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Comportamento 3 MIN DE LEITURA

A receita de bolo perfeita para quem busca ter uma vida mais feliz

A verdade é que o tão famigerado ‘segredo da felicidade’ não é mais um segredo. E nós já sabemos o que precisa ser feito para ser feliz.

Raissa Fernanda

Publicado

em

Mulher feliz se olhando ao espelho
Foto: Bruce Mars / Pexels

A verdade é que o tão famigerado ‘segredo da felicidade’ não é mais um segredo. E nós já sabemos o que precisa ser feito para ser feliz.

Como profissionais, somos ensinados desde muito cedo que para ser “Bem-sucedido” é necessário crescer na carreira profissional, fora assim por muito tempo. A geração milenialls, por exemplo, tem deveras obsessão por isso. E a verdade é que temos cada vez mais jovens ocupando cargos de liderança.  Mas o resultado dessa busca pelo sucesso, tem sido causado cada vez mais doenças psicossociais nas pessoas ainda jovens. Ou a mulher, que trabalha, estuda, cuida dos filhos, da casa, do marido, de sim mesma… ufa… E esses são 0,3% dos muitos exemplos possíveis.

Os ingredientes

A gente sempre soube que na verdade deveríamos viver para trabalhar, mas em algum momento o jogo virou e hoje trabalhamos para viver. A consequência disso é que cada vez mais pessoas privam-se do sono para trabalhar, cada vez mais finais de semana são utilizados para trabalho e a semana então, nem se comenta. E o resultado: menos tempo com a família, menos tempo com os amigos, menos vida social, espiritual e muita sobrecarga.

Então aqui vão os primeiros ingredientes para você começar a entender como ter uma vida mais feliz:

  • Equilíbrio:
    Esse é o primeiro ingrediente necessário para entender que você precisa equilibrar sua vida para ser feliz – isso não significa fazer tudo ao mesmo tempo – mas entender que é necessário que cada coisa na sua vida tenha a importância necessária e o tempo dedicado para isso. Somos seres humanos racionais e emocionais e ter laços afetivos é essencial. Afinal “Ninguém é uma ilha”; [Uma colher cheia]
  • Autoconhecimento;

Esse ingrediente aqui é um tabu. Afinal, até hoje falar sobre autoconhecimento é pouco explorado. Mas a importância disso é imensurável. Pois é com muito autoconhecimento que você entende quando ‘está demais’, quando é hora de respirar ou quando você está deixando de viver; [Duas colheradas cheias]

  • Resiliência;

As coisas nem sempre – quase nunca – são do jeito que esperamos que elas sejam e ter essa informação muito clara na sua cabeça vai te permitir ser mais paciente nos momentos em que tudo parecer perdido e quiser desistir. O tempo é mestre; [Uma colher de resiliência e duas de essência de paciência]

  • Silêncio;

Em momentos de redes sociais, manter a atenção em algo só é um desafio. Mas se faz cada vez mais necessário se desligar. Ouvir mais que falar. O silencia pode parecer incomodo no começo, mas com o tempo ele passa a te mostrar muita coisa que na correria do dia a gente se esquece. No silêncio você se escuta e aprende a escutar o outro; [Uma xícara]

  • Empatia;

O ato de se colocar no lugar do outro. Sabe aquela chefe que você chama de megera, ou o marido/esposa que você quer ver longe certo momento? Ou o colega de trabalho que parece só querer te ferrar? Assim como você, essas pessoas possuem desafios, que podem ser dos mais diversos e é necessária muita maturidade de empatia para respeitar o momento do outro e entender que isso não te dá o direito de julgá-lo. Mas estender a mão para ajudar se necessário. [Uma colher de essência]

  • Gratidão:

Tente se lembrar todos os dias dos motivos que a vida te deu para sorrir, mesmo quando parecia que não tinha solução para o seu problema. Ou os pequenos momentos, lembranças ou pessoas que fazem seu coração pulsar mais calmo, pleno, feliz. Faça uma pausa no seu dia-a-dia para refletir os motivos pelos quais você é grato e agradeço. A gratidão aquece o coração; [Use a gosto]

Modo de preparo:

Agora que você já sabe os ingredientes necessários, coloque todos no coração e na mente e reflita até criar uma visão bastante simples de momentos em que você deveria ter usado qualquer um desses, no seu dia-a-dia. Ou melhor, enxergar momentos em que você pode onde você poderá utilizá-los daqui para frente.

