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Séries 4 MIN DE LEITURA

O homem que assistia séries demais

Desafiado a escrever sobre Euphoria, da HBO, nosso coletivista Paulo Gustavo acaba ficando positivamente surpreendido ao assistir uma série turca O Último Guardião que fala sobre o universo dos super-heróis.

Paulo Gustavo Pereira

Publicado

em

Foto: Alex Suprun / Unsplash

É interessante quando sou questionado sobre a quantidade de séries que assisto. A pergunta é invariavelmente, comparando com o tempo livre de quem pergunta, sempre questionando que não há tempo suficiente para ver tudo o que interessa. E é exatamente isso que é o ponto crucial no trabalho que faço ao analisar o conteúdo de séries para os textos e programas que faço. O que realmente é interessante de se assistir?

Como todo bom ser humano que cresceu vendo filmes e séries, há um momento em que ver uma série por obrigação de trabalho deixa de ser importante para ser crucial para o próximo episódio. Explico: tento ver o primeiro episódio para saber se a série tem algo diferente, uma história ou personagens que valham a pena continuar vendo. Dessa forma, já deixei de ver várias produções que viram “moda” e que, na minha análise, não trouxe nada de novo para meu HD.

Ao mesmo tempo, fico impactado quando descubro uma produção fora dos Estados Unidos, pátria-mãe das séries de TV. É uma surpresa ver que uma série turca O Ultimo Guardião que fala sobre o universo dos super-heróis; da mesma maneira que Kingdom, da Coréia, mostra uma luta da corte real do século 14 contra uma infestação de zumbis; ou mesmo a produção indiana Jogos Sagrados, onde a narração da história é feita por um personagem que morre no primeiro episódio.

É claro que não dá pra escapar das séries da moda, não por que não tenham qualidades, mas muitas vezes, é mais do mesmo. Quando muitos canais exibem séries sobre os bastidores do crime organizado ou não, descubro a beleza e a leveza de Coisa Mais Linda, da Netflix, com quatro personagens femininas que fogem felizmente do politicamente cansado empoderamento da mulher em qualquer lugar e qualquer tempo.

Quando a bola da vez chegou em Euphoria, da HBO, me chamou a atenção que a personagem principal era interpretada por Zendaya, que havia feito várias produções da Disney e recentemente se tornou o interesse amoroso de Peter Parker nos últimos dois filmes do Homem-Aranha, estrelado por Tom Holland. E mais: seria um papel totalmente diferente do que a atriz-cantora faria, algo que ela mesmo pedido para se desafiar como atriz. E não decepcionou.

Ao mesmo tempo, a Netflix lançou Sintonia, uma produção de fôlego, com roteiro muito bem escrito e com uma história que me atraiu, mesmo com vários clichês tradicionais sobre a luta de três jovens da periferia de São Paulo para subir na vida. Em Euphoria, a personagem de Zendaya tentava se descobrir no meio de uma continua adoração à drogas, desrespeito à família, e amizades complexas e confusas. Ou seja, as duas séries se comunicavam com o mesmo publico jovem, de maneiras diferentes.

Não vou entrar nessa análise mais formal sobre cada um dos pontos de cruzamentos entre Euphoria e Sintonia. O que importa nesse crossoover imaginário é que os personagens lutam para fazer a melhor escolha sobre seus futuros. E cada uma das tentativas, os leva a caminhos que podem afastá-los de seus reais destinos. Afinal, lutar para sobreviver a uma sociedade opressiva, sem a base adequada, deixa qualquer jornada heróica pendente de algo real. Não adianta lutar contra um vício se o viciado não quer enxergar suas próprias dores. Da mesma maneira, dizer que não existe saída para um jovem da periferia a não ser entrar para o crime,, a sublimar outros jovens que já lutaram e venceram essa guerra íntima.

Dito isso, não me surpreende que séries como The End of the F**ing World, Dark, The Rain e até mesmo Casa de Papel, serem as mais vistas pelos brasileiros na Netflix. Elas chamaram a atenção do publico não por que suas tramas são diferentes, mas por que elas estão ligadas a outras histórias mais identificáveis pelo telespectador. Casa de Papel fez sucesso no Brasil por sua mistura de Golpe de Mestre e Onze Homens e um Segredo. The Rain mostra jovens tentando superar os desafios de um futuro distópico como The 100. Ou mesmo as reviravoltas de um destino insólito da série alemã Dark, que fez muita gente mergulhar em universos paralelos e viagens no tempo, dois gêneros populares da ficção-científica, mesmo não entendendo metade da história.

O melhor de tudo é que a diversidade de produções que tem chegado ao Brasil na última década, especialmente com a chegada das plataformas streamings, tem ajudado o público a entender que não são apenas as séries de língua inglesa que fazem os próximos episódios divertidos. O que muito bom nessa história, independente do país de origem, é como se conta essa mesma história. O melhor exemplo disso é a série Criminal, que mostra o interrogatório de um suspeito, vista por policiais alemães, franceses, espanhóis e britânicos. Cada um no seu quadrado dramático e emocionante a cada episódio.16

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Paulo Gustavo Pereira é formado em Jornalismo e começou sua carreira na Radio e TV Tupi, passou pela Globo, Bandeirantes, Record, Manchete e Cultura, como assistente da redação, repórter, editor e chefe de reportagem. No SBT, dirigiu as transmissões da festa do Oscar a partir de 1994. Repetiu a dose na TNT, direto dos estúdios da emissora em Atlanta/EUA, em 2007. Foi colaborador no Jornal da Tarde, Folha de S.Paulo, Estadão, Jornal do Brasil e diretor de redação da revista Sci-Fi News por 11 anos. Escreveu os livros livro Almanaque dos Seriados, pela Ediouro, e Almanaque dos Desenhos Animados, pela Matrix. Hoje escreve e apresenta o programa Talk TV, do canal Like, além de fazer ao vivo toda a semana, o Balanço das Séries, no Facebook e Youtube.

