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Negócios

Experiência do cliente em 2030: empatia dos robôs de atendimento?

Segundo estudo, estima-se que até 2030, teremos 67% dos atendimentos ao cliente sendo efetuados por meios digitais com inteligência artificial e as novas soluções tecnológicas substituirão 2/3 das pessoas que atuam diretamente nas centrais de atendimento.

Euriale Voidela

Publicado

em

Foto: Andy Kelly / Unsplash

Segundo a nova pesquisa “Experiência em 2030: O futuro da construção da experiência do cliente“, realizada pela Futurum Research e encomendada pela SAS, estima-se que até 2030 67% dos atendimentos ao cliente serão realizados por meios digitais com inteligência artificial. A pesquisa envolveu 4 mil consumidores, em diversos países e diferentes segmentos como consumo, indústria e governo.

Os consumidores estão valorizando cada vez mais as experiências com as marcas e serviços. As tecnologias modernas estão mudando radicalmente a maneira como as marcas interagem com seus consumidores, aliadas a evolução e a transformação digital. O processo da transformação digital é um caminho sem volta no mundo inteiro.

O estudo demostrou que a tecnologia e a transformação digital serão a principal força motriz por trás da criação de uma nova experiência positiva do cliente (CX). As empresas necessitam evoluir sobre o novo ecossistema do consumidor, as novas expectativas de experiência e a jornada de relacionamento de forma a estar à frente do ritmo dos clientes que estão elevando seus níveis de exigência de serviço.

Segundo o estudo, as empresas participantes possuem alta expectativa de transformação digital frente a todas as etapas da jornada de compra e relacionamento do consumidor com a marca. Os resultados demonstram ainda que a inteligência artificial e as novas soluções tecnológicas substituirão as pessoas que lidam com cerca de 2/3 dos contatos nas centrais de relacionamento, além da automatização das atividades de marketing e campanhas promocionais, onde o grande desafio será realizar o atendimento com maior grau de empatia.

Estima-se que as novas soluções tecnológicas serão responsáveis por 69% das decisões tomadas durante a interação e a jornada com o cliente, o que otimizará todos os processos das áreas de apoio ao atendimento. Estima-se que os contatos por meio de máquinas inteligentes ocorrerão em 67% das interações entre a empresa e os clientes.

No estudo, cinco pontos foram destacados ainda:

  • Tecnologia Inteligente: os consumidores não usam digital, eles são digitais.
  • Tecnologia Imersiva: superando a fronteira de jornada do consumidor com. a experiência do cliente
  • Confiança Digital: a natureza em evolução da confiança..
  • Lealdade na era digital: seja uma empresa de lealdade, não um programa de lealdade
  • Agilidade e automação: melhor envolvimento por meio da tecnologia.

“É óbvio que na próxima década haverá uma rápida expansão do relacionamento entre pessoas e máquinas”, diz Daniel Newman, analista principal da Futurum Research. As empresas terão que manter um equilíbrio entre fornecer experiências semelhantes às interações humanas e alcançar resultados imediatos esperados pelos clientes, acrescenta.

Quando questionados sobre o quanto consumidores estão seguros com a interação tecnológica e artificial,  78% das empresas ainda acreditam que seus consumidores estão seguros com estes meios enquanto 35% disseram ter alguma incerteza. Observa-se aqui uma diferença enorme entre a percepção da empresa com a percepção do consumidor em relação às empresas pesquisadas.

Um dos pontos fundamentais na Era da Experiência do Consumidor, é o fato de a empresa conhecer quem são seus consumidores e quais são os seus desejos para a tomada de uma melhor decisão sobre a Jornada do cliente.

Outros dados importantes são destacados na pesquisa, sendo:

  • 80% os consumidores dizem esperar que as remessas sejam entregues por Drones ou veículos autônomos.
  • 81% esperam interagir com o Chatbot (Inteligência artificial para atendimento ao cliente).
  •  78% esperam aplicativos virtuais aprimorados ou os chamados “realidade mista”, permitindo uma visão detalhada do produto. Por exemplo, como uma determinada peça de roupa ficará no consumidor por meio do uso de tecnologias como realidade aumentada.
  • 56% os entrevistados esperam que, já em 2025, será possível visitar lugares distantes ou participar de eventos de entretenimento por meio de dispositivos de “realidade mista”.
  • 78% esperam poder controlar outros dispositivos usando seus próprios dispositivos móveis.

Quando analisamos o cenário em nosso país, temos vários exemplos de empresas com grau de maturidade nesta área, empresas que se tornaram referências em como proporcionar felicidade aos seus clientes com o uso correto da tecnologia. Ponto de atenção que já relatei anteriormente é de entender de fato quem é o seu consumidor e o que de fato irá encantá-lo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.

Euriale Voidela é consultora, palestrante e diretora de Clientes e Negócios, com 20 anos de atividade em Cultura Centralizada ao Cliente, Atendimento ao Consumidor e Especialista em Jornada Incríveis.

