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Mulher à beira de um ataque de nervos

Baseada no texto De Alma Lavada, de Sergio Roveri, comédia Ela entre Nós é dirigida pelo uruguaio Mauro Baptista Vedia e narra uma experiência inusitada e transcendental de uma mulher comum

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Foto: Reprodução

Com referências do universo pop, a comédia dramática “Ela Entre Nós”, uma criação coletiva livremente inspirada no texto “De Alma Lavada”, de Sergio Roveri, estreia dia 18 de outubro, na SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt – Sala Hilda Hilst, onde segue em cartaz até 25 de novembro. As apresentações acontecem às sextas, aos sábados e às segundas, às 21h; e aos domingos, às 19h, com ingressos por até R$30.

A comédia dirigida pelo uruguaio Mauro Baptista Vedia narra uma experiência inusitada e transcendental de uma mulher comum que mora sozinha, o que a obriga a se confrontar com uma série de questões sobre a vida vivida até ali. Enquanto toma um relaxante banho de espuma, Simone acidentalmente derruba o secador de cabelos na banheira e toma um choque que a deixa em estado terminal. Nesse exato instante, a alma da protagonista ganha voz, vida e personalidade próprias e completamente diferentes do que foi a sua dona.

Como Simone ainda não morreu, sua alma não pode partir sozinha para uma próxima encarnação, por isso, elas são obrigadas a conviver. A alma, que muitas vezes foi ignorada, faz uma série de questionamentos existenciais sobre o modo de vida de sua dona. Esta, por sua vez, percebe que o que ela acreditava ter um grande glamour, na verdade, só a aprisionava e acaba reencontrando seu verdadeiro ser.

A Simone mora nesse apartamentinho em que cada cômodo tem uma cor diferente. Ela é toda certinha e pensa que vive no seu mundo de glamour. Ela tem sua banheirinha vitoriana e está sempre ouvindo Palito Ortega, que é uma coisa argentina antiga e cafona. Quando ela encontra a alma, passa a questionar: o que eu estou fazendo com a minha vida? Quais são os meus sonhos? Tenho um namorado que é um amor, mas é super tosco”, comenta a atriz e idealizadora da montagem Juliana Ferreira.

Já a Alma é intransigente, questionadora, um tantinho egocêntrica quanto às suas necessidades do momento. Mas com a convivência com a Simone, também passa a descobrir um novo mundo e fica maravilhada. O afeto entre elas surge, até que Corpo e Alma se conectam verdadeiramente”, esclarece Luciana Severi, sobre a sua personagem.

A peça trata de temas como a procura pelo sentido da vida, a fragilidade da existência humana, os sonhos e as desilusões, o conformismo e o desencantamento que vêm com a idade e a iminência da morte. “Mais do que temas o que sempre me interessa são formas. Criamos uma espécie de comédia espírita pop, isso me fascina porque tentamos criar um novo formato e queremos saber qual será a resposta do público a essa peça tão vital, que mistura coisas que supostamente não deveriam ser misturadas”, acrescenta o diretor Mauro Baptista Vedia.

O cenário da peça reproduz os diferentes cômodos do apartamento de Simone, cada um com uma cor diferente, e a plateia é acomodada no meio desse espaço. A ambientação lembra os filmes do cineasta espanhol Pedro Almodóvar dos anos de 1980. Objetos coloridos de decoração – abajures, flores, cadeiras, geladeira antiga, banheira, bolinhas de sabão, poltronas etc. – estão espalhados por esses ambientes e criam atmosfera pop, kitsch e instagramável. Os espectadores podem tirar fotos nesse espaço ao final de cada apresentação.

Para a encenação, o diretor Mauro Baptista Vedia trouxe referências cinematográficas e da música dos anos de 1970 e 1980. “O texto me trouxe várias referências, mas uma das mais importantes foi o cinema de Pedro Almodóvar nos anos de 1980 e de Quentin Tarantino. Outra referência é a música pop espanhola e hispano-americana dos anos de 1970. Eu morei na Espanha nessa época e trouxe comigo para essa peça o universo da televisão, da cultura de massa e da música dessa década. A peça tem uma linguagem muito contemporânea de paródia (no sentido de retomar as referências artísticas do passado) e dialoga com essa essência pós-moderna kitsch”, explica.