Séries 3 MIN DE LEITURA

Matando o tédio: 7 séries para maratonar nas férias

Em busca de matar o tédio com a ajuda de séries? Tenho 7 séries fofas e maravilhosas para te tirar desse clima nessas férias.

Êrica Blanc

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Tem período que desperta mais o tédio do que inicio de ano? Tem um monte de gente de férias da faculdade e do trabalho, viajando e etc. Até para quem não esta, necessariamente, de férias. O mundo parece mais lento, alguns amigos viajando e quem fica de pernas para o ar ou que chega em casa após um dia de trabalho sem ter muito o que fazer, acaba de braços dados com o tédio. Sem contar que, no nosso país, esse período se estende até depois do carnaval. Então, ainda tem chão aí! Por isso, preparei uma lista de séries que vão te ajudar a matar o tédio ao longo desses próximos dias!

Anne with an E

Sinopse: Série finalizada, com apenas 3 temporadas, para encantar você por alguns dias. Anne é uma personagem apaixonante, cheia de imaginação e criatividade. Ela é uma pré-adolescente, que não tem família e acaba sendo enviada para um casal de irmãos por engano. Com seu jeito para lá de especial, ela não demora a conquistar os dois e conseguir um espaço na família. Mas, vai precisar lutar pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo. Tem resenha! Vem ler. 

Desventuras em série

Sinopse: Sou suspeita para falar, pois amo tudo que está relacionado a essa série. Mas, se você está pensando em matar o tédio, Lemony Snicket pode ser a melhor companhia. A trama é baseada na coleção de mesmo nome,  onde acompanhamos a trágica história dos irmãos Baudelaire – Violet, Klaus e Sunny – órfãos sob a guarda do terrível Conde Olaf, que fará de tudo para colocar as mãos na herança das crianças. Entre idas e vindas, os irmãos buscam constantemente despistar Olaf e investigar a misteriosa morte de seus pais. Para saber mais, clica aqui!

Drop Dead Diva

Sinopse: Matando o tédio com doses de humor? Drop Dead Diva pode te ajudar! A série conta a história de Deb Dobkins, uma aspirante a modelo super futil, que morre em um acidente de carro. Ao chegar ao céu, inconformada com sua morte, aperta “return” no computador do anjo Fred e acaba no corpo de uma advogada ultra inteligente que sofre com excesso de peso Jane Bingum. Sendo que Jane estava na mesa de cirurgia, após levar um tiro dentro de seu escritório. Quer saber mais? Clica para ler a resenha.

iZombie

Sinopse: Para quem gosta de série policial, iZombie é a melhor das opções. Olivia Moore, mais conhecida como Liv, é uma estudante de medicina que é contaminada e se transforma em zumbi. Pensando em não machucar ninguém, ela termina o noivado, se afasta de todos e começa a trabalhar em um necrotério para conseguir cérebros sem precisar matar ninguém. No entanto, ao comer o cérebro de alguém, ela passa a ter acesso às lembranças daquela pessoa e , assim, passa a colaborar com a investigação de casos policiais. Tem resenha! Clica para ler.

Younger

Sinopse: Liza Miller já é quarentona, se separou do marido endividado e tem uma filha adolescente para criar. Mas por causa de sua idade, ela sente dificuldades em conseguir emprego, até que com a ajuda de uma amiga Liza decide passar por uma transformação para aparentar 26 anos. E dá certo. Ela consegue emprego numa editora e o amor de um cara mais jovem. Mas até quando ela conseguirá esconder esse segredo? Acesse a resenha, clicando aqui!

Jane the virgin

Sinopse: Quando Jane era uma garotinha, ela fez uma promessa para sua avó, dizendo que seria virgem até o dia do seu casamento. Aos 23 anos, Jane está noiva e já tem a vida toda planejada. Até que uma ginecologista insemina Jane artificialmente, sem que ela saiba e as coisas saiam completamente de controle. E, como tudo pode piorar, o pai da criança que está a caminho é uma antiga paixão dela e seu atual patrão, Rafael. A série desenrola como se a vida dela fosse uma novela onde ela é a estrela. Portanto, pode esperar por muita comédia e drama em uma série só. Para saber mais, clique aqui!

The Fosters

Sinopse: The Fosters mostra o dia-a-dia de uma família composta por duas mães e seus filhos, adotivos e biológico. Mas, quando a família cresce ao decidirem hospedar mais duas crianças órfãs, as mães veem tudo sair do trilho. Sendo assim, a série aborda bastante sobre as falhas do sistema de adoção e os desafios que a chegada de novos filhos podem trazer. Tem resenha disponível, clica aqui para ler.

Qual a sua série favorita para matar o tédio?

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Séries 1 MIN DE LEITURA

F1: Dirigir para Viver: Série da Netflix apresenta o mundo implacável da Fórmula 1

Do produtor de Amy e Senna, esta série documental apresenta o mundo da Fórmula 1, revelando um lado pouco conhecido dos pilotos, suas famílias e equipes.

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em

Foto: Divulgação / Netflix

A série de 10 episodios é a primeira a realmente imergir o público dentro dos cockpits, o paddock e as vidas dos principais pilotos e chefes de equipe da Fórmula 1. A série abrange o Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2018 e tem acesso incomparável e exclusivo aos pilotos mais rápidos do mundo, diretores de equipe e proprietários, bem como à própria equipe de gerenciamento da Fórmula 1.

Devido ao enorme sucesso, a Fórmula 1 confirmou que a série da Netflix retornará para uma segunda temporada em 2020.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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