Na maioria dos casos a ajuda profissional em Saúde Mental, seja com um psicólogo, psiquiatra, ou ambos, é bem-vinda. Profissionais da área são treinados para, entre outras coisas, abordar este assunto difícil, e oferecer ao indivíduo uma possibilidade de ajuda que ele por vezes não imaginava existir.

Se esse for o caso de alguém lendo, imagino que uma das causas das pessoas não procurarem ajuda, pode ser a falta de condições financeiras, o que pode levar a um efeito dominó de tristeza e desesperança. Quais alternativas de atendimento existem para pessoas em risco?

A primeira alternativa a ser pensada nestes casos é a procura do sistema público de saúde (SUS). Teoricamente, toda UBS (posto de saúde) deveria ter uma equipe de Saúde Mental de apoio, com um psicólogo e um psiquiatra. Para alguns casos mais específicos, existe também o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), que costuma atender uma população com patologias mais graves e cronificadas, necessitando de um cuidado mais intensivo.

Infelizmente, no entanto, sabemos da carência encontrada por aqueles que dependem do sistema público, e algumas alternativas podem ser encontradas. Dentre os serviços que oferecem psicoterapia gratuita ou a um preço acessível, os mais comuns são as chamadas clínicas escola, em que estudantes de psicologia ou psicólogos recém-formados que estão fazendo alguma especialização específica atendem pacientes por um preço simbólico (o que significa, basicamente, que qualquer pessoa pode pagar).

Em casos mais agudos, acho bom lembrar que existe o telefone do Centro de Valorização à Vida (188), disponível gratuitamente 24hs por dia e 365 dias por ano.

Com relação a faixa etária, muitos jovens tem se mutilado ou cortado, seria um sinal de alerta?

Na verdade, nem sempre. A maioria das pessoas que tem comportamento de automutilação não o faz com o intuito de tirar a própria vida. O comportamento automutilatório sem intenção suicida (ou, pela sigla que utilizamos em português, CASIS) é um fenômeno que tem tido de fato uma surgência recente, especialmente em adolescentes e adultos jovens, e, além da relação com algumas patologias psiquiátricas, notadamente Depressão e Transtorno de Personalidade Borderline, possui características culturais, principalmente pelo que chamamos de fenômeno de “contaminação”: casos de conhecidos que tenham o comportamento geram o aumento no risco de que outros indivíduos ao redor tentem imitá-los, e assim por diante.

Acho recomendável que estes casos sejam avaliados por um profissional em Saúde Mental experiente no assunto, e tanto o paciente quanto (especialmente no caso de adolescentes) seus familiares devem receber uma orientação adequada para cada um destes casos.

Algum conselho ou recomendação para os pais?

Ao contrário dos casos de ideação suicida em adultos, nos pacientes menores de idade apenas uma minoria dos casos que tenta o suicídio possuía uma patologia psiquiátrica detectável. Nesta faixa etária, são mais comuns tentativas feitas por impulso que ocorrem na sequência de eventos constrangedores, como ser descoberto mentindo, furtando, ou após uma desilusão amorosa, conflitos com os amigos ou familiares, etc.

Neste contexto, acho válido ressaltar que para uma criança ou um adolescente o contexto social no qual ele está inserido parece muito mais inescapável do que para um adulto: pessoas com mais idade provavelmente já transitaram por diversos grupos sociais com diferentes graus de sucesso e satisfação, e tiveram a experiência de iniciar “do zero” uma imagem social em alguns lugares pelo qual passou. Crianças e adolescentes, no entanto, costumam estar restritos a um número mais reduzido de grupos sociais e também é bem comum que não tenham a experiência de sucesso na troca de um grupo social. Algum evento negativo no grupo social no qual está inserida, portanto, é visto como uma espécie de “morte” social, para a qual ela pode não enxergar saída com mais facilidade que um adulto.

Para os casos de tentativa mais premeditada, perguntas sobre a morte ou suicídio, ou mesmo insistência em querer conversar sobre o assunto são comuns. Já no caso destas tentativas impulsivas, a detecção precoce pode não ser possível, de fato. O acesso a meios letais como armas de fogo e medicamentos ou substâncias com potencial letal seriam uma das melhores formas de prevenção.

