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Política

A participação de Jair Bolsonaro na ONU, nos números da BITES

O presidente brasileiro chamou mais atenção que Macron e Merkel.

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Ilustração de Gabriela Yaroslavsky/140 Design

A participação do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas foi positiva ou negativa na sua avaliação? Sem entrar no mérito da questão, ou seja, se foi positiva ou negativa, a consultoria BITES revelou ontem à noite para clientes e prospects, os resultados do discurso de estreia do presidente na ONU.

O Jornal 140 encontra-se na listagem de destinatários das analises que são encaminhadas regularmente por Whatsapp; veja aqui os principais achados do sistema analítico da BITES, empresa que mapeia, interpreta e analisa dados no universo digital:

1. Nas últimas 24 horas, considerando os termos “United Nations, Nations Unies, ONU, Naciones Unidas e Nações Unidas”, a mídia clássica internacional *publicou 13.024 artigos sobre a Assembleia Geral da ONU*, o equivalente a 2,7% do que foi produzido pelos principais sites de notícia do mundo nesse intervalo.

2. Os três textos de maior propagação no universo digital (interações no Facebook e no Twitter) foram de veículos do Brasil. Dois de publicações editadas por aliados do presidente da República e o terceiro do colunista do jornal O Globo, Lauro Jardim.

3. A visão simpática da estreia de Bolsonaro da Crítica Nacional e do Jornal da Cidade Online alcançou 271 mil interações contra 53,7 mil de Lauro Jardim que trouxe a informação sobre a conversa entre o presidente e Donald Trump. Segundo o colunista, Bolsonaro afirmou em inglês “I Love You” ao encontrar o colega após o seu discurso.

4. Considerando os 300 artigos de maior propagação nas últimas 24 horas na escala mundial sobre a ONU, Bolsonaro foi citado em 108 com 677 mil interações totais, Trump em 48 com 122 mil interações e a ativista Greta Thunberg ficou com 32 artigos e 66 mil interações.

5. Esse resultado de Bolsonaro tem como única explicação a explosão de conteúdos publicados no Brasil após o seu discurso na ONU. De maneira rápida, a rede de aliados conseguiu ser mais efetiva na distribuição do conteúdo positivo.

6. No Brasil, os sites de notícia produziram 3.932 textos) nas últimas 24 horas, sendo 1.264 diretamente ligados à viagem para Nova York. Lá fora, o presidente apareceu em 462 publicações. Atrás de Trump (3.963), Greta (1.230) e na frente de Macron (403) e Narendra Modi (354) e Angela Merkel (31).

7. Nas buscas no Google mundial, considerando as últimas 24 horas, o interesse dos internautas por Bolsonaro, inflado pelas consultas feitas no Brasil, só ficou atrás de Trump, alvo de um possível impeachment, e empatou com Narendra Modi. O presidente brasileiro chamou mais atenção que Macron e Merkel.

8. Na comparação direta com Greta, mais uma vez sob o forte impacto da atividade digital no Brasil, o interesse por Bolsonaro foi 28 vezes maior daquele demonstrado pela ativista sueca.

9. Esse desempenho digital não resultou em ganhos expressivos de seguidores nas contas oficiais de Bolsonaro no Twitter, Facebook, Instagram e Youtube. Desde o seu discurso, o presidente ganhou 14 mil novos aliados. Trump aumentou a sua base em 69 mil e Modi em 28 mil. Macron conquistou apenas 3 mil.

10. No Twitter, a combinação de Bolsonaro com as variações linguísticas da ONU resultaram em 1.372 posts contra 587 mil produzidos no mundo sobre o presidente nas últimas 24 horas.

Quem quiser saber mais sobre os bastidores do mundo digital a BITES oferece uma versão Premium, com duas atualizações por semana e alertas em tempo real pelo Whatapps e email. Informações em  bites@bites.com.br.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Política

Evo Morales e futebol nas buscas e trending topics do domingo

Anúncio da renuncia a presidência movimenta as redes e os buscadores

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Foto: Kremlin / Public Database

Hoje não foi o dia do Lula nas redes sociais e buscadores. Às 19h22 da noite de domingo, uma das cinco palavras/expressões mais buscadas no Google eram Evo Morales, que anunciou há pouco a renúncia à presidência da Bolívia, após uma semana de intensos protestos por todo o país que resultaram na morte de três pessoas e ferimentos em mais de 300. No Google o nome “Evo Morales” apresentava mais de 20 mil buscas.

