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Política

Bites exclusivo: Lula pode ser candidato em 2022? Veja o que as ruas digitais querem saber

Equipe de análise da BITES, mostra como as quatro forças de apoio ao presidente Jair Bolsonaro estão se reagrupando para enfrentar o PT nas eleições presidenciais de 2022

Redação 140

Publicado

em

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
A equipe do Jornal 140 publica a integra da analise da BITES enviada hoje à noite por Whatsapp para uma lista reservada dos clientes da consultoria. Veja a seguir.Em abril do ano passado, quando BITES indicou, a partir dos dados digitais, que o segundo turno da eleição ocorreria entre o então candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e um nome do PT a ser indicado por Lula, foram identificados quatro forças de apoio ao atual presidente da República.

Esse contingente era formado por eleitores preocupados com questões de violência e segurança, outros focados na pauta de costumes, aqueles que apostavam na agenda econômica de Paulo Guedes e, por último, os antipetistas.

Logo nos primeiros meses de administração Bolsonaro, os dois primeiros continuaram ao seu lado. Os apoiadores de Guedes entraram em silêncio na espera da aprovação das reformas e os antipetistas acreditavam que tinham cumprido a sua missão.

Hoje, após a saída do ex-presidente Lula da prisão, as quatros forças estão se reagrupando em torno do mesmo objetivo: enfrentar o PT e Lula. O estoque de votos contra os petistas em 2018, materializados em diversas perspectivas de ressentimento, ainda continua muito expressivo.

Logo após o anúncio do STF sobre a prisão em 2ª instância, as buscas no Google Brasil para a palavra-chave “2022” sofreram um aumento expressivo.

E o tema mais procurado envolve detalhes sobre a “lei da ficha limpa”, que proíbe candidaturas de quem foi condenado em duas instâncias. O eleitorado de Lula e os seus críticos querem saber se ele poderá ser o nome da oposição em 2022 contra uma possível reeleição de Bolsonaro.

Os estados nordestinos estão entre aqueles que mais buscam por esse tipo de informação. Uma das principais perguntas ao Google é: “Lula pode se candidatar em 2022?” O interesse nessa expressão cresceu 2.100% nas 2.100%.

No Twitter, entre 8 milhões de post publicados em português até às 19h30 de hoje, Lula aparece em 1,6 milhão. O melhor resultado desde para o ex-presidente nos últimos 12 meses.

E quando combinado com 2022, candidato e eleição o ex-presidente apareceu em 18.487 posts nesse contexto.

Há um significado nessa diferença entre Twitter e o Google. Como o serviço de buscas registra maior volume de consultas, a tendência mostra que muitos eleitores ainda não sabem com certeza se Lula será candidato em 2022.

O histórico de dados do Sistema BITES ao longo de 2018 mostra que Bolsonaro sempre cresceu em número de fãs e seguidores nas redes sociais quando a ameaça de Lula era mais constante.

As curvas do algoritmo de tração da BITES, utilizado para medir a capacidade de um agente criar movimentações dentro da sua rede digital, de Lula e Bolsonaro sempre foram semelhantes. Um crescia em função do outro.

Mas, o presidente da República tem maior vantagem sobre o ex-presidente.

Hoje, Bolsonaro tem 32,2 milhões de aliados digitais nas suas contas oficiais no Facebook, Twiter, Youtube e Instagram contra 6,2 milhões de Lula.

Nos últimos sete dias, Bolsonaro aumentou essa base em 129 mil perfis contra 81.696 de Lula, sendo que 67 mil foram acrescentados nas últimas 24 horas.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Os artigos publicados em nome da Redação 140 são de responsabilidade dos responsáveis por este site de notícias. Entre em contato caso tenha alguma observação em relação às informações aqui contidas.

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Política

Evo Morales e futebol nas buscas e trending topics do domingo

Anúncio da renuncia a presidência movimenta as redes e os buscadores

Redação 140

Publicado

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Foto: Kremlin / Public Database

Hoje não foi o dia do Lula nas redes sociais e buscadores. Às 19h22 da noite de domingo, uma das cinco palavras/expressões mais buscadas no Google eram Evo Morales, que anunciou há pouco a renúncia à presidência da Bolívia, após uma semana de intensos protestos por todo o país que resultaram na morte de três pessoas e ferimentos em mais de 300. No Google o nome “Evo Morales” apresentava mais de 20 mil buscas.