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Empregos

Os donos da hora

Ei você que é frila, leia isso: plataforma que conecta freelancers a empresas dá dicas para empresas e dados sobre este mercado de trabalho

Publicado

em

Foto: Stefan Steinbauer / Unsplash

Que empresa já não contratou um freelancer, quem já não foi “frila” na vida? A redação do Jornal 140 recebeu um material super rico da Workana, plataforma que conecta freelancers a empresas em toda a América Latina.

O mercado de frilas só cresce. Segundo a plataforma, existem mais de 2,5 milhões de profissionais, um total de 880 mil projetos desenvolvidos por estes nobres soldados. E por falar em comunicação em tempos de cólera, as novas gerações não gostam de seguir horários, querem fazer os seus horários – querem flexibilidade: a plataforma identificou que 56% destes profissionais são frilas porque querem ser donos dos seus próprios horários.

Publicamos a seguir diversos itens compartilhados pela comunicação da Workana com a redação do Jornal 140, publicados na íntegra:

Quais são os pontos de atenção?

• Ter claro uma data de início e de finalização de projeto (pelo menos estimada);

• Definir que tipo de entregáveis são esperados (aplicadas ao projeto) e em que condições espera-se receber. Exemplos: código fonte, manual de marcas, editáveis, etc;

• Canal de comunicação: é muito importante manter a comunicação de maneira contínua, estabelecendo horários e modalidades preferidas;

• Apresentação de avances: é importante acordar antecipadamente sobre a frequência e horário que se espera para que o profissional apresente os avances. Isto ajuda a fazer correções ao longo do percurso, se for necessário.

• Demanda por horas para o projeto: mínimo de horas requeridas semanais, se é necessário que trabalhe em um horário específico ou ainda ter um horário comum para responder consultas, atender chat de clientes, recepcionar chamadas, reuniões, etc.

O que já deve estar acordado?

Antes de iniciar a pesquisa, a organização deve realizar um exercício de reflexão e tentar cobrir a maioria dos seguintes requisitos.

• É importante ter um breve resumo do projeto que cubra o que é, o que se espera, como serão alcançados os objetivos, quando e com que orçamento. Este resumo deve ser o mais claro possível, não apenas para ajudar a definir quais perfis são indicados para o projeto, mas também como um documento no qual o cliente e o profissional possam começar a trabalhar.

• Definir se prefere que o projeto seja executado como um projeto fixo, com entregas definidas ou se a modalidade de horas é melhor opção, porque é esperado que se cumpram as tarefas especificadas, as quais podem mudar ao longo de um projeto.

• Material de trabalho: deve ser disponibilizado e definido o material que será entregue ao profissional para levar o projeto adiante, otimizar o tempo e a qualidade do trabalho.

Perguntas frequentes que as empresas realizam para a Workana

As perguntas mais frequentes estão sempre relacionadas com os medos e com as preocupações diante da modalidade de trabalho que ainda desconhecem.

1) Como posso controlar o que faz um freelancer que não se encontra trabalhando de maneira presencial no escritório?

As metodologias de controle podem ser várias, dependendo do tipo de projeto. A primeira metodologia é a comunicação, estabelecer um canal claro e direto com o freelancer é um ponto fundamental. Por sua vez, acordar uma reunião semanal ou quinzenal é recomendável sobretudo para projetos grandes. Outra metodologia de controle são as pré entregas. Programar para receber conteúdos que adiantem a entrega final, ajuda a ter visibilidade do trabalho do freelancer. Isso te possibilita a tomar ações corretivas sobre o andamento e evitar desvios na entrega final ou atrasos no projeto.

2) Se os prazos e objetivos do projeto são cumpridos.

É importante discutir esses pontos em uma reunião inicial com o freelancer. Para ter este ponto bem claro é importante que o cliente já tenha identificado para quando precisa do trabalho e qual é o objetivo e necessidade do mesmo, para poder transmitir ao profissional de forma clara. Cruzar estas informações com as entregas ajudam a otimizar a experiência.

3) Se os profissionais são idôneos para assumir seus projetos.

Neste ponto, é importante ter como parceiro uma plataforma de confiança que faça o intermédio desses contatos, como a Workana. Só assim será possível pedir ajuda caso haja algum problema na entrega do projeto.

4) Como assegurar a qualidade do produto final entregue pelo freelancer.

A qualidade no produto final é composta pela qualidade durante todo o processo, desde ter claro o objetivo do projeto resumido a um briefing, seguido pela seleção do recurso, conhecer o mesmo em uma entrevista e contar de forma clara o objetivo do trabalho.

Uma vez selecionado o recurso, deve-se implementar metodologias de controle e feedback, instâncias parciais de entrega e revisão de resultados com relação ao freelancer e o cliente por um trabalho de qualidade.

