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Apple TV+: quem assiste tanta TV?

Com o lançamento de mais uma plataforma de streaming, o mercado passa a contar com diversos operadores. O mercado pergunta quanto o consumidor está disposto a pagar por tantas plataformas

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O nome técnico é OTT-Over the Top e quer dizer “serviço de distribuição de conteúdos audiovisuais por meio da Internet”. Mas pode chamar de streaming, desde que a Netflix teve a sacada de substituir o antigo sistema de aluguel de vídeos em lojas físicas por um site de vídeos na Internet. O resto todo mundo está careca de saber: a Netflix criou um mercado mundial de streaming, que ela lidera e que está atraindo vários gigantes do mercado. Agora é a vez da Apple, com o lançamento do Apple TV+.

A estreia da Apple TV+ foi comemorada por uns, os applemaníacos, e criticada por outros, que reclamaram que a oferta de conteúdos é decepcionantemente pequena para o tamanho da companhia – 10 séries iniciais de um total de 15.

A mensalidade inicial é de R$ 9,90 (R$ 99,00) mas quem comprar um novo dispositivo da companhia neste período receberá o serviço “de graça” – nem pensar em falar aqui que esta pode ser uma prática de venda casada.

A lista inicial de conteúdos compreende The Morning Show (estrelado por , Reese Witherspoon e Steve Carrell), See, O Fantasma Escritor (Ghostwriter), Dickinson, For All Mankind, Snoopy no Espaço (Snoopy in Space) e Helpsters. A Apple prometeu lançar também as séries e programas como The Servant, Truth Be Told e Oprah´s Book Club, totalizando 10 lançamentos iniciais.

Outros nomes importantes como a Amazon (com Amazon Prime), a HBO e a Disney também estão no jogo, alguns já estrearam e outros se preparam. No Brasil, a Globosat é pioneira, primeiro com o seu serviço de TV everywhere, que é o oferecimento dos sinais de seus canais em qualquer dispositivo a qualquer tempo, em uma ação coordenada com as operadoras. Em seguida, lançou o Première, o Combate e o Telecine. E tem também a Globo, com o Globoplay. Haja binge watching.

A pergunta que não quer calar: vale a pena assinar tantos serviços de streaming? Quando o francês Guy Bisson, da Ampere Analysis esteve no Brasil para o evento Pay TV Fórum, organizado por Samuel Possebon, foi apresentado o fenômeno do “empilhamento” (stacking): em mercados maduros, a maioria das pessoas assina uma média de dois ou três serviços de streaming, mais a TV por assinatura.

A lógica é a seguinte: se um usuário assinar a Netflix, Globoplay, HBO Go, Fox Play mais o Premiere, já estaria chegando ao mesmo patamar de preço de uma TV por assinatura, com a desvantagem de não poder contar com centenas de canais com conteúdos ao vivo como jornalismo e esportes. Bisson disse que é por este motivo que em mercados maduros os clientes ainda optam em manter a TV por assinatura, acrescida de um ou outro serviço de streaming, como que a complementar a oferta. A grande vantagem dos serviços de streaming, diz Bisson, é a flexibilidade do contrato: o usuário entra ou sai do serviço com muito mais facilidade do que a TV por assinatura.

É esta a grande vantagem dos serviços “on the top”. A nova mentalidade combinada com a tecnologia deu asas a muitos empreendedores para lançar serviços nesta nova economia de “camadas”: a Netflix é responsável apenas pelo desenvolvimento de uma plataforma de vídeos e se dedica a que a experiência do usuário seja a melhor possível – seus engenheiros conseguem que “caminhões” de bites de audiovisual caibam em pequenos pacotes e possam ser assistidos até por quem acessam a rede 3G. Da mesma maneira, todo o sistema de cobrança é por camada, ou seja, por meio de outras empresas de cobrança como cartões de crédito. Igualmente, a rede de Internet – ativo caríssimo que requer tempo e grandes investimentos de longo prazo -, que requer inclusive instalação de cabos nas ruas e dentro das residências, não é de responsabilidade da Netflix. É das operadoras, as mesmas que comercializam TV por assinatura. É o melhor dos mundos: se o sinal não estiver bom, ainda que a culpa seja da Netflix (pacotes de bites do sinal), o cliente sempre culpará a operadora ou o sinal que “é uma porcaria”.

O mesmo acontece com todos os outros serviços por camadas da nova economia. Uber? Não tem um carro sequer, não emprega os motoristas, oferece um serviço distribuído e também não tem sistema de cobrança, que é realizado por meio de parcerias com as operadoras de crédito.

