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Quem se incomoda com a dívida bilionária da Netflix?

Investimentos em conteúdo original ultrapassam a marca dos 15 bilhões de dólares em 2019; investidores acompanham de perto a capacidade de crescimento da empresa e a taxa de desconexão

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A Netflix não pode parar de crescer.

A leitura de balanços financeiros é sempre algo complicado, até mesmo para especialistas do mercado financeiro, porque embora apresente um retrato de um determinado momento da operação, não retrata o contexto e as perspectivas do negócio. Este é o caso da Netflix, uma empresa que começou entregando vídeos e DVDs pelo correio e hoje é uma marca global que faz parte do cotidiano de muitos brasileiros.

A empresa acabou de divulgar seu balanço trimestral, relativo ao exercício julho a setembro e os números são bilionários, em todos os sentidos (aqui).

Para os executivos da Netflix o trimestre foi “ótimo”, com receitas recordes, aumento da base de assinantes e 1 bilhão de dólares de lucro operacional. De fato, a empresa conseguiu se recuperar da queda no segundo trimestre no numero de assinantes. Ainda que a adição “líquida” de 500.000 usuários nos EUA tenha ficado abaixo da previsão (que era de 800.000), foi o mercado internacional que surpreendeu os analistas (foram 6,3 milhões de assinantes liquidos- 100.000 a mais do que o esperado). O mercado respondeu à divulgação do balanço e as ações subiram 8% no After Market.

Para quem não é do ramo financeiro o que chama a atenção é o tamanho da divida de longo prazo, 12,43 bilhões de dólares. Este mês, no dia 21, anunciou a emissão de novos papeis de divida (Senior Notes) no valor de 2 bilhões de dólares para investimento em novos conteúdos. Somados aos 13,5 bilhões gastos nos últimos 12 meses, a conta de investimentos ultrapassará a marca de extraordinários 15 bilhões de dólares. Praticamente todo este montante irá para a produção de novas séries e filmes. Em economês, isto quer dizer que a empresa opera há muito tempo com fluxo de caixa negativo, algo em torno de 3,5 bilhões de dólares.

Qual é a razão para os analistas não se preocuparem com o tamanho bilionário da divida? Em uma perspectiva de longo prazo, o mercado enxerga a Netflix pode ser viável (ou seja, que não precisara mais ser alavancada, isto é, financiada por empréstimos ou captação de dinheiro externo) quando atingir um número suficiente de assinantes. Alguns dizem que este número seria em torno de 250 milhões de assinantes líquidos. Neste momento, a empresa seria capaz de uma geração de caixa capaz não só de fazer frente a todos os seus custos como também de pagar dividendos para quem apostou em seus papeis.

Em bom português, a empresa não pode parar de crescer, da mesma maneira que uma bicicleta só consegue ficar em pé enquanto alguém a pedala. Enquanto isso, os investidores não se incomodam com os investimentos bilionários em conteúdo como filmes e series. O KPI, a métrica mais importante a ser considerada, é a capacidade constante de crescimento.

Sobre assinantes “líquidos”, uma explicação: se uma empresa tem 10 assinantes no mês, perde dois por causa de inadimplência (não pagamento) e consegue vender uma assinatura, o total de assinantes líquidos é de nove assinantes (10 – 2= 8 + 1 = 9).

Por isso, os investidores durante a última conferência questionaram tanto o “churn” e a concorrência, que só aumenta. Sobre o “churn rate”, taxa de assinantes que saíram do serviço, os executivos responderam que a desconexão aumentou “levemente” em 0,1%.

Mas como crescer indefinidamente com tantos concorrentes, alguns maiores e mais poderosos como a Apple e a Amazon? Em carta aos acionistas e na divulgação dos resultados, o CEO Reed Hastings (que se apresenta com seu nome completo, Wilmot Reed Hastings), diz que a Netflix concorre arduamente há muito tempo com outras plataformas desde o início, como o Hulu mas que o grande concorrente é a TV aberta (“broadcast”, em inglês) e não a TV por assinatura. Reforça que a Disney “será um grande concorrente” e que a Apple “está apenas começando” e que “provavelmente também terá grandes séries”.

Quem deve estar se divertindo é Theodore Sarandos, CCO (Chief Content Officer, ou simplesmente “executivo chefe de conteúdo”). Ele e a sua turma é que sao responsáveis pela seleção dos conteúdos que serão produzidos. Olha a resposta dele na conversa com os investidores:

“Temos – apenas no terceiro trimestre – um filme de ação de Michael Bay, “6 Underground”, vários candidatos a Oscar como The Irishman, Marriage Story e The Two Popes, além do retorno de Eddie Murphy em Dolemite. Portanto, filmes deste tamanho e desta força será possível assistir na Netflix, dentro do preço da assinatura. É realmente uma mudança muito importante na nossa equação econômica porque as pessoas adoram assistir a filmes. Esta é a primeira vez que estamos produzindo nesta escala e nesse volume em um trimestre”.

O que muitos querem saber é se a Netflix terá condições de continuar operando com preço baixo da assinatura – e até quando. Veja a resposta de Gregory K. Peters, Chief Product Officer:

“Acho que os preços dos nossos concorrentes não são um fator realmente significativo para determinar onde ou o que devemos mudar … eu diria trabalhamos em uma perspectiva de longo prazo para continuar recebendo a receita que temos dos nossos assinantes todos os meses, investindo de forma criteriosa e inteligente na crescente variedade e diversidade de conteúdo e tentar ser o melhor da categoria em todos os gêneros. Se fizermos isso com inteligência e formos bem-sucedidos nos investimentos, poderemos continuar a agregar mais valor aos nossos clientes. E isso realmente nos permitirá, de tempos em tempos, pedir mais receitas para que possamos continuar esse ciclo virtuoso”.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Marketing

3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

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Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

Gostou do artigo?