Já no trending topics do Twitter Bolivia aparece em primeiro lugar, em um dia dominado pelo noticiário esportivo. Nomes como Rodinei e Arão, do Flamengo, e Muriel , do Fluminense, aparecem logo em seguida.

No Google, a liderança por buscas ainda é ocupada pelo futebol, com Athletico do Paraná em primeiro, seguido de Seleção Brasileira e Manchester United, com Evo Morales em quarto.

Evo Morales tem 60 anos; recentemente reelegeu-se pela 4a vez, após 13 anos no poder e conseguir  reduzir a extrema pobreza na Bolívia de 36,7% para 16,8%, em um pais que vem crescendo a taxas de 5% ao ano, e que tem um PIB de US$ 36,7 bilhões por ano.

Morales é indígena, da tribo uru-aimará e ganhou notoriedade como líder sindical dos cocaleros. Aparece sempre vestido de maneira peculiar e elegante, com roupas desenvolvidas pela estilista Beatriz Cando Patiño, principalmente os suéteres, ou “chompa” como são conhecidos na Bolívia.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Política

Bites exclusivo: Lula pode ser candidato em 2022? Veja o que as ruas digitais querem saber

Equipe de análise da BITES, mostra como as quatro forças de apoio ao presidente Jair Bolsonaro estão se reagrupando para enfrentar o PT nas eleições presidenciais de 2022

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Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A equipe do Jornal 140 publica a integra da analise da BITES enviada hoje à noite por Whatsapp para uma lista reservada dos clientes da consultoria. Veja a seguir.Em abril do ano passado, quando BITES indicou, a partir dos dados digitais, que o segundo turno da eleição ocorreria entre o então candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e um nome do PT a ser indicado por Lula, foram identificados quatro forças de apoio ao atual presidente da República.

Esse contingente era formado por eleitores preocupados com questões de violência e segurança, outros focados na pauta de costumes, aqueles que apostavam na agenda econômica de Paulo Guedes e, por último, os antipetistas.

Logo nos primeiros meses de administração Bolsonaro, os dois primeiros continuaram ao seu lado. Os apoiadores de Guedes entraram em silêncio na espera da aprovação das reformas e os antipetistas acreditavam que tinham cumprido a sua missão.

Hoje, após a saída do ex-presidente Lula da prisão, as quatros forças estão se reagrupando em torno do mesmo objetivo: enfrentar o PT e Lula. O estoque de votos contra os petistas em 2018, materializados em diversas perspectivas de ressentimento, ainda continua muito expressivo.

Logo após o anúncio do STF sobre a prisão em 2ª instância, as buscas no Google Brasil para a palavra-chave “2022” sofreram um aumento expressivo.

E o tema mais procurado envolve detalhes sobre a “lei da ficha limpa”, que proíbe candidaturas de quem foi condenado em duas instâncias. O eleitorado de Lula e os seus críticos querem saber se ele poderá ser o nome da oposição em 2022 contra uma possível reeleição de Bolsonaro.

Os estados nordestinos estão entre aqueles que mais buscam por esse tipo de informação. Uma das principais perguntas ao Google é: “Lula pode se candidatar em 2022?” O interesse nessa expressão cresceu 2.100% nas 2.100%.

No Twitter, entre 8 milhões de post publicados em português até às 19h30 de hoje, Lula aparece em 1,6 milhão. O melhor resultado desde para o ex-presidente nos últimos 12 meses.

E quando combinado com 2022, candidato e eleição o ex-presidente apareceu em 18.487 posts nesse contexto.

Há um significado nessa diferença entre Twitter e o Google. Como o serviço de buscas registra maior volume de consultas, a tendência mostra que muitos eleitores ainda não sabem com certeza se Lula será candidato em 2022.

O histórico de dados do Sistema BITES ao longo de 2018 mostra que Bolsonaro sempre cresceu em número de fãs e seguidores nas redes sociais quando a ameaça de Lula era mais constante.

As curvas do algoritmo de tração da BITES, utilizado para medir a capacidade de um agente criar movimentações dentro da sua rede digital, de Lula e Bolsonaro sempre foram semelhantes. Um crescia em função do outro.

Mas, o presidente da República tem maior vantagem sobre o ex-presidente.

Hoje, Bolsonaro tem 32,2 milhões de aliados digitais nas suas contas oficiais no Facebook, Twiter, Youtube e Instagram contra 6,2 milhões de Lula.

Nos últimos sete dias, Bolsonaro aumentou essa base em 129 mil perfis contra 81.696 de Lula, sendo que 67 mil foram acrescentados nas últimas 24 horas.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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