Já no trending topics do Twitter Bolivia aparece em primeiro lugar, em um dia dominado pelo noticiário esportivo. Nomes como Rodinei e Arão, do Flamengo, e Muriel , do Fluminense, aparecem logo em seguida.

No Google, a liderança por buscas ainda é ocupada pelo futebol, com Athletico do Paraná em primeiro, seguido de Seleção Brasileira e Manchester United, com Evo Morales em quarto.

Evo Morales tem 60 anos; recentemente reelegeu-se pela 4a vez, após 13 anos no poder e conseguir  reduzir a extrema pobreza na Bolívia de 36,7% para 16,8%, em um pais que vem crescendo a taxas de 5% ao ano, e que tem um PIB de US$ 36,7 bilhões por ano.

Morales é indígena, da tribo uru-aimará e ganhou notoriedade como líder sindical dos cocaleros. Aparece sempre vestido de maneira peculiar e elegante, com roupas desenvolvidas pela estilista Beatriz Cando Patiño, principalmente os suéteres, ou “chompa” como são conhecidos na Bolívia.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Política

BITES exclusivo: briga de Augusto Nunes e Glenn Greenwald reagrupa forças nas redes sociais

Hashtags como #SomosTodosAugustoNunes, #AugustoNunesHerói e #augustocovarde se espalham pelo Twitter hoje no Brasil e mostram que a polarização continua movimentando corações e mentes no digital

Redação 140

Publicado

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Foto: Matthew Payne / Unsplash

Análise da BITES, assinada por André Eller e Manoel Fernandes, mostra que o jornalista Augusto Nunes conseguiu hoje reagrupar dois grupos aliados ao presidente Jair Bolsonaro e que estavam distanciados nos últimos tempos: os lavajatistas e os bolsonaristas.

A seguir republicamos, na íntegra, o texto enviado para a base de clientes e empresas da consultoria BITES por Whatsapp:

Augusto Nunes terminou o dia com uma dívida e muito mais próximo dessas tendências de opinião [lavajatistas e bolsonaristas].

Após a briga de Nunes com o editor do site The Intercept, Glenn Greenwald, essas duas correntes digitais se uniram para enfrentar aqueles que estavam criticando o jornalista, revelando que a polarização da eleição passada continua forte e estruturada. O resultado foi uma guerra de posts no Twitter, compartilhamentos de artigos de sites de notícias e mensagens em grupos de WhatsApp.

Até às 19h de hoje, a polêmica em torno de Nunes estava ofuscando a votação da prisão em 2ª Instância no Supremo Tribunal Federal. Enquanto no Twitter, a combinação das expressões STF ou prisão havia alcançado nesse horário 120 mil posts, as menções sobre Augusto ultrapassavam 406 mil tweets.

A briga ao vivo no programa O Pânico da Jovem Pan com Greenwald, colocou as hashtags #SomosTodosAugustoNunes e #AugustoNunesHerói entre as mais utilizadas no Twitter no Brasil até às 19h. Juntas, estavam presentes em 165 mil posts contra 31 mil para #augustocovarde.

Mas, em buscas abertas no Twitter, quando o internauta utiliza apenas o nome sem uma ligação direta com uma hashtag, o jornalista foi associado 124 mil vezes à palavra-chave covarde. Na combinação com herói, Nunes foi citado 18 mil vezes no Twitter.

A reação contrária foi balanceada com o apoio da rede de aliados do presidente Bolsonaro, como seus filhos Carlos e Eduardo que produziram posts em defesa do jornalista.

Os aliados digitais de Nunes trabalharam em sincronia com sites alternativos de tendência bolsonarista no compartilhamento de notícias. Os 49 artigos mais relevantes sobre Nunes publicados até às 19h conseguiram 810 mil compartilhamentos.

O campeão com 171 mil compartilhamentos saiu no portal UOL, mas o segundo sob o título “Apoio incondicional ao premiado jornalista Augusto Nunes” do site alternativo Jornal da Cidade Online alcançou 120 mil compartilhamentos.

Nunes terminou o dia como um dos jornalistas brasileiros mais citados no Twitter. Até ontem, considerando os últimos 12 meses, o seu nome estava presente em 283 mil tweets contra 608 mil para Reinaldo Azevedo, outro profissional que desperta paixões e críticas nas redes sociais. Com o resultado de hoje, Nunes alcançou 690 mil tweets em torno do seu nome.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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