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Esportes

A Estrela de Davi do Corinthians

Time corintiano faz um golaço ao utilizar a sua plataforma como divulgação de um dos episódios mais tristes da história da civilização moderna, conhecido como a Noite dos Cristais

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Foto de Joe Pregadio (Unsplash).

Ainda que apenas por um dia, hoje, dia 6, a camiseta do Corinthians terá uma imagem especial , a estrela de Davi. Os torcedores poderão percebê-la durante o jogo contra o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro. A ação combinada entre o time, o Museu do Holocausto e a agência Tech and Soul, tem por objetivo lembrar a Noite dos Cristais.

Aqui no Jornal 140 temos observado que os posts que mais polarizam, chamam a atenção e movimentam os ponteiros dos likes e views são provenientes da área política, futebol e celebridades, ou seja, fofoca. Chama a atenção que o Corinthians tenha utilizado a sua imensa plataforma para chamar a atenção dos brasileiros para este assunto, para lembrar a história.

Põe brasileiro nisso. O Corinthians tem a segunda maior torcida de futebol do país, segundo pesquisa do DataFolha de setembro deste ano – 14% dos torcedores brasileiros (o primeiro é o Flamengo, com 20%, e logo em seguida aparecem o São Paulo, com 8%, Palmeiras, com 6%, seguidos de Vasco, Cruzeiro e Grêmio, com 4%).

A religião e o esporte são universos repletos de simbologia. O símbolo traz significados que nos convidam a reflexões sobre o que fazemos individualmente e o nosso papel e responsabilidade na sociedade. E, mais do que isso, são elementos de conexão e transcendência porque um objeto, o símbolo, nos obriga a refletir sobre o mundo exterior e entender a dualidade entre o interno (a consciência sensível) e o externo (a experiência do mundo).

No dia 9 de novembro de 2019, milícias paramilitares alemãs conhecidas como SA (Sturmabteilung, “destacamento tempestade”) em conjunto com adolescentes da juventude hitlerista, atacaram estabelecimentos comerciais, sinagogas e residências de judeus tendo como pretexto o assassinato do diplomata alemão Ernst vom Rath por Herschel Grynspam. É considerada o início do Holocausto porque recebeu a aprovação tácita e imediata dos governantes da Alemanha, liderado por Adolf Hitler.

Foi uma noite de barbárie e caos na até então civilizada Europa. A selvageria começou em Berlim e se estendeu por toda a Alemanha, Áustria e Checoslováquia tendo um total macabro de 91 judeus mortos, 267 sinagogas destruídas, 7.000 lojas e 29 edifícios depredados e detenção de 30 mil judeus em campos de concentração. A Noite dos Cristais (Kristallnacht, em alemão) recebeu também vários outros nomes como “Noite dos Vidros Quebrados” ou “Pogroms de Novembro” (pogrom é uma palavra ídiche que significa perseguição religiosa aprovado pelo estado), por causa dos cacos de vidros que se espalharam pelas cidades.

Foi a partir desta noite fatídica que os judeus de toda a Alemanha foram obrigados a estampar em suas roupas, casas e lojas, a estrela de Davi, como se fossem leprosos ou seres a serem evitados. A antítese da diversidade, a ojeriza ao estranho, ao estrangeiro e ao diferente.

Eu, como são-paulino e profissional de comunicação e marketing, elogio a postura e utilização da plataforma corintiana, golaço do diretor responsável pela brilhante ideia. Genial.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Fundador da Art Presse, 140 Online e do Jornal 140, empresário de comunicação, jornalista de formação e digital de paixão. Teve participação fundamental no lançamento da internet banda larga no Brasil em 1999. É autor do livro "Domingo no Sancho" (2018), Amazon Kindle.