Acho válido lembrar que esta faixa etária não é a que possui maior risco de suicídio, e não costuma ser benéfica a preocupação excessiva dos pais em relação ao assunto com os filhos, exceto se de fato assim for indicado por um profissional (para quem tiver dúvida em relação a este risco, recomendo fortemente a consulta com um profissional especializado na área). A melhor alternativa continua sendo o estabelecimento de um vínculo de confiança, e a abertura para a conversa sobre todos os assuntos, inclusive os mais delicados.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Tatiana Perez é Tecnóloga em TI e graduada em administração de empresas pela Coventry University, Inglaterra. Apaixonada por inovação, tecnologia e aviação, passou a traduzir artigos acadêmicos e outros materiais da área. Possui vivência internacional de 11 anos entre Emirados Árabes e Indonésia, maior pólo de startups do mundo.

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Autismo: Tecnologia e senso de comunidade

Como a tecnologia e o senso de comunidade podem ajudar as pessoas com autismo

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Foto: stem.T4L / Unsplash

Não sei se todos me conhecem, portanto, acho legal uma breve apresentação. Me chamo Caio Bogos, tenho 24 anos e estou no último ano de Sistemas de Informação. No começo do 2019, juntamente com alguns amigos, fundei a Puzzle, uma plataforma para ajudar as pessoas que lidam com crianças com autismo. Essa plataforma irá entrar em fase de testes no mês que vem.

No fim do ano passado, juntamente com a Joyce Rocha (a minha sócia na Puzzle), fundamos a iniciativa Autismo Tech. Essa iniciativa busca levantar grupos de discussão, a fim de conversarmos sobre o autismo, tecnologia, design e comunidade.

A partir dessa iniciativa, surgiu a oportunidade de organizarmos o nosso primeiro Meetup. As discussões deste 1º meetup, como não poderia deixar de ser, abrangeram temas como contexto geral sobre o autismo, mercado de trabalho e tecnologia para autistas e design acessível. Esse Meetup ocorreu no dia 05/12/2019, na FIAP Aclimação. Nesse breve artigo, gostaria de focar em três pontos principais: Inclusão, tecnologia e design.

Adaptações Necessárias

Durante todo o planejamento do evento, eu e a Joyce pensamos em formas de adaptar o espaço, a fim de receber o máximo de pessoas possível. Uma das primeiras das nossas iniciativas foi mandar um questionário para as pessoas que se inscreviam no evento. O porquê desse questionário? Bom, ele foi importante para entendermos melhor qual seria o nosso público e quais eram as suas necessidades.

A lição que tiramos disso é: Perguntar não ofende. Somente perguntando é que conseguimos ter uma visão geral do público e, com base nisso, começar a pensar em soluções para tornar o grupo mais inclusivo possível.

O nosso 1º meetup teve um percentual expressivo de inscrições de autistas e pessoas com deficiência. Isso já mostra que a comunidade está ativa e busca discussões sobre o tema.

Aqui vão algumas adaptações que fizemos no evento, a fim de deixá-lo mais inclusivo:

  • Retirada de algumas luzes do ambiente, a fim de não agredir as pessoas com uma sensibilidade maior a luz;
  • Compra de abafadores de ouvido, pensando que algumas pessoas podem se sentir desconfortáveis com os possíveis barulhos do ambiente;
  • Contratação de dois intérpretes de libras;
  • Solicitação que as palmas sejam feitas apenas ao final do evento.

Com essas soluções simples, conseguimos incluir as mais diversas pessoas no evento. Isso mostra que, às vezes, não são necessárias grandes adaptações no espaço. Apenas faça!

Tecnologia e Autismo

Antes de entrar nos aspectos tecnológicos, é importante frisar a necessidade de nos cercar de especialistas no assunto. No meetup tivemos a presença da Dra. Elise Lisboa. Essa participação foi muito importante para contextualizar sobre alguns aspectos do autismo e, principalmente, abrir a nossa cabeça sobre o que é efetivamente o Autismo, quais as formas de diagnóstico e quais as ações a serem tomadas. Toda essa contextualização foi super útil para entrarmos no tema da tecnologia em si.

A tecnologia e como ela pode ajudar a comunidade com autismo, foi um dos aspectos mais importantes deste meetup. É imprescindível destacar as participações do Eraldo Guerra, CEO e fundador da CanGame, um aplicativo focado nas pessoas com autismo. Além disso, durante essas discussões, chegamos a conclusão de que não faz sentido “tecnologia por tecnologia”. O que faz sentido é nós utilizarmos a tecnologia com o propósito de ajudar o máximo de pessoas possível.