Histórico

O grupo está em processo de criação desse espetáculo há mais de cinco anos. “Acho que a mudança de perspectivas que a Simone tem na peça depois de passar por esssa experiência espiritual dialoga com todo esse nosso longo processo de montagem. Quando eu e a Luciana nos formamos no Indac, queríamos montar uma peça bacana com dois personagens femininos fortes. Escolhemos o texto do Sergio Roveri e tentamos montar logo em sequência, mas eu descobri que estava grávida, tive um câncer de mama, trocamos de diretor e perdi meu pai, coisas que foram adiando a estreia. Todos esses obstáculos serviram também para mudar a minha percepção sobre a vida e cada fase em que recomeçamos o processo serviu para enxergarmos novas coisas sobre a peça. E agora é o momento perfeito para finalmente estreá-la”, comenta Juliana Ferreira.

O diretor Mauro Baptista Vedia entrou no processo criativo depois que as duas atrizes assistiram ao bem-sucedido espetáculo “A Festa de Abigail”. “A Juliana e a Luciana viram uma remontagem dessa peça. Elas já conheciam meu trabalho, mas se encantaram com a direção e a estética dessa peça e resolveram me chamar. Tem sido muito tranquilo trabalhar com todos, porque o elenco se joga muito nos papeis”, revela.

Uma versão ainda não finalizada do espetáculo foi montada em maio de 2018 e apresentada em centros culturais da prefeitura.

SOBRE MAURO BAPTISTA VEDIA – DIREÇÃO CÊNICA E MUSICAL

Uruguaio naturalizado brasileiro, Mauro Baptista Vedia é diretor de teatro, cineasta e professor de direção e roteiro no Senac. Doutor em artes pela ECA-USP (1999), fez pós-doutorado na Universidade Paris Sorbonne, na França. Em 2007, dirigiu sua primeira peça teatral (além da trilha sonora), “A Festa de Abigail”, do cineasta e dramaturgo inglês Mike Leigh. Em 2010, Mauro estreou outros dois textos desse autor, “Êxtase” e “Os Penetras”. Nesse mesmo ano, dirigiu a peça “Ligações Perigosas” e lançou o livro “O Cinema de Quentin Tarantino” (Ed. Papirus), que foi indicado ao Prêmio Jabuti 2011, na categoria Artes.

Em 2012, ele dirigiu o espetáculo “Gangue”, com a Cia. Provisório Definitivo, que recebeu três prêmios FEMSA de Teatro Infantil (melhores atriz, ator coadjuvante e espetáculo jovem). Em 2014, estreou no CCBB São Paulo “Jantar”, da dramaturga inglesa Moira Buffini. Em 2015, durante o evento “Quinta em Cena”, Mauro dirigiu a micropeça “Pac Woman”, de Caco Galhardo, e em, 2017, assinou a direção de “Flutuante”, do mesmo autor. Em 2018, Mauro dirigiu “Paisagem em Campos do Jordão”, de Marcelo Mirisola e Nilo Oliveira. No cinema, ainda escreveu e dirigido o longa-metragem “Jardim Europa”, que foi selecionado para o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo 2013 e para a Mostra Novíssimo Cinema Brasileiro 2014.

SOBRE FELIPE DE PAULA – ATOR

Participou de mais de 15 séries de TV, entre elas “Decamerão: A Comédia do Sexo”, “Tapas e Beijos” e “Chapa Quente” (Globo); “A História Bêbada” (Comedy Central); “Um Contra Todos” (Fox); “Procurando Casseta & Planeta” (Multishow) e “Werner e os Mortos” (Canal Brasil). Participou de seis longas-metragens, como “Saneamento Básico”, de Jorge Furtado; “O Carteiro”, de Reginaldo Faria, pelo qual foi indicado ao Kikito de melhor ator em 2011. Fez mais de 30 curtas-metragens, como “Até à Vista”, de Jorge Furtado, pelo qual ganhou o Prêmio de Melhor Ator no Cine PE de 2012.