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios

Experiência do cliente em 2030: empatia dos robôs de atendimento?

Segundo estudo, estima-se que até 2030, teremos 67% dos atendimentos ao cliente sendo efetuados por meios digitais com inteligência artificial e as novas soluções tecnológicas substituirão 2/3 das pessoas que atuam diretamente nas centrais de atendimento.

Euriale Voidela

Publicado

em

Foto: Andy Kelly / Unsplash

Segundo a nova pesquisa “Experiência em 2030: O futuro da construção da experiência do cliente“, realizada pela Futurum Research e encomendada SAS, estima-se que até 2030, teremos 67% dos atendimentos ao cliente sendo efetuados por meios digitais com inteligência artificial. A pesquisa foi realizada com 4mil consumidores, em diversos países e em segmentos diferenciados de consumo, indústria e governo.

Os consumidores estão valorizando cada vez mais as experiências com as marcas e serviços e o relacionamento de sustentação sua base de consumidores, se tornando fator decisivo para a tomada de decisão se um cliente permanece em sua base ou simplesmente cancela. As tecnologias modernas estão mudando radicalmente a maneira como as marcas interagem com seus consumidores, aliada a evolução da transformação digital. O processo evolutivo da transformação digital é um caminho sem volta hoje no mundo inteiro.

O estudo demostrou que a tecnologia e transformação digital será a principal força motriz por trás da criação de uma nova experiência positiva do cliente (CX). As empresas necessitam evoluir sobre o novo ecossistema do consumidor, suas novas expectativas de experiência e jornada de relacionamento com de forma a estar à frente do ritmo dos clientes que estão elevando seus níveis de exigência de serviço.

Segundo o estudo, as empresas participantes, possuem alta expectativa de transformação digital frente a todas as etapas da jornada de compra e relacionamento do consumidor com a marca. Os resultados demonstram ainda, que a inteligência artificial e novas soluções tecnológicas substituirão as pessoas que lidam com cerca de 2/3 dos contatos nas centrais de relacionamento, além da automatização das atividades de marketing e campanhas promocionais, onde o grande desafio será realizar tal atendimento com maior grau de empatia.

Além dos 67% de interações entre a empresa e os clientes que usam dispositivos digitais (Internet, dispositivos móveis etc.) serem estimados para contatos meio de máquinas inteligentes, tal inteligência artificial e nova soluções tecnológicas serão responsáveis também por 69% das decisões tomadas durante a interação e jornada com o cliente, otimizando também os processos das áreas de apoio ao atendimento.

No estudo, 5 pontos foram destacados ainda:

  • Tecnologia Inteligente: os consumidores não usam digital, eles são digitais
  • Tecnologia Imersiva: superando a fronteira de jornada do consumidor com a experiência do cliente
  • Confiança Digital: a natureza em evolução da confiança
  • Lealdade na era digital: seja uma empresa de lealdade, não um programa de lealdade
  • Agilidade e automação: melhor envolvimento por meio da tecnologia

“É óbvio que na próxima década haverá uma rápida expansão do relacionamento entre pessoas e máquinas”, diz Daniel Newman, analista principal da Futurum Research. As empresas terão que manter um equilíbrio entre fornecer experiências semelhantes às interações humanas e alcançar resultados imediatos esperados pelos clientes – ele acrescenta.

Quando questionados sobre o quanto tais consumidores estão seguros com a interação tecnológica e artificial, temos o resultado de 78% das empresas ainda acreditam que seus consumidores estão seguros com tais meios e por outro lado, os consumidores relataram apenas 35% informada tal incerteza. Observamos uma diferença enorme entre a percepção da empresa com a percepção do consumidor de tais empresas pesquisas.

Um dos pontos fundamentais na Era da Experiência do Consumidor, é o fato da empresa conhecer quem são seus consumidores e quais são os desejos deles para a melhor decisão sobre a Jornada do cliente e assim reduzir tal descolamento.
Outros dados importantes são destacados na pesquisa, sendo:

  • 80% os consumidores dizem esperar que as remessas sejam entregues por Drones ou veículos autônomos.
  • 81% espera interagir com o Chatbot (Inteligência artificial para atendimento ao cliente).
  •  78% espera aplicativos virtuais aprimorados ou os chamados realidade mista, permitindo uma visão detalhada do produto. Por exemplo, como uma determinada peça de roupa será exibida no consumidor com a tecnologia de realidade aumentada.
  • 56% os entrevistados esperam que, já em 2025, seja possível visitar lugares distantes ou participar de eventos de entretenimento por meio de dispositivos de “realidade mista”
  • 78% esperam poder controlar outros dispositivos usando seus próprios dispositivos móveis.

Quando analisamos o cenário em nosso país, temos vários exemplos de empresas com grau de maturidade junto a experiência do cliente se tornando referencias em proporcionar clientes felizes e ao mesmo tempo altamente impactados pela tecnologia. Ponto de atenção que já relatei anteriormente é de entender de fato quem é o seu consumidor e o que de fato irá encantá-lo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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