É isso que o Eraldo se propõe com a CanGame e é isso que eu e a Joyce propomos com a Puzzle. Sempre é necessário ter o fator humano na jogada!

Design

O último ponto que eu gostaria de destacar deste meetup é a parte do Design acessível. Tivemos uma palestra da excelente Talita Pagani – UX Designer e mestre em ciência da computação. Através dela tivemos um panorama muito interessante sobre como construir interfaces web acessíveis para pessoas com autismo.

Pensar nesses pontos é extremamente essencial. Afinal, vivemos em um mundo cada vez mais conectado e integrado. Pensar em soluções desse tipo, na minha opinião, é um dever das pessoas, pois a internet precisa ser o mais inclusiva possível.

Aqui fica o contato da Talita: http://talitapagani.com/

Fomentar a comunidade

Como disse acima, criamos a AutismoTech para movimentar a comunidade e buscar soluções para as pessoas com autismo. E, já no nosso primeiro meetup, conseguimos um bom resultado.

Para esse ano, estamos planejando a execução de um Hackathon focado em desenvolver soluções para as pessoas com autismo. O diferencial desse Hackathon é a inclusão das próprias pessoas com autismo nos grupos, pois, quem melhor do que o próprio autista para pensar em soluções que irão ajudá-lo? Isso nos lembra da necessidade de colocar o autista no centro! Sempre.

Em breve iremos divulgar mais informações sobre o Hacka. Por ora, podem acessar o site da iniciativa: http://autismotech.com/

Agradecimentos

Bom, essa iniciativa não seria possível sem o apoio de alguns parceiros e amigos. Primeiramente, gostaria de destacar a atuação do Guilherme Estevão, Head da FIAP. Há algum tempo, o Guilherme tem sido essencial para as nossas iniciativas (Puzzle, AutismoTech, etc).

Não poderia deixar de agradecer também os palestrantes que toparam participar desse 1º meetup:

  • Amanda Rabelo e Thaysa Torres – Designers no Comitê Paraolímpico Brasileiro;
  • Dra. Elise Lisboa – Doutora em Psicologia e dedicada ao desenvolvimento humano;
  • Eraldo Guerra – Mestre em Engenharia de Software e fundador da CanGame;
  • Talita Pagani – Especialista de UX e acessibilidade web;

Além disso, não poderia deixar de agradecer muito minha sócia – Joyce Rocha – pela parceria e amizade.

Enfim, vamos juntos construir soluções!

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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A alimentação dos brasileiros para 2020

Pesquisa mostra o comportamento do brasileiro na hora das refeições; segundo a Hibou, 6 em cada 10 brasileiros querem ter mais tempo e calma durante a alimentação com menos açúcar, glúten e carboidratos – em suma, uma alimentação mais saudável.

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Foto: Brandless / Unsplash

Mais tempo e muita calma. É isso o que os brasileiros mais querem durante o processo de alimentação, segundo pesquisa realizada pela Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de consumo.

O Jornal 140 recebeu o comunicado e transcreve a seguir os principais achados. A plataforma entrevistou digitalmente mais de 1.800 brasileiros entre 16 e 75 anos em todo o país, que fazem no mínimo uma refeição fora de casa entre segunda e sexta, analisando o comportamento de cada refeição, café da manhã, almoço e jantar.

Café da Manhã

Para 35% dos brasileiros entrevistados, o café da manhã deveria ser uma boa refeição, mas hoje não a consideram ideal. Entre os jovens esse número sobe para 41%.

64% dos brasileiros acreditam que poderiam ter mais tempo no café da manhã. 43% acreditam que esta refeição poderia ser mais saudável. 48% disseram que deveria reduzir o açúcar. 38% gostariam de mais frutas. 32% variariam o cardápio, e 26% gostariam de comer menos pão.

81% dos brasileiros tomam o café da manhã em suas casas, e 67% tomam o segundo café no trabalho ou no local de estudo em até 2 horas após terem saído de casa. Neste segundo momento a escolha do brasileiro é o café puro.

Como expectativas para 2020, o brasileiro pretende beber mais sucos e leites e deixar o café preto para depois do almoço ou no lanche da tarde. Trocar os petiscos gordurosos por snacks saudáveis. Incluir grãos sem glúten, torradas integrais, geléias naturais e produtos orgânicos locais. Menos açúcar também foi citado, e para substituí-lo de manhã, o brasileiro pretende incluir mais frutas.