5) Como posso proteger as informações que necessito compartilhar com o profissional.

Dependendo do tipo de projeto que está sendo realizado, o profissional que irá executá-lo pode contar com uma informação parcial, ou ter acesso integral a ela. Se houver esta necessidade num projeto, nós da Workana sugerimos que o cliente faça um contrato NDA (Non Disclosure Agreement) para reforçar ao freelancer a importância da confidencialidade no projeto e em seu conteúdo.

6) Se é possível realizar trabalhos de forma presencial.

O core da Workana é o trabalho remoto, já que acessamos o talento através de qualquer zona geográfica de onde se encontra o escritório do cliente. No momento em que limitamos uma determinada zona, a quantidade de profissionais passa a ser menor. Tendo em conta estes pontos, temos feito alguns projetos de forma presencial, nos quais incorremos em contratar um seguro para o freelancer pelos dias em que o projeto está em andamento, sendo os custos do seguro assumidos pelo cliente.

A Workana tem profissionais de diversas formações e especificações. Os principais perfis vão desde habilidades de TI e Programação, Marketing Digital, Design e Multimídia, Redação e Tradução, etc. Mas também temos outras categorias que já nos solicitaram, como engenheiros, especialistas em comunicação, perfis de finanças, equipe de vendas. Os requerimentos foram vários e nossa base é muito boa.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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Empreendedorismo

Empreender: como se reinventar e manter o foco na realidade

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada.

Publicado

em

Foto: You X Ventures / Unsplash

Vivemos em uma sociedade onde as coisas mudam na velocidade da luz, onde a informação acontece e uma hora depois se torna ultrapassada. As empresas se assustam com tanta inovação. E, muitas vezes, se perdem no contexto. Tento levar aos clientes, todos os dias, progresso. Este é o papel da atividade que escolhi e tenho muito orgulho. Acredito que sempre podemos mudar, melhorar e, o principal, cuidar de todo o contexto da empresa sem desprezar a missão e a visão que deram origem ao seu negócio. Independentemente se é um negócio de família, um sonho, ou de outras circunstâncias, a empresa tem que prosperar, de preferência, a um custo baixo ou zero, dependendo das necessidades.

Acredito que temos de proporcionar facilidades e apresentar soluções a curto, médio ou longo prazo, independentemente do tipo de negócio ou da quantia de colaboradores que a empresa tenha e sem desprezar a história de cada um. Tendo em vista o cenário atual, devemos ouvir, compreender e avaliar e, após um diagnóstico, sugerir algo relacionado com a realidade. Entretanto, atualmente o que encontramos são muitos empresários reclamando por vários motivos e sem buscar soluções práticas. Aos longos dos vinte anos de vivência na área de consultoria empresarial, afirmo: as soluções devem ser estudadas e elaboradas individualmente, devemos ter o cuidado de diagnosticar baseado em fatos que condizem com a realidade da empresa.

Renovando os objetivos

Vou partilhar com você a minha própria experiência para que se tenha uma visão ampla. Há quatro anos optei por residir e trabalhar no Norte do país. Nessa época, trabalhava única e exclusivamente com indústria moveleira. Surgiu na época um projeto de dois anos e quando as coisas não saíram como o planejado, precisei me reinventar. Entendi que a minha paixão pessoal, aliada as possibilidades locais, me abriam um leque maior de atuação do que eu poderia imaginar. Passei a atender em três estados, Amazonas, Acre e Rondônia, nos mais diversos segmentos.

Já atendi uma granja de porcos, sem nenhum tipo de conhecimento prévio específico do assunto. No fim das contas, as estruturas das empresas não são tão diferentes quando se imagina. Adaptar técnicas, que já temos domínio podem nos tirar de um mercado já saturado e nos ajudar a reinventar a profissão que vamos seguir nos próximos anos. Também aprendi que a geografia física se tornou obsoleta; hoje  consigo assessorar empresas em outros estados por meio da (facilidade da) comunicação. Com isso vou abrindo mercado em locais jamais planejados. Portanto, reflita, o que está faltando para você se reinventar no mercado? Qual será o seu diferencial?

Acredite no seu negócio e na sua capacidade

Todo esse relato é para comprovar que nosso público está além de nossa imaginação. Independe do produto ou serviço que vendemos ou prestamos, podemos ir além. “Devemos pensar grande”, porém com os pés no chão e com os olhos na realidade. Acredite no seu negócio, ele é único. Apesar de demandar muita ou total dedicação, acredite e siga os passos da realidade econômica, sempre vislumbrando horizontes que irão compor seus ideais. Ler, conversar, partilhar os desempenhos e desejos com pessoas certas, para que consiga atingir o ápice do empreender.

Espero ter acendido em você, empreendedor, uma luz que lhe mostre o quanto somos capazes e estamos no caminho certo.

*O Jornal 140 não se responsabiliza pela opinião dos autores deste coletivo.
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