Participou de algumas novelas da Rede Globo, como “Babilônia”, “Joia Rara”, “Além do Horizonte” e fez uma novela internacional para a RTP chamada “O Segredo”. Trabalhou em mais de 90 filmes publicitários. Fez mais de 15 espetáculos teatrais entre eles “Vestido de Noiva”, “Sonho de uma noite de verão” e “A megera domada”.

SOBRE JULIANA FERREIRA – ATRIZ E PRODUTORA

Juliana Ferreira é formada em Artes Dramáticas pelo Instituto de Artes Cênicas – INDAC, Palhaçaria pelos Doutores da Alegria e Publicidade pela Fundação Cásper Líbero. Fez parte do elenco do programa de humor “Na Batalha” (TV Brasil). Participou do premiado curta-metragem “De outros Carnavais”. No teatro fez, “Lembranças de Berta”, no Teatro Augusta. Protagonizou a montagem de “Beijo no Asfalto”, do Núcleo de Pesquisa do Grupo XIX. Entre 2011 e 2012, participou das três temporadas do espetáculo “Show de Calouros”, ao lado de Rafael Pimenta, Gorete Milagres e Cida Moreira no Teatro Next.

Atuou também em “Quando Eu Me Perdi de Vista”, em cartaz no Teatro Ruth Escobar e no Tusp. Outras montagens em que trabalhou incluem “Auto da Compadecida”, “Entre Quatro Paredes”, “De Onde Vem o Verão”, “A Pena e a Lei” e “O Canto do Cisne”.

SOBRE LUCIANA SEVERI – ATRIZ

Luciana Severi é atriz formada pelo Instituto de Artes Cênicas – INDAC. É também fonoaudióloga, graduada pela UNIFESP. Participou das peças “Tryst”, “Fluxo Dionisio”, “Lisistrata”, “A Máquina”, “O Canto do Cisne”, “De onde vem o Verão”, “7 Contos de John Cheever” e “Lembranças de Bertha”. Participou do espetáculo teatral “Faz de Conta” (roleplay no original, escrito por Alan Ayckbourn, dramaturgo e diretor britânico), com direção de Kiko Marques e tradução de Alexandre Tenório, no Instituto Capobianco. O espetáculo foi muito bem avaliado pela revista Veja, com destaque para a atuação de Luciana. Como atriz, seu último espetáculo foi “Os Veranistas”.

SINOPSE

Uma mulher sofre um acidente doméstico e se vê confrontada com a própria alma. O encontro entre as duas faz surgir questionamentos e avaliações sobre sua vida, incluindo o relacionamento com um homem que sua alma considera sem graça e medíocre. Situações engraçadas e reflexões existenciais pontuam a narrativa desta comédia dramática espírita pop, com cenário instagramável.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: criação coletiva livremente inspirada na obra “De Alma Lavada”, de Sergio Roveri

Direção artística e musical: Mauro Baptista Vedia

Diretor Assistente: Bruno Kott

Elenco: Juliana Ferreira, Luciana Severi e Felipe de Paula

Preparação Vocal: Luciana Severi

Cenografia e design: Juliana Ferreira

Figurino: Bianca Scorza, Juliana Ferreira e Luciana Severi

Visagismo: Paulette Pink

Iluminação: Paloma Dantas

Produtora executiva: Milena Castro

Produção Geral: Juliana Ferreira

Fotografias: Victor Iemini

Assessoria de imprensa: Bruno Motta Mello e Verônica Domingues – Agência Fática
Realização: Cia. Caju Azul

SERVIÇO

Ela Entre Nós, criação coletiva a partir da obra “De Alma Lavada”, de Sergio Roveri