Almoço

40% dos brasileiros almoçam fora de casa mais de 3x por semana, e esse número sobe para 49% entre jovens. Na hora do almoço, a pesquisa identificou que a maioria da reclamação é não conseguir manter uma dieta balanceada. Na hora de sair para almoçar, o brasileiro prefere restaurante por kilo, prato feito e Buffet, respectivamente nessa ordem.

73% dos entrevistados disseram que poderiam montar pratos mais saudáveis nos restaurantes por kilo. 71% gostariam de reduzir o consumo de “frituras”. 68% dos brasileiros gostariam de poder comer com mais calma. 51% acreditam que poderiam reduzir o consumo de refrigerantes. 40% evitariam buffets, pois misturam muitos tipos de alimentos e 33% acreditam que poderiam consumir mais frutas.

Em 2019, o brasileiro já modificou um pouco seu comportamento na hora do almoço. 49% dos entrevistados introduziram mais saladas no prato, buscando uma alimentação melhor. Porém, 61% ainda acham que não é o suficiente, e querem melhorar ainda mais seu mix diário de alimentos.

43% dos brasileiros com mais de 30 anos e 40% abaixo dos 30 anos, tentam se alimentar no dia a dia com marmitas que preparam em casa, visando economizar e se policiar para se alimentar saudavelmente.

61% consideram uma refeição completa na hora do almoço se ela é finalizada com uma sobremesa, fruta ou café.

E o que mais agrada e mais incomoda nos restaurantes? 69% dos entrevistados elogiaram os locais que tinham talhares, guardanapos e tempero na mesa; 73% dos brasileiros na hora de escolherem o restaurante para almoçar, tentam buscar opções onde suas roupas não fiquem com “cheiro de comida”. Na maioria das vezes não conseguem, e se conformam, mas acabam reclamando do local para outras pessoas.

O atendimento continua sendo um diferencial para o brasileiro. 66% dos brasileiros relacionam seu retorno ao local ao bom atendimento que tiveram. Nas cidades menores essa relação é ainda mais forte.

Como expectativas para 2020, o brasileiro gostaria de ter acesso a um conteúdo colaborativo, em que ele pudesse buscar mais informações sobre os alimentos que está consumindo, compartilhar suas experiências. Melhorar ainda mais o mix de opções do prato é um dos principais objetivos para o ano que vem. Os temperos naturais também foram citados, inclusive, reduzir sódio e condimentos, com molhos e temperos mais naturais e frescos. Um dos principais desejos do brasileiro para 2020 é conseguir fazer uma refeição com a família pelo menos 1x por semana.

Jantar

O jantar é a refeição mais praticada em casa pelo brasileiro. 77% jantam em suas casas no mínimo 6x por semana, entre brasileiros com mais de 30 anos, entre os brasileiros abaixo dos 30 esse número cai para 68%. Apesar de ser a refeição mais realizada nos lares brasileiros, é também a mais negligenciada. 56% dos brasileiros nem pensam no assunto até sentirem fome, entre os jovens brasileiros esse número sobe para 63%.

64% dos entrevistados acreditam que poderiam planejar o jantar antecipadamente. 43% disseram que poderiam comer algo mais leve e mais saudável. 49% gostariam de reduzir o pão e similares. 40% gostariam de evitar o consumo de comida pronta. 37% disseram que poderiam introduzir mais verduras e legumes, e 33% poderiam reduzir o consumo do café.

Segundo observado pela pesquisa, um dado chamou atenção: o pãozinho está presente no jantar tanto quanto no café da manhã. 81% dos entrevistados afirmaram ter o pão presente nas refeições noturnas. Ao menos uma pessoa da casa inclui esse alimento no jantar.

6 em cada 10 brasileiros gostariam de se alimentar mais cedo e mais leve, pois acreditam que dormiriam melhor desta forma. Nos jovens abaixo dos 30 anos, 7 em cada 10 pensam da mesma forma.

Para 2020, o brasileiro gostaria de ter um sono melhor, podendo se alimentar mais cedo, com mais saladas, e reduzindo consumo de cafeína. O lanchinho noturno, só se extremamente necessário, trocando o pão por alimentos mais saudáveis e leves, como barras de cereais, sementes frutas e leite. O brasileiro quer resgatar a refeição em família, e menos celulares a mesa.

Sobre os deliverys de comida, o brasileiro espera que em 2020 eles possam atender até mais tarde, porém com opções mais saudáveis do que pizzas e lanches.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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