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Esportes

F1 2021: um futuro competitivo e bonito

Os desafios e o futuro da Fórmula 1

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Foto: Fómula 1 / Divulgaçao

A temporada 2019 da F1 está chegando ao fim, mas os olhos de quem comanda a categoria já estão voltados para o futuro. O projeto proposto para o futuro das corridas é, acima de tudo, tornar a competição mais competitiva, sustentável e financeiramente viável.

Aerodinâmica

Atualmente, o arrasto aerodinâmico reduz a força do carro que persegue o adversário em 50%. O conceito para 2021 melhora o fluxo de ar embaixo do carro é derruba a força descendente para 10%. O efeito colateral da mudança aerodinâmica sobrecarregaria os pneus, por isso, a pasta de borracha dos pneus passará de 13 para 18 polegadas.

Motores

Embora os fãs tenham saudades do famoso ronco dos motores, a F1 não pode perder as poucas fornecedoras que ainda tem. Portanto, a manutenção do regulamento com a versão híbrida dos motores é uma realidade que veio para ficar. A FIA não pode caminhar na contramão da indústria automobilística.

Combustível

Com a prática sustentável de não agressão ao meio ambiente, o objetivo da FIA é diminuir a utilização de gasolina e chegar a 100% de combustível sintético até 2025.

Finanças

A F1 busca um regulamento mais rígido para 2021. A FIA deseja que as equipes possam competir com menor investimento, o objetivo é impedir que as grandes equipes superem os pequenos com recursos superiores.

Design

O design conceito para 2021 é de tirar o fôlego. Para merecer um poster no quarto de um fã, é necessário ser esteticamente agradável. Veja o conceito abaixo.

Conceito 1 / F1 / 2021 / Divulgação

Fonte: Grande Prêmio

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Esportes

O futebol é realmente para todos?

Jéssica Patrine

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Futebol faz parte da cultura brasileira. E assim como toda manifestação cultural, reflete o comportamento da sociedade sobre alguns temas. Nesse combo, os preconceitos também estão incluídos. O brasileiro, em geral, é LGBTfóbico. Aqui é um dos países mais perigosos para qualquer pessoa dessa sigla viver. E, infelizmente, o estádio não é um lugar acolhedor para essas pessoas. Quem nunca ouviu aquele grito horroroso de ”bicha” na cobrança de escanteio? Fora os ataques direcionados aos jogadores adversários com palavras pejorativas bem mais pesadas.

Xô preconceito

Por isso, clubes brasileiros, como Santos, Flamengo e São Paulo, dentre outros, iniciaram a campanha contra os gritos homofóbicos dentro dos estádios. As torcidas que proferirem cânticos preconceituosos poderão prejudicar os clubes com perda de ponto no torneio disputado. Recentemente, no jogo Vasco x São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, o árbitro Anderson Daronco interrompeu a partida por causa dos xingamentos contra a torcida tricolor paulista. O técnico vascaíno, Vanderlei Luxemburgo, junto com parte do time, pediu para a torcida parar de entoar os gritos preconceituosos. Essa ação já foi um passo gigantesco ao combate à homofobia no futebol brasileiro, principalmente no masculino. Ironicamente, no futebol feminino, as jogadoras não têm receio de afirmar a orientação sexual. Tampouco escondem os namoros. Temos os exemplos das maravilhosas Marta e Cristiane, que assumem abertamente as namoradas.

Em um mundo ideal e utópico, ninguém precisaria se sentir envergonhado por causa da orientação sexual ou da identidade de gênero. Todos poderiam assistir os jogos sem ter medo de ouvir coisas desagradáveis, apanhar ou sofrer outro tipo de violência. O futebol realmente seria para todos e todas. Todavia, ainda não é assim. Acredito que estamos caminhando, mesmo que em um ritmo bem devagar, para a mudança de mentalidade sobre o respeito e a aceitação de atletas e torcedores assumidamente LGBT+. Também aguardo ansiosamente o dia em que os campeonatos de pontos corridos deixarão de existir, mas aí é assunto para outro texto.

Foto: Andy Hall/Unsplash

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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