SP Escola de Teatro – Sala Hilda Hilst – Praça Roosevelt, 210, Consolação (próximo às estações República, Linhas 3-Vermelha e 4-Amarela do Metrô e Anhangabaú, Linha 3-Vemelha do Metrô)

Temporada: 18 de outubro a 25 de novembro

Às sextas, aos sábados e às segundas, às 21h; e aos domingos, às 19h

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada)*

*Ingressos à venda por débito e dinheiro

Classificação: 12 anos

Duração: 60 minutos

Bruno Motta Mello bruno@afatica.com.br – (11) 97649-3759

Verônica Domingues – veronica@afatica.com.br – (11) 95436-8057

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Alberto Pecegueiro sairá da Globosat em janeiro do próximo ano

Após 25 anos à frente da maior programadora de TV por assinatura do Brasil, Pecegueiro será representante do Grupo Globo nos conselhos de administração de quatro JVs-joint ventures

Publicado

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Foto: Alberto Pecegueiro / Globosat

Comunicado distribuído hoje pela Globo, informa que o diretor-geral Alberto Pecegueiro decidiu encerrar suas atividades executivas na empresa, em janeiro de 2020, após 25 anos à frente da Globosat. O anúncio foi feito hoje por Roberto Irineu Marinho, presidente do Conselho de Administração, e por Jorge Nóbrega, presidente-executivo do Grupo Globo, em comunicado distribuído aos funcionários da empresa. Em razão do profundo conhecimento da indústria e da carreira singular construída na empresa, o executivo foi convidado a representar o Grupo Globo nos conselhos administrativos das ‘joint ventures’ da qual o Grupo faz parte.

Ainda de acordo com o comunicado, que é transcrito aqui integralmente, Pecegueiro é um dos principais expoentes da indústria audiovisual no Brasil e a sua trajetória foi marcada pelo desenvolvimento do mercado de TV paga e pela transformação da Globosat na maior programadora de TV por assinatura da América Latina, com um portfólio composto por mais de 30 canais. Responsável pelos movimentos mais relevantes da indústria , como a implementação do modelo de programação baseado em parcerias nacionais e internacionais, o investimento de canais internacionais no país e o desenvolvimento dos produtores independentes no Brasil, o executivo levou a Globosat à liderança absoluta no país.

Leia abaixo a íntegra do comunicado interno distribuído hoje pela Globo:

Após 25 anos à frente da Globosat, construindo a maior programadora de TV por assinatura da América Latina, o diretor-geral Alberto Pecegueiro decidiu encerrar suas atividades executivas na empresa, em janeiro de 2020.

A vida profissional de Alberto se confunde com a história da TV paga no Brasil. Todos os movimentos relevantes da indústria, desde o seu nascedouro, contaram com a sua participação e liderança. Pecegueiro implementou o nosso modelo de programação baseado em parcerias nacionais e internacionais. Além de estimular a entrada e o investimento de canais internacionais no país, teve uma atuação relevante no desenvolvimento dos produtores independentes brasileiros e em diversos outros elos da cadeia de geração de conteúdo: não é por acaso que a TV paga brasileira é a que possui mais conteúdo nacional na sua programação no mundo ocidental, fora os Estados Unidos. A Globosat chegou a realizar parcerias com mais de 100 produtoras independentes. No esporte, os canais Globosat participam de forma significativa da cobertura esportiva dos mais importantes campeonatos nacionais e internacionais, criando também o formato pay-per-view a partir do Campeonato Brasileiro de 1998. Ao longo desses anos, os canais da Globosat e seus produtos originais receberam algumas das mais prestigiosas premiações da indústria. Tudo isso produziu a sólida liderança da Globosat, hoje com mais de 30 canais por assinatura, líder disparado de audiência no país. E conseguiu construir uma organização de 2.300 colaboradores engajados, competentes e que vibram pelo negócio. Uma equipe talentosa, que carrega a marca da informalidade e do bom humor do Alberto.