Quem vai vencer a disputa, o “share” de atenção da audiência? Os analistas dizem que o conteúdo, aliado à experiência, será o grande diferencial. Em um primeiro momento a Apple TV+ investiu “apenas” seis bilhões de dólares para montagem do seu acervo original. A chegada da Disney, que trará uma combinação de diversas marcas fortes como a Marvel e todo o seu conteúdo original infantil, sem dúvida imporá respeito. A Globoplay tem investido pesado em conteúdo original, como disse Bisson, o regional e local também será uma moeda de diferenciação. Enquanto isso, somente este ano a Netflix despejará mais de 15 bilhões de dólares na produção de longas e séries, sendo que 350 milhões apenas para o mercado brasileiro.

O mercado e os reguladores já se preparam para disputas judiciais. Os players querem que um ambiente de competição saudável, longe de técnicas de “dumping” (forçar o preço para baixo utilizando poder notório) e de manobras para acabar com a produção local e que fique dependente de apenas um player.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Marketing

3 vantagens de ter um perfil comercial no Instagram

Neste artigo, você também vai aprender como mudar sua conta para conta comercial no Instagram.

Lai Dantas

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Foto: Unsplash

Conhecido por implementar mudanças ora bem recebidas, ora motivos de críticas e polêmicas, o Instagram é hoje uma das redes sociais mais utilizadas por empresas brasileiras. Inegavelmente o rei do engajamento sabe acompanhar as necessidades do público que tem e um exemplo claro é a opção de perfil comercial que disponibilizou.

Por consequência da atualização, marcas empresariais e pessoais passaram a ter acesso a informações fundamentais para a construção e manutenção das estratégias que desenvolvem para a plataforma, uma vez que curtidas e comentários já não são parâmetros de resultados há muito tempo.

Vantagens de ter um perfil comercial

Mensurar resultados

Com o perfil comercial, é possível obter dados como alcance, impressões, visualizações, cliques, dados demográficos (idade, cidade, gênero etc.), assim como saber quantas pessoas salvaram sua publicação, compartilharam seu post com outro usuário, visitaram seu perfil ou clicaram no seu site (caso tenha um).

O que isso significa? Ter acesso ao que funciona e ao que não funciona nos permite ajustar a estratégia, o conteúdo e até mesmo o investimento.

Inserir opções de contato

Outra vantagem é que você pode inserir informações públicas da sua marca, como endereço de e-mail, endereço comercial e telefone. Além disso, também é possível adicionar um botão de ação e, dessa forma, seus clientes poderão interagir com sua empresa a partir do seu perfil.

Comprar, agendar, reservar e iniciar pedido são algumas das opções disponíveis no momento.

Foto: Unsplash

Agendar publicações

Recentemente o Facebook liberou o agendamento de posts no Instagram. O mesmo vale para IGTV e tudo pode ser programado por até seis meses. Você só precisa ter um perfil comercial.

Nessa o Estúdio de Criação do Facebook mandou muito bem, já que antes, para manter a organização e o calendário de postagens em dia, era preciso recorrer a ferramentas pagas de gerenciamento de redes sociais.

Como mudar sua conta para comercial no Instagram

Siga o passo a passo:

  1. Em primeiro lugar, acesse as configurações da plataforma e selecione a opção conta;
  2. Em seguida, opte por “mudar para conta profissional”;
  3. Escolha a opção que melhor descreve você ou seu negócio (criador de conteúdo ou empresa) e clique em avançar;
  4. Depois, selecione a categoria que melhor descreve o que você faz.
  5. Então, preencha suas informações públicas de contato;
  6. Opte por conectar sua página a uma conta do Facebook ou não;
  7. Enfim, seguindo todos esses passos, você terá um perfil comercial.

Gostou do artigo?

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*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Negócios

Experiência do cliente em 2030: empatia dos robôs de atendimento?

Segundo estudo, estima-se que até 2030, teremos 67% dos atendimentos ao cliente sendo efetuados por meios digitais com inteligência artificial e as novas soluções tecnológicas substituirão 2/3 das pessoas que atuam diretamente nas centrais de atendimento.