Lembre-se de que não é mais segredo, todos sabemos o que devemos fazer. Mas é necessária muita prática. Afinal, conhecimento sem prática é só informação.

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Correspondente Internacional e Produtora de conteúdo, com 7 anos de experiência em Marketing e Comunicação Social, decidi compartilhar meu conhecimento com o mundo e tecer devagarzinho de letras e cores um mundo melhor, começando por mim. E passando(quem sabe) para você.

Comportamento 2 MIN DE LEITURA

Por que temos tanto medo de errar se dizem que errar é humano?

Como trabalhar esse sentimento que nos paralisa e impede de alcançarmos nossos objetivos

Publicado

em

Foto: Andre Hunter / Unsplash

O medo de errar é um sentimento que aprendemos a carregar desde a nossa infância. Tudo começa quando fazemos algo de errado – ou não da maneira 100% correta – quando crianças e muitas vezes recebemos olhares de desapontamento ou desaprovação. Depois vamos para a escola onde somos avaliados por meio de provas e atividades nas quais os erros são vistos como fracasso e não colocados como um princípio para aprendizagem. De forma bem grosseira, o lema no colégio geralmente era ‘demonstre ser inteligente e faça de tudo para não parecer burro’.

Quantas vezes deixamos de perguntar uma dúvida para os professores com medo de sermos julgados pelos colegas? Ou mesmo hoje na fase adulta, durante as reuniões, quantas vezes deixamos de expor opiniões por achar que podem não ser relevantes?

O medo é um paralisador de conquistas e gera uma ansiedade enorme. Tememos os erros e procuramos evitá-los ao máximo mesmo que custe a nossa felicidade. Percebem? Muitas vezes escolhemos ficar dentro da zona de conforto, mesmo que signifique abandonar nossos sonhos ou que a situação esteja ruim – pois, de certa forma, já estamos familiarizados e acostumados com a situação. Então deixamos de arriscar, de ver o que poderíamos ganhar, conquistar, viver, pela possibilidade de fracasso. Possibilidade, o que significa que é um medo criado e não real.

Enfrentando os nossos medos

Particularmente, eu não gostava de expor minhas ideias em público, por medo de ser julgada, de não ser “boa o bastante”, mesmo que me custasse ter visibilidade, oportunidades, e hoje vejo minhas publicações ou participações em palestras e treinamentos, por exemplo, como uma conquista enorme. Percebo que muitas vezes nem tudo sai como planejado, mas essa é a graça. Estou aprendendo a deixar-me ser vulnerável e assim percebi que só com a prática conseguimos mudar algumas crenças que temos sobre erros e acertos.

Pense: Qual é o significado que a palavra ERRO tinha para você? E agora?

Abaixo listei algumas sugestões que podem ajudar você a lidar com situações críticas:

• Perceba de onde vem o medo. É uma questão de insegurança? Observar isso pode ajudar você a analisar o que falta / deve ser trabalhado para seguir em frente.
• Como estão seus pensamentos sobre a situação? Muitas vezes surgem os medos criados por imaginarmos tudo o que pode dar errado ao invés do contrário.
• Pergunte-se: Caso tudo dê errado, o que pode acontecer?
• O que você ganha enfrentando/trabalhando esse medo? O que você perde se não enfrentar?
• Trabalhe seu modelo mental a respeito de erros e acertos. Mude a forma como você enxerga seus erros.
• Se errar, seja gentil com você e entenda que faz parte do processo.

Novamente aqui entra a resiliência, que é a nossa capacidade de lidar com os nossos problemas, de superar obstáculos mesmo diante de situações adversas e aprender com isso. Falo sobre o tema aqui.