Em período mais recente, Alberto Pecegueiro participou, com sua energia e conhecimento, das reflexões e decisões sobre o futuro da Globo, tendo contribuição decisiva na formulação da nova estratégia de negócio e na discussão do nosso novo modelo organizacional, anunciado no último dia 8. Com inquestionável experiência acumulada no lançamento de canais próprios e na formação das quatro ‘joint ventures’ da qual fazemos parte – Telecine, com a Fox, MGM, Paramount e Universal; Canal Brasil, com alguns dos maiores produtores do cinema brasileiro; Universal, com o grupo Comcast/NBC Universal; além de uma empresa de conteúdos adultos com o grupo Claxson -, Alberto foi sempre o nosso olhar atento para os grandes movimentos da mídia do mundo, tendo tecido ao longo desses anos uma rica rede de relacionamentos e amizades na nossa indústria.

Será para nós uma perda não ter Alberto na equipe de liderança executiva da Globo de janeiro em diante. Mas ficamos felizes de continuar contando com sua colaboração em outro formato, como nosso representante nos conselhos de administração das quatro ‘joint ventures’ da qual fazemos parte, e no apoio às negociações com nossos parceiros de distribuição.

Para Alberto, nossos mais sinceros agradecimentos por todos os anos de dedicação e parceria. E que esta nova etapa, que se inicia a partir do próximo ano, seja tão prazerosa quanto a que nos trouxe até aqui.

Roberto Irineu Marinho – Presidente do Conselho de Administração

Jorge Nóbrega – Presidente-executivo

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Testes comprovam a viabilidade técnica da convivência entre o 5G e antenas parabólicas

Relatório da Fundação CPqD, com base nos testes da Anatel, atesta que é possível eliminar totalmente as interferências com a utilização de dispositivos de nova geração e soluções economicamente viáveis

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Foto: Gilles Rolland-Monnet / Unsplash

O SindiTelebrasil informa que apresentou hoje ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o resultado dos testes realizados pela Fundação CPqD, com base nos testes da Anatel, que comprovam a viabilidade técnica da convivência entre o 5G, na faixa de 3,5 GHz, e os sinais de televisão transmitidos via satélite pela Banda C (TVRO).

De acordo com o comunicado distribuído hoje ao mercado, e citando o CPqD, é possível eliminar totalmente as interferências com a utilização de dispositivos, denominados LNBF’s de nova geração, a serem instalados na recepção dos sinais de TVRO, na residência do usuário. As operadoras entendem que esse trabalho é complementar ao realizado pela Anatel em maio de 2019 porque os LNBF’s testados agora não existiam à época.

Durante os ensaios de laboratório e a avaliação de campo, foram testados oito novos LNBF’s, de quatro fornecedores, e três deles eliminaram 100% da interferência, mesmo nos cenários mais críticos. “Três dos quais foram capazes de eliminar totalmente a interferência do sinal na banda adjacente, avaliados no Cenário Anatel, sem a necessidade de redução na potência transmitida pelo 5G”, diz o CPqD no relatório.

O objetivo dos testes do CPqD foi de encontrar uma solução para os problemas de convivência apontados nos testes realizados anteriormente pela Anatel, que indicavam eventuais casos de interferência nas situações mais críticas. Com isso, explica o CPqD, os fabricantes fizeram aprimoramentos. “Esse marco foi determinante para o surgimento de uma nova geração de LNBF’s”, diz o relatório.

As conclusões do CPqD reforçam, portanto, o entendimento de que é desnecessária a migração de toda infraestrutura de TVRO para a banda Ku, o que traria uma complexidade desproporcional e um elevado impacto financeiro, com consequências negativas para o desenvolvimento da tecnologia 5G no Brasil.

Além de representar um impacto financeiro muito menor e uma maior facilidade de operacionalização, a utilização dos novos LNBF’s de nova geração garante o uso eficiente dos recursos públicos em benefício da sociedade.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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