Euriale Voidela

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Foto: Andy Kelly / Unsplash

Segundo a nova pesquisa “Experiência em 2030: O futuro da construção da experiência do cliente“, realizada pela Futurum Research e encomendada SAS, estima-se que até 2030, teremos 67% dos atendimentos ao cliente sendo efetuados por meios digitais com inteligência artificial. A pesquisa foi realizada com 4mil consumidores, em diversos países e em segmentos diferenciados de consumo, indústria e governo.

Os consumidores estão valorizando cada vez mais as experiências com as marcas e serviços e o relacionamento de sustentação sua base de consumidores, se tornando fator decisivo para a tomada de decisão se um cliente permanece em sua base ou simplesmente cancela. As tecnologias modernas estão mudando radicalmente a maneira como as marcas interagem com seus consumidores, aliada a evolução da transformação digital. O processo evolutivo da transformação digital é um caminho sem volta hoje no mundo inteiro.

O estudo demostrou que a tecnologia e transformação digital será a principal força motriz por trás da criação de uma nova experiência positiva do cliente (CX). As empresas necessitam evoluir sobre o novo ecossistema do consumidor, suas novas expectativas de experiência e jornada de relacionamento com de forma a estar à frente do ritmo dos clientes que estão elevando seus níveis de exigência de serviço.

Segundo o estudo, as empresas participantes, possuem alta expectativa de transformação digital frente a todas as etapas da jornada de compra e relacionamento do consumidor com a marca. Os resultados demonstram ainda, que a inteligência artificial e novas soluções tecnológicas substituirão as pessoas que lidam com cerca de 2/3 dos contatos nas centrais de relacionamento, além da automatização das atividades de marketing e campanhas promocionais, onde o grande desafio será realizar tal atendimento com maior grau de empatia.

Além dos 67% de interações entre a empresa e os clientes que usam dispositivos digitais (Internet, dispositivos móveis etc.) serem estimados para contatos meio de máquinas inteligentes, tal inteligência artificial e nova soluções tecnológicas serão responsáveis também por 69% das decisões tomadas durante a interação e jornada com o cliente, otimizando também os processos das áreas de apoio ao atendimento.

No estudo, 5 pontos foram destacados ainda:

  • Tecnologia Inteligente: os consumidores não usam digital, eles são digitais
  • Tecnologia Imersiva: superando a fronteira de jornada do consumidor com a experiência do cliente
  • Confiança Digital: a natureza em evolução da confiança
  • Lealdade na era digital: seja uma empresa de lealdade, não um programa de lealdade
  • Agilidade e automação: melhor envolvimento por meio da tecnologia

“É óbvio que na próxima década haverá uma rápida expansão do relacionamento entre pessoas e máquinas”, diz Daniel Newman, analista principal da Futurum Research. As empresas terão que manter um equilíbrio entre fornecer experiências semelhantes às interações humanas e alcançar resultados imediatos esperados pelos clientes – ele acrescenta.

Quando questionados sobre o quanto tais consumidores estão seguros com a interação tecnológica e artificial, temos o resultado de 78% das empresas ainda acreditam que seus consumidores estão seguros com tais meios e por outro lado, os consumidores relataram apenas 35% informada tal incerteza. Observamos uma diferença enorme entre a percepção da empresa com a percepção do consumidor de tais empresas pesquisas.

Um dos pontos fundamentais na Era da Experiência do Consumidor, é o fato da empresa conhecer quem são seus consumidores e quais são os desejos deles para a melhor decisão sobre a Jornada do cliente e assim reduzir tal descolamento.
Outros dados importantes são destacados na pesquisa, sendo:

  • 80% os consumidores dizem esperar que as remessas sejam entregues por Drones ou veículos autônomos.
  • 81% espera interagir com o Chatbot (Inteligência artificial para atendimento ao cliente).
  •  78% espera aplicativos virtuais aprimorados ou os chamados realidade mista, permitindo uma visão detalhada do produto. Por exemplo, como uma determinada peça de roupa será exibida no consumidor com a tecnologia de realidade aumentada.
  • 56% os entrevistados esperam que, já em 2025, seja possível visitar lugares distantes ou participar de eventos de entretenimento por meio de dispositivos de “realidade mista”
  • 78% esperam poder controlar outros dispositivos usando seus próprios dispositivos móveis.

Quando analisamos o cenário em nosso país, temos vários exemplos de empresas com grau de maturidade junto a experiência do cliente se tornando referencias em proporcionar clientes felizes e ao mesmo tempo altamente impactados pela tecnologia. Ponto de atenção que já relatei anteriormente é de entender de fato quem é o seu consumidor e o que de fato irá encantá-lo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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