Cada tentativa falha, cada erro, cada luta nos mostra algo sobre nós mesmos e aprendemos com isso. Nossos erros, principalmente, são convites para reflexão. E mesmo as piores falhas são evidências de que tentamos, são provas da nossa bravura por nos deixarmos ser vulneráveis.

Lembre-se de um momento que você superou os seus medos. O que você aprendeu com ele?

Quero saber a resposta!
analucia@trevo360.com.br | @trevo360

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Comportamento 2 MIN DE LEITURA

A polêmica dos corpos reais

Pensemos em tudo o que faríamos quando desprovidos de pressões estéticas.

Paula Akkari

Publicado

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Foto: Lethu Zimu / Unsplash

No fim de dezembro, os feeds de notícias ficaram saturados pelos compartilhamentos de uma postagem de marca de cosméticos contendo uma mulher negra de biquíni com celulites à mostra.

Apesar de a imagem estar longe de ser original, é relativa novidade que a indústria da beleza se preocupe em divulgar imagens de corpos minimamente coerentes com a realidade. Eis a dinamicidade capitalista: o mercado é adaptável às demandas. Muitos nomes souberam se apropriar do desejo de desconstrução de ideais de aparência vigentes, posição em destaque desde a primavera feminista. Adicionalmente, muitas dessas empresas ganharam visibilidade devido aos elogios segmentos liberais dos movimentos.

Tais concepções, a serviço do capital ou não, refletem a incongruência do real com o (nem tão) antigo modelo estético, inevitavelmente fadado à falência. O que é feito para atrair um nicho consumidor é um dos sintomas da insustentabilidade dos padrões de ser.

Mas, haveria vitórias no microcosmo ou novidades transformadoras de épocas? A representatividade mostra-se insuficiente,  as ficções midiáticas alienantes compõem os processos de subjetivação de todos, sendo especialmente tóxicas para mulheres, pessoas negras, trans, gordas e/ou pobres. Quanto aos costumes relacionados à vaidade, são naturalizadas as mutilações, cirurgias e despesas demasiadas. O processo de gostar da própria imagem não é consequência delas, mas por diversas vias, um alvo cruelmente bombardeado.

Assim, cada episódio empoderador é passível de comemoração. Obviedades, infelizmente não redundantes, devem ser ressaltadas: corpos são de todos os tamanhos e cores; apresentam assimetria, odores, secreções, texturas, gorduras, estrias, celulites, espinhas, manchas, cicatrizes, pelos…

As constituições físicas, em suas autenticidades, são as materialidades no mundo, o intermédio de cada ser com o exterior. A elas devemos todas as experiências sensoriais, cada alimento saboreado, música ouvida, paisagem vista, orgasmo atingido.

Cuidar do corpo é um dos caminhos para a merecida paz com ele. Essa prática, diferente do modista “autocuidado” simpático ao status quo, consiste em promoção de saúde. Exemplos de ações caras são, conforme a viabilidade de cada rotina, dormir uma quantidade de horas diárias próximas a sete, manter a alimentação saudável (incluindo a ingestão do que gosta), entrar em contato com o sol com proteção e praticar atividades físicas – o hábito aumenta a disposição e a imunidade, diminui o estresse, melhora a postura e fortalece as articulações.

Os ambientes virtuais e físicos, ademais, são variáveis relevantes aos encaminhamentos. Nem toda toxidade é evitável, entretanto, vale deletar das redes sociais os perfis que obstaculizam desenvolvimentos e ignorar/rebater falas contraproducentes. Outra benevolência é a evitação ativa de comparações com terceiros – elas nem ao menos fazem sentido, afinal, são entre diferentes sujeitos.

Por fim, vale a reflexão a respeito do tempo e do esforço em encaixar-se em padrões já desmascarados, ou estar bem apesar deles. Como seria mais bela, criativa e simples a vida livre da ditadura em que estamos inseridos. Pensemos em tudo o que faríamos quando desprovidos de pressões estéticas. Pois façamos